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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Março: Viva comemora os 450 anos do Rio com "As Cariocas"





  Débora Secco em "As Cariocas" (Divulgação/Viva)
Março é o mês de aniversário do Rio de Janeiro. A cidade completa 450 anos e para comemorar, o canal Viva preparou uma programação especial. 

Dirigida por Daniel Filho, "As Cariocas" se passa em diversos bairros do Rio de Janeiro, onde musas da televisão brasileira estrelam dez episódios independentes: Alinne Moraes, Paolla Oliveira, Alessandra Negrini, Adriana Esteves, Cíntia Rosa, Grazi Massafera, Fernanda Torres, Sonia Braga, Angélica e Deborah Secco. No primeiro episódio, Alinne Moraes vive Nadia em “A Noiva do Catete”. Comprometida com Carlinhos (Ângelo Antonio), que fica paraplégico depois de defendê-la de um assalto, a moça se esconde atrás da fachada de mulher perfeita e mexe com a vizinhança. Um dos que enlouquece por ela é o jovem surfista Nelsinho (Pedro Nercessian). O único que não enxerga o lado sedutor de Nadia é Carlinhos, enquanto os marmanjos das redondezas não tiram os olhos de sua beleza. 


Estreia dia 02 de março, às 23h30.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Globo Marcas lança DVD com 10 episódios da minissérie As Cariocas


A minissérie que levou ao ar histórias de 10 mulheres bem diferentes – solteiras, casadas, sensuais ou solitárias – chega ao mercado em DVD pela Globo Marcas. Dirigida por Daniel Filho, Amora Mautner e Cris D’Amato, As Cariocas teve como ponto de partida contos de Sergio Porto, que têm como foco mulheres com belezas distintas e particularidades singelas.

As curvas femininas ganharam como cenário a bela paisagem do Rio de Janeiro, mostrando que ser carioca é um jeito único de ser. Interpretadas por Alinne Moraes, Adriana Esteves, Paola Oliveira, Fernanda Torres, Cintia Rosa, Sonia Braga, Grazi Massafera, Alessandra Negrini, Deborah Secco e Angélica, a série foi ao ar em outubro de 2010.

Segundo Daniel Filho, As Cariocas uniu dez atrizes maravilhosas, que certamente estariam no Top Ten de qualquer brasileiro:

É uma mistura de atrizes mais experientes e mais jovens, mas todas com uma coisa em comum: o bom humor. Quem não conseguiu assistir os dez capítulos, terá uma chance de ver. Além de poder rever os melhores episódios e admirar a beleza destas cariocas de alma. Afinal, carioca é praticamente um estado de espírito. Não importa se você nasceu ou não na cidade. A carioca tem humor, ironia, crítica - relata.

O DVD é duplo e possui um extra com cerca de 40 minutos contendo making of dos episódios, da abertura da série e de efeitos especiais. Há ainda opções de legendas em inglês, espanhol e francês. 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Seriado "As Cariocas" surpreende a Globo em feira de TV

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O seriado “As Cariocas” surpreendeu o setor de vendas da TV Globo durante a NATPE, feira de televisão realizada em Miami no final de janeiro. O programa foi um dos títulos da Globo mais procurados pelas emissoras internacionais.

As vendas foram impulsionadas pela beleza do Rio de Janeiro e das mulheres cariocas retratadas na história, além de presença da atriz Sônia Braga, que despertou a atenção de variados mercados.

Além de “As Cariocas”, as novelas “Cama de Gato” e “Escrito nas Estrelas” também se destacaram em vendas, sendo comercializadas a quase todos os países latino-americanos. Com temática espírita, “Escrito nas Estrelas” também atraiu a atenção de países onde o catolicismo tem grande força junto à população local.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

REVIEW: As Cariocas - 1x10: A Traída da Barra

Foi exibido ontem pela Rede Globo o último episódio da série que deu o que falar neste último trimestre do ano. As Cariocas. Muito antes da estreia, algumas pessoas já afirmavam categoricamente que a série tinha tudo para ser um desastre de audiência e a emissora estava dando um tiro no pé colocando um produto com este formato para competir com a principal atração da Rede Record, A Fazenda.

Mal sabiam estas pessoas que Daniel Filho não estava para brincandeira e, no auge de sua inspiração, voltava a TV como produtor de uma série bem diferente de tudo que já foi visto e, logo de cara, atrairia completamente a atenção dos telespectadores. Sem medo de errar, em 10 episódios, ele muito mais acertou do que errou, felizmente.

Em A Traída da Barra, a Globo deu uma missão à série: competir com a final de A Fazenda. E o episódio não deixou por menos. De extremo bom gosto, ele brincou com todos os clichês conhecidos em relacionamentos que tratam de traição e o fez com maestria. Foram seqüências e mais seqüências em que o óbvio abria espaço para os diálogos divertidos e muito bem elaborados. A narração, que patinou feio no episódio anterior, estava afinado com o texto e os acontecimentos, mas muito mais do que isso, voltou a ter o humor afinado que sempre gostamos.

Mais do que acompanhar a saga de Maria Tereza pela noite da Barra, desiludida com o marido, irada e com desejo de traição por pura vingança, o que chamou a atenção no episódio final da série foi as situações em que a protagonista se meteu tentando se vingar. De esposa devotada a mulher entrando num carro para uma noite a três, ou quatro, ou cinco, até mulher buscando conselhos - e também aconselhando - o trio mais maluco de prostitutas que o Rio de Janeiro já viu, tudo foi muito bem montado.

Além da deliciosa história, o público ainda foi brindado com a volta de Angélica para a dramaturgia. Afastada deste formato desde o fim da novelinha de seu programa na Globo (lembram da Fada Bela?), Angélica continua com a impressionante química diante das câmeras. É bem verdade que ela não domina completamente as técnicas de atuação e também, às vezes, exagera em algumas expressões. Mas quem precisa de técnica de atuação quando se tem um carisma como a Angélica? Além do que, ela continua com impressionante timing para o humor. Nota 10.

Nota 10 mesmo quem merece é Daniel Filho por devolver a televisão um formato tão interessante e, mais do que simplesmente apresentar uma série de qualidade, ele permitiu mostrar a todos que há novo fôlego para a TV brasileira. As séries vem se mostrando um formato interessante e As Cariocas foi prova disso. Ficará em nossa memória.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Último episódio de "As Cariocas" garante 21.5 de média para a Globo




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No último episódio de "As Cariocas", a moradora da Barra da Tijuca viveu emoções fortes, em uma única noite. Depois de pegar o marido, Cícero (Luciano Huck), na cama com sua melhor amiga, A Traída da Barra surta completamente e até faz amizade com prostitutas para se vingar.

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No quesito audiência, o último episódio garantiu a liderança isolada para a Globo com 21.5 de média. No mesmo horário, a Record ficou com 16.5, SBT 6.2, Band 3.5 e RedeTV 1.8.

Os índices são prévios e podem sofrer alterações para mais ou para menos no consolidado. Cada ponto equivale a cerca de 60 mil domicílios ou 178 mil telespectadores na grande São Paulo.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Em "As Cariocas", Angélica é traída por ninguém menos que Luciano Huck

Angélica no episódio A Traída da Barra, de As Cariocas (21/12/10)

No episódio de "As Cariocas" que vai ao ar nesta terça-feira (21), Angélica é Maria Teresa, "A Traída da Barra". Casada com Cícero (Luciano Huck), com quem tem dois filhos, Maria Teresa é feliz no amor até flagrar uma traição do marido. A partir de então, Maria Teresa se torna outra pessoa.

A partir daí, a vingança passa a ser sua principal motivação. "Maria Teresa tem o casamento perfeito e, de repente, descobre a traição do marido. Ela vai sofrer, claro, mas também lutará para dar a volta por cima de qualquer jeito", explica Angélica.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Vem aí a última carioca: A Traída da Barra


Angélica apresenta será a última carioca a ir ao ar: Maria Teresa. No episódio da próxima terça-feira, 21 de dezembro, essa moradora da Barra da Tijuca vai viver emoções fortes, em uma única noite. Depois de pegar o marido, Augusto César (Luciano Huck), na cama com sua melhor amiga, A Traída da Barra surta completamente e até faz amizade com prostitutas para se vingar.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

As Cariocas 1x09: A Suicida da Lapa


Todas as séries, praticamente sem exceção alguma, mesmo as melhores, passam por momentos delicados e sofrem em um momento ou outro com episódios abaixo da média. Quando a série é boa, isso fica mais evidente quando surge um episódio que se destaque por não ter a mesma qualidade da maioria que normalmente é exibido.

As Cariocas pode servir como exemplo disso. Uma primeira temporada realmente muito boa, melhor até do que muita gente esperava. Em nove episódios, ao menos 06 foram excelentes, o que é uma marca e tanto para uma produção deste porte. Ainda houve um regular e, pena, dois abaixo da média. E o de ontem foi um deles, o mais fraco até o momento.

A Suicida da Lapa não chamou a atenção em nenhum momento. O roteiro não conseguiu atrair a atenção do telespectador que viu um episódio arrastado e que tentava a todo o tempo ser engraçado, sem conseguir nem arrancar sequer um sorriso amarelo de quem assistia. As metáforas que foram inseridas tentando levar o público a buscar elementos históricos e poéticos também não surtiram efeito e, em conseqüência disso, nada houve de importante.

As frases todas muito fracas, inclusive as de narração que normalmente dão o tom divertido e até poético para as histórias, chamaram a atenção dessa vez pela falta de criatividade e, em alguns momentos, chegaram a irritar o público. A personagem principal, Alice, não tinha carisma algum, ao contrário, a imagem de psicótica que ela passou muito mais fez o público bocejar do que se divertir ou torcer por um desfecho surpreendente.

Para ajudar, Débora Secco não esteve bem. Ela ressuscitou a fraca interpretação de Sol em América e voltou a falar gemendo, um de seus principais defeitos como atriz. Todas as cenas em que Alice demonstrava sua insegurança e indecisão foram prejudicadas por um texto ruim e por uma atriz que não soube compor uma personagem um pouco mais densa.

O jeito agora é esperar pelo episódio final - o que gera mais expectativa por ser protagonizado por Angélica - e torcer para que a última imagem de As Cariocas seja positiva, porque, de qualquer forma, a temporada teve um balanço muito bom.

As Cariocas 1x08: "A Iludida de Copacabana


Nem dá para dizer que já há um preparo para o fim de As Cariocas, afinal, a série apresenta episódios independentes e histórias com começo meio e fim num único episódio, mas só de pensar que a série está perto do fim, começa a causar nostalgia e saudades de um trabalho tão bem feito que marcou o retorno de Daniel Filho para a TV.

Em oito episódios é óbvio que nem todos mantiveram o mesmo nível, isso é natural mesmo em séries conceituadas tanto no Brasil quanto fora dele. Porém, é inegável também que As Cariocas entrou para a lista das boas produções brasileiras em 2010, mesmo antes de seu final - ainda restam dois episódios para serem exibidos.

O que se viu em A Iludida de Copacabana foi a junção de tudo de melhor que os episódios anteriores haviam mostrado. Uma história consistente, apresentando Marta, a carioca da noite. Uma mulher que faz de tudo para provar que tem uma vida normal, casada e com filha. A história foi se contando aos poucos, como uma mulher devota de um marido que não lhe dá bola, mas ainda assim permanece fiel a ele.

Achei bem interessante como tudo foi mostrado com calma, principalmente a personalidade de Marta, interpretada genialmente por Alessandra Negrini que deu um show de interpretação em cada uma das cenas. O público foi se acostumando a protagonista e a vendo como uma mulher ímpar e completamente humana, cheia de conflitos e necessidades guardadas para si.

De longe, este foi o episódio mais complexo da série até agora e, sem dúvida, o melhor ao fazer uma análise geral. Desde a construção narrativa da história, até a intromissão do narrador, mas principalmente o desfecho surpreendente e muito divertido marcaram este episódio e mostrou que Daniel Filho realmente sabe fazer televisão.

Review: As Cariocas 1x07: "A desinibida do Grajaú"


As Cariocas, com um outro deslize natural para um programa que busca um formato um tanto quanto inovador para a televisão brasileira, definitivamente se firmou como uma das coisas boas da TV brasileira em 2010 e uma volta triunfal de Daniel Filho a Rede Globo.

Em 07 episódios já são 05 os que estiveram acima da média da TV - incluindo o atual - um que manteve-se regular e apenas um que tenha sido alvo de críticas, isso mostra um balanço muito positivo e que já se pode afirmar sem medo de errar: a série é realmente boa.

Em A Desinibida do Grajaú a história foi, acima de qualquer coisa, muito divertida, isso graças aos toques de genialidade e cor dados pela direção segura de Daniel Filho que, certamente, estava muito inspirado enquanto filmava este episódio em especial. A história de Michelle não foi a mais profunda entre as exibidas até o momento, mas foi, disparada, a que mais chamou a atenção do telespectador, tudo graças aos muitos toques de bom humor e seqüências realmente divertidas a que fomos colocados.

Daniel Filho mostra que é despretencioso com o roteiro em si. A história da ex-gordinha que virou miss é uma das coisas mais batidas da televisão mundial, mas quem liga pra isso quando o texto é divertido e explora todos os possíveis e imagináveis clichês disponíveis em torno disso. Brincar com clichê é tarefa difícil, mas o episódio conseguiu com maestria.

O elenco também esteve muito afinado dando apoio a toda estrutura montada para que o sétimo episódio conseguisse ser o que de fato foi, o melhor episódio da temporada de As Cariocas. E o elenco bem escolhido realmente deu apoio, apoio a grande estrela da noite que atende pelo nome de Grazi Mazzafera.

A atriz nunca esteve tão a vontade num personagem como encarnando Michelle e foi graças a sua atuação impecável que a personagem fugiu da caricatura e se tornou deliciosa para assistir (sem trocadilho, claro) e, muito, muito divertida.

Review: As Cariocas 1x06: "A Adúltera da Urca"


As Cariocas conseguiu o que poucas séries conseguem neste formato de episódios individuais com personagens tão diferentes uns dos outros. Criar um padrão fixo para cada história, para cada profundidade dos personagens ambientados em determinado bairro do Rio de Janeiro e, principalmente, para a licença poética que o roteiro toma posse.

Em seis episódios isso ficou quase sempre claro e, mesmo que o episódio 04 tenha sido muito abaixo da média e o 05 apenas razoável, a série utiliza-se o tempo todo da licença poética para brincar e até zombar das caricaturas espalhadas por todas as figuras femininas do Rio de Janeiro que são meio que uma lenda.

Em A Adúltera da Urca, além de uma história incrivelmente leve, com texto ágil e divertido, os telespectadores brasileiros puderam rever atuando na TV nacional Sônia Braga, uma grande atriz que pouco faz trabalhos por aqui, visto que há anos está radicada nos EUA - e faz muito sucesso por lá com participações em diversas séries de sucesso, diga-se.

O episódio foi muito bem ambientado e mostrou-nos uma esposa fiel, mas que se sentiu perseguida por um homem que ela considerou bonito, atraente, um tipo único. Sônia Braga soube compôr com elegância sua personagem Júlia e mostrou uma mulher fiel, porém insegura e com pensamentos nada puros. Ela nunca precisou dizer nada de impuro, mas suas expressões dentro do contexto falavam por si só.

Destaque também para todo o elenco que esteve muito bem. Regina Duarte quando interpreta de fato um personagem e não é apenas Regina Duarte dá gosto de vê-la na TV e este episódio foi um caso assim, ela soltou uma série de frases preconceituosas e divertidas ao longo do episódio. Dalton Vigh, mesmo sem praticamente nenhum texto, apenas uma seqüência na penúltima cena, conseguiu cumprir bem seu papel de elenco de apoio. Antônico Fagundes, como sempre, muito bem em suas funções e compôs um personagem interessante, confuso, ciumento e, sobretudo, com trejeitos divertidos.

A Adúltera da Urca corrigiu os equívocos dos últimos dois episódios e retomou a onda de grandes histórias contadas em As Cariocas, mostrando que o formato da série é muito interessante e pode ser mantido - a Globo já confirmou em 2011 a série As Paulistas - desde que as histórias sejam exploradas da forma correta, como este foi.

Review: As Cariocas 1x05: "A Internauta da Mangueira"


As Cariocas segue mostrando uma peculiaridade interessante e que não me lembro de já ter visto na TV brasileira. Apesar de, a cada episódio, sermos apresentados a um grupo novo de personagens com características e vivências próprias, o que chama a atenção fundamentalmente do público é a mesma seqüência narrativa e o foco mantido.

Para uma série conseguir ser construída dentro de várias histórias e manter-se como única, é necessário muita habilidade no roteiro e também na direção, pois o telespectador pode acabar enxergando várias histórias soltas e sem nenhuma ligação. Não é o caso de As Cariocas que tem um padrão único e uma deliciosa forma de se narrar.

A Internauta da Mangueira, contudo, deu a primeira vista a impressão que teríamos novamente um episódio cheio de equívocos, como foi o anterior A Invejosa de Ipanema, pior da série até então. O quinto episódio começou mal, com um primeiro bloco completamente estranho, apresentação corrida da protagonista, Gleicy, uma esposa feliz com o casamento e que faz questão de se mostrar fiel ao marido, porém, o trai virtualmente acessando a internet.

A despeito do primeiro bloco em que as personagens foram muito mal apresentadas, o episódio teve um saldo positivo. Apesar da quase nenhuma exploração aprofundada dos sentimentos, das características das personagens, a agilidade foi um ponto positivo porque contribuiu para mostrar que o desespero, a pressa, faz as pessoas cometerem erros sem pensar.

Cíntia Rosa bem que tentou segurar a bronca da personagem, mas ela não tem, nem de longe, o mesmo talento de suas companheiras que já protagonizaram outras histórias e acabou passando desapercebida diante do talento inequívoco de Du Moscovis, de volta a TV após alguns anos. Du encarnou muito bem o marido devoto, apaixonado e extremamente feliz por ter sido escolhido por um "avião". Além do que, ele esteve ótimo na pele do flamenguista fanático e marido maluco que decide matar a esposa infiel dentro do Maracanã após comemorar o Hexa do Flamengo.

O final da história, com o marido arrependido e decidindo perdoar a esposa, afinal, ela não o traiu de fato, apenas virtualmente, foi absolutamente clichê, mas muito bem conduzida e situada pelo ótimo narrador da história que continua com grandes frases. O episódio ficou abaixo dos três primeiros, mas conseguiu retirar do público a péssima impressão que o quarto episódio havia deixado. Esperemos os próximos.

domingo, 21 de novembro de 2010

SESSÃO BASTIDORES: As Cariocas

REVIEW: As Cariocas 1x04: "A Invejosa de Ipanema"


Foi exibido na noite da última terça-feira o 4º episódio da série As Cariocas, a série que caiu na boca do povo, agradou em cheio aos telespectadores da Rede Globo que esperam ansiosamente por cada episódio e cada nova figura que será contada as história.

Não é nada fácil manter a competência duma série assim, em que episódios são independentes uns dos outros e sem ligação alguma entre as personagens, conseguindo estipular um nível de qualidade e mantê-la ao longo de toda a temporada. E As Cariocas vinha conseguindo isso com maestria, com grandes resultados nos episódios exibidos. Isso não ocorreu ontem.

Em A Invejosa de Ipanema, o que se viu foi uma história superficial, caricata e quase infantil ao extremo. A impressão que deu ao telespectador era que ele estava diante de um daqueles livros que nossos pais usam para contar histórias na hora de dormir. Sem pé nem cabeça, sem nenhum elemento no roteiro que chamasse a atenção e extremamente boba.

Não fosse pelo carisma da protagonista e isso não se deve a Cris, personagem que vive toda a história de uma mulher casada com um homem extremamente mais velho e amante de um importante cirurgião plástico, invejosa, ela quer ter tudo que a mulher do amante ganha e também quer ter tudo que conseguir arrancar do marido. A personagem em si era de uma infantilidade, fragilidade dramatúrgica que dava medo, mas o poder de interpretação de Fernanda Torres conseguiu segurar o episódio.

Em nenhum momento a história conseguiu emocionar ou alegrar o telespectador. Apesar do roteiro surpreendente, pois Cris arma um plano maluco para ganhar uma Ferrari. Ela vai pra cama com o dono e o convence a vender por R$ 1,2 milhão. R$ 600 mil pagos pelo marido e R$ 600 mil pelo amante.


Na concepção dela, todos lucram. Isso por si só já uma maluquice e tanto, mas o final em que o marido dá o balão nela, no amante e no dono do carro, comprando o carro, dando para sua amante e fazendo o amante da esposa pagar metade, foi até que divertido, mas com um texto sofrível, não deu para garantir veracidade a seqüência que seria facilmente mudada com uma simples pergunta: "Amor, o dono do carro disse que você o comprou". Não?

Enfim, Fernanda Torres merecia uma personagem melhor na série, pois todos aguardavam ansiosos por sua participação e acabou decepcionando, não por sua interpretação, impecável do início ao fim, mas pelo roteiro muito ruim. Esperamos que na próxima semana a série volte a melhorar

REVIEW: As Cariocas 1x03: "A Atormentada da Tijuca"


Já foram três os episódios de As Cariocas e, ao que parece, a série realmente ganhou um lugar no coração do telespectador. Também, pudera, em três exibições, cada história, cada personagem conquista mais a atenção de quem está assistindo e, sempre ao fim de um episódio temos a impressão de que ele foi melhor que o anterior, que já havia sido ótimo.

Isso é um ótimo sinal, afinal, manter a audiência interessada numa série quando são histórias independentes, personagens completamente diferentes, não é fácil. Se pararmos para pensar, é como se a cada terça-feira, a Rede Globo apresentasse uma nova série, um conto televisionado e que nada tem em relação ao anterior, apenas o fato de que todas as histórias acontecem numa mesma cidade.

Em A Atormentada da Tijuca fomos apresentados a Clarissa, personagem simples, tranqüila, insegura, tímida e extremamente madura e profissional. A personagem era completamente diferente das duas anteriores, apesar de linda e também chamar a atenção dos homens, ela nunca teve esse interesse, ao contrário, era recatada e, por trauma com a experiência ruim que teve no primeiro casamento, não queria construir nenhum tipo de relação afetiva no momento.


Toda a construção narrativa do episódio foi delicioso. Desde o trauma da personagem, passando a morar novamente com a mãe, completamente diferente, livre e até um pouco profana, caminhando pelo trabalho, onde deixou de ser respeitada pelo chefe ao se tornar divorciada, até a libertação através de uma brincadeira pensada por um amigo de infância com trejeitos gays que arrumou a ela um amante de ficção. Momentos de extremo bom humor as ligações que Clarissa recebia do suposto amante - que era o amigo que, ao telefone, dava dicas de como ela se portar naquele momento - fazia a gente rir muito.

Paola Oliveira esteve extremamente segura no papel de protagonista e deixou para trás qualquer vestígio de sua última personagem - Verônica, a vilã de Cama de Gato - e mostrou muita maturidade na construção de Clarissa. Mas o grande destaque do episódio foi Gabriel Braga Nunes que voltou a Globo em grande estilo encarnando o melhor amigo da protagonista. Com trejeitos gays, professor de dança, ele esteve ótimo, divertidíssimo e muito bem feito.

O final, com o amigo revelando-se hétero e explicando que só fingia ser gay e sempre fora apaixonado por ela foi sensacional. O fim não poderia ser diferente, os dois, juntos, felizes e realizados. Na cama. As Cariocas vem sendo um baita acerto da emissora. E que venha o próximo episódio.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

As Cariocas: Fiorella Mattheis participa de 'A Invejosa de Ipanema'

Fiorella Mattheis participa do próximo episódio da série As Cariocas, "A Invejosa de Ipanema", que a Rede Globo exibe na terça-feira, dia 9, logo após o Casseta & Planeta.


Fiorella Mattheis vive Carla

Na história, em que Fernanda Torres interpreta a protagonista Cris, a loira interpreta a personagem Carla, noiva de Chiquinho (Rafael Primot).

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

REVIEW: As Cariocas 1x02: A Vingativa do Méier


Quando começaram as chamadas de As Cariocas na Rede Globo muito se falou que a série tinha todos os ingredientes necessários para ser um retumbante fracasso de audiência, repercussão e qualidade. Para muitas pessoas, não havia a menor possibilidade de um formato como este funcionar atualmente na TV brasileira devido a diversos fatores, além do que, tinham a convicção que as histórias seriam ruins. Dois episódios exibidos e o engano foi confirmado.

Após o episódio de estreia que já foi extremamente elogiado por público e crítica, nesta terça foi exibido o 2º episódio e a mesma qualidade de texto, agilidade de roteiro e todos os elementos que mereceram elogios na estreia foram vistos novamente com novos personagens e diante de uma nova história.

Em A Vingativa do Méier, as mesmas características que marcaram a série de Daniel Filho continuaram presentes. Texto limpo, sem apelação e fugindo da rabeira do diálogo superficial ou pornográfico, a agilidade da história que em nenhum momento ficou parada em determinada situação ou dando voltas para preencher tempo - a famosa barriga - direção ativa em que todos os objetos em cena se tornavam personagens próprios e que tinham muito a dizer sobre a personalidade de nossos personagens.

Celi (Adriana Esteves) está infeliz em seu casamento. Afinal, após 03 anos de casada, o marido parece somente ter tempo para trabalhar e não lhe dá mais atenção. No melhor estilo "carioquês" de ser, os diálogos entre ela e a mãe mostram o desespero de uma mulher dedicada ao casamento e que não recebe nada em troca. Nada literalmente. O narrador continuou presente na história nos divertindo com suas frases cheias de preconceito, mas extremamente divertidas e com ótimas tiradas.

Achando que o marido tem uma amante, Celi decide traí-lo também, porém, como toda mulher que casou virgem e se mostra de caráter, ela não consegue e ainda culpa o rapaz com que ela tentou ter algo. Quanto mais tempo o marido a ignorava, mais ela ficava desesperada até descobrir um dia, que ele, na verdade "fazia justiça com as próprias mãos" vendo por um buraco a vizinha gostosona (vivida brilhantemente por Bárbara Paz).

Amiga da vizinha, Celi contou tudo e ambas armaram um engenhoso plano, fazendo o marido crer que elas haviam virado lésbicas. A seqüência em que ele olha pelo buraco e vê a mulher e a vizinha se pegando é sensacional de tão divertida. A partir daí, ele tenta se reaproximar, mas ela não lhe dá bola, começa a agir como ele agia e, de forma genial, o texto do começo do episódio se repete, porém, de forma inversa, ele reclama e ela fala do trabalho.

A mulher enlouquece o marido até que no fim do episódio se veste de enfermeira e dá a ele uma grande noite de amor. Um episódio rico, bem amarrado e arredondinho, cheio de frases divertidas e completo em todos os sentidos. Atuação espetacular de Adriana Esteves que mostra a cada trabalho ser uma atriz rica e completa em sua área. As Cariocas parece que melhora a cada semana.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

'As Cariocas' mantém o alto ibope e não perde a liderança em nenhum minuto


Nesta terça (26/10) o segundo episódio da série 'As Cariocas' protagonizado hoje pela Adriana Esteves em A Vingativa do Méier, garantiu a liderança sem perde nenhum minuto a liderança.

No quesito audiência marcou 19.1 de média com picos de 21 pontos e anti-picos de 17.3. Neste período a Record teve 13.3 de média e o SBT 7.2 pontos no mesmo horário.

Os dados são prévios e podem sofrer alterações no consolidado. Cada ponto representa 60 mil domicílios na Grande São Paulo.

As Cariocas: Maria Mariana participa do episódio 'A Atormentada da Tijuca'


A atriz Maria Mariana faz uma participação no episódio "A Atormentada da Tijuca", de As Cariocas. Na atração dirigida por Daniel Filho, ela interpreta Betânia, colega de trabalho da protagonista Clarissa (Paola Oliveira) e fofoqueira nata.

A Rede Globo exibe a série às terças-feiras, logo após o Casseta & Planeta, Urgente!.