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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Nova série policial da Globo pode se transformar em filme

 
 
Com os trabalhos ocorrendo desde o começo do ano, "A Teia", a nova série policial da Globo, pode acabar tendo outro destino.
 
A história de Carolina Kotscho e Bráulio Mantovani tem grandes chances de ir parar nos cinemas, via Globo Filmes. A sua qualidade técnica tem surpreendido a ponto de que sua transformação para as telonas não seja uma tarefa considerada tão difícil.
 
Enquanto não é tomada uma decisão, o diretor de núcleo Rogério Gomes, o diretor-geral Pedro Vasconcellos e os atores e equipe técnica seguem com os trabalhos normalmente. 
 
"A Teia" continua com estreia prevista para a TV para o mês de outubro, substituindo um dos dias que "Saramandaia" deixará vago na linha de shows da Globo.
 
Entretanto, a data ainda não foi confirmada e mudanças poderão ocorrer daqui até lá.

domingo, 26 de maio de 2013

Empreguetes de “Cheias de Charme” podem protagonizar filme

Empreguetes cantam em "Cheias de Charme"
Empreguetes cantam em “Cheias de Charme”

Mais personagens das novelas podem migrar para o cinema. Após os recentes filmes “Giovanni Improtta”, já em cartaz,  e “Crô”, em produção, agora pode ser a vez das Empreguetes, sucesso da novela “Cheias de Charme”, invadirem as telonas.
 
Em entrevista À revista “Caras”, o ator Ricardo Tozzi revelou o interesse na produção de um filme protagonizado pelas domésticas que se tornaram cantoras. “Ainda não tenho detalhes, mas será mais para o ano que vem. Estou muito feliz com o Inácio e o Fabian indo para o cinema”, comentou Tozzi, fazendo referência aos gêmeos que interpretou na trama.
 
“Cheias de Charme” foi um dos maiores sucessos de 2012. A novela girava em torno das Empreguetes, trio formado por Penha, Cida e Rosário, vividas, respectivamente, por Taís Araújo, Isabelle Drummond e Leandra Leal. Juntas, elas formaram o grupo musical “As Empreguetes” e passaram a ser perseguidas por Chayene, interpretada por Cláudia Abreu.
 

domingo, 8 de abril de 2012

Filme “A Novela das 8” homenageia a telenovela brasileira


A proposta inicial do filme A Novela das 8 – de Odilon Rocha, que estreou sexta, 30/03, nos cinemas – é interessante: mesclar realidade e fantasia através de uma trama fictícia que homenageia a teledramaturgia brasileira. A história se passa entre São Paulo e Rio de Janeiro em 1978, ano marcado pelo sucesso da novela Dancin´ Days, no horário nobre da Globo. A trama da novela abordava – de uma forma ampla – a liberdade, o que, nas entrelinhas, fazia um contraponto com a ditadura do Regime Militar no período. Na época, a telenovela em geral era acusada pelos intelectualóides de alienante, “ópio do povo”. Ou uma “válvula de escape” contra a dura realidade política e sócio-econômica do país.

De um lado está a figura sofrida de Dora (Cláudia Ohana), uma mulher que esconde seu passado de guerrilheira, que teve que se afastar da família e foi morar em São Paulo, onde trabalha como doméstica. Do outro, está a esfuziante Amanda (Vanessa Giácomo), a patroa de Dora, uma prostituta que vive num alienado mundo de fantasia, apaixonada pela novela Dancin´ Days e que sonha em conhecer a discoteca real que existe no Rio de Janeiro.

Gosto, particularmente, de um diálogo entre Dora e Amanda que mostra bem a diferença entre as duas personagens:

Dora: – Esses caras, o que eles fazem, não aparece na novela das oito!


Amanda: – Sei disso! Só que a gente precisa sonhar. Senão a gente morre!

Um incidente fatal faz com que Dora e Amanda fujam para o Rio com uma mala cheia de dinheiro, dispostas a mudar de vida. Enquanto uma vai realizar o sonho de conhecer a discoteca carioca, a outra vai acertar contas com o passado e tentar uma aproximação com o filho que teve que abandonar quando ele era criança. Ohana e Vanessa se destacam no filme com seus papeis.



O diretor Odilon Rocha, a princípio, até dosa bem a trama pretensamente política com a história melodramática. Mas, ao retratar os “anos de chumbo”, sucumbe a todos os clichês possíveis, com cenas de tortura, diálogos ufanistas e vilões maniqueístas – como o personagem de Alexandre Nero, o agente repressor que vai ao encalço de Dora e seus amigos “comunistas”. Esse deslize é perdoado quando fica claro que a proposta maior do filme é justamente transformar a realidade num folhetim de televisão.

É na trama de Amanda que está a homenagem à telenovela e o barato do filme. Amanda não funciona apenas como um mero “refresco cômico” à dura realidade de Dora. Amanda é um convite para Dora cair na fantasia, como na letra da música-tema da novela: “abra suas asas, solte suas feras, caia na gandaia, entre nessa festa”. O universo de Amanda é uma válvula de escape para Dora.

Dancin´ Days é citada o tempo todo, mas o filme não tem nada a ver com a trama da novela, que funciona apenas como pano de fundo. Entretanto, os mais atentos reconhecerão em A Novela das 8 alguma inspiração na história de Gilberto Braga. Dora é uma mulher sofrida que abandonou o filho pelas “circunstâncias da vida” e que tenta uma reaproximação com o garoto já adolescente, que não a conhece – tal qual Júlia, a heroína de Dancin´ Days, vivida na novela por Sônia Braga. Outra referência está no personagem de Mateus Solano, um diplomata desencantado com a carreira – como era Cacá, interpretado por Antônio Fagundes na novela da Globo.

Muitas são as referências à época retratada, como na trilha sonora – com hits da disco music -, figurinos, caracterizações e elementos de cena – Vanessa Giácomo aparece vestida igualzinha à Júlia da novela, quando ela dança triunfalmente na Dancin´ Days. Um detalhe que salta aos olhos: Lidia Brondi, jovenzinha e sorridente, estampando a capa de uma revista Contigo da época.

Uma novidade é que a trama folhetinesca de A Novela das 8 vem atualizada: o filho de Dora, Caio (Paulo Lontra), é um adolescente gay que se envolve com o personagem de Mateus Solano – trama impensável para uma novela de televisão nos repressores anos de chumbo.

A Novela das 8 é um filme bacana e extremamente folhetinesco, como um bom roteiro de novela. Vale pela homenagem à nossa teledramaturgia.

sábado, 17 de setembro de 2011

Confissões... de mães!


Depois de alguns episódios de “As Brasileiras”, Ana Maria Moretzsohn começa escrever o roteiro de “Confissões de Adolescente”, em uma versão especial para o cinema, com lançamento em 2012.

Direção do Daniel Filho, reunindo o mesmo elenco do seriado na Cultura nos anos 90, com Deborah Secco, Georgiana Góes, Maria Mariana e Daniele Valente, só que agora no papel de mães.

Devido à parceria do Daniel Filho com a Globo, se estuda desde já a possibilidade de “Confissões de Adolescente”, em sua nova versão, também vir a receber um formato de microssérie.