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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

SESSÃO AUTORES: Glória Magadan - parte final


Maria Magdalena Iturrioz y Placencia, mais conhecida como Glória Magadan (Havana, Cuba, 1920 — Miami, 27 de junho de 2001) foi uma autora de telenovelas cubana radicada no Brasil.

Telenovelas

Yo Compro Esa Mujer - Telemundo - Porto Rico (1960)
Yo Compro Esa Mujer - RCTV - Venezuela (1960)
O Sorriso de Helena (Supervisão) - Tupi (1964)
Gutierritos, o Drama dos Humildes (Supervisão) - Tupi (1964)
Pecado de Mulher - (Supervisão) - Excelsior (1964)
Teresa (Supervisão) - Tupi (1965)
O Cara Suja (Supervisão) - Tupi (1965)
A Outra (Supervisão) - Tupi (1965)
A Cor de sua Pele (Supervisão) - Tupi (1965)
Paixão de Outono - Globo (1965)
Um Rosto de Mulher (Supervisão) - Globo (1965)
Eu Compro Essa Mulher - Globo (1966)
O Sheik de Agadir - Globo (1966)
O Rei dos Ciganos (Supervisão) - Globo (1966)
A Sombra de Rebecca - Globo (1967)
A Rainha Louca - Globo (1967)
Anastácia, a Mulher Sem Destino (Supervisão) - Globo (1967)
Sangue e Areia (Supervisão) - Globo (1967)
O Santo Mestiço - Globo (1968)
A Gata de Vison - Globo (1968)
A Grande Mentira (Supervisão) - Globo (1968)
Passos dos Ventos (Supervisão) - Globo (1968)
Yo Compro Esa Mujer - Argentina (1968)
Demian, O Justiceiro - Globo (1968)
A Ultima Valsa - Globo (1969)
Rosa Rebelde (Supervisão) - Globo (1969)
A Ponte dos Suspiros (Supervisão) - Globo (1969)
A Cabana do Pai Tomás (Supervisão) - Globo (1969)
E Nós, Aonde Vamos? - Tupi (1970)
El Carruaje (A Rainha Louca) - Televisa San Ángel (1972)
Carolina (Eu Compro essa Mulher) - RCTV (Venezuela) (1977)
Yo Compro Esa Mujer - Televisa San Angél (México) (1990)
Homens e Mulheres (projeto) - Manchete (1996) - crises constantes na emissora cancelaram o projeto.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

SESSÃO AUTORES: Glória Magadan - parte 1


Maria Magdalena Iturrioz y Placencia, mais conhecida como Glória Magadan (Havana, Cuba, 1920 — Miami, 27 de junho de 2001) foi uma autora de telenovelas cubana radicada no Brasil.

Após a revolução cubana de 1959, Glória Magadan se refugia em Porto Rico, onde consegue emprego na estação de TV local Telemundo e acaba sendo contratada pela agência publicitária da Colgate-Palmolive para desenvolver telenovelas patrocinadas pela empresa. Pouco depois é enviada para trabalhar na Venezuela, e em 1964, é tranferida para o Brasil para produzir telenovelas. Ainda em 1964, auxiliada por Walter George Durst e por Daniel Más, inicia a produção de telenovelas para a TV Tupi. São desta época tramas como Gutierritos, o Drama dos Humildes, A Cor de Sua Pele e A Outra. No final de 1965 é contratada pela TV Globo do Rio de Janeiro, onde desenvolve novelas exóticas e super-produções. Em 1966, reescreve em uma nova versão a novela Eu Compro Esta Mulher, que a própria autora escrevera em 1960 para a Telemundo. Esta nova versão é vendida para uma TV da Argentina em 1968. Ainda faz O Sheik de Agadir (1966), A Sombra de Rebeca (1967) entre outras.

Em 1967, após o fracasso de Anastácia, a Mulher sem Destino, Glória convida a autora Janete Clair, que estava realizando Paixão Proibida pela Tupi para escrever o final da trama. Glória acumulava a função de escritora, supervisora e produtora de novelas na Globo. Com o acúmulo de funções, pede para que Janete Clair continue trabalhando na emissora, o que abriu caminho para que Janete fizesse sucesso com suas próprias tramas, desbancando as novelas de Magadan. Isso gerou atrito entre as duas autoras. Magadan acusou o diretor Daniel Filho de prestar maior atenção às produções de Janete e isso levou o diretor a pedir demissão da emissora. Magadan também proibía que Janete se comunicasse diretamente com o elenco.

Ainda em 1968, a TV estava mudando; as TVs Excelsior e Tupi investiam em novos meios para e teledramaturgia. A Excelsior, aproveitando-se da história do Brasil, realizava novelas como O Tempo e o Vento e A Muralha. A Tupi investia em temas modernos, como em Beto Rockfeller e Nino, o Italianinho, enquanto na Globo a ordem era continuar baseando-se em clássicos da literatura mundial. Mas a audiência global continuava a declinar, e em meados de 1969, a administração da Globo decide dispensar Glória Magadan, apesar dos grandes sucessos entre 1966/67. Era preciso renovar, e a Globo apostava em uma renovação com o trabalho contemporâneo de Janete Clair.

Dispensada pela Globo, Magadan consegue retornar à Tupi, onde escreve a trama de E Nós, Aonde Vamos?, novela em que tentava mudar seu estilo, ao fazer uma trama atual. Após o fracasso de sua passagem pela Tupi, vai morar em Miami, lar de muitos de seus compatriotas exilados. Nos EUA, continua com sua carreira como escritora, mas agora dando mais destaque aos livros e revistas. Em 1996, Magadan foi procurada pela Rede Manchete, que a queria escrevendo uma novela. A autora chegou a entregar um projeto chamado Homens Sem Mulher, mas as crises constantes na emissora cancelaram o projeto.

[continua...]

sexta-feira, 16 de julho de 2010

SESSÃO AUTORES: Daniel Más


Daniel Más era o pseudônimo de Daniel Gonzalez, nascido em Valência, na Espanha, em 1943, jornalista espanhol, naturalizado brasileiro.

Trabalhou durante quase toda sua carreira em jornais cariocas, como O Globo e Última Hora, como colunista social, tendo também assinado matérias nas revistas Vogue e Status.

Na década de 1980, escreveu novelas e minisséries para a televisão, todas elas para a Rede Globo. Ele tinha um estilo ferino e foi sempre um mordaz crítico da sociedade brasileira.

Faleceu no Rio de Janeiro em 1989, devido a complicações causadas pela AIDS.

Trabalhos na televisão

Um rosto de mulher (1965/66 - Globo)

Os irmãos corsos (1966 - Tupi)

Avenida paulista (1982 - Globo - minissérie)

Moinhos de vento (1983 - Globo - minissérie)

Transas e caretas (1984 - Globo – colaborador)

Um sonho a mais (1985 - Globo)

Armação ilimitada (1986 - Globo - co-autor)

Bambolê (1987/88 - Globo)

Tarcísio & glória (1988 - Globo - co-autor)

sábado, 19 de junho de 2010

SESSÃO AUTORES: Aziz Bajur


Aziz Bajur (Belo Horizonte, 1938) é um dos mais significativos autores da nova dramaturgia brasileira, autor de várias peças premiadas. Seu primeiro emprego já foi na televisão, no Teatro de Vanguarda da TV Tupi de São Paulo.

Autor de várias peças premiadas, como Velório à Brasileira, Agora ou Nunca, Perfídia, Tropicanalha, O Casamento da Dona Baratinha, entre outras. Na Rede Globo adaptou histórias para o Caso Verdade (Os Milhões da Loteca, O Viúvo Solitário, A Atriz Acidentada, Ninguém Está Sozinho e Renascer). Escreveria também a minissérie O Portador, com José Antônio de Souza. No SBT escreveu algumas novelas e adaptou outras.

Trabalhos na televisão
1983 - A ponte do amor
1985 - Jogo do amor
1991 - O portador (minissérie)
1995 - As pupilas do senhor reitor
2001 - O direito de nascer
Caso verdade (episódios: Os milhões da loteca, O viúvo solitário, A atriz acidentada, Ninguém está sozinho, Renascer.

domingo, 6 de junho de 2010

SESSÃO AUTORES: Maria Adelaide Amaral


Maria Adelaide Almeida Santos do Amaral (Alfena, 1 de Julho de 1942) é uma dramaturga portuguesa radicada no Brasil. É autora de diversas obras para o teatro e para a televisão, principalmente minisséries, que adora escrever.

Sua família imigrou para o Brasil em 1954, instalando-se na cidade de São Paulo, onde Maria Adelaide se formou em jornalismo pela Escola de Comunicações da Fundação Cásper Líbero.

Por dezesseis anos trabalhou na Editora Abril e já naquela época escreveu suas primeiras peças teatrais. Entrou na televisão somente em 1990, co-escrevendo a telenovela Meu Bem, Meu Mal, com o veterano Cassiano Gabus Mendes. Sua primeira telenovela como autora titular foi o remake de Anjo Mau, em 1997, e que foi dirigida por Denise Saraceni.

Maria Adelaide é também tradutora de algumas peças de dramaturgos estrangeiros, como Samuel Beckett e Ingmar Bergman.

Em 2002, Maria Adelaide chegou a escrever a novela A Dança da Vida, que iria ser a sucessora de A Padroeira. Entretanto, a telenovela foi proibida pela Justiça de ir ao ar, às vésperas do início das gravações, devido aos temas políticos. A emissora resolveu cancelá-la, já que era ano eleitoral, e pediu a Emanuel Jacobina, ex-autor de Malhação, para escrever uma história substituta, daí surgiu Coração de Estudante.

Seu último trabalho na televisão foi Queridos Amigos, uma minissérie de sua autoria, onde adaptou seu próprio livro (Aos Meus Amigos), que fez em homenagem ao amigo Décio Bar. No início de 2010 foi ao ar a microssérie Dalva e Herivelto - Uma Canção de Amor, sobre a vida da cantora Dalva de Oliveira e do cantor e compositor Herivelto Martins.

Nesse mesmo ano, ela fará o remake de Ti Ti Ti e Plumas e Paetês em uma novela só chamada em "Ti Ti Ti", no elenco terá: Murilo Benício, Alexandre Borges, Malu Mader, Cláudia Raia, Ísis Valverde, Guilherme Winter, Thaila Ayala, Caio Castro, Humberto Carrão, Juliana Paiva, Marco Pigossi, Carolina Oliveira, Sophie Charlotte, Fernanda Souza, André Arteche, Dira Paes, Regina Braga, Nicette Bruno, e um grande elenco a definir.

Trabalhos na Televisão
Telenovelas
1997/1998 - Anjo Mau - Rede Globo - autora principal
1995 - A Próxima Vítima - Rede Globo - colaboradora
1993/1994 - Sonho Meu - Rede Globo - colaboradora
1993 - O Mapa da Mina - Rede Globo - colaboradora
1992/1993 - Deus Nos Acuda - Rede Globo - autora principal
1990/1991 - Meu Bem, Meu Mal - Rede Globo - colaboradora
1979/1980 - Os Gigantes - Rede Globo - colaboradora

Minisséries
2010 - Dalva e Herivelto: Uma canção de amor - Rede Globo - autora principal
2008 - Queridos Amigos - Rede Globo - autora principal
2006 - JK - Rede Globo - autora principal
2004 - Um Só Coração - Rede Globo - autora principal
2003 - A Casa das Sete Mulheres - Rede Globo - autora principal
2001 - Os Maias - Rede Globo - autora principal
2000 - A Muralha - Rede Globo - autora principal

Seriados
2009 - Tudo Novo de Novo - Rede Globo - supervisão de texto
1998/1999 - Mulher - Rede Globo - autora principal
1993 - Retrato de Mulher - Rede Globo - autora principal

sábado, 24 de abril de 2010

SESSÃO AUTORES: Margareth Boury


Filha do diretor de novelas Reynaldo Boury, Margareth Boury nasceu em São Paulo, em 4 de abril de 1957. Formada em jornalismo, jamais exerceu a profissão. Sua primeira novela foi como atriz, aos 11 anos: Redenção, em 1968, onde fez a protagonista criança. No Rio de Janeiro teve aulas de teatro com Maria Clara Machado, no Tablado. Atuou nas novelas Corrida do Ouro (1974), Gabriela (1975), Paraíso (1982/1983) e no Caso Verdade Vai Graxa Aí, Doutor? (1984).

Ainda para a série Caso Verdade, teve sua primeira experiência como roteirista de televisão: o episódio Histórias de Pescador. Escreveu 24 episódios em dois anos de Caso Verdade. Em seguida, colaborou informalmente com Cassiano Gabus Mendes em algumas novelas durante a década de 80.

Trabalhou como colaboradora nas novelas Despedida de Solteiro, Sonho Meu, Irmãos Coragem (remake), Uga Uga e Kubanacan, na minissérie O Quinto dos Infernos, além de ter escrito também para Malhação, A Diarista e a série Fronteiras do Desconhecido (na Manchete). Assumiu a titularidade em Alta Estação, na Record em 2005.

Escreveu a novela "Terra Mãe" para uma emissora angolana.

Trabalhos na televisão
2006 - Alta Estação (Rede Record) – autora
2005 - A Diarista – escritora
2003/04 - Kubanacan – co-autora
2002 - O Quinto dos Infernos – autora
2000/01 - Uga Uga - colaboradora
1999 - Malhação - colaboradora
1995 - Irmãos Coragem – co-autora
1993/94 - Sonho Meu – co-autora
1992/93 - Despedida de Solteiro - colaboradora

quarta-feira, 24 de março de 2010

SESSÃO AUTORES: Yves Dumont


Em 1963, aos 17 anos, Monteiro, então estudante, começou a carreira jornalística, por acaso, no arquivo dos Diários Associados, veículo fundado por Assis Chateaubriand, para ajudar a família, que enfrentava problemas financeiros. “Eu sonhava em ser engenheiro, mas me apaixonei e fui ficando”, conta.

Depois de chegar a diretor de redação, aos 25 anos, ele aceitou o convite para criar um telejornal na extinta TV Tupi, onde ficou por três anos. Mas durante uma viagem de avião, ele conheceu o publicitário Rodolfo Martensen, que estava montando o departamento de comunicação da Gessy Lever, no início dos anos 80. “Com 33 anos, eu estava em outra fase. Me atraía a idéia de ter um bom salário, expediente fixo, fim de semana e férias”, conta o autor.

No final dos anos 90, quando completou 35 anos de trabalho, ele se aposentou como jornalista e começou a pensar num novo projeto de vida, para dali a dois anos, fora da Gessy. Eis que foi surpreendido com um convite inesperado de um amigo, dono de uma produtora independente: ‘quer escrever uma minissérie bíblica, O Desafio de Elias, para a TV Record?’ “Respondi ‘sim’ sem pensar”, lembra. “Tive apenas um fim de semana para elaborar a sinopse e quase cai para trás quando vi que só havia meia dúzia de linhas na Bíblia sobre o tal desafio.”

O desafio, literalmente, valeu a pena. Monteiro não só gostou da experiência, como ainda ganhou um bom dinheiro com a produção que se passava em Israel em 900 a.C, vendida para dez países. Um mês depois, o mesmo amigo dono da produtora voltou a abordá-lo, desta vez com o convite para escrever uma novela. “Era loucura, mas topei”, diz Monteiro. Ele admite que já pensava em sair da Gessy, mas não repentinamente, afinal de contas, se a carreira de novelista não vingasse, quem contrataria alguém de 52 anos?

Disposto a encarar a nova empreitada sem abrir mão do cargo na empresa, onde respondia como diretor de Comunicação, ele adotou um pseudônimo, Yves Dumont (Yves de Yves Montand e Dumont que junta as inicias de seu nome e sobrenome) e começou a buscar referências em filmes e vivências para a sua trama.

Vida dupla – Estrela de Fogo, uma trama rural com trilha sertaneja, que foi ao ar em 1998, registrou 10 pontos no Ibope, recorde para a TV Record no horário. Durante um ano, no entanto, Monteiro deixou de ser pai e marido. Cumpria expediente das 9 às 17 horas na Gessy e passava as madrugadas, em casa, dedicando-se à novela. “Eu já não sabia o que era tremer com um desafio, eu não sentia aquilo desde os meus 17 anos”, confessa. “Esses saltos inesperados trazem muita motivação, te renovam por dentro. É muito bom”.

Ainda bem que a vida dupla tinha prazo: 140 capítulos. Mas, diante do sucesso, o diretor da emissora decidiu esticar a novela em mais 100 capítulos. “Não ia agüentar, tinha de abrir o jogo na empresa e sair”, conta o autor, que foi procurar o presidente da Gessy. “Ele quase caiu para trás quando expliquei que estava exausto porque estava escrevendo uma novela.”

Mais duas novelas na Record, o “novato” já era assediado pela líder do mercado, a TV Globo. Em 2000, convidado pela então todo-poderosa Marluce Dias da Silva, ele assumiu o recém criado núcleo de dramaturgia internacional da emissora, cujo projeto era competir com a mexicana Televisa no mercado internacional. Monteiro escreveu uma versão de Vale Tudo, de Gilberto Braga, (1989) para o público hispânico. Mas por diversos problemas, o projeto não vingou.

Depois de três anos, já com uma reserva financeira, Monteiro abriu o seu escritório de comunicação, e foi se dedicar a uma antiga paixão, o rádio, como produtor e apresentador de programas.

Yves Dumont é o pseudônimo utilizado pelo ex-executivo da Gessy Lever Durval Monteiro para escrever telenovelas brasileiras. Optou por usar este nome em homenagem ao ator francês Yves Montand, completando-o com a junção abreviada de seu nome e sobremonme (Du[rval]mont[eiro]).

Contratado pelo SBT, adaptou a novela Maria Esperança e foi o autor responsável pelos textos do "Câmera Café", esquete cômico baseado em formato francês, que a emissora exibiu recentemente, em várias edições diárias, com grande sucesso. Já fez trabalhos para a Record e Globo, além de outras emissoras. Era o supervisor de texto da telenovela Revelação, até ser demitido com a entrada de Del Rangel na direção de teledramaturgia da emissora.

Trabalhos
Revelação (telenovela, 2008) - Supervisor, no SBT
Câmera Café (esquetes cômicos, 2007) - autor, no SBT.
Maria Esperança (telenovela, 2007) - autor principal, no SBT.
Vale Todo (telenovela, 2002) - adaptação da novela Vale Tudo, de Gilberto Braga, produção da Rede Globo para o mercado hispânico dos EUA.
Tiro e Queda (telenovela, 1999) - supervisor, na Rede Record.
Louca Paixão (telenovela, 1999) - autor principal, na Rede Record.
A História de Ester (minissérie, 1998) - autor principal, na Rede Record.
Estrela de Fogo (telenovela, 1998) - autor principal, na Rede Record.
O Desafio de Elias (minissérie, 1997) - autor principal, na Rede Record.

sexta-feira, 5 de março de 2010

SESSÃO AUTORES: Mário Prata


Mário Alberto Campos de Morais Prata (Uberaba, 11 de fevereiro de 1946) é um escritor, dramaturgo e jornalista brasileiro.

Foi criado em Lins, interior de São Paulo. Com dez anos de idade já escrevia "numa velha Remington no laboratório de meu pai (...) crônicas horríveis, geralmente pregando a liberdade e duvidando da existência de Deus". Nesse período de sua vida, era o redator do jornalzinho de sua classe na escola. Sendo vizinho de frente do jornal A Gazeta de Lins, com catorze anos começou a escrever a coluna social com o pseudônimo Franco Abbiazzi.

Passou, com o tempo, a fazer de tudo no jornal, desde editoriais a reportagens esportivas e artigos de peso. O escritor Sérgio Antunes, seu amigo nessa época, disse que Mário era um molecote de "voz de taquara rachada e aparelho nos dentes". Além de escrever, Mario se dedicava ao tênis e, defendendo o Clube Atlético Linense, acabou sendo o campeão noroestino infantil na década de 1960.

Lia tudo o que lhe caía nas mãos, em especial as famosas revistas da época O Cruzeiro e Manchete, que traziam em suas páginas os melhores cronistas da época, como Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Henrique Pongetti, Rubem Braga, Millôr Fernandes e Stanislaw Ponte Preta, uma vez que em Lins, naquela época, "não chegavam os grandes clássicos", como disse o autor. Daí a forte influência que os citados cronistas tiveram em seu estilo.

Sua estadia em Portugal, onde morou por dois anos, deu origem a um de seus grandes sucessos no Brasil, o livro Schifaizfavoire, espécie de dicionário do português falado pelos portugueses. Lá, nesse período, realizou diversos trabalhos para a RTP (Rádio e Televisão Portuguesa). Atualmente mora em Florianópolis e diz que gosta de escrever de manhã e "careta", uma herança adquirida nos tempos em que trabalhou no Banco do Brasil.

Escreveu, semanalmente, na revista Época e no jornal O Estado de São Paulo, por vários anos.

Obras para a televisão
Sem lenço, sem documento
Dinheiro vivo
Estúpido cupido
Ela tem uma pulga atrás da orelha (série Caso Especial)
Xico Rey
O resto é silêncio (série Telerromance)
O vento do mar aberto (série Telerromance)
Música ao longe (série Telerromance)
O homem do disco voador (série Caso Verdade)
Devolvam meu filho (série Caso Verdade)
Avenida Paulista
A máfia no Brasil
Um sonho a mais
Helena
O testamento do senhor Nepomuceno da Silva Araújo
Hotel Europa
Viva a vida
Um século e sete mulheres
O campeão
Bang Bang

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

SESSÃO AUTORES: Aimar Labaki


Aimar Labaki (8 de dezembro de 1960) é um crítico de teatro, dramaturgo, ensaísta e tradutor brasileiro.

Como autor teatral escreveu Tudo de Novo no Front, por ele dirigida em 1992, Vermouth, direção de Gianni Ratto, 1998; A Boa (publicado pela editora Boitempo em 1999[1]), direção de Ivan Feijó, 1999; Pirata na Linha, 2000; e Motorboy, 2001, infanto-juvenis dirigidos por Debora Dubois. Entre as inéditas constam: Allegro Ma Non Troppo, 1996; Miranda e a Cidade e VagaBunda ou Renée, ambas de 2000, e Babado Forte, baseada no livro de Erika Palomino, 2001.

Escreveu as telenovelas Zazá (1997) e Quem é você? (1996) em colaboração com Lauro César Muniz.

Escreveu o documentário Brasil 500 – A Mostra do Redescobrimento (TV/2000). Foi roteirista do programa de televisão Cine Conhecimento (1998-2003).

Carreira

Na televisão - Novelas

Como autor
2004 - Seus Olhos - SBT
2006/2007 - Paixões Proibidas - TV Bandeirantes e RTP

Como colaborador
1996 - Quem é você - Globo
1997/1998 - Zazá - Globo
2009/2010 - Poder Paralelo - Record

No teatro

Como autor e diretor
Tudo de Novo no Front (1992)

Como autor
Vermouth - direção de Gianni Ratto (1998)
A Boa, direção de Ivan Feijó (1999)
Pirata na Linha (2000) dirigido por Debora Dubois
Motorboy (2001) dirigido por Debora Dubois

Como diretor, tradutor e dramaturgo
(2007/2008)Peça: "A Graça da Vida". Texto de Trish Vradenburg. Adaptação de Paulo Autran. No elenco: Nathalia Timberg, Graziella Moretto, Emílio Orciollo Netto, Fábio Azevedo, Ênio Gonçalves, Eliana Rocha, Clara Carvalho em São Paulo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

SESSÃO AUTORES: Wilson Aguiar Filho


Wilson Aguiar Filho (Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 1951 — 23 de agosto de 1991) foi um dramaturgo e jornalista brasileiro.

Biografia
Formado em jornalismo, foi repórter de jornais como O Globo e escreveu histórias em quadrinhos para a Rio Gráfica Editora.

Sua estréia na televisão aconteceu em 1978, no seriado Kika e Xuxu, junto de Juarez Machado. No ano seguinte escreveu sua primeira telenovela: Memórias de Amor, adaptando O Ateneu de Raul Pompéia.

Em 1980 fez sua segunda telenovela, Marina, com direção geral de Herval Rossano, seguida por O amor é nosso, sua estréia no horário das 19h, em 1981. No ano seguinte foi contratado pela Rede Bandeirantes para terminar Os Imigrantes, que não pôde ser escrito pelo autor Benedito Ruy Barbosa. Ainda na Bandeirantes, escreveu a última produção da emissora por muitos anos: Maçã do Amor, de 1983.

Em 1984, foi contratado pela recém-inaugurada Rede Manchete e escreveu a primeira produção teledramatúrgica da emissora, a minissérie Marquesa de Santos, com Maitê Proença. Dois anos depois, escreveu o primeiro grande sucesso da emissora, Dona Beija. Em 1987 escreveria junto com Leila Míccolis os últimos capítulos de Corpo Santo, novela de José Louzeiro e Cláudio MacDowell. Outro grande sucesso da Manchete assinado por Wilson foi Kananga do Japão (1989), protagonizada por Raul Gazzola e Christiane Torloni. Neste ínterim, teve uma nova passagem pela Globo, escrevendo com Walter Avancini as minisséries comemorativas Abolição e República.

Wilson Aguiar Filho faleceu aos 39 anos, no Rio de Janeiro. Era primo irmão da novelista Glória Pérez.

Telenovelas
Kika e Xuxu (1978, Globo, seriado, co-autor)
Memórias de amor (1979, Globo)
Marina (1980, Globo)
O amor é nosso (1981, Globo, parcial com Roberto Freire)
Os imigrantes (1982, Bandeirantes, parcial com Benedito Ruy Barbosa)
Maçã do amor (1983, Bandeirantes)
Marquesa de Santos (1984, minissérie, TV Manchete)
Dona Beija (1986, TV Manchete)
A rainha da vida (1987, minissérie, TV Manchete)
Olho por olho (1988, TV Manchete, baseada no argumento de Wilson Aguiar Filho)
Abolição (1988, Globo, minissérie)
República (1989, Globo, minissérie)
Kananga do Japão (1989, TV Manchete)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

SESSÃO AUTORES: Ivani Ribeiro - parte final


Década de 1970
Com a falência da TV Excelsior (15 de outubro de 1970), Ivani se transferiu para a TV Tupi, onde emplacou grandes sucessos no horário das vinte horas tradicional da concorrente Rede Globo, como Mulheres de Areia (1973), que foi baseada em uma antiga radionovela de sua autoria, As noivas morrem no ar (1965) e consagrou a atriz Eva Wilma e Os Inocentes (1974), inspirada na peça A visita da velha senhora de Durrenmatt e na radionovela de sua autoria A mulher de pedra, ambas protagonizadas por Cleide Yáconis, contando também com a participação de Cláudio Correia e Castro. Ao longo da novela, ela deixou o roteiro nas mãos do marido para trabalhar na novela A Barba Azul, para a qual também se transferiram Jussara Freire e Carminha Brandão. O tema central também rendeu outras novelas, como Cavalo de aço, Fera radical (ambas de Válter Negrão) e a trama inicial de Chocolate com Pimenta.

Prosseguiu com a espírita A Viagem (1975), inspirada nos livros E a vida continua… e Nosso lar, ambos ditados pelo espírito de André Luiz ao médium Chico Xavier contou com a colaboração do professor José Herculano Pires na última novela da qual Lúcia Lambertini participou pois viria a falecer pouco tempo depois, e O profeta (1977), protagonizada por Carlos Augusto Strazzer que ganhou o Troféu APCA por essa interpretação, que também abordou temas espíritas e místicos (como em Os estranhos, A viagem e O terceiro pecado); para escrevê-la, Ivani foi assessorada por um mentor espírita, um psiquiatra, um sacerdote católico e um orientador de candomblé, contando também com a participação especial da apresentadora Hebe Camargo, o médium Chico Xavier e do Arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns; a novela ganhou uma adaptação em 2006 exibida pela Rede Globo, por Thelma Guedes e Duca Rachid sob supervisão de texto de Walcyr Carrasco, protagonizada por Thiago Fragoso e Paola Oliveira.

Em entrevista ao Jornal do Brasil (28 de janeiro de 1978), declarou: Focalizando a paranormalidade, que considero um assunto fascinante, armo um debate com a doutrina espírita, a Igreja Católica e a parapsicologia. Mas como sou leiga no assunto, sou assessorada por padres, médicos, médiuns e pais-de-santo. Com essa novela, pretendo despertar a consciência de que precisamos tentar uma maior aproximação do homem com Deus, ao mesmo tempo em que apresento, seriamente, uma ilustração do fenômeno.

Em Aritana (1978) recebeu o auxílio do sertanista Orlando Villas Bôas para abordar a cultura indígena, as diferenças entre os índios e a sociedade dita civilizada; contou também com a colaboração do professor e então administrador do Parque Xingu, Olympio Serra. As gravações só foram possíveis graças ao apoio da Funai e foram feitas no Posto Leonardo em plena selva, e nos estúdios da TV Tupi. A princípio, ela foi mal-interpretada por aqueles que se sentiam ameçados com os direitos de reivindicação dos índios, como no tema central, em que deseja a posse total das terras para abrigar sua tribo; a intenção da autora foi defendida no especial O Caso Aritana - Uma Novela à Parte, que contou com a participação do diretor artístico da emissora, Carlos Zara, os irmãos Vilas-Boas e grande parte do elenco.

Escreveu também a ecológica O Espantalho (1977), para os Estúdios Sílvio Santos, que abordou o tema da poluição das praias e para redigir o texto de As Bruxas (1970), que abordou assuntos polêmicos à epoca, tais como o tema da psicanálise de Sigmund Freud, bem como separação de casais e adultério - temas vetados pela censura, que acarretou a mudança de horário -, freqüentou sessões de terapia para que tivesse uma maior compreensão da popularização de análise grupal.

Em 1976, assinou um contrato com os Estúdios Sílvio Santos, com duração de quatro anos. Nesse período escreveu a novela O Espantalho, para a TVS, mas devido ao fracasso dessa novela, a emissora desistiu de investir em teledramaturgia. Sílvio Santos então colocou a escritora à disposição da TV Tupi, em compensação a emisora devia pagar o salário para a escritora; assim Ivani volta à TV Tupi e escreve O Profeta, em 1977 e Aritana, em 1978. Em 1980, com o final de seu contrato com Sílvio Santos e com a falência da TV Tupi, a escritora foi contratada pela TV Bandeirantes.

Ivani foi a principal autora de novelas da TV Tupi na década de 70; por isso, nos últimos dois anos de existência da emissora, os três tradicionais horários de novela foram cancelados e substituídos por reprises de novelas de sua autoria: Gaivotas, de Jorge Andrade, foi substituída pela reprise de O Profeta, Aritana foi substituída por uma reprise compacta de sessenta capítulos de O Espantalho - entre maio e junho de 1979 (que ganharia uma segunda reprise pelo SBT em 1983) e Como salvar meu casamento, a última produção da emissora, que não teve um final exibido, foi substituída pela reprise compacta de A viagem, que não foi terminada devido à grave crise da emissora e da saída definitiva da mesma do ar em 18 de julho de 1980; na reprise, a novela ganhou um novo logotipo e abertura, contando também com outro tema musical.

Fase Bandeirantes
Depois da falência da TV Tupi, transferiu-se com praticamente todos os colegas autores e de elenco da antiga emissora, para a Rede Bandeirantes, onde escreveu quatro sucessos: Cavalo amarelo (1980), protagonizada pela atriz e humorista Dercy Gonçalves. A novela ganhou uma continuação depois do término, Dulcinéa vai à guerra, que não obteve o mesmo êxito e foi escrita por Sérgio Jockyman pois Ivani se recusou a escrevê-la. No mesmo ano foram levados ao ar os remakes de A deusa vencida protagonizada por Elaine Cristina, e O meu pé de laranja lima; este último é baseado no romance homônimo de José Mauro de Vasconcelos e ganharia uma terceira versão em 1998 adaptada por Ana Maria Moretzsohn, além de uma adaptação para o cinema por Aurélio Teixeira.

Para escrever Os Adolescentes (1981), foi auxilada pelo psiquiatra Paulo Gaudêncio. Intencionando mostrar os conflitos dos jovens naquele momento, foi substituída por Jorge Andrade, que terminou a obra amenizando os problemas dos jovens centrais e criando personagens novos, inexistentes nos capítulos criados por Ivani anteriormente. Quando Benedito Ruy Barbosa abandonou a escrita da novela Os imigrantes para retornar à Rede Globo, a direção da Bandeirantes resolveu que Ivani deveria abandonar a escrita de Os Adolescentes e assumir Os Imigrantes. Apesar do profissionalismo de Ivani em aceitar esta incumbência, o fato acabou causando uma série de desencontros e o desgaste de sua relação com a emissora, da qual sairia em seguida.

Estréia na Globo e adaptações
Em 1982 estreou na Rede Globo, onde permaneceu até sua morte. A telenovela que marcou a estréia nessa emissora é Final feliz, dirigida por Paulo Ubiratan, Wolf Maia, Mário Márcio Bandarra e produção de Manuel Alves; foi o último trabalho da atriz Elza Gomes que veio a falecer em 1984, onde a interpretação de Estênio Garcia ganhou os prêmios de Destaque do Ano e Assoçião Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), fazendo com que o autor fosse contratado pelo governo cearense para promover o turismo naquele estado durante um ano, teve cenografia de Jorge Moreira, figurinos de Zenilda Barbosa e maquiagem de Eric Rzepecki, obteve audiência expressiva, promoveu o merchandising sobre tabagismo, cuja trama focalizava o amor vivido em diferentes idades, bem como uma trama policial e deficiência mental, contando com a colaboração do psiquiatra Stanislau Krinsky e inclusive, retratou características do Nordeste brasileiro e foi a única produção inédita na casa - e última novela inédita de sua autoria, pois todas as outras foram remakes ou baseados em antigos sucessos seus. A abertura, idealizada por Hans Donner, teve uma produção cuidadosa: imagens famosas na história do cinema, como em ...E o vento levou e Casablanca, com atores conhecidos, como Marilyn Monroe, Rodolfo Valentino e Clark Gable; ao final, numa montagem, as estrelas de Hollywood apareciam caracterizadas e assistinado às cenas, numa fictícia platéia de cinema. A direção da abertura foi assinada por Roberto Cardim, e seu tema musical era Flagra, interpretada por Rita Lee.

Prosseguiu com Amor com amor se paga (1984), com direção geral de Gonzaga Blota, direção de Atílio Ricó, Jaime Mojardim, Gonzaga Blota e produção executiva de Mariano Gati; ambientada na fictícia cidade de Monte Santo no interior mineiro, inspirada na peça O Avarento de Molière foi baseada em Camomila e bem-me-quer (1972) com Ary Fontoura no papel equivalente ao de Gianfrancesco Guarnieri na versão original, marcando a estréia da atriz Cláudia Ohana - papel que na versão original foi de Teresa Teller, bem como Édson Celulari que foi de Marcelo Picchi na primeira versão, bem como Nicete Bruno e Juca de Oliveira (Ioná Magalhães e Carlos Eduardo Dolabela, respectivamente) e cuja trilha sonora reunia sucessos de Fafá de Belém, Amelinha, Kid Abelha, Renato Teixeira, Pepeu Gomes, Cindy Lauper e Bruce Springsteen, entre outros.

Outro trabalho neste caminho foi Hipertensão (1986), com direção de Volf Maia, Carlos Magalhães, Atílio Ricó, Marcelo de Barreto, produção executiva de Maria Alice Miranda e direção de planejamento de Rui Matos, foi baseada em Nossa filha Gabriela (1971) entretanto sem alterar a estrutura da história onde houve mudanças na espinha dorsal, nos nomes dos personagens, criação de novas tramas formando assim uma nova novela, com Maria Zilda no papel principal - no original o papel foi de Eva Vilma - os papéis de Cláudio Correia e Castro, Paulo Gracindo e Ari Fontoura foram interpretados pelo próprio Cláudio Correia e Castro, Ivã Mesquita, e Abraão Farc na novela original, respectivamente; as cenas externas da fazenda Santa Lúcia foram gravadas em Vassouras (RJ), e ambientada na fictícia cidade de Rio Belo, construída em Guaratiba, sob a responsabilidade do cenógrafo Mário Monteiro e as cenas externas da fazenda Santa Lúcia foram gravadas em Vassouras (RJ), com a produção de arte assinada por Ana Maria Magalhães, os figurinos ficaram acargo de Beth Filipecki e Sandro Dutra, marcando a estréia dos atores Antônio Calloni, Cláudia Abreu, Carla Marins e Eri Johnson; O sexo dos anjos (1989) que contou com seqüências gravadas na Amazônia e estação de esqui, efeitos visuais, cuja cenografia era de Cláudia Alencar, José Cláudio Ferreira dos Santos, Sônia Soares encarrou-se dos figurinos, e Ângela Fróis, da direção de arte, marcando a estréia do ator Humberto Martins, foi baseada em O terceiro pecado (1968), esta última a primeira incursão no sobrenatural - neste remake Isabela Garcia, Felipe Camargo, Bia Seidl e Sílvia Buarque interpretaram os papéis que na primeira versão foram de Regina Duarte, Gianfrancesco Guarnieri, Natália Timberg e Maria Izabel de Lizandra.

O sexo dos anjos - com direção de Roberto Talma, Fábio Sabag, Flávio Colatrelo, direção executiva do próprio Roberto Talma, produção executiva de José de Almeida e direção de planejamento de Eduardo Figueira - não obteve êxito, transpondo para os dias contemporâneos uma história que originalmente se passou na década de 1920; A Muralha, baseada no romance homônimo de Dinah Silveira de Queiroz foi convertida em minissérie em 2000 de 49 capítulos, como parte da comemoração dos 35 anos da TV Globo e também aos 500 anos do Brasil, comemorados em 22 de abril daquele ano - adaptada pela dramaturga portuguesa Maria Adelaide Amaral, afora as quatro apresentações de 1954, 1958, 1963 (estas, de maneira mais simplista, numa época em que as telenovelas brasileiras ainda não eram diárias) e 1968. Maria Adelaide leu os originais que Ivani escreveu para rádio nos anos 1950, para realizar a versão de minissérie da obra, conforme consta em uma entrevista da autora na revista Istoé Gente, de 2000.

Remakes
Escreveu também os remakes de A gata comeu (1985), comédia romântica ambientada no Rio de Janeiro, com direção de Herval Rossano, José Carlos Pieri e direção de produção de Manuel Martins, que marcou a estréia da atriz Deborah Evelyn, teve cenários criados por Jorge Moreira e Ana Maria Melo, figurinos de Sônia Galo e maquiagem de Eric Rzepecki, ambientada no Rio de Janeiro e contou com a colaboração de Marilu Saldanha, já havia sido A barba azul (1974) - destaque também para os personagens de Laerte Morrone, Marilu Bueno, Cláudio Correia e Castro, Dirce Migliaccio e Luís Carlos Arutin e o núcleo infantil (Danton Melo, Juliana Martins e Oberdã Júnior), cenário de Jorge Moreira, Ana Maria Melo, figurinos de Sônia Galo e maquiagem coordenada por Eric Rzepecki - o tema de abertura também ficou marcado na memória do público: a música Comeu, de Caetano Veloso, gravada pelo compositor acompanhado pelo grupo Magazine; Mulheres de areia (1993), com direção de Wolf Maya, Inácio Coqueiro, Carlos Magalhães, produção executiva de Maria Alice Miranda e direção de produção de Rui Matos, foi juntada com a espinha dorsal de O Espantalho, protagonizada por Guilherme Fontes e Glória Pires - na versão original, por Carlos Zara e Eva Vilma - numa elogiada interpretação, cujo resultado alcançado foi excelente e valorizou ainda mais o remake, cuja gravação já fora cogitada anteriormente, em 1990. A novela deveria substituir Felicidade de Manuel Carlos em junho de 1992, mas como Glória Pires engravidou, sua estréia foi adiada em um ano; em seu lugar, entrou Despedida de Solteiro, de Válter Negrão.

A última novela escrita antes de morrer foi o remake de A Viagem (1994), novamente com direção de Wolf Maia, Inácio Coqueiro, produção executiva de Alexandre Ishikawa e direção de produção de Ítalo Granato, inspirando-se na filosofia de Allan Kardec, com Christiane Torloni, Antônio Fagundes, Maurício Matar, Andréia Beltrão e Guilherme Fontes nos papéis que na versão original foram de Eva Wilma, Altair Lima, Tony Ramos, Elaine Cristina e Ewerton de Castro, respectivamente.

Telenovelas

TV Globo
2006/2007 O Profeta - (remake escrito por Duca Rachid e Thelma Guedes e supervisionado por Walcyr Carrasco)
2001 A Padroeira - (Novela de Walcyr Carrasco a partir de idéia de Válter Avancini, de adaptar a telenovela As Minas de Prata de 1966.)
2000 O Cravo e a Rosa - (Escrita por Walcyr Carrasco e Mario Teixeira, inspirada na novela A Indomável.)
2000 A Muralha - (Baseada na radionovela A Muralha, de Ivani Ribeiro, transmitida pela Rádio Bandeirantes nos anos 1950 e adaptada por Maria Adelaide Amaral em forma de minissérie.)
1996 Quem é você? - (Argumento - Escrita por Solange Castro Neves e Lauro César Muniz)
1994 A Viagem - (Remake)
1993 Mulheres de areia - (Remake de Mulheres de Areia unida à O Espantalho)
1989/1990 O sexo dos anjos - (Remake de O Terceiro Pecado)
1986/1987 Hipertensão - (Remake de Nossa filha Gabriela)
1985 A gata comeu - (Remake de A Barba Azul)
1984 Amor com amor se paga - (Remake de Camomila e bem-me-quer)
1982/1983 Final feliz

TV Record
1977 O Espantalho
1972 O Leopardo
1957 Desce o Pano (Ao vivo.Fonte: site do IMDB)
1954 A Muralha (Baseada em radionovela da mesma autora emitida pela Rádio Bandeirantes)

TV Bandeirantes
1998 Meu pé de laranja lima - (Remake adaptado por Ana Maria Moretzsohn)
1981/1982 Os Adolescentes
1980/1981 O meu pé de laranja lima - (Remake)
1980 Dulcinéia Vai À Guerra - (Continuação de Cavalo Amarelo, a partir da personagem Dulcinéia, criada por Ivani. Esta novela foi escrita por Sérgio Jockman)
1980 Cavalo amarelo
1980 A Deusa vencida - (Remake)

TV Tupi
1978/1979 Aritana
1977/1978 O Profeta
1975/1976 A Viagem
1974/75 A barba azul
1974/75 O Machão - (Argumento de A Indomável,adaptada por Sérgio Jockyman)
1974 Os Inocentes
1973/1974 Mulheres de areia (Baseada na radionovela A Mulher que Morreu no Mar de 1965, da mesma autora)
1972/1973 Camomila e bem-me-quer
1971/1972 Nossa filha Gabriela
1971 A Selvagem - (Remake de Alma Cigana)
1970/1971 O meu pé de laranja lima
1970 As Bruxas
1964 Se o mar contasse
1964 A gata
1964 Alma cigana
1958 A Muralha (Baseada em radionovela da mesma autora emitida pela Rádio Bandeirantes nos anos 1950)
1952 Os Eternos Apaixonados (série)

TV Excelsior
1969/1970 Dez vidas
1969 A menina do veleiro azul
1969 Os Estranhos
1968/1969 A Muralha
1968 O Terceiro Pecado
1967/1968 Os Fantoches
1966/1967 As minas de prata
1966 Anjo marcado
1966 Almas de pedra
1965/1966 A grande viagem
1965 A deusa vencida
1965 Vidas cruzadas
1965 A Indomável
1965 Onde nasce a ilusão
1964 A outra face de Anita
1964 A moça que veio de longe
1964 Ambição
1963/1964 Corações em conflito
1960 Teatro 9 (Teleteatros)

Tv Cultura
1962 A Muralha

Tv Universidad Católica, do Chile
1987 La Invictación (Adaptação de Os Fantoches, exibida pela Tv Excelsior em 1967)

sábado, 23 de janeiro de 2010

SESSÃO AUTORES: Ivani Ribeiro - parte 1


Ivani Ribeiro, nome artístico de Cleide Freitas Alves Ferreira, (São Vicente, 20 de fevereiro de 1916 — 17 de julho de 1995) foi uma autora de telenovelas. Durante a sua carreira, usou como pseudônimos Valéria Montenegro em A Moça que Veio de longe (1964) e Arthur Amorim com O Leopardo (1972), exibida pela TV Record, já que era contrada da TV Tupi; esta novela não obteve grande repercussão.

A carreira teve início aos dezesseis anos, paralelamente aos trabalhos como compositora de sambas, radioatriz, cantora e criadora de programas de variedades. Ivani foi a grande recordista entre todos os autores da telenovela brasileira, com mais de quarenta títulos de sucesso.

Formada na Escola Normal de Santos, Ivani mudou-se para São Paulo a fim de cursar a faculdade de Filosofia além da constante incursão pelo rádio, uma das principais metas de trabalho. Na Rádio Educadora, passou a fazer apresentações onde trouxe a público canções folclóricas e sambas, alcançando grande popularidade logo no rádio através dos programas criados, como Teatrinho da Dona Chiquinha e As mais belas cartas de amor; neste último, Ivani mostrou o lado de radioatriz e interpretou uma personagem feminina. Protagonizou também o programa Hora infantil, com músicas e poemas, que obteve grande sucesso e radiofonizou filmes e novelas famosas, onde também atuava como autora. Nesta mesma rádio, fez o programa Infantil, com músicas e poemas.

Posteriormente transferiu-se para a Rádio Difusora onde atuou como cantora interpretando canções folclóricas e sambas sempre acompanhada por uma orquestra. Integrou também o elenco da PRG-2 - Rádio Tupi de São Paulo. Em 1940, já pertencia ao elenco da Rádio Bandeirantes, para a qual transferiu-se juntamente com o marido, Dárcio Alves Ferreira, um locutor muito premiado e respeitado pela crítica especializada, com o qual teve dois filhos, Luís Carlos e Eduardo. Ele também veio a assumir a direção da broadcasting da PRH-9, pela qual lançou novos programas de alto dinamismo, como o programa de calouros A Hora dos Neófitos, voltado para o público jovem.

Nesta rádio, além de atuar como atriz, adaptou peças para o teatro homônimo onde apresentou diversos programas, dentre os quais Teatro romântico, baseado em poemas clássicos da literatura brasileira; Os grandes amores da história, dramatização da vida amorosa de personalidades históricas, A canção que viveu, dramatização de canções brasileiras, e outros. Ivani também foi a primeira mulher brasileira a ter um programa de radioteatro exclusivamente seu, escrevendo e adaptando inúmeras peças, levadas ao ar pela Rádio Bandeirantes, onde havia um programa que levava o nome Teatro Ivani Ribeiro.

Obras no Rádio
1938 - A Hora Infantil - Rádio Educadora
1938 - Teatro da Dona Chiquinha - Rádio Educadora
1939 - As Mais Belas Cartas de Amor (Como atriz e escritora) - Rádio Tupi (SP)
1940 - Os Grandes Amores da História - Rádio Bandeirantes
194? - Teatro Romântico - Rádio Bandeirantes
194? - A Canção que Viveu - Rádio Bandeirantes
194? - Teatro Ivani Ribeiro - Rádio Bandeirantes
1946 - As Minas de Prata - Rádio Bandeirantes
1947 - Mulheres de Bronze - Rádio Bandeirantes
195? - Anjo ou Demônio
195? - A Muralha - Rádio Bandeirantes
1958 - As Noivas Morrem no Mar - Rádio Farroupilha
1959 - A Menina do Veleiro Azul - Rádio Clube do Paraná
196? - Corações em Conflito - Rádio
196? - Ambição - Rádio
1965 - A Mulher Que Morreu no Mar - Rádio
1981 - A Mulher de Pedra - Rádio Atlântica de Santos

Primeiras telenovelas

Na pioneira televisiva e da América do Sul TV Tupi, escreveu em 1952 a série Os Eternos Apaixonados, o primeiro trabalho nesse meio. Dois anos depois, transfere-se para a TV Record, onde escreveu a adaptação do livro A Muralha (1954) e ainda a novela Desce o Pano em 1957. Em 1958, retornou à antiga emissora onde escreveu A Muralha em uma nova versão. Nesta época a autora realizava alguns teleteatros para várias emissoras, mas a atenção principal eram as radionovelas, que ela escrevia para a Rádio Bandeirantes.

No início dos anos 1960, foi contratada pela recém-inaugurada TV Excelsior, onde era uma das redatoras do Teatro Nove. A primeira telenovela diária de Ivani foi Corações em conflito (1963), com direção de Dionísio de Azevedo, que transpunha para o vídeo uma das histórias que o rádio havia consagrado e discutia os problemas que um viúvo tem ao realizar um segundo casamento, interpretado por Carlos Zara. Aliás esta foi a primeira novela diária nacional, já que as duas que a antecederam tiveram seus textos extraídos de originais argentinos.

A partir da adaptação do texto argentino de A moça que veio de longe (1964), com Rosamaria Murtinho e Hélio Souto - este último então estreante na TV - nos papéis principais, o gênero se torna uma constante na grade de programação de todas as emissoras brasileiras. Ivani foi projetada nacionalmente com o horário das 19h30 na TV Excelsior - inaugurada em 9 de julho de 1960, onde liderou uma espécie de laboratório teledramatúrgico, intercalando romance com melodrama - na segunda metade dos anos 60, quando escreveu treze novelas consecutivas com aproximadamente 1600 capítulos - todas com grande sucesso: Onde nasce a ilusão que abordou a temática circense e contou com produção milionária, A indomável ambientada na década de 1920 e sua primeira incursão em um texto cômico em detrimento dos dramalhões daquela época, Vidas cruzadas um sucesso da época que contou a história dos conflitos entre gêmeos e sósias num tema que seria freqüentemente retomado na história da teledramaturgia brasileira, a bem-sucedida A deusa vencida, A grande viagem que era um suspense policial - temática esta retomada com Anjo marcado, Almas de pedra e As minas de prata - esta última baseada no romance homônimo do escritor José de Alencar serviria para uma segunda adaptação na novela A Padroeira (2001) de Walcyr Carrasco - Os fantoches baseada no livro O caso dos dez negrinhos de Agatha Christie, a novela de época O terceiro pecado, A muralha protagonizada por Mauro Mendonça, Os estranhos que contou com a participação de seres extraterrestres, A menina do veleiro azul que teve problemas na seleção de elenco devido à grave crise da emissora e Dez vidas, baseada no livro Caminho da Liberdade de Wanderley Torres, contando a vida de Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier - inconfidente mineiro.

O primeiro grande êxito foi a novela de época A Deusa Vencida (1965), ambientada no final do século XIX, mais precisamente em 1895. Entre os méritos, esta contava ser a novela que foi a primeira a ter uma trilha sonora própria, consagrou as atrizes Regina Duarte, trazida à TV pelo diretor Walter Avancini, e Ruth de Souza, então iniciantes.

[continua...]

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

SESSÃO AUTORES: Andréa Maltarolli


Andréa Maltarolli (Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1962 — Rio de Janeiro, 22 de setembro de 2009) foi uma autora de telenovelas brasileiras. Escreveu novelas como Malhação e foi colaboradora do autor Sílvio de Abreu. Escreveu, em 2008, Beleza Pura, sua primeira e única novela como autora principal. Ela também colaborou com outros programas da TV Globo, como Escolinha do Professor Raimundo e Zorra Total.

Biografia
Formada em História e em Comunicação Social, Andréa Maltarolli fez sua estreia na televisão um ano após chegar à Rede Globo, em 1995, na primeira fase do seriado Malhação, sendo uma das criadoras deste que tornou-se o maior seriado da televisão brasileira. Permaneceu na equipe de roteiristas até 2002. A partir daí passou a desenvolver outros projetos, entre eles sinopses de novelas.

Em 2005, teve a sinopse da novela Operação Vaca Louca aprovada. A trama, uma comédia rural, acabou não seguindo em frente. Em 2008, Andréa estreou sua primeira novela solo, Beleza Pura, no horário das sete da noite da Rede Globo.

Em setembro de 2009, Andrea Maltarolli faleceu em decorrência de um câncer[1][2], no Rio de Janeiro, aos 46 anos de idade. Na época, Andrea estava preparando uma nova trama, com título provisório de "As Quatro Estações". Com a morte da autora, o projeto foi assumido por Maria Adelaide Amaral.

Trabalhos na televisão
Autora
Beleza Pura (2008)

Colaboradora
Malhação (1995–2002)
Zorra Total
A Turma do Didi
Escolinha do Professor Raimundo

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

SESSÃO AUTORES: Bráulio Pedroso


Paulistano, ele trabalhou durante vários anos na Rede Globo, onde escreveu telenovelas de grande sucesso como O Cafona (1971), O Bofe (1972), O Rebu (1974) e Feijão Maravilha (1979), apesar de anteriormente ter trabalhado no cinema nas funções de assistente de direção, montador e crítico, e escreveu para o teatro a peça O Fardão, que ganhou o Prêmio Molière.

Sua primeira novela como autor titular foi Beto Rockfeller (TV Tupi, 1968), comédia que foi um grande sucesso de audiência e que consagrou o ator Luis Gustavo. Beto Rockfeller também ganharia uma continuação em 1973, A Volta de Beto Rockfeller, que não obteve o mesmo êxito, mas mesmo assim não comprometeu o personagem.

Entre 1985 e 1986 trabalhou em uma equipe de criação de texto da extinta TV Manchete (que em 1999 se transformou na RedeTV!, onde escreveu a novela "Tudo em Cima" e o seriado "Tamanho Família".

Bráulio Pedroso faleceu vítima de fratura nas vértebras cervicais, causada por uma queda no banheiro de sua própria casa. Tinha 59 anos e há tempo sofria de mal de Parkinson.

Deixou dois filhos, João Manoel e Felipe e os netos Sofia Misfits e Pedro.

Teve sua novela "O Pulo do Gato adaptada em 1992 pela televisão chilena.

Trabalhos na TV
Beto Rockfeller (TV Tupi, 1968/1969)
Super Plá (TV Tupi, 1969/1970)
O Cafona (TV Globo, 1971)
O Bofe (TV Globo, 1972)
A Volta de Beto Rockfeller (TV Tupi, 1973)
O Rebu (TV Globo, 1974)
O Pulo do Gato (TV Globo, 1978)
Feijão Maravilha (TV Globo, 1979)
Plantão de Polícia (TV Globo, 1980/1981 - co-autor do seriado)
Amizade Colorida (TV Globo, 1981 - co-autor do seriado)
Parabéns pra Você (TV Globo, 1982 - minissérie)
Tudo em Cima (TV Manchete, 1985)
Tamanho Família (TV Manchete, 1985/1986 - seriado)
El Palo del Gato (Tv Nacional do Chile)

sábado, 5 de dezembro de 2009

SESSÃO AUTORES: Cassiano Gabus Mendes


Cassiano Gabus Mendes (São Paulo, 29 de julho de 1927 — São Paulo, 18 de agosto de 1993) foi um radialista e pioneiro da televisão no Brasil. Filho do radialista Otávio Gabus Mendes e pai dos atores Cássio e Tato Gabus Mendes.

Foi um profissional extremamente versátil, tendo sido ator, roteirista, diretor, produtor, sonoplasta, contrarregra e autor de telenovelas. Antes da inauguração da televisão no Brasil, Lima Duarte fora escolhido para ser o principal diretor da futura TV Tupi, mas recusou. Cassiano foi a segunda opção e tornou-se assim o primeiro diretor artístico da televisão brasileira, comandando a TV Tupi por mais de uma década.

Na primeira década criou vários programas que entraram para a história da televisão, como TV de vanguarda e Alô doçura. Após uma breve passagem pela TV Excelsior em 1967, voltou à Tupi e concebeu outro marco, a telenovela Beto Rockfeller. Com a decadência da Tupi passou brevemente pela TV Cultura antes de chegar à Rede Globo, na qual só encontrou vaga como autor de novelas. Como não havia melhor opção, aceitou e se tornou um dos maiores autores do gênero. Cassiano dizia que a vantagem de ser um autor era a de que não precisava comparecer à emissora diariamente.

A crítica demorou a reconhecer o brilhantismo de Cassiano. Suas novelas eram vistas como exibições fúteis do conflito entre ricos e pobres, até se começar a notar que Cassiano, na verdade, era um amargo observador da mesquinharia humana, e que a futilidade dos personagens era vista com um olhar impiedoso e cruel. Cassiano não admirava nem um pouco seus personagens, eles eram um retrato amargo de uma sociedade vazia e superficial.

A novela Anjo Mau (1976) foi seu sucesso mais popular, protagonizado por Suzana Vieira e que ganharia um remake 21 anos depois, desta vez protagonizado por Glória Pires e adaptado por Maria Adelaide Amaral. O remake também foi bem sucedido, mesmo não repetindo o estrondoso sucesso da versão original (que, segundo consta, contava até com o ex-presidente Juscelino Kubitschek como fã).

Embora tenha escrito sucessos nos anos 70, como Locomotivas (1977) e Marron Glacê (1979-1980), se consagrou mesmo na década seguinte, conseguindo grandes êxitos de público e crítica com inesquecíveis tramas do horário das sete da noite, como Elas por Elas (1982), Ti Ti Ti (1985-1986), Brega & Chique (1987) e principalmente Que Rei Sou Eu? (1989). Essa última era uma inteligente sátira em forma de aventura capa e espada à situação política do Brasil no final do governo Sarney. Escreveu também duas novelas para o horário nobre, Champagne e Meu Bem, Meu Mal, em 1983 e 1990, respectivamente.

Sua grande característica era a de imprimir um delicioso tom irônico nos seus trabalhos, elaboradas e sofisticadas sátiras de costumes. Outro traço marcante era o de suas tramas raramente ultrapassarem o número de 30 personagens; assim, todos participavam diretamente do segmento da ação principal. Autores renomados, como Sílvio de Abreu e Carlos Lombardi, veem-no como uma grande influência. Lombardi até prestou uma homenagem a ele, escalando-o como ator em Perigosas Peruas (1992), Cassiano a essa altura não atuava há décadas. Inicialmente ele faria apenas uma participação especial, mas acabou ficando a novela inteira, embora depois confessasse não ter gostado da experiência.

Seus dois filhos, Cássio e Tato Gabus Mendes são importantes atores brasileiros, bem como seu cunhado Luís Gustavo. Cassiano Gabus Mendes morreu de infarto do miocárdio, faltando menos de três semanas para o desfecho de sua última novela O Mapa da Mina.

Algumas de suas telenovelas foram reencenadas na TV Chilena. O remake de Marron Glacê fez tanto sucesso que teve uma segunda parte, o que não aconteceu com o original.

Para 2010, Maria Adelaide Amaral prepara um remake de Plumas & Paetês e Ti Ti Ti unidas numa única novela. O projeto tem apoio dos filhos do autor, Cássio e Tato Gabus Mendes, sendo o primeiro, convidado a fazer o papel de Victor Valentim, interpretado por seu tio, Luis Gustavo, na versão original. Ao que tudo indica, a novela estreará no segundo semestre de 2010.

Teledramaturgia

TV Tupi
Alô doçura (de 1953 a 1964)
O amor tem cara de mulher (1966)
Beto Rockfeller (1968/69 - argumento)

Rede Globo
Anjo Mau (1976)
Locomotivas (1977)
Te Contei? (1978)
Marron Glacê (1979/80)
Plumas e paetês (1980/81)
Elas por elas (1982)
Champagne (1983/84)
Ti ti ti (1985/86)
Brega e chique (1987)
Que rei sou eu? (1989)
Meu bem, meu mal (1990/91)
O mapa da mina (1993)
Anjo Mau (1997) - remake adaptado por Maria Adelaide Amaral
Tititi (2010) - remake adaptado por Maria Adelaide Amaral

Canal 13, Chile
Angel Malo (1986 - remake de Anjo Mau)
Te Conté (1990 - remake de Te Contei?)
Ellas por Ellas (1991 - remake de Elas por Elas)
Fácil de Amar (1992 - remake de Plumas e Paetês)
Marrón Glacé (1993 - remake de Marron Glacê)
Champaña (1994 - remake de Champagne)
El Amor Está de Moda (1995 - remake de Ti Ti Ti)
Marrón Glacé, El Regreso (1996 - segunda parte de Marrón Glacé)

Televisión Nacional de Chile (TVN)
Bellas y Audaces (1988 - remake de Locomotivas)
Rompecorazón (1994 - remake de Brega e chique)

sábado, 28 de novembro de 2009

SESSÃO AUTORES: Dias Gomes


Alfredo de Freitas Dias Gomes, mais conhecido como Dias Gomes, (Salvador, 19 de outubro de 1922 — São Paulo, 18 de maio de 1999) foi um dramaturgo e autor de telenovelas brasileiro.

Essencialmente um homem de teatro, aos 15 anos Dias Gomes escreveu sua primeira peça, A Comédia dos Moralistas, com a qual ganharia o prêmio do Serviço Nacional de Teatro, no ano seguinte. Em 1942, sua peça Amanhã Será Outro Dia chega às mãos do ator Procópio Ferreira que, empolgado com a qualidade do texto, chama o autor para uma conversa. Embora tivesse gostado do que lera, tratava-se de um drama antinazista e Procópio achava arriscado levar à cena um espetáculo desse porte em plena Segunda Guerra Mundial. Quando questionado se não teria uma outra peça, de comédia talvez, Dias lembrou-se de Pé de Cabra, uma espécie de sátira ao maior sucesso de Procópio até então, e não hesitou em levá-la ao grande ator que, entusiasmado, comprometeu-se a encená-la.

Sob a alegação de que a peça possuía alto conteúdo marxista, Pé de Cabra seria proibida no dia da estréia. Curioso notar que, embora anos depois o autor viesse a se filiar ao Partido Comunista Brasileiro, até então Dias Gomes nunca havia lido uma só linha de Karl Marx.

Graças à sua influência, Procópio consegue a liberação da peça, mediante o corte de algumas passagens, e a mesma é levada à cena com grande sucesso. No ano seguinte, Dias Gomes assinaria com Procópio aquele que seria o primeiro grande contrato de sua carreira, no qual se comprometia a escrever com exclusividade para o ator. Desse período nasceram Zeca Diabo, João Cambão, Dr. Ninguém, Um Pobre Gênio e Eu Acuso o Céu.

Infelizmente nem todas as peças foram encenadas, pois logo Dias e Procópio se desentenderam por sérias divergências políticas. Refletindo o pensamento da época, Procópio não concordava com as preocupações sociais que Dias insistia em discutir em suas peças. Tais diferenças levariam o autor a se afastar temporariamente dos palcos e ele passou a se dedicar ao rádio.

Foi no ambiente radiofônico que Dias Gomes travou contato pela primeira vez com aquela que viria a se tornar sua primeira esposa, a então desconhecida Janete Emmer Janete Clair. Com ela, teria três filhos: Alfredo Dias Gomes, Guilherme Dias Gomes e Denise Emmer.

De 1944 a 1964, Dia Gomes adaptou cerca de 500 peças teatrais para o rádio, o que lhe proporcionou apurado conhecimento da literatura universal.

Em 1960, Dias Gomes volta aos palcos com aquele que viria a ser o maior êxito de sua carreira, pelo qual se tornaria internacionalmente conhecido: O Pagador de Promessas. Adaptado para o cinema, O Pagador seria o primeiro filme brasileiro a receber uma indicação ao Oscar e o único a ganhar a Palma de Ouro em Cannes.

Em 1965, Dias assiste, perplexo, à proibição de sua peça O Berço do Herói, no dia da estréia. Adaptada para a televisão com o nome de Roque Santeiro, a mesma seria proibida uma década depois, também no dia de sua estréia. Somente em 1985, com o fim do Regime Militar, o público iria poder conferir a novela - que, diga-se de passagem, viria a se tornar a maior audiência do gênero.

Com a implantação da Ditadura Militar no Brasil, em 1964, Dias Gomes passa a ter suas peças censuradas, uma após a outra.

Demitido da Rádio Nacional, graças ao seu envolvimento com o Partido Comunista, não lhe resta outra saída senão aceitar o convite de Boni, então presidente da Rede Globo, para escrever para a televisão.

De 1969 a 1979 Dias Gomes dedica-se exclusivamente ao veículo, no qual demonstra incomum talento.

Em 1972 Dias Gomes levaria o povo para a televisão ao ambientar Bandeira 2 no subúrbio carioca.

Em 1973 escreveu a primeira novela em cores da TV brasileira, O Bem Amado.

Em 1974 já falava em ecologia e no crescimento desordenado da cidade com O Espigão.

Em 1976, com Saramandaia, abordaria o realismo fantástico, então em moda na literatura.

O fracasso de Sinal de Alerta, em 1978, leva Dias a se afastar do gênero telenovela temporáriamente.

Ao longo de toda a década de 80, Dias Gomes voltaria a se dedicar ao teatro, escrevendo para a televisão esporádicamente. Datam desse o período os seriados O Bem Amado e Carga Pesada (apenas no primeiro ano), e as novelas Roque Santeiro e Mandala, das quais escreveria apenas parte.

Viúvo de Janete Clair, que morrera um ano antes, em 1984 Dias casa-se com a atriz Bernadeth Lyzio, com quem tem duas filhas: Mayra Dias Gomes (escritora) e Luana Dias Gomes (atriz).

Nos anos 90, Dias Gomes viraria as costas de vez para as telenovelas, dedicando-se única e exclusivamente às minisséries.

Em meio à preparação de mais um trabalho para a televisão, a minissérie Vargas - baseada em sua peça Dr. Getúlio, Sua Vida, Sua Glória -, Dias Gomes morre num trágico acidente automobilístico, ao sair de um restaurante no centro de São Paulo.

Dias Gomes ocupou a cadeira 21, cujo patrono é o maranhense Joaquim Serra e o atual ocupante é o escritor Paulo Coelho.



Confira abaixo a carreira do autor:

Teatro
* A Comédia dos Moralistas - 1938
* Esperidião - 1939
* Ludovico - 1940
* Amanhã Será Outro Dia - 1941
* O Homem Que Não Era Seu - 1942
* Pé-de-Cabra - 1942
* Zeca Diabo - 1943
* João Cambão - 1943
* Dr. Ninguém - 1943
* Um Pobre Gênio - 1943
* Eu Acuso o Céu - 1943
* Sinhazinha - 1943
* Toque de Recolher - 1943
* Beco Sem Saída - 1944
* A Dança das Horas (adaptação do romance Quando é Amanhã) - 1949
* O Bom Ladrão - 1951
* Os Cinco Fugitivos do Juízo Final - 1954
* O Pagador de Promessas - 1959
* A Invasão - 1960
* A Revolução dos Beatos - 1961
* O Bem-Amado - 1962
* O Berço do Herói - 1963
* O Santo Inquérito - 1966
* O Túnel - 1968
* Dr. Getúlio, Sua Vida, Sua Gloria (com Ferreira Gullar) - 1968
* Vamos Soltar os Demônios (Amor Em Campo Minado)- 1969
* As Primícias - 1977
* Phallus (inédita) - 1978
* O Rei de Ramos - 1978
* Campeões Do Mundo - 1979
* Olho No Olho (inédita) - 1986
* Meu Reino Por Um Cavalo - 1988
* Roque Santeiro, o musical - 1995

Literatura
* Duas Sombras Apenas - 1945
* Um Amor e Sete Pecados - 1946
* A Dama da Noite - 1947
* Quando é Amanhã - 1948
* Sucupira, Ame-a ou Deixe-a - 1982
* Odorico na Cabeça - 1983
* Derrocada - 1994
* Decadência - 1995

Cinema
* O Pagador de Promessas (1960)
* O Rei do Rio (adaptação de O Rei de Ramos) (1987)

Televisão
* A Ponte dos Suspiros - 1969
* Verão Vermelho - 1970
* Assim na Terra como no Céu - 1970/1971
* Bandeira 2 - 1971/1972
* O Bem Amado - 1973
* O Espigão - 1974
* Roque Santeiro - 1ª versão censurada - 1975
* Saramandaia - 1976
* Sinal de Alerta - 1978/1979
* Carga Pesada - seriado - supervisão de texto - 1979/1980
* O Bem Amado - seriado - 1980/1984
* Um Tiro No Coração - minissérie (inédita) - 1982
* Roque Santeiro - 1985/1986
* Expresso Brasil - seriado - 1987
* Mandala - 1987/1988 - até o 35° capítulo
* O Pagador de Promessas - minissérie - 1988
* Araponga - 1990/1991
* As Noivas de Copacabana - minissérie - 1992
* Irmãos Coragem - remake - supervisão de texto - 1995
* Decadência - minissérie - 1995
* O Fim do Mundo - 1996
* Dona Flor e Seus Dois Maridos - minissérie - 1998

Adaptações em outros países
* Así en La Tierra Como en el Cielo - Argentina - 1971
* Sucupira (O Bem Amado) - TV Nacional do Chile - 1996

domingo, 22 de novembro de 2009

SESSÃO AUTORES: Janete Clair


Mineira da cidade de Conquista, Janete Clair nasceu em 1925 e faleceu em 16 de novembro de 1983. Batizada Jenete (o escrivão não entendeu o sotaque árabe de seu pai) Stocco Emmer, adotou o nome artístico em razão da música Clair de Lune. A "Maga das Oito", como ficou célebre, graças aos frequentes sucessos no horário das 20 horas na Rede Globo, iniciou sua carreira como rádio-atriz na Rádio Tupi Difusora de São Paulo em 1943. Paralelamente ao seu namoro e casamento com o dramaturgo Dias Gomes, Janete se tornou uma novelista e não abandonou mais a profissão. Criou 31 radionovelas, principalmente na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, onde em 1956 alcançou grande êxito com a novela Perdão, Meu Filho.

Em 1964 ela chega à televisão para escrever O Acusador, na Rede Tupi do Rio. Em 1967, Janete estréia na Globo assumindo a autoria de Anastácia, a Mulher Sem Destino e provoca o famoso furacão que eliminou metade do elenco e dos cenários para abater as despesas de produção e reformular a história. Não se desligou mais da Rede Globo, onde se consagraria junto ao público com novelas de grande sucesso, como Irmãos Coragem e Selva de Pedra, do início dos anos 70.

Os críticos esperariam até 1976 para endossá-la com louvor ao final de Pecado Capital, seu melhor trabalho. Vale destacar ainda a novela O Astro que fez o país parar literalmente na noite de seu último capítulo, para se saber a identidade do assassino do personagem Salomão Hayalla.

Janete Clair faleceu vítima de um câncer no intestino em novembro de 1983 (a doença havia sido diagnosticada há quase quatro anos), enquanto ia ao ar a sua novela Eu Prometo, concluída por sua então colaboradora Glória Perez. Quatro novelas suas tiveram remakes depois de sua morte: Selva de Pedra (em 1986), Irmãos Coragem (em 1995), Pecado Capital (em 1998), e Vende-se um Véu de Noiva (2009 - SBT). E o autor Wálter Negrão se basearia numa antiga radionovela de Janete (A Noiva das Trevas) para escrever Direito de Amar em 1987.

"Eu acho que eu entendo um pouco da psicologia do povo, eu sei o que é que ele gostaria de sentir naquele momento, se é uma emoção de alegria, se é uma emoção de tristeza, se é uma emoção de drama... então, eu acho que, você sabendo dosar isso bem, eu não digo que seja uma fórmula pra se atingir o sucesso, mas é uma maneira de se atingir o grande público. É uma comunicação assim... de gente pra gente, de emoção pra emoção. Eu acho que é isso, não pode ser outra coisa, eu não estudei pra isso. É uma intuição. É um sexto sentido." (Janete Clair)


Carreira no rádio
1944 - Teatrinho das Cinco Horas - Rádio Difusora de S. Paulo
1948 - Rumos Opostos - Rádio América de São Paulo
1950 - Pausa para Meditação - Rádio América de São Paulo
1952 - Ana Karenina - Rádio Clube do Rio de Janeiro
1956 à 1969 - Perdão Meu Filho, Alba Valéria, Amar Até Morrer, A Canção do Fugitivo, A Canção do Rio, O Canto do Cisne, Concerto de Outono, A Deusa do Rio, Ela se chamava Esperança, Uma Escada para o Céu, A Estrada do Pecado, Um Estranho na Terra de Ninguém, A Família Borges, A Imagem de Rosana, Inocente Pecadora, Uma Mulher contra o mundo Inteiro, A Mulher Marcada, Noite Sem Fim, A Noiva das Trevas, Nuvem de Fogo, O Orgulho de Mara, Pérolas de Fogo, Poema de um Homem Só, Rosa Malena, O Sorriso da Imagem de Pedra, Sublime Pecadora, A Sultana do Grande Lago, A Taça do Pecado, Vende-se um Véu de Noiva e outras.

Carreira na televisão

No Brasil

SBT
2009 Vende-se um Véu de Noiva (Adaptação para a TV feita por Íris Abravanel da radionovela Vende-se um Véu de Noiva da Rádio Nacional)

TV Tupi
1963 Vesperal Troll
1967 Paixão proibida
1966 Vesperal Troll
1964 O Acusador

TV Rio
1963 Nuvem de Fogo (baseada em radionovela da Rádio Nacional)
1966 O Porto dos Sete Destinos
1966 Show sem Limites (esquetes)
1969 Acorrentados
TV Itacolomi (Belo Horizonte)
1965 Estrada do Pecado

Rede Globo
Pecado Capital - (remake escrito por Glória Perez em 1998)
Irmãos Coragem - (remake escrito por Dias Gomes e Marcílio Moraes em 1995)
Direito de Amar - 1987 (radionovela A Noiva das Trevas, adaptada por Walter Negrão)
Selva de Pedra - 1986 (remake escrito por Eloy Araújo e Regina Braga (1986)
Eu Prometo (terminada por Glória Perez) - 1983/1984
Sétimo Sentido - 1982
Jogo da Vida - 1981 (argumento desenvolvido por Sílvio de Abreu)
Coração Alado - 1980/1981
Pai Herói - 1979
O Astro - 1977/1978
Duas Vidas - 1976/1977
Caso Especial - 1975
Pecado Capital - 1975/1976
Bravo! - 1975/1976
Corrida do Ouro - 1974 (supervisão)
Fogo sobre Terra - 1974
O Semideus - 1973/1974
Meu Primeiro Baile - 1972 (Caso Especial)
Selva de Pedra - 1972/1973
O Homem que Deve Morrer - 1971/1972
Irmãos Coragem - 1970/1971
Véu de Noiva - 1969/1970
Rosa Rebelde - 1969
Passo dos Ventos - 1968/1969
Sangue e Areia - 1967/1968
Anastácia, a Mulher sem Destino (inicialmente escrita por Emiliano Queiroz) - 1967
E mais alguns programas para a série Caso Especial, na década de 1970.

No exterior
Telesistema Mexicano (México)
Velo de Novia - 1971
Televisa San Angél (México)
Dos Vidas - 1988
Velo de Novia - 2003
TV Panamericana (Peru)
Hermanos Coraje - 1972 (uma co-produção dos canais TV Panamericana (Peru), TV Saci (Argentina) e TIM (México). Gravada em Buenos Aires.)
El Hombre que debe Morrir - 1989
TV Universidad Católica (Chile)
Semidiós - 198
Bravo - 1989
Top Secret - 1994
TV Nacional (Chile)
Juegos de Fuego - 1995

Curiosidades
Janete Clair foi a única autora, até hoje, a conquistar 100 pontos de audiência, isto é, todos os televisores ligados estavam sintonizados na novela "Selva de Pedra" no capítulo 152 em que Simone (interpretada por Regina Duarte) foi desmascarada.

As telenovelas Irmãos Coragem, Selva de Pedra e Pecado Capital ganharam novas versões após a morte de Janete, em 1995, 1986 e 1998, respectivamente. Embora não registrassem os índices de audiência da versão original, o remake de Selva de Pedra conseguiu entusiasmar o público - ao contrário dos outros dois, que não tiveram grande repercussão.

A telenovela Fogo sobre Terra é baseada em um romance de um escritor mexicano chamado Luis Spota, intitulado Las Grandes Águas. Foi deste livro que a escritora tirou a idéia de fazer uma telenovela retratando a catástrofe que é a construção de uma barragem hidroelétrica. Em 1988, quando Dias Gomes vendia a obra de sua falecida mulher para países da América Latina, tentou vender Fogo sobre Terra para uma nova versão, mas os produtores mexicanos considerararam a semelhança da obra da escritora brasileira e o escritor mexicano e resolveram fazer uma adaptação direta do livro de Luis Spota.

Além das obras próprias, Janete escreveu o argumento de Jogo da Vida, de Sílvio de Abreu (1981). E o autor Walter Negrão se baseria numa antiga radionovela sua, A Noiva das Trevas, para escrever Direito de Amar, em 1987.

Em 2005, o autor Ricardo Linhares apresentou à Rede Globo uma sinopse de um remake de Fogo sobre Terra para 2006, às 18h, mas o projeto foi adiado para que o autor co-escrevesse Paraíso Tropical. Ainda em 2005, o diretor Herval Rossano, que na época estava implantando um novo núcleo de dramaturgia na TV Bandeirantes, negociou os direitos autorais de Véu de Noiva, mas não chegou a um acordo sobre o valor da obra.

O SBT adquiriu toda a obra radiofônica de Janete Clair, e a partir de 2009, 35 novelas serão adaptadas e produzidas para a TV. A maior parte é composta por histórias inéditas na tela, mas há também radionovelas que deram origem, em outras emissoras, a grandes sucessos. O SBT afirmou ainda que vai realizar o remake dessas novelas: Irmãos Coragem (1970), Selva de Pedra (1972) e Pecado Capital (1975) estão entre os maiores sucessos de Janete Clair na TV.

A revista Capricho publicou o folhetim Terra do Sol em suas últimas páginas. A trama era bem ao estilo de suas novelas da TV. Continha fotos coloridas com algumas cenas dos capítulos em evidência. Mais tarde, já no decorrer dos anos 80, a revista Manchete encartava os fascículos de Nenê Bonet, também de Janete Clair. Era uma trama localizada no Rio antigo, trazendo à tona a época da Confeitaria Colombo.

Depois este folhetim foi editado em livro que, embora com edição esgotada, pode ser encontrado ainda em sebos espalhados pelo Brasil.

Na cidade de Conquista-MG existe um Centro Cultural que recebeu o nome da autora.
Em 1992 foi tema da escola de samba Leão de Nova Iguaçu, na primeira e única passagem da escola pelo Grupo Especial do carnaval carioca.