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sexta-feira, 30 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
"Som & Fúria" não volta à grade da Globo neste ano

A Globo decidiu cancelar a produção da segunda temporada de "Som & Fúria", prevista para ir ao ar nesse ano.
O seriado recebeu o prêmio de melhor minissérie de TV pela Associação Paulista dos Críticos de Teatro na última terça (6).
De acordo com a jornalista Regina Rito, Fernando Meirelles, dono da produtora, revelou que ainda não há nada certo para a produção de uma segunda temporada, mas espera que a emissora resolva dar continuidade ao programa. Enquanto isso, ele cuidará de outros três projetos na Globo: o quadro “Super Sincero”, de Luiz Fernando Guimarães, o seriado “Brazuca”, que retratará a vida de brasileiros que moram no exterior, e um terceiro projeto, que ainda está em fase de desenvolvimento.
A decisão da emissora em dar um tempo no seriado foi motivada pelos baixos índices alcançados pela trama, que oscilou entre 11 e 19 pontos na capital paulista.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Globo lança “Maysa”, “Capitu” e “Som & Fúria” em Blu-ray

A TV Globo vai lançar as minisséries “Maysa”, “Capitu” e “Som & Fúria”, todas gravadas em alta definição, em Blu-ray. Estes serão os primeiros programas da emissora lançados na nova tecnologia.
Segundo o diretor de licenciamento da TV Globo, José Luiz Bartolo, estas foram as primeiras minisséries da TV Globo transmitidas em alta definição. “Foram produzidas com apuro técnico e artístico, com o que há de mais moderno na televisão. Nada melhor do que entrarmos também na era do Blu-ray justamente com esses três sucessos de crítica e público. Assim, os telespectadores terão em casa imagens impecáveis com tudo o que o HD pode oferecer”, anunciou Bartolo.
“Maysa”, “Capitu” e “Som & Fúria” foram lançadas em DVD pela Globo Marcas em 2009. As três minisséries em Blu-ray já estão à venda no Portal Globo Marcas
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
"A Lua Me Disse" será exportada no formato de série

Pela primeira vez a Globo irá editar uma novela em formato de série para oferecer às emissoras de TV de outros países.
O primeiro teste será feito com “A Lua Me Disse”, exibida em 2005, e escrita por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa. A emissora optou pelo folhetim por este ter vários núcleos paralelos, o que permite a exclusão de vários personagens e a redução do número de capítulos. A Globo ainda não definiu em quantos episódios será dividida a série.
Já o seriado “Som & Fúria” também será reduzido para a exportação. A trama, que contou com 12 capítulos, passará a ter apenas dois de uma hora de duração cada.
As duas produções serão comercializadas na feira de TV Natpe, que acontece em Las Vegas no mês de janeiro. Além delas, a Globo tentará vender no evento suas novelas, os formatos do “Profissão Repórter” e do “Retrato Falado”, além de uma série de documentários produzidos exclusivamente para o exterior. Além da emissora carioca, Record e SBT confirmaram participação na feira.
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Globo desiste de segunda temporada de Som & Fúria

Premiado pela crítica paulista como um dos melhores programas de 2009, a minissérie Som & Fúria não terá uma segunda temporada na Globo, ao contrário do previsto inicialmente.
A direção da emissora justificou à O2, produtora do cineasta Fernando Meirelles, responsável pela minissérie, que a audiência (15 pontos) foi baixa para o horário, o que não não a credencia a voltar ao ar.
A O2 pretendia realizar pelo menos mais uma temporada de Som & Fúria. Antes da estreia, em julho, a cúpula da Globo trabalhava com a hipótese de voltar a exibir a minissérie em meados de 2010.
Som & Fúria, sobre os bastidores de uma companhia teatral shakespeareana, foi baseada em um original canadense. No Canadá, o programa teve três temporadas de seis episódios cada. Aqui foram 12 capítulos.
A produção ganhou da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) o prêmio de melhor minissérie de 2009. Felipe Camargo, seu protag0nista, foi eleito o melhor ator.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Série 'Som & fúria' é lançada em DVD com extras e cenas de bastidores

Os bastidores cheios de bom humor e ironia de uma companhia teatral que montava Shakespeare foram o tema de "Som & fúria", minissérie que a Globo exibiu este ano. Produzida pela O2, com direção geral de Fernando Meirelles, ela agora é lançada em DVD pela Globo Marcas (R$ 46, 90).
"A série recebeu boas críticas, pois é de fato um bom programa em cada uma das áreas. Um texto ótimo, direção de arte cuidada, fotografia de cinema, boa música. E um elenco de tirar o chapéu, que apresentou grandes atores queridos do público e igual número de gente muito boa, mas pouco conhecida na TV", diz Meirelles, que adaptou a série da canadense "Slings and arrows", escrita por Susan Coyne.
A série mostrava os relacionamentos pessoais e profissionais da equipe de uma companhia de teatro. Dante (Felipe Camargo) e Elen (Andréa Beltrão), estrelas da trupe, eram apaixonados e felizes até que ele teve um colapso durante uma apresentação de "Hamlet" e ficou sumido por sete anos.
Além dos protagonistas, estão no elenco Pedro Paulo Rangel, Dan Stulbach, Regina Casé, Maria Flor, Daniel de Oliveira, Débora Falabella, Rodrigo Santoro, Paulo Betti, entre outros.
A caixa de "Som & fúria", contém três DVDs com mais de oito horas de conteúdo e cenas de bastidores nos extras.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Rei Lear está fora de cena

Subiu no telhado a esperada segunda temporada de “Som & fúria” — coprodução da O2 com a Globo.
O programa mostraria a companhia de teatro da ficção montando “O rei Lear”.
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Fernando Meirelles e Kenneth Branagh: ator quer fazer 'Som & fúria'

Fernando Meirelles esteve no TV Roma Fiction Festival para a exibição de “Som & fúria”. Lá, encontrou Kenneth Branagh. A Globo e a O2 negociam uma segunda temporada da série, e Kenneth, depois de ver o programa, disse que gostaria de fazer um papel num episódio futuro. Susan Cohen, roteirista da série original canadense, também estava no encontro e disse que escreveria um papel para o ator irlandês caso a Globo faça a segunda rodada.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Loucura, luxúria, tudo isso tinha no Som e Fúria

Baseada na série canadense Slings & Arrows, Som e Fúria, da Rede Globo, chegou ao fim na sexta-feira, dia 24, pelo menos por enquanto. A minissérie sobre Shakespeare, dirigida por Fernando Meirelles, girou em torno das montagens de Hamlet e MacBeth pela Companhia de Teatro do Estado, do Municipal de São Paulo.
Tudo começa quando Oliveira (Pedro Paulo Rangel), então diretor artístico do CET, é atropelado por um caminhão de presunto e morre. Às pressas, Dante Viana (o bom ator Felipe Camargo), é chamado para substituir o diretor. Acontece que Dante, há sete anos, surtou durante apresentação de Hamlet e se afastou da companhia por ter descoberto a traição de Elen (Andréa Beltrão), primeira atriz do CET e seu amor fora dos palcos, com Oliveira, que se tornou então seu desafeto.
A partir desse momento, uma história com diálogos inteligentes e divertidos se forma entre ele e Oliveira, que, morto, vira uma espécie de consciência-viva-fantasmagórica que auxilia Dante a lidar com atores mimados, diretores megalomaníacos, escassez de público e o amor mal resolvido com Elen.
A minissérie tem grande elenco, mas não posso deixar de citar duas participações excepcionais. A primeira é Regina Casé no papel da canastrona Graça. Funcionária da Secretaria de Cultura, ela se aproxima do diretor financeiro da companhia Ricardo Silva (Dan Stulbach), a fim de alavancar a receita da Temporada Clássica do Municipal por métodos nada ortodoxos. A segunda é Cecília Homem de Melo como Ana, a vice-secretária geral da CET, que faz a liga entre todos os outros personagens e proporciona momentos de risadas sinceras.
Mas será que levar Shakespeare à TV aberta foi uma boa ideia? A crítica aparentemente se dividiu. E o público também. Não raras vezes, Som e Fúria perdeu em audiência para produções hollywoodianas de qualidade duvidosa da Rede Record. A média final de audiência girou ao redor dos 16 pontos, segundo dados do Ibope.
Acredito, no entanto, que valha a tentativa de propor uma nova visão, o não-usual. É louvável a abertura do espaço para produções que fujam das mesmices da TV aberta. Som e Fúria me deixa saudades, mas traz boas notícias: uma segunda temporada pode vir em 2010.
domingo, 26 de julho de 2009
Som & Fúria - Episódio 12 (Season/ Series Finale)

Se me pedissem nesse momento para definir Som & Fúria, usaria as palavras do magnífico Naum: “O espetáculo foi bom. Muito bom mesmo”. E hoje, eis que tal espetáculo nos apresenta seu último ato, e nos sobra o vazio do fechar de cortinas para lembrarmos a magnitude que tivemos a honra de acompanhar nas últimas três semanas.
Essa review é sem dúvida a mais difícil que já tive que fazer. Pois hoje, ao fim desse episódio final, percebi que qualquer coisa que escrevesse aqui, qualquer fosse o tamanho dessa review, ela estaria terrivelmente incompleta. Pois tantas quantas forem as palavras que aqui eu escreva, elas serão insuficientes para conseguir passar a magnitude que foi essa produção orgulhosamente brasileira.
O episódio já começou ótimo, com o pesadelo de Ricardo. Foi um personagem que já era muito bom na fase Hamlet da série, mas que roubou a cena e cresceu muito nessa segunda fase. Era um personagem cômico, caricato, mas que foi magistralmente interpretado por Dan Stulbach. E suas cenas nesse episódio final foram tão sensacionais como qualquer uma de suas cenas nos últimos episódios. Sua dupla com Sanjay (de Rodrigo Santoro) foi ótima e fez o personagem crescer muito. Mesmo sendo um pilantra, sua campanha publicitária deu certo e atraiu uma multidão para o teatro. Mas não só isso, o pouco tempo de convivência mudou Ricardo. Ele estava muito mais confiante nesse episódio, como visto nas suas cenas com o Bárbaro e a “Ministra”.
Os protagonistas também foram responsáveis pelo sucesso da série. O elenco TODO é excepcional, mas mesmo assim os protagonistas se sobressaem. Felipe Camargo, Andréa Beltrão e Pedro Paulo Rangel deram uma aula de atuação cada vez que apareciam em cena. Os três brilhantes atores casaram-se perfeitamente com o excelente roteiro, e deu no que deu.
Nos últimos episódios, Ellen passou por um drama que mudou muito a sua vida. A fragilidade do relacionamento com Dante juntamente com os problemas com a Receita, fizeram a atriz passar por um momento de reflexão (e também fez a Beltrão brilhar ainda mais). E hoje tivemos excelentes cenas com a atriz, tanto em cena, interpretando Lady Macbeth, como em sua vida, no seu “relacionamento” com a auditora da receita (quase uma psicóloga), ou nas excelentes cenas com Dante.
Falando no diretor, finalmente as coisas se acertaram para ele. Sua peça foi um sucesso, mesmo que seu método tenha sido duvidoso. Também conseguiu se acertar com Ellen, e mostrou um pouco de gratidão por Oliveira, que tem sido um fiel (e um pouco chato) companheiro para ele nos últimos tempos. E claro, nos mostrou ótimas cenas em seus diálogos com Oswald (quando conseguiu convencer o diretor do significado de ‘Romeu e Julieta’), com Naum (uma conversa tão clara e linda sobre o teatro e a vida, que chegou a ser tão poética quanto os textos que dramatizaram na temporada) e com Oliveira ( o relacionamento dos dois foi mostrado de forma tão sublime hoje, que chegou a emocionar no momento de sua despedida).
Ainda recebem destaque, nessa finale, Cecília Home de Mello e Chris Couto. Suas personagens, Ana e Maria, sempre foram ótimas, e não deixaram de ser nesse episódio. Principalmente Ana, e o seu sofrimento por ver sua história usada por Leonel, aquele “dramaturgo de merda”.
Macbeth estreou e foi sensacional, rendendo cenas memoráveis para a série. Desde os bastidores, até a própria cena, com a nudez de Henrique, a luta final de espadas que finda na sua morte, emocionou ao público e emocionou a mim também. Não vimos a peça, mas sentimos o poder de um texto de Shakespeare.
Mas nada emocionou tanto quanto Romeu e Julieta. É a maior representação de amor já vista na humanidade, e independente da versão, sempre emociona. Dante define a realidade na peça com a frase: “Dois idiotas se apaixonam um pelo outro e são felizes por um curto espaço de tempo”. E tenho que concordar com ele, o amor é sempre assim, e a eternidade sonhada por alguns é nada mais do que a união de vários “curtos espaços de tempos” onde fomos felizes.
Mas o que conseguiu emocionar mais do que Romeu e Julieta, foi a introdução da peça feita acidentalmente pelo Sr. Betti. Conseguiu arrancar choros e suspiros, mas principalmente, conseguiu abrir os corações das pessoas para a encenação que veriam a seguir. E o Sr. Betti e sua mulher Carol, são a personificação do que Shakespeare quis passar com Romeu e Julieta. FANTÁSTICA essa participação especial de Paulo Goulart, conseguiu gravar na memória esses poucos minutos em que apareceu na série.
E por fim, a cena final. Tento lembrar quando foi a última vez que vi algo tão sensacional, tão poético, tão lindo, na TV… Na Brasileira, acho que nunca. Nos grandes dramas americanos, pouquíssimas. E duvido que verei algo tão brilhante tão cedo. A história de Naum foi fantástica, tanto quanto foi o personagem. Quem teve a chance de prestar atenção na letra do que era cantado, ficou estupefato com tamanha poesia. “Sonetos de Shakespeare” é algo que pretendo ver e rever milhões de vezes quando sair os DVD’s da série (e antes, no You Tube).
E mesmo após o fim da apresentação de Naum, Alan manteve o nível da poesia ao falar da vida, em uma mesa de bar, o lugar onde muita coisa acontece em muitas vidas.
E assim como os Sonetos de Shakespeare estavam perdidos em meio a culinária e magia, espero que a TV Brasileira, após esse espetáculo, não se perca entre sitcoms bobas e novelas sem conteúdo.
E (tomara) que venha a Segunda Temporada, já que o final foi meio aberto.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Som & Fúria - Episódio 11

Que episódio sensacional, que atuações fantásticas, que roteiro esplêndido. Fiquei boquiaberto com o fôlego que a série mostrou em seu penúltimo episódio. E ao fim do episódio, a tristeza era a única sensação que tinha. Pois sei que o inevitável fim está muito próximo.
Aconteceu de um tudo nesse episódio. Romances, brigas, revelações, a estréia de Macbeth, etc. Fato é que grandes tramas foram finalizadas nesse episódio, e algumas outras já estão encaminhadas para o seu final. Resta-nos apenas esperar pela estréia de Macbeth e uma solução para o difícil relacionamento de Dante e Ellen. Em segundo plano, veremos Patrick e Sarah e o estranho casal em Romeu e Julieta.
Aliás, “Romeu e Julieta” torna-se quase desnecessário com tanto romances que vimos na série. Nesse episódio tivemos o estranho casal Ana e Lionel, que divertiu bastante. Foi ótimo ver um lado mais fogoso da Ana, ou pelo menos a tentativa de ter um, como quando tenta rasgar a camisa de Lionel e fica preocupando-se em costurá-la, ou na cena de sexo deles. Confesso que torcia para que Ana algum dia ficasse com Naum. Não aconteceu e nem acontecerá, mas o casal que ela fez com Lionel também é ótimo.
Continuando com o clima romântico, temos dois casais: Dante e Ellen são o primeiro e Patrick e Sarah, o segundo. O primeiro está em um momento de turbulência, mas teve direito a uma cena fofa, quando Ellen pede para Dante chamar Henrique de volta. E o segundo casal é teatralmente incrível. Não importa o quão estranhos eles são na vida real, seus personagens acabam unindo-os. E as cenas onde os dois estão interpretando Romeu e Julieta são ótimas. Eles são excelentes e conseguem passar toda a emoção do secular amor Shakespeariano. Até consegui me livrar do preconceito que tinha com o Leonardo Miggiorin. Não o considerava um bom ator, mas até então ele desenvolveu o seu papel muito bem.
Eles não são um casal, mas são excelentes juntos. De quem estou falando? Sanjay e Ricardo. Adorei o arco que Rodrigo Santoro fez na série e a sua dupla com Dan Stulbach. Foi ainda melhor do que Regina Casé, na primeira fase da série. E nesse episódio, os dois ainda renderam ótimas cenas, como a da cadeia. Ricardo é o meu personagem preferido da série, e acho que nada do que possa acontecer no episódio final me fará mudar essa opinião.
E por fim, a pré-estréia de Macbeth. Primeiramente, destaco que fiquei muito feliz ao ver Dante demitir Henrique. O cara é arrogante demais e nem sei por que Dante agüentou tanto. Mas infelizmente, ele é o ator certo para interpretar Macbeth. A pré-estréia foi bem e conseguiu mostrar que a visão de Dante da peça é excelente, mas Geraldo deixou muito a desejar, pulou três páginas do texto e não conseguiu superar o nervosismo. Fiquei triste na cena onde ele foi dispensado, principalmente depois que Dante o elogiou na frente de sua mulher.
O futuro da peça, entretanto, é incerto. Henrique voltou, mas aparentemente continuará sendo tão arrogante quanto antes e Dante, com certeza, não abrirá mão de sua visão de Macbeth. Como esse impasse será resolvido é o grande mistério da finale dessa sexta.
Sei que não tenho elogiado os atores nas últimas reviews, pois achei desnecessário já que todos estavam excepcionais. Mas não tem como deixar passar em branco o quão brilhante foi Andréa Beltrão nesse episódio. Já disse na última review que não gosto muito dessa trama atual de sua personagem, mas independente disso, fiquei boquiaberto com a grandiosidade que ela nos mostrou em cena hoje. Tudo o que Ellen passou enfraqueceu a muralha que a personagem sempre levantou em torno de si, e a Andréa soube encontrar o ponto certo dessa Ellen frágil e sentimental.
E agora? Uma maluca mistura entre expectativa e tristeza me atormenta. Quero ver o que o final de Som & Fúria nos reserva, mesmo já sabendo que algo grandioso virá, mas ao sou bom com despedidas, ainda mais quando me despeço de algo que tão bem me fez.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
O2 e Globo negociam segunda temporada de Som e Fúria

Se for adiante, "Som & Fúria" deve manter o elenco original, com Felipe Camargo, Andréa Beltrão, Daniel de Oliveira e Dan Stulbach
Vêm aí as montagens de Rei Lear e Ricardo III na Globo. Não, não são novos projetos dramatúrgicos, e sim a temática da segunda temporada de "Som & Fúria", que já está em fase de negociação. Depois de Hamlet e Macbeth, a companhia de teatro mais amalucada - e real - retratada na TV já está de olho em suas próximas peças.
Parceira da Globo na produção, a O2 Filmes quer dar continuação ao projeto, que tem torcida dos diretores e do elenco para vingar em 2010.
Se for adiante, "Som & Fúria" deve manter o elenco original. Dan Stulbach, por sinal, passa a ser o olho do furacão, uma vez que seu personagem tem, não por acaso batizado como Ricardo, um pouco de Ricardo III - um dissimulado que não mede esforços para ir tirando todos do seu caminho, até a direção da companhia. Opa, surpresa por aí.
Apesar das críticas positivas, "Som & Fúria" não atingiu a média sonhada pela Globo. O ibope máximo alcançado pela série foi 19 pontos. Mesmo assim, a turma da O2 diz que o programa não foi criado para ser campeão de audiência e que Globo sabe balancear a hora de ganhar dinheiro e a aposta em formatos que renovem a TV.
Som & Fúria - Episódio 10

Quando os problemas chegam ao ápice quer dizer que as soluções estão próximas. Depois de embaralhar a vida dos protagonistas nesse episódio, só nos resta esperar o fim que se aproxima. Porque é no momento de maior pressão que Dante revela seu infinito talento, como vimos em Hamlet e veremos em Macbeth, pois esse momento é agora.
Sendo sincero, não gostei muito desse episódio. Foi bom, mas ficou devendo muito em qualidade aos outros exibidos. Grande parte por culpa da Globo, que pega um episódio de 50 minutos e edita, apresentando esse costurado que assistimos. Já havia percebido que os episódios de quarta sempre deixavam a desejar, e esse ainda mais.
Adoro Andrea Beltrão e acho a Ellen sensacional, mas realmente não vejo sentido em toda essa trama de seus problemas com a receita, essa trama em geral é fraca, insossa, e parece não levar a lugar algum. Até mesmo o seu caso com o cunhado é uma coisa sem sentido. Até então não sabíamos muito sobre sua irmã, somente sabíamos que o relacionamento das duas era ruim. É desnecessário piorar um relacionamento já ruim e tão pouco interessante. Se a intenção foi arruinar seu (já arruinado) relacionamento com Dante, um caso com o Henrique seria muito mais interessante. Espero não ver mais essa trama na reta final da série, a não ser que a repercussão seja algo grandioso, a ponto de mudar sua vida e/ou a de Dante.
Falando no Diretor Artístico da Cia. De Teatro, estou adorando esse novo momento de Dante. Seu bloqueio, suas dúvidas, sua insanidade, está tudo misturado em perfeitas proporções. E é ainda melhor ver que ao se afastar do contato de qualquer pessoa, nesse momento de reflexão, é com Oliveira que ele divide suas angústias. O fantasma não é uma boa companhia e, mesmo sendo uma alucinação de Dante, tenta colocá-lo cada vez mais para baixo. Mas é exatamente essa dinâmica entre eles que transfere perfeitamente os sentimentos de Dante para o público. Hoje destaco a cena inicial do episódio. Foi ótimo ver Oliveira acordando Dante ensangüentado. Além de trazer toda uma simbologia, foi hilário.
Por falar em hilário, Ricardo esteve excepcional em suas aparições. Foi ele o que mais sofreu com os cortes do episódio, tendo quase todas as suas cenas (inclusive algumas com Ana e várias com Sanjay) cortadas. Se forem exibidas amanhã é outra história, acredito que não, o que é uma pena. Mas mesmo assim ri muito dele tentando meditar com Sanjay e mais ainda dele tentando tocar clarinete.
E já que continuamos falando em rir, nisso o episódio não me decepcionou. Seja na cena entre Oswald e Dante ou na improvisação das falas do texto de Lionel, seja com Ellen mandando alguém dar um tapa na estagiária Emília ou nos comentários de Ciro e Franco, todo o humor que a série já apresentou até hoje esteve presente no episódio. Negro, sutil, escrachado, irônico… tanto faz! Tinha para todos os gostos no episódio.
Finalizo a review falando de Romeu e Julieta. A peça começa a ganhar destaque com o ensaio maluco que Dante criou, e isso deu oportunidade a Débora Falabella e Leonardo Mggiorin mostrarem o quão talentosos são. Engraçado ver que o casal Kátia e Jacques eram Julieta e Romeu da série, e os intérpretes dos tão famosos personagens estão fadados a viver um romance confuso. Confio muito que Sarah e Patrick ainda terão muito destaque nos próximos episódios, e vão suprir a falta que o casal de Daniel de Oliveira e Maria Flor fez para os que torcem por um romance.
Agora faltam apenas dois episódios para o final de Som & Fúria… E à medida que as apresentações de “Romeu & Julieta” e “Macbeth” se aproximam, minhas expectativas só aumentam.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Som & Fúria: Elen e Ed se beijam

Os comprovantes de contribuição sindical de Elen estão completamente bagunçados, ela precisa organizar sua vida fiscal para não ter problemas com o Governo. Sem contador, ela liga para sua irmã Diane para pedir que o marido dela ajude-a com as contabilidades.
Ed vai à casa de Elen e fica estupefato com a desorganização. Ed explica que se forem comprovadas declarações indevidas, ela terá que pagar multas e juros. Depois de discutirem sobre vários problemas que envolvem as finanças desorganizadas dela, Elen pergunta sobre Aninha, filha de Ed com a irmã. Ed responde que ela está bem, mas com um tom crítico ele diz que a menina quer ser atriz.
Elen não acha engraçado e se defende dizendo que não há nada de errado em ser atriz, apesar de ser uma vida diferente. Na mesma hora, ele pega um recibo e diz: “ O que é isso? Duzentos e vinte reais?”
“Ah. É um sutiã para trabalho”, diz ela. Para justificar, ela continua: “ O meu estilo de vida é incomum. Admito. Mas isso não te dá o direito de me julgar”.
Ela não gosta da postura que ele está tomando, ele diz que não há crime em ser burra.
“Você tem uma compreensão limitada de sua própria situação financeira, uma inabilidade de somar dois números”, ele fala com deboche.
Alterada, ela se levanta e começa a fazer críticas sobre a vida dele certinha e diz que ele não gosta disso, que tem inveja dela e gostaria de viver as mesmas aventuras que ela vive. No impulso ela abre a blusa para mostrar o sutiã de duzentos e vinte reais. Eles se olham fixamente e de repente eles começam a se beijar ferozmente e caem no sofá jogando todos os recibos no chão.
Som & Fúria - Episódio 9

Dante é um diretor brilhante. O seu brilhantismo confunde-se com a sua loucura em perfeitas proporções, o que torna o seu trabalho sensacional. Quando a “maldição de Macbeth” aumenta a sua loucura, a desproporção coloca o seu brilhantismo em dúvida.
O episódio foi basicamente focado na já citada maldição de Macbeth. De um lado, a loucura de Dante passou a prejudicar os ensaios da peça e também o seu relacionamento com Ellen. De outro, a nova campanha publicitária da Cia. De Teatro está conseguindo afundá-la. Outras cenas do episódio mostraram que a dita maldição não é só uma superstição, como quando a nova diretora de “Romeu e Julieta” quebra o pescoço, ou quando o substituto do Henrique fere a cabeça.
Achei o episódio excelente. Souberam levar as múltiplas tramas de forma singular. Pela primeira vez, a trama de Dante seguiu uma linha mais dramática do que cômica, tanto no seu relacionamento com Ellen, quanto no seu relacionamento com o fantasma de Oliveira. Na cena onde Ellen o presencia discutindo com o fantasma do Oliveira no teatro me mostrou que por mais que a gente ache essas conversas engraçadas, se trata de uma doença, e é mais grave. Presenciar uma discussão sua com o seu “coleguinha camarada” sem de fato ver o Oliveira, deu uma perspectiva de como os outro vêem Dante. E se torna ainda mais sério quando percebemos que ele prefere a companhia de uma alucinação a de pessoas, chegando ao ponto de negligenciar os problemas que Ellen está enfrentando.
Se Dante hoje mostrou toda essa carga dramática, o alívio cômico do episódio esteve a cargo do Ricardo. Já cansei de elogiar Dan Stulbach, mas desde a saída de Regina Casé, ele vem crescendo ainda mais. Ricardo já é o meu personagem favorito e hoje ele estava mais engraçado do que nunca. A dupla entre Dan e Santoro está perfeita. Sanjay e Ricardo são completamente diferentes, e ver os dois em cena, ver como Ricardo é influenciável, é algo que enriquece ainda mais a série. Outra dupla que dá muito certa é Ricardo e Ana. Os dois não se dão muito bem e Ana, sempre muito doce, desconta todo o seu estresse acumulado do serviço no Diretor Administrativo. A troca de farpas entre eles sempre foi ótimo, mas na medida em que Ana está mais estressada, está melhorando ainda mais.
Por falar em coisas engraçada, acho que nunca ri tanto num episódio da série quanto hoje. Desde a diretora sendo levada na maca dizendo: “Tá tudo bem, não to sentindo nada. Não to sentindo mão, não to sentindo pé, mas tá tranqüilo”, até o Dante dizendo: “Acidentes de carro também são fascinantes, mas não precisamos participar de um”. E aproveitando que estamos falando de frases, achei o supra-sumo do humor refinado as constantes citações à Sarney, coroado com a “ministra” falando para Ricardo: “Você quer que as pessoas confiem em você citando Sarney?”. O tipo de coisa que faz do roteiro da série uma obra-prima.
E por fim, quero destacar o meu momento favorito do episódio: Ricardo mostrando raiva para Sanjay. Sério, não acharia problema algum criarem uma spin-off só para o personagem de Dan Stulbach. Deixo essa dica para Fernando Meirelles.
Agora faltam apenas três episódios para Som & Fúria chegar ao fim, e há muito o que esperar. Débora Falabella e Leonardo Miggiorin apareceram, mas ainda não renderam muito… Os conflitos entre Dante e Henrique aumentam… Henrique está se interessando por Ellen, que está frágil… e Oswald Thomas is back and Life is Crazy !
As expectativas estão aumentando e a tristeza se aproxima, com o fim da melhor série que a TV Brasileira já foi capaz de produzir até então
terça-feira, 21 de julho de 2009
Som e Fúria: Leonardo Miggiorin e Débora Falabella vivem Romeu e Julieta

No capítulo de Som & Fúria desta terça-feira, dia 21, Sarah (Débora Falabella) conhece Patrick (Leonardo Miggiorin). Eles irão dividir o palco do Teatro Municipal para encenar “Romeu e Julieta”. Neste primeiro encontro, Patrick nem nota a presença de Sarah (Débora Falabella) no grupo, ao contrário da jovem atriz que se sente atraída por ele. Eles serão dirigidos pelo excêntrico Oswald Tomas (Antonio Fragoso) contra a vontade de Dante (Felipe Camargo), que está às voltas com Elen (Andrea Beltrão) e revela que está recebendo a ajuda do fantasma de Oliveira (Pedro Paulo Rangel) nas montagens das peças.
Ainda no capítulo de terça, Ricardo Silva (Dan Stulbach) se irrita com a campanha feita pela agência de Sanjay (Rodrigo Santoro). Da janela do seu escritório, Ricardo (Dan Stulbach) vê um outdoor com a foto de uma plateia formada de esqueletos apodrecendo entre um grupo de idosos adormecidos anunciando a temporada de clássicos do Municipal. Sanjay (Rodrigo Santoro) conversa com Ricardo (Dan Stulbach), diz que fará a nova campanha e o deixa confuso.
Som & Fúria conta a história dos bastidores de uma companhia shakespeariana. Os atores vivem dramas nos palcos e uma comédia na coxia. A minissérie, que estreou no dia 7 de julho, vai ao ar até o próximo dia 24, sexta-feira.
sábado, 18 de julho de 2009
Som & Fúria - Episódio 8

E eis que um novo ciclo inicia-se em Som & Fúria. Todos os problemas que Dante tinha quando decidiu assumir Hamlet parecem lembranças de outra vida, quando ele tem que lidar com um bloqueio ao assumir Macbeth. E nesse novo ciclo muitas novas histórias, novos personagens e muito, MUITO, mais humor.
Quando assisti ao episódio de ontem, tive medo do que o futuro da série nos reservava, já que parecia que tudo o que ela tinha já nos fora mostrado. Mas ela tem muito mais a mostrar, e esse oitavo episódio é a prova disso. Eu gostei muito desse episódio, foi leve, divertido, ágil, interessante e com excelentes atuações. Som & Fúria mostrou que ainda tem fôlego para os próximos 4 episódios.
Tenho que assumir que Ricardo está se tornando meu personagem favorito. Dan Stulbach é sensacional e conseguiu transferir todo o seu talento para um dos personagens mais caricatos da série. E por ser tão caricato, tinha tudo para dar errado. Não deu. Enquanto Dante começou o episódio meio apagado, Ricardo roubou a cena. Não teve nenhuma das cenas dele que eu não tenha rido muito. Sua cena em Brasília, no Ministério da Cultura, chamando a mulher de Ministra e discutindo a verba do Teatro e a malária foi hilária. Mais hilária ainda foi a cena em que ele vai ao escritório de publicidade, que não faz publicidade. Dan fez um trabalho perfeito ao montar a personagem, Ricardo tem todo um jeito de agir, de se vestir, uns trejeitos que fazem do personagem um dos mais engraçados da série, aliado ao excelente roteiro então, é o casamento perfeito.
Ana também tava excelente estressada. Ri muito da sua cena com a estagiária e com o casal que pegou a folha pra fazer “sedinha”. Cecília Homem de Melo é a maior revelação dessa série, e os últimos dois episódios, onde sua personagem apareceu menos, conseguiu fazer falta. Num elenco sensacional como esse, fazer falta é um privilégio para poucos.
Com esse novo ciclo, vieram novos personagens. Daniel Dantas é Henrique Amado, renomado ator contratado para viver Macbeth. Tirando o monólogo que ele fez, não achei nada de excepcional. Foi uma boa apresentação, só. Mas acho que o personagem ainda tem mais a mostrar, e Daniel é talentoso o bastante para brilhar no já excelente elenco. Gostei bastante do Sanjay, personagem do Rodrigo Santoro. É um ator fantástico com um texto fantástico, não tinha como fazer feio. Fez o que lhe foi oferecido de forma única, e marcou a sua passagem pela série de forma positiva.
E por falar em excelentes atores, não se pode deixar de citar as participações especialíssimas de Fernanda Montenegro e Wagner Moura. Dois atores do mais alto nível participando da série só a enriquece mais. Mesmo que tenham sido participações rapidíssimas.
Na última review revelei meu medo do casal Dante e Ellen, mas eu até gostei do que foi apresentado hoje. Os dois não perderam parte da magia e humor porque estão juntos. Claro que preferia eles brigando, mas já que estão juntos, que continuem assim, com cenas como a discussão sobre a Lady Macbeth e o “alô” que Ellen mandou ao Oliveira.
E por falar no Oliveira, o fantasma dele está de volta. Acho ótima a dinâmica dele com o Dante, e todas as cenas do episódio de hoje mostraram isso. As constantes discussões sobre o Teatro e a peça entre os dois são ótimas e enriquecedoras. São dois gênios dividindo suas opiniões sobre clássicos do Teatro, e quem ganha somos nós, que temos a honra de assistir a essa produção.
Para finalizar, a última cena. Eu iria querer participar da primeira leitura de texto de todas as peças da Cia. De Teatro, pois são sempre engraçadíssimas. Dante enrolando para explicar a peça e as provocações de Oliveira ao Dante foram ótimas. E ainda mais hilário foi o Dante imitando o Oliveira.
Agora é aguardar, porque Macbeth vem aí, e quais surpresas “a maldição” da peça nos esperam?
Som & Fúria – Episódio 7

Em um episódio de narrativa irregular, cheia de altos e baixos, Som & Fúria encerra um ciclo, e mergulha afundo nas personalidades das personagens para criar uma base para o novo ciclo que se aproxima.
O que mais me surpreendeu em Som & Fúria, até agora, foi a agilidade com que tudo aconteceu até aqui. Imaginei que a estréia de Hamlet, o sucesso de Dante e as resoluções dos conturbados relacionamentos da série seriam coisas que só veríamos nos últimos episódios e enganei-me. Já no 6º episódio parte dessa trama já foi resolvida, e no episódio de hoje, questões remanescentes foram resolvidas. E tendo apenas essa função, o episódio acabou tendo uma narrativa mais lenta, que pode não ter agradado a todos.
Eu mesmo, durante grande parte do episódio, não estava agradado com o que via. A série já mostrou que tem muita capacidade para criar tramas interessantes, e até o primeiro comercial ela não mostrava isso. Parecia que girava em torno de si, sem sair do lugar, mostrando questões que já haviam sido levantadas em episódios anteriores. A partir do segundo bloco, as coisas melhoraram.
O episódio não me agradou muito. Esperava que houvessem mais dicas do que a série reserva nos próximos episódios, mas isso não aconteceu. Só sabemos que a próxima peça será Macbeth, e nada mais. Mas mesmo frustrado quanto a essa expectativa, acabei sendo recompensado com as tramas pessoais dos personagens. É ótimo ver Andrea Beltrão dando vida à amargurada Ellen, principalmente quando esta deixa seus sentimentos aflorarem.
Kátia e Jacques também estiveram na trama central do episódio, infelizmente, pela última vez. A história do casal foi finalizada nesse episódio e acredito que eles não apareçam mais na série, a não ser para uma participação. Mesmo ficando triste pela perda do meu casal preferido da série, fiquei feliz pelo jeito como o relacionamento deles foi tratado no episódio, com o sofrimento de Kátia em decidir-se entre a carreira e o amor. Mas como lhe disse Ellen, “A gente pode interpretar a Julieta ou ser a Julieta”, e Kátia decidiu ser a Julieta.
Como disse antes, Jacques e Kátia espelhava-se em Dante e Ellen. E se o primeiro casal conseguiu se acertar, já era hora do segundo fazer o mesmo. Ellen utiliza o seu próprio conselho para assumir o controle da sua vida, e não só dar vida às personagens. Dispensa o Cléber e se entrega para o Dante. Estou intrigado sobre esse relacionamento. A primeira parte da temporada foi movida pelo conturbado relacionamento dos dois, agora que estão em sintonia, sinceramente, não sei o que esperar.
E não sei se era o clima “Season Finale”, mas até o Cléber me agradou hoje. Seu jeito infantil de pedir a Ellen em casamento e a sua dança na festa me fizeram rir muito. Mas não tanto quanto o seu parceiro de dança, Ricardo. Ele passou o episódio todo bêbado, e conseqüentemente hilário. Não consegui parar de rir em nenhuma de suas cenas. Outras duas passagens divertidíssimas do episódio foram: a cena entre Dante e Naum conversando sobre Macbeth no Teatro e quando Dante conversava com Ricardo, e este revelou a ele que sentia-se mal pelo Oliveira, ao que Dante responde: “O Oliveira tá bem, eu falo com ele todo dia”. Foi sensacional.
Falando em Oliveira, desde o episódio anterior que ele não aparece muito, o que é uma pena, já que Pedro Paulo Rangel enriquece ainda mais a série.
Com o fim desse primeiro ciclo da série, é como se no próximo episódio iniciasse uma nova temporada. Acredito que não voltaremos a ver Maria Flor, Daniel de Oliveira, Regina Casé, Paulo Betti, Maria Helena Chira e Haydée Bittencourt (Kátia, Jacques, Graça, Oberon, Clara e Milu). Em compensação, o elenco será renovado e entrarão Rodrigo Santoro, Daniel Dantas, Débora Falabella, entre outros.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Som e Fúria termina dia 24

A série Som & Fúria , da Globo, fica no ar até dia 24. Na sexta-feira seguinte, 31, o horário será ocupado por Decamerão.
Série em quatro capítulos, que reúne no elenco Deborah Secco, Leandra Leal e Lázaro Ramos, entre outros.
E não faltam estreias na Globo: dia 30, quinta-feira, a emissora exibe o reality No Limite, com apresentação de Zeca Camargo. No ar sempre às quintas e domingos.
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Som & Fúria - Episódio 6

“A brevidade é a alma do entendimento” (Shakespeare). Noutra das reviews-relâmpago que você só encontra no SérieManíacos, vou substituir meu amigo Thiago Leal apenas por hoje – vamos, vocês e eu, conversar sobre o mais novo episódio de Som & Fúria, a minissérie brasileira mais popular da atualidade.
Assistindo ao início da exibição com a estréia de Hamlet, tenho de confessar que fiquei um tanto quanto desapontado. Embora tenhamos visto as cenas do episódio seguinte na quinta-feira passada e mesmo sabendo que os últimos momentos da minissérie tinham mostrado o ensaio derradeiro, fiquei incomodado com essa peça sendo apresentada já nesse instante. Queria, talvez, ter visto um ensaio improvisado na calada da noite, um aproveitamento de umas vielas da cidade com o som de violoncelos ao fundo, as luzes dos postes sendo usadas como luzes de palco… E transeuntes como figurantes de elenco.
Pausa. Momento Shakespeare-Bach. Voltando.
Não adianta chorar sobre o leite derramado, adianta? Então temos que analisar a exibição da peça e o episódio como nos foi mostrado. Embora eu curta a dupla do Rá-Tim-Bum, os dois parecem repetir a mesma fórmula usada para o primeiro diálogo exibido na minissérie. Me soa como se dissessem a mesma coisa sempre, sem mudar nada. Sempre há uma entonação no fim de certas frases, sempre uma inclinação do timbre para cá ou para lá. Outro problema enorme é que eu queria ver o Gero Camilo entrando em erupção, como um Vesúvio interpretativo. Mas esse papel não permite!
Sobre interpretação, ainda: sou ator há quase dez anos e sei que uma série de princípios precisam orientar o intérprete na sua performance. Um deles é a percepção do espírito do autor, que muitas vezes se traduz em certas técnicas de dicção e postura. Shakespeare é um dos autores que normalmente são declamados em sentenças monotônicas (ou seja, em frases contínuas no mesmo tom). Mesmo assim, eu queria ver mais fibra nessas interpretações! Ênfase e subidas e descidas em certos e singulares momentos, ainda que por milésimos de segundo. O Paulo Betti fez o que pôde nos instantes que teve em cena, mas ainda não me foi o suficiente para apagar essa impressão geral.
De resto, a interação entre a Kátia e o Jacques me pareceu mais verídica nesse episódio, particularmente depois do pulo dos 3 meses (o que pode não ter agradado a muitos telespectadores). Apesar de esse romance parecer meio sambado, essa atriz tem uma simpatia contagiante – é difícil não gostar de ver cenas com ela. Por outro lado, eu confesso que esperava um pouco mais da Regina Casé naquela fechada de porta do Ricardo, personagem do Dan Stulbach. Esperava que ela subisse a entonação um pouquinho na primeira sensação de “traição” do Ricardo, que dosasse um pouco mais de surpresa àquela irritação que apresentou.
Finalmente, duas coisas que curti nesse episódio foram a persistência do Dante em se importar com os detalhes da peça até a última apresentação e a perspectiva de Macbeth num futuro próximo.
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