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domingo, 29 de setembro de 2013

"Mundo da Lua" e "Confissões de Adolescente" voltam à TV Cultura Leia mais em: vcfaz.TV - "Mundo da Lua" e "Confissões de Adolescente" voltam à TV Cultura



Esta semana, a TV Cultura traz de volta à sua grade, dois clássicos que marcaram época na emissora: "Mundo da Lua" e "Confissões de Adolescente". 

"Mundo da Lua" será exibido a partir do dia 30 de setembro, de segunda a sexta-feira, às 11h30, apresenta Lucas Silva e Silva, um garoto que ganha um gravador de seu avô paterno, ao completar dez anos. Em meio aos problemas típicos da passagem da infância para a adolescência, Lucas cria no gravador histórias a partir de como gostaria que as coisas fossem. Luciano Amaral, Antônio Fagundes e Gianfrancesco Guarnieri são alguns dos nomes que estrelaram a série. 

Já "Confissões de Adolescente" é uma que série de sucesso marcou o início da trajetória artística de atores, até então, desconhecidos do grande público. Os episódios retratavam as histórias cotidianas e os conflitos de quatro irmãs adolescentes que vivem no Rio de Janeiro. Diana, Bárbara, Natália e Carol, interpretadas respectivamente por Maria Mariana, Georgiana Góes, Daniele Valente e Deborah Secco, são criadas apenas pelo pai, Paulo, papel do ator Luiz Gustavo. A série está de volta a partir do dia 06 de outubro, sempre aos domingos, às 15h. 

domingo, 16 de junho de 2013

“Pedro & Bianca”, série da TV Cultura, conquista prêmio

"Pedro & Bianca" na TV Cultura
“Pedro & Bianca” na TV Cultura

A série “Pedro & Bianca”, produzida e exibida pela TV Cultura, conquistou o renomado Prêmio Prix Jeunesse Iberoamericano, troféu oferecido a produções audiovisuais voltadas para crianças e adolescentes.

A atração concorreu com 11 produções de vários países e venceu na categoria “ficção para o público de 12 a 15 anos”. “Pedro & Bianca” é uma criação de Cao Hamburger, o mesmo criador da inesquecível série Castelo Rá-tim-bum.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

DVD: 1ª temporada de “Confissões de Adolescente”


Lançado pela Cultura Marcas, está disponível o DVD da 1ª temporada de "Confissões de Adolescente".

Confissões de Adolescente
"A série revela — sob o ponto de vista feminino — as confissões e confusões dessas quatro personagens que se preparam para entrar na vida adulta, quase sempre com leveza e humor. O crescimento rápido, a ânsia de liberdade, o desejo de enfrentar o mundo — uma fase de medos, conflitos e dúvidas: como viver no mundo que os adultos construíram? O que fazer na descoberta do próprio corpo, na descoberta e atração pelo sexo oposto? O que vou ser quando crescer? Como enfrentar a questão das drogas? Que gosto terá o primeiro beijo? Quando e como deixar de ser virgem? O ponto de vista feminino revelado com muita sinceridade e humor sobre os assuntos que povoam os corações e mente dos jovens".
— Euclydes Marinho
Muitos adolescentes tiveram a juventude marcada pelas histórias de uma família nada convencional — para os moldes da época. Produzida pela TV Cultura em 1994, o programa teve duas temporadas de grande sucesso e carregou nomes como Luis Gustavo, Maria Mariana, Georgiana Góes, Daniele Valente e a caçula (desconhecida, até então) Deborah Secco.
O enredo, basicamente, focava nas quatro adolescentes, suas formas de viver a vida e lidar com situações recorrentes na realidade dos jovens. Paulo (o pai), advogado, que sempre buscou ensinar os melhores valores para suas filhas, precisou de muita paciência e um coração forte para criar quatro meninas com temperamentos diferenciados.
DVD — Confissões de AdolescenteCada filha é dona de uma personalidade diferente: Diana (Maria Mariana), de 19 anos, é a narradora do programa, é a primogênita, que precisa dar o exemplo, assumindo, inclusive, um papel materno que não lhe pertence. Estudante de Comunicação, escreve para o jornal da escola; Bárbara (Georgiana Góes) é a alternativa, com 17 anos, perdeu a virgindade cedo, ainda no Ensino Médio. Vive aventuras ao lado dos amigos e ainda não sabe o que quer da vida.
Natália (Daniele Valente) não é filha legítima de Paulo, acabou se juntando à família depois que a mãe morreu. Tem crises com a autoestima, é romântica e frágil, não conheceu o verdadeiro pai e sofre com a morte da mãe; Carol (Deborah Secco) é a caçula, com apenas 13 anos, tem espírito de palhaço e uma personalidade forte. Além de um grande coração, possui o dom da ironia e prefere amizade com meninos.

Juntas, as quatro irmãs vivem situações que colocam à prova todas as lições que a vida pode lhes ensinar. São quatro companheiras, cujas vidas são permeadas pelos mais diversos temas, como os amores, crises de identidade, sexo, gravidez, aborto, furtos, empreendedorismo, tudo com muita humanidade e emoção.

O box traz três DVDs, cada um com um único disco. O primeiro e o segundo contam com oito episódios cada um; já o terceiro disco contém apenas 4 episódios, porém, nos traz um exclusivo making of, bem como um depoimento da atriz Maria Mariana. Além disso, cada caixinha traz um encarte ilustrado, com a relação das músicas e performers dos episódios existentes no disco.


Também estão disponíveis a trilha sonora e um livro sobre o seriado, mas estes serão assuntos de outra postagem. Divirta-se com a 1ª temporada!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Thogun Teixeira festeja retorno à TV


Thogun Teixeira: está na série ‘Pedro e Bianca’, na TV Cultura, e na reprise de ‘Filhos do carnaval’, na HBO
Foto: Divulgação
Thogun Teixeira: está na série ‘Pedro e Bianca’, na TV Cultura, e na reprise  
de ‘Filhos do carnaval’, na HBO Divulgação
De volta à televisão na série “Pedro e Bianca”, na TV Cultura, Thogun Teixeira está animado. No papel de um eletricista casado e pai de dois filhos (os protagonistas do título), ele conta que, pela primeira vez, vive um papel “normal”, sem pancadaria ou violência. O retorno é duplo: Thogun ainda está no ar na reprise de “Filhos do carnaval”, na HBO, na qual também é pai da personagem de Heslaine Vieira — sua filha em “Pedro e Bianca”.

Como foi ganhar um papel na série?
Vários outros atores fizeram teste. Eu consegui. É uma vitória, porque faço um cara comum, um pai de família, sem a marca do “negão’“ E o que é melhor: com uma mensagem bacana para a juventude. Muitos programas só servem para vender produtos. É uma grande responsabilidade.

Qual é a mensagem?
A de que o mundo e as pessoas podem ser bem melhores . E a escola é essencial.

O que falta agora?
Não ganhei o Emmy ainda, mas estou na fila. Trabalho bastante, assobio e chupo a cana, sem reclamar da vida. Sou assim.

domingo, 4 de julho de 2010

Vanessa Giácomo grava participação em minissérie da TV Cultura


A atriz Vanessa Giácomo voltou ao trabalho apenas um mês depois de ganhar seu segundo filho, fruto do relacionamento com Daniel de Oliveira. Ela gravou uma participação em um episódio da série “Autor por Autor – Ariano Suassuna”, que será veiculada em setembro pela TV Cultura.

Na história, ela interpretará Moça Caetana, uma personagem de Ariano Suassuna no livro “A Pedra do Reino”. O programa contará com direção de Ricardo Elias.

Antes disso, a atriz havia realizado trabalhos na TV apenas na Globo. Ela ficou conhecida do público ao interpretar a protagonista do remake de “Cabocla”, em 2004. Depois disso, fez várias novelas, como “Sinhá Moça”, “Duas Caras”, “Paraíso”, além da minissérie “Amazônia – de Galvez a Chico Mendes”.

domingo, 23 de maio de 2010

TV Cultura exibe série infanto-juvenil sobre Copa do Mundo


Na esteira da Copa do Mundo, a TV Cultura exibirá, a partir deste sábado (22), uma série de cinco curtas que traduz o clima da competição em que as crianças são protagonistas. A emoção de assistir um jogo pela primeira vez, a união na torcida e o futebol de rua improvisado são alguns dos temas retratados na produção, intitulada "A Minha Copa do Mundo".

O programa será exibido às 16h dos sábados e, aos domingos, às 12h.

Os curtas nasceram de um intercâmbio inédito entre a TV Cultura e emissoras e produtores da Argentina, Bolívia, Colômbia, México e Uruguai.

A ideia nasceu na Argentina e o trabalho geral de coordenação da série é da emissora educativa argentina Encuentro. Participam ainda do projeto o Canal Once (México), a TV Nacional (Uruguai), o RCN (Colômbia), além de uma produtora boliviana.

Datas de exibição dos episódios

Dia 22/5 (16h): "Paixão Verde Amarela"

Dia 23/5 (12h): "Um Dia Especial"

Dia 29/5 (16h): "Esquadrão de Ouro"

Dia 30/5 (12h): "Como se Joga Futebol"

Dia 5/6 (16h): "Sai Pra Lá Urucubaca"

sexta-feira, 12 de março de 2010

Série tempera clássicos da literatura com senso crítico e boa interpretação


A frase traz embutida a proposta do programa, cuja primeira temporada foi exibida pela TV Cultura e é lançada em uma caixa com quatro DVDs: transformar um tema que a maioria dos jovens parece detestar --a literatura e seus clássicos-- em algo palatável.

Não é proposta nova, nem de fácil execução. Os diretores (os jovens Rafael Gomes e Esmir Filho, famosos pelo hit do YouTube "Tapa na Pantera") optaram por fazer uma espécie de "Malhação" com ambições intelectuais e educativas. O que a série tem de mais positivo é sua abordagem moderna das obras clássicas --se não chegar a ser iconoclasta, certamente tempera a reverência com pitadas de senso crítico.

"Bizarra essa história de achar sermão obra de arte", diz Thereza sobre "Os Sermões", do padre Vieira. Do mesmo modo, outros clássicos do vestibular --"Auto da Barca do Inferno", "Os Lusíadas", "Senhora", "Dom Casmurro" etc.-- são apresentados sem que sua dificuldade potencial para os jovens leitores de hoje seja desprezada.

Ou seja, em vez de dizer ao espectador "olha, isso é um clássico, você tem que ler porque é importante, uma obra-prima etc." --uma linha de argumentação que costuma ser contraprodutiva--, o programa diz coisas como "ah, depois que você começa não é tão difícil".

Se isso realmente funciona como estímulo para os espectadores se lançarem às páginas dos clássicos, é difícil dizer. Mas a tentativa é válida, e a atriz protagonista (Mayara Constantino) é boa. A série pode ser vista gratuitamente on-line, em tvcultura.com.br/tudooqueesolido.

sábado, 29 de agosto de 2009

Carlos Alberto Riccelli de volta à TV


Com Carlos Alberto Riccelli no elenco, a minissérie "Trago comigo" estreia no próximo dia 1 de setembro, às 23h10m, na TV Cultura. Dirigida pela cineasta Tata Amaral (de "Antônias"), a série, em quatro capítulos, vai misturar ficção e realidade para falar sobre a ditadura militar no Brasil, com depoimentos de ex-militantes contrários ao regime.

Ricelli fará o personagem Telmo, que, depois do exílio político, torna-se diretor de teatro. O programa é uma parceria entre a TV Cultura e o SescTV. Também fazer parte do projeto os atores Emílio Di Biasi, Selma Egrei, Ligia Cortez, Felipe Rocha, Georgina Castro, Julio Machado, Maria Helena Chira, Pedro Lemos, Paula Pretta e Gustavo Brandão.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Datas de Estréias e Retornos de Séries, Minisséries e Novelas


24 de Agosto
Alma Gêmea (novela - reprise - Globo)

30 de Agosto
Trago Comigo (minissérie - estréia - Cultura)

14 de Setembro
Viver a Vida (novela - estréia - Globo)

Ainda em Setembro
Cama de Gato (novela - estréia - Globo)

02 de Outubro
Cinquentinha (série - estréia - Globo)

04 de Outubro
Filhos do Carnaval (série - nova temporada - HBO)

Ainda em Outubro
Aline (série - novos episódios - Globo)

Novembro
Ó Paí, Ó (série - nova temporada - Globo)
Malhação ( novela - nova fase - Globo)

Janeiro de 2010
Bom Dia Frankenstein (novela - estréia - Globo)
Uma Rosa de Amor (novela - estréia remake - SBT)
Dalva (minissérie - estréia - Globo)

sexta-feira, 31 de julho de 2009

"Atingimos nosso objetivo", diz protagonista de "O Amor Segundo B. Schianberg"


O quarto e último capítulo da série O Amor Segundo B. Schianberg, dirigida por Beto Brant, será exibido no próximo domingo (26) pela TV Cultura.

O projeto é uma mistura de ficção com reality show: durante três semanas, Marina Previato e Gustavo Machado foram filmados em um apartamento, sem qualquer roteiro, tendo por base apenas uma sinopse.

Conversamos com Marina e pedimos que ela contasse um pouco dessa experiência. Veja a entrevista a seguir:

Podemos dizer que essa série tinha um projeto ambicioso, de misturar ficção com reality show. Vocês ficaram satisfeitos com o resultado?
Marina - Atingimos nosso objetivo, com certeza. O Beto Brant, nosso grande diretor e o maluco por trás dessa história toda, nunca tinha trabalhado com televisão antes. A TV Cultura foi incrível e o deixou super livre pra fazer o que ele quisesse. E, com certeza, essa proposta de construção de relacionamento sendo filmada deu super certo. Fora que acabamos fazendo uma crítica aos reality shows de verdade, que são sempre muito vazios, superficiais. Nossa proposta era mais artística.

Mesmo seguindo uma sinopse e interpretando personagens, você acredita que a série conseguiu ter características de reality show?
Marina - Sim, acho a série tem muitas semelhanças com esse formato. O fato de a gente dormir junto, acordar junto, fazer comida junto. Não existia nenhuma equipe lá, e também nenhum roteiro. Por mais que existissem personagens, que tivesse uma ficção envolvida, a Marina estava muito empregada ali. Quem me conhece, sabe que eu estava sendo eu. Pelas histórias que eu conto, pelo meu jeito. Claro que existe a Gala (nome da personagem), e existe uma motivação dela naquela casa. Foi uma loucura isso [risos]!

Vocês receberam algumas críticas sobre as cenas de nudez. Como você avalia isso?
Marina - O nu que apareceu foi todo artístico. Foi dentro de um contexto. Eu faço uma perfomance com espelho, que faz parte da videoarte que será exibido no último capítulo. Além disso, dentro da história o Gustavo (que vivia o personagem Feliz) não sabia que estava sendo filmado. Num apartamento, é natural que você tire a roupa para tomar banho, por exemplo. Nada foi gratuito.

domingo, 28 de junho de 2009

TV Cultura estréia nova minissérie dia 05 de Julho


A TV Cultura estréia no próximo domingo, dia 05 de Julho às 00h, a minissérie "O Amor Segundo B. Schianberg"

A produção retoma um personagem do romance “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, de Marçal Aquino. Personagem secundário naquela narrativa, Benjamim Schianberg é um psicanalista e professor universitário cujo principal interesse é refletir sobre o comportamento amoroso a partir de observações reais.

Em quatro episódios, “O amor segundo B. Schianberg” vai acompanhar a construção de um relacionamento amoroso entre um ator e uma artista plástica, exclusivamente a partir da observação do interior do apartamento onde acontecem os encontros do casal.

A realização da teledramaturgia proposta envolve a instalação de câmeras em um apartamento, como num reality show. O diferencial é que os atores não estarão confinados. Terão vida normal e vão incorporar os elementos de seu dia-a-dia às tramas propostas no roteiro. Essa contaminação dará contornos de documentário a uma peça ficcional.

domingo, 21 de junho de 2009

VALE A PENA LER DENOVO


Confissões de Adolescente é um seriado brasileiro que estreou em 22 de agosto de 1994 na TV Cultura. A série teve ao todo 40 episódios em duas temporadas. No Brasil, o primeiro ano da série foi exibido pela TV Cultura (a partir de 22/08/1994). Logo no 2º ano, a partir de 01/06/1996, foi exibido pela TV Bandeirantes, constando com 19 episódios inéditos. No ano de 1997 voltou a ser exibida pela Cultura, reapresentando o que fora transmitido pela Bandeirantes. A partir de 2001, a série foi reprisada no canal Multishow (Net/Sky). Alguns episódios da série tiveram parte deles rodados em Cannes, França, assim que os direitos do programa foram vendidos para a TV Francesa TF-1. Esses episódios mostravam as meninas passando as férias fora do Brasil. A partir desta temporada Diana (Maria Mariana) decide estudar na França e viver com uma família francesa.

Trama
Quatro irmãs adolescentes descobrindo juntas o mundo: Diana, Bárbara, Natália e Carol. Elas vivem em Ipanema e o seu cotidiano é característico de meninas dessa idade: passeios de bicicletas, shopping-centers, subidas de árvores, e é claro, a vida e seus mistérios. Para mediar os conflitos, está o advogado Paulo, o pai solteiro e moderno/careta tendo que lidar com o desenvolvimento das filhas. Diana e Bárbara são filhas do primeiro casamento de Paulo, e Carol, do segundo. Já Natália é sua enteada, filha da sua segunda esposa, também mãe de Carol, que faleceu.

Todas as garotas tem personalidades marcantes e suas diferenças fazem com que elas se completem. Carol, 13 anos, a mais nova, é a palhaça, sempre alto-astral, vivendo um eterno verão de alegrias. É irônica e não gosta de fazer amizades com mulheres por considerá-las pedantes, preferindo a companhia dos meninos. Natália, 16 anos, é romântica, frágil e sonhadora. Tímida, se acha feia e rejeitada por ter perdido a mãe e não ter contato com seu verdadeiro pai. Bárbara, 17 anos, é esperta e prática. Cursa o segundo grau, não sabe o que quer da vida, mas viveu várias aventuras com seus amigos, tendo, inclusive, perdido a virgindade ainda cedo. E, finalmente Diana, 19 anos, uma leonina de primeira, que tem em sua alma o outono, as folhas caindo, o movimento constante. Estudante de Comunicação, escreve para o jornal da Faculdade. Por ser a mais velha, assume o papel de mãe para as irmãs mais novas. Ela é a narradora das histórias.

É no dia-a-dia dessas garotas que surgem suas descobertas sobre a vida: crises de identidade, amores, sexo, gravidez, aborto, temas que fazem parte do dia-a-dia dos jovens em qualquer lugar do mundo em qualquer época, e que serão vividos por essas quatro irmãs que acabam descobrindo como superar, aprender e crescer nessa fase tão difícil, para finalmente se tornarem mulheres.


Elenco
Maria Mariana - Diana
Danielle Valente - Natália
Georgiana Góes - Bárbara
Deborah Secco - Carol (1994)
Camila Capucci - Carol (1996)
Luiz Gustavo - Paulo

Participações Especiais
Vitor Hugo - André
Leandra Leal - Mariana
Mariana Oliveira - Juju
Gabriela Costa - Lia
Dudu Azevedo - Danton
Drica Moraes - Vendedora
Maitê Proença
Maria Padilha - pediatra
Luiz Fernando Petzhold - Marcelinho
Débora Bloch - psiquiatra
Cláudia Jimenez - empregada
Marieta Severo - Mãe de Diana e Barbara
Lilia Cabral
Pedro Cardoso
Lucélia Santos
Bianca Byington
Murilo Rosa - Marcelo Kinderé

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Destaques da sexta-feira, 12/6/2009


Tudo o Que é Sólido Pode Derreter - Cultura, 19h30
Thereza está confusa e não tem coragem de encontrar João Felipe depois do que aconteceu entre os dois. Ela falta na escola e evita falar com ele. Incitada a arrumar a bagunça de seu quarto, descobre velhas fitas de vídeo que a levam acidentalmente a descobrir o universo da escritora Clarice Lispector. Uma vez em contato com “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres”, Thereza entra literalmente dentro do livro, aprendendo e ensinando junto a Lóri, sua protagonista, sobre os processos de auto-descoberta, enquanto espera o momento adequado de rever João Felipe.


Tudo Novo de Novo - Globo, 23h05
Os relacionamentos turbulentos da série Tudo Novo de Novo ganham um novo componente esta noite, com a exibição do episódio Duas Irmãs. No programa, Júlia (Polliana Aleixo) pede para ir morar com o pai (Marco Ricca). O motivo: a relação íntima de sua mãe (Arieta Corrêa) com a ceramista Letícia (a atriz convidada Irene Ravache). É, parece que pintou um clima “L Word” na série brasileira.

TV Cultura Abre as Portas à Produção Seriada


Todos nós temos a consciência de que o Brasil tem um enorme potencial para desenvolver séries de TV. Uma gama de temas relacionados à cultura, política, economia, sociedade, diferenças e ideologias são inexplorados a cada ano que passa.

Restrita à produção vai-e-vem de quatro canais abertos (Globo, Record, SBT e Cultura), à produção esporádica de quatro fechados (GNT, HBO, Canal Brasil e Multishow - parece que a MTV vai entrar na lista), e a parcos investimentos de canais locais que não tem alcance nacional, as séries brasileiras não conseguem criar um filão e, conseqüentemente, se estabelecer e evoluir.

Atualmente vivemos um novo "boom" na produção de séries brasileiras. Mas ele não ocorre porque os canais acreditam no formato, e, sim, porque estão assustados com o nível cada vez maior do interesse do brasileiro pelas séries estrangeiras. Tentando recuperar o público perdido, os canais apostam na produção seriada. Visto se tratar de uma produção com base nas mudanças de humor do público, será que a séries brasileiras vão continuar por tempo indeterminado, ou estamos vivendo um novo vai-e-vem? Daremos tempo ao tempo.

Para piorar a situação, as produções nacionais que existem na TV aberta são restritas aos canais, que não abrem as portas para novos profissionais ou para a produção independente, com algumas exceções entre um projeto e outro. Trabalham sempre com os mesmos roteiristas e diretores, não há renovação. Para onde vão os novos profissionais? Com certeza para produtoras independentes ou para fora do país. O desperdício televisivo brasileiro das grandes emissoras já se tornou clássico tanto para quem atua nele, quanto para quem está de fora, só olhando o bonde passar.

Mas, toda esta introdução foi só um desabafo. O post na verdade se refere às novas produções do projeto Mais Cultura. Vamos a ele!

Já faz algum tempo que a Cultura vem investindo mais freqüentemente na produção dramatúrgica. Em geral limitada à telefilmes, teleteatros e minisséries, o canal teve ao longo dos anos algumas experiências na área de séries de TV.

Mas querem mais. Seja pela nova onda brasileira em torno da produção seriada estrangeira ou seja por reconhecer o potencial deste formato para atingir o público alvo, o fato é que está em andamento a produção de oito pilotos que passarão por um processo de seleção. Destes, três serão escolhidos para se transformarem em séries. O mais importante: a produção é independente.

Com apoio do MinC - Ministério da Cultura e em parceria com a TV Brasil, o canal realizou um edital de seleção de projetos de desenvolvimento e produção de teledramaturgia seriada para TVs públicas, através do programa Mais Cultura, lançado em novembro de 2007. Foram convocados a participar cineastas e sonhadores que desejassem uma oportunidade de ver seu trabalho produzido.

A banca julgadora, formada pelos profissionais Roberto Moreira, Esther e Cao Hamburger, Antônio Carlos Fontoura e Berenice Mendes, selecionaram 20 projetos semi-finalistas dos 225 inscritos. Dos 20, foram escolhidos 8 projetos finais.

No entanto, durante a coletiva à imprensa, o representante do Ministério da Cultura, Alfredo Manevy, se comprometeu junto aos participantes se esforçar para arrecadar financiamento para a produção de todos os projetos selecionados.

Agora, as produtoras responsáveis pelos oito projetos finalistas receberão 250 mil reais para desenvolver o projeto proposto. Trata-se da produção do piloto que será submetido a uma nova avaliação. Os oito serão exibidos nas TVs públicas como especiais e submetidos a uma análise de potencial de público. Somente então serão escolhidos três pilotos para serem transformados em séries de TV com 13 episódios de 26 minutos cada a um orçamento de 2.6 milhões de reais.

O objetivo do Mais Cultura é produzir séries de TV com temáticas voltadas ao adolescente e sua realidade brasileira das faixas C, D e E. Espera-se que esta seja a primeira, e não a única, edição do projeto para seriados de TV.

Os pilotos selecionados são:

Título: Elvis e o Cometa
Autor: Leonardo Garcia
Produtora: Mínima Concepção e Produção Visual
Local: RS
Enredo: A queda de um meteorito destrói a casa e a moto de Elvis - seu instrumento de trabalho. O fenômeno acaba por causar profundas mudanças na vida dos personagens do bairro.

Título: A Passagem
Autor: Augusto Geraes
Produtora: Televisão Profissional
Local: RJ
Enredo: Três jovens em busca de um final de semana cheio de aventuras sofrem um acidente na estrada, se perdem ao buscar socorro e misteriosamente não conseguem mais retornar.

Título: Alfavela
Autor: Cláudio Lobato Santos
Produtora: Uh Tererê Diversão e Arte
Local: RJ
Enredo: A favela e seus personagens através da visão de Lan, um alienígena que cai na Rocinha e é confundido pelos moradores como um estrangeiro com amnésia.

Título: 3%
Autor: Pedro Aguilera Fernandes
Produtora: Maria Bonita Produções
Local: SP
Enredo: um mundo não realista onde competição por trabalho está institucionalizada em um processo cruel. Apenas 3% dos jovens são bem sucedidos e o processo seletivo os coloca em situações limites de humilhação, medo, estresse e dilemas morais.

Título: Vida de Estagiário
Autor: Allan Sieber
Produtora: Neoplastique Entretenimento
Local: SP
Enredo: As aventuras e desventuras de Oséas, estudante e estagiário em uma agência de publicidade. Peripécias e ironias, humilhação, sadismo, malandragem e a ginástica para enfrentar a falta de dinheiro.
Título: Natália
Autor: André Alberto Pellenz
Produtora: 30 Pés Filmes
Local: RJ
Enredo: a transformação na vida de uma jovem de periferia do Rio de Janeiro em sua absorção no mundo da moda e do mass midia.

Título: Brilhante Futebol Clube
Autor: Christiano Ribeiro Pereira
Produtora: Radar Cinema e Televisão
Local: SP
Enredo: a criação de um jovem time de futebol feminino em uma cidade do interior do Brasil.

Título: Pulo do Gato
Autor: Alam Miranda da Silva
Produtora: A Ilha Filmes Locações e Produções
Local: BA
Enredo: conflitos comuns a jovens como dificuldades econômicas e dsestrutura familiar, retratados em meio ao ambiente da capoeira.

Datas de Estréias de séries, novelas e minisséries


07 de Junho
Unidos do Livramento (minissérie - estréia - Cultura)

16 de Junho
Vende-se um véu de noiva (novela - estréia remake - SBT)

01 de Julho
Amorais (série - estréia - Canal Brasil)

02 de Julho
Som e Fúria (série - estréia - Globo)

05 de Julho
O Amor Segundo B. Schianberg (minissérie - estréia - Cultura)

02 de Agosto
João Miguel (minissérie - estréia - Cultura)

30 de Agosto
Trago Comigo (minissérie - estréia - Cultura)

Setembro
Viver a Vida (novela - estréia - Globo)

Sem data ou emissora definida
CaRIOcas (série)
Farme 40 graus (série)

Cultura Estréia Minissérie com Base em Machado de Assis


A TV Cultura estreou no dia 7 de junho, uma nova minissérie às 22h. Trata-se de "Unidos do Livramento", produção em quatro episódios que foi escrita com base em alguns contos de Machado de Assis.

A narrativa segue o personagem Damião, do conto "O Caso da Vara", um ex-seminarista que abandonou a vida religiosa para poder pecar à vontade. Ele transita entre as demais histórias adaptadas dos contos de Assis, "Uns Braços", "A Missa do Galo" e "A Cartomante". Com roteiro de Renata Pallottini, a minissérie é dirigida por Maucir Campanholi e faz parte do projeto Direções, em parceria do canal com o SescTV.

Esta é a terceira versão do projeto Direções. A primeira teve 16 histórias produzidas; a segunda teve oito histórias. Nos dois primeiros projetos, o formato narrativo utilizado foi o do teleteatro, ou telefilme, dependendo da opção do diretor. Esta terceira versão do projeto traz o formato minisséries. Foram selecionados três diretores de teatro e três de cinema para desenvolverem o conteúdo do projeto com o objetivo proporcionar um novo rumo de teledramturgia para o canal.

Além de Campanholi, também fazem parte desta versão do projeto os diretores Rodolfo Garcia Vázquez, que apresentou "Além do Horizonte"; Eliane Caffé, que já apresentou "Os Loucos do Viaduto"; André Garolli, com "João Miguel", adaptação do livro de Rachel de Queiroz que tem estréia prevista para o dia 2 de agosto; Tatá Amaral, com "Trago Comigo", com previsão de estréia para o dia 30 de agosto; e Beto Brant, com "O Amor Segundo B. Schianberg", com estréia prevista para o dia 5 de julho.

A minissérie "Unidos do Livramento" é estrelada por André Fusko, Sandra Corveloni, Amanda Acosta, Barbara Paz, Lorena Nobel, Georgette Fadel, Hélio Cícero, Luiz Serra, Oswaldo Mendes, Douglas Simon, Eduardo Semerjian, Edson Montenegro, Virgínia Buckowski, Ana Flávia Cavalcanti Ribeiro, Rafaela Puopolo, Fernando Oliveira do Nascimento e Guilherme da Conceição. Também conta com as participações especiais de Jean Garfunkel e Dirce Couto.

domingo, 26 de abril de 2009

Review: Tudo Que É Sólido Pode Derreter


Já demos a dica sobre Tudo Que é Sólido Pode Derreter por aqui, mas até esse dia, não sabia nada sobre a existência da nova aposta da TV Cultura em seriados para adolescentes, esse foi o primeiro erro, flata de uma divulgação maior. A segunda é o horário ingrato.

A idéia do seriado é simples: uma adolescente, Thereza (interpretada por Mayara Constantino), segue com sua vida no ensino médio, só que, seja pela paixão pela literatura seja por ter perdido seu querido tio escritor há pouco tempo, ela começa a olhar a vida com outros olhos: os olhos das obras de literatura que está estudando na escola.

Apaixonei-me pela personagem já no primeiro episódio assistido, o segundo da série. A temática usava Os Sermões, do Padre Antonio Vieira e Thereza enfrentava as incertezas relacionadas ao seu relacionamento com seus pais e com seus amigos.

Logo em seguida, para minha felicidade, a TV Cultura exibiu uma reprise do primeiro episódio, que usava a obra A Barca do Inferno de pano de fundo. Ela começa a olhar as situações pelas quais passa pensando qual seria o destino de cada uma das pessoas a sua volta, se seriam levados pela Barca em direção ao Inferno ou se seriam salvos por um anjo do céu.

O interessante seriado surgiu, em verdade, de um curta, produzido pelo jovem Rafael Gomes. A obra ganhou diversos prêmios e participou do festival infanto juvenil da Alemanha, um dos mais importantes no mundo. Rafael agora tem a função de diretor geral da série e está totalmente envolvido na execução do projeto.

Vocês podem ter ouvido falar de Rafael por outro trabalho: o vídeo de ficção Tapa Na Pantera, sucesso do You Tube.

A série também é dirigida por Esmir Filho, parceiro de Rafael no vídeo Tapa Na Pantera, e que já recebeu prêmios logo em seu primeiro longa metragem, Os Famosos e Os Duendes da Morte.

Para quem, como eu, tinha saudades de Confissões de Adolescente, fica a dica de se aventurar por esta mistura de televisão e literatura. Sempre às sextas-feiras, a partir das 19h30.

Sugiro, ainda, uma visita ao site da série, onde você pode acompanhar os episódios já exibidos, ter acesso ao blog da Thereza, conhecer as músicas da trilha sonora e os livros de cada episódio, inclusive com links para download das obras de domínio público.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Destaques da sexta-feira, 17/4/2009


Tudo o Que É Sólido Pode Derreter - Cultura, 19h30
Na semana passada estreou na TV Cultura a série teen Tudo o Que é Sólido Pode Derreter. O charme do programa, assinado pela Ioiô Filmes, é a cada episódio misturar o desenvolvimento dos personagens com o contexto de uma obra da literatura em língua portuguesa. O primeiro e o segundo episódios podem ser assistidos a qualquer momento pela Internet, clicando aqui. O segundo episódio, que irá ao ar esta noite na TV, se chama Os Sermões.


Tudo Novo de Novo - Globo, 23h15
A rede Globo estreia nesta sexta-feira a série dramática Tudo Novo de Novo. Com texto de Lícia Manzo, o seriado tem no elenco Júlia Lemmertz, Marco Ricca e Guilherme Fontes.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Série da Cultura mistura cotidiano adolescente e poesia


O mais surpreendente da nova série Tudo O Que É Sólido Pode Derreter, que estreia no dia 10, às 19h30 na TV Cultura, é maneira como é feita a fusão do cotidiano da adolescente Tereza (Mayara Constantino) e algum clássico da literatura. Thereza é o tipo de pessoa que se deixa influenciar pelo que lê no momento.

A ideia de aproximar o cotidiano adolescente com o melhor da ficção surgiu em 2005, quando Rafael e o amigo Esmir Filho filmaram o curta Tudo O Que É Sólido Pode Derreter. Soturno e poético, o filme de 16 minutos vê a vida de Debora (interpretada pela mesma Mayara) pela ótica de Hamlet, de Shakespeare. "Com o roteiro, vencemos o Cultura Inglesa Festival. Deu tão certo, foi tão bem-aceito, que pensamos em continuar com a história. Aprofundamos a personalidade da personagem e mudamos o nome para Thereza", explica o diretor.

Naquele momento, Rafael e Esmir tinham duas certezas: que a série deveria apresentar clássicos da língua portuguesa e que a emissora certa para apresentá-la era a TV Cultura. "Partimos do princípio que usaríamos especialmente obras de domínio público. E a ideia era fazer uma apanhado grande do que é a literatura brasileira", explica Rafael.

Nos seus 13 capítulos, Tudo..., vai de Gil Vicente e Camões a Drummond e Mário de Andrade, passando por Machado de Assis e Padre Antonio Vieira. "Não há quem não tenha de ler estes escritores na escola, então partimos desse universo. E também das obras que tivessem potencial dramático no círculo de personagens que criamos para a série", detalha Rafael. "O maior desafio foram Os Sermões do Padre Antônio Vieira. Nós nos empenhamos para que o episódio fosse dinâmico e divertido. Criamos uma história em torno do Marcos (Victor Mendes), que tem problemas com o pai autoritário, e trabalhamos a figura da autoridade."

No 12º episódio, Tereza vai conviver com heterônimos, como Fernando Pessoa. No 13º, será uma anti-heroína de atitudes egoístas, influenciada por Macunaíma. É uma personagem forte, tipo interessante de adolescente que vai da poesia à acidez de maneira bastante verossímil. "Ela senta na terceira carteira - não está na primeira nem é da turma do fundão", define Mayara. ?Ela sempre estuda, não especialmente para uma prova. É um momento dela, e é aí que ela viaja.? A série se passa na casa de Thereza, onde ela convive com os pais, e numa escola pública do ensino médio, na qual desenvolve relações de amor e ódio tipicamente adolescentes. Muitas vezes sufocada pelo cotidiano, a garota escapa para um mundo de delírio, onde pode encontrar personagens e escritores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Os Satyros gravam minissérie em tom de realismo fantástico

Não faz mais do que 15ºC em Monte Alegre do Sul, no interior de São Paulo, na noite em que as câmeras da minissérie "Além do Horizonte" enquadram Pandora, 19.

A cena pede que ela cruze a praça Bom Jesus com leveza e desenvoltura. Na primeira tomada, parece um tanto desconcentrada. Na segunda, desgostosa, abandona o set. A galope, para desespero da equipe.

Pandora é a égua de Esperantino, o protagonista desta co-produção entre TV Cultura e Sesc --uma de seis atualmente em elaboração, na terceira fase do projeto "Direções". Filho de um padre com a dona do bordel da fictícia Pérola do Norte, ele volta do exílio para vingar a morte do pai, linchado ao ser pego com a prostituta. Seu "troco" será despertar a libido recalcada dos conterrâneos.

Até a semana do Natal, Monte Alegre do Sul, com seus 6.000 habitantes distantes 145 km da capital e orgulhosos de seus morangos e cachaças, fará as vezes de Pérola do Norte.

O roteiro é do ator Ivam Cabral, da trupe paulistana Os Satyros, que diz ter se inspirado no realismo fantástico de García Márquez e Dias Gomes; os nomes de personagens e a aura de mistério também aludem ao Aguinaldo Silva kitsch de "Fera Ferida" e "A Indomada".

Na direção, o encenador d'Os Satyros Rodolfo García Vázquez diz que a idéia é "trazer nosso jeito de fazer teatro para o modus operandis da TV".

O que às vezes significa "apanhar" dos equipamentos ("no começo, não conseguia olhar as cenas pelo monitor; ficava observando os atores diretamente") e levar puxões de orelha do diretor do núcleo de teledramaturgia da Cultura, Pedro Vieira, que segue as gravações:

"A gente vai ter de abrir mão do áudio! Silêncio absoluto para gravar pata de cavalo não dá!", diz ele, em reação ao preciosismo de Vázquez. Mais adiante, chama atenção para a segurança da atriz Lavínia Pannunzio, que monta Pandora: "Não pode vir rápido aí [em ladeira com paralelepípedo], não, Rodolfo! Rápido aí é f*! Se quiser, acelera na edição".

O "jeito de fazer teatro" dos Satyros pressupõe uma abordagem aberta da sexualidade. Nudez e sugestão de relação sexual são comuns em suas peças:

"Não abrimos mão da nossa radicalidade. Só a estamos levando a um público mais amplo", afirma Vázquez. "O cara que vai à praça Roosevelt [onde está a sede do grupo, no centro de São Paulo] ver um espetáculo radical sabe que está lá para isso.

Na TV, pode haver um senhor ou uma criança vendo. A minissérie aborda temas caros ao nosso projeto estético, como o desejo e a hipocrisia, numa linguagem que não vai ofender o velhinho que mora na fronteira com Mato Grosso do Sul."

Para Cabral, a negociação das concessões artísticas foi mais penosa. "Esse jogo com a Fundação Padre Anchieta [mantenedora da TV Cultura] foi difícil. Não pode ter seio de fora. Cortamos bastante."

O coordenador de conteúdo e qualidade da Fundação, Gabriel Priolli, afirma que "a posição é de obediência à classificação indicativa": "É possível mostrar tudo, desde que em adequação à faixa de exibição. Se contextualizada, a nudez pode existir.

Não temos medo de ousar, mas não somos irresponsáveis: sabemos que estamos pilotando um veículo de massa". O programa deve ir ao ar às 22h, horário em que o conteúdo não é recomendado a menores de 16 anos.

O que todos concordam é que "a teledramaturgia precisa ser renovada, dinamizada", nas palavras de Priolli. "Será que nunca superaremos a novela 'Pantanal', duas mulheres brigando por um homem, melodrama enlatado?", indaga Vázquez.

A busca de novas veredas para a teledramaturgia não tira o sono de Monte Alegre do Sul. Na praça quase deserta, o grupo de canto litúrgico sai da aula na igreja e passa batido pela parafernália da produção.

Lá no canto, escondidinhas, três senhoras observam de soslaio: a primeira-dama da cidade, sua irmã gêmea e a vereadora reeleita. É Dias Gomes que veio espiar os Satyros.