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segunda-feira, 21 de março de 2011

SESSÃO VILÃO: A Sucessora

Juliana (Natália Thimberg)

Novela: A Sucessora

Autor: Manoel Carlos

Núcleo: Herval Rossano

Horário: 18h

Exibição: 09 de outubro de 1978 a 03 de março de 1979.

Presença Indesejável
"Apaixonada pelo patrão, a governanta Juliana atormentou a vida da nova mulher de seu amado, tentanto perpetuar, por meio de um quadro, a presença da antiga patroa falecida."

Natália Thimberg, sempre escolhida para interpretar papéis de mulheres doces e bondosas, de comportamento quase que meloso, foi assim em "Direito de Nascer" e muitas outras tramas. Aqui em "A Sucessora", a situação começava a mudar. Pela primeira vez, Natália deixava de ser a vítima, para se tornar a opressora. Manoel Carlos, na época um iniciante na arte de escrever novelas, sabia muito bem o que queria ao solicitar Natália para viver a governanta dos Stein.

A história, adaptada do romance de Carolina Nabuco, trazia como centro Julianada trama, o casamento de Roberto (Rubens de Falco), um recente viúvo, com Marina Steen (Suzana Vieira). Um romance alicerçado pelo grande amor que os unia, mas que desde o início, sempre fora fadado ao fracasso, já que a presença da falecida mulher de Roberto, estava constante em quaisquer lugar que o casal fosse.

Para aumentar ainda mais, o clima de suspense psicológico, Roberto ainda mantinha como governanta de sua mansão, a observadora Juliana, uma mulher rígida e inconstante, que nutria uma grande paixão pelo patrão, mas que escondia esse sentimento, e dedicava toda sua vida a destruir a felicidade dos patrões. Para isso, ela usava como principal arma, a imagem da falecida esposa de seu patrão, e perpetuava sua lembrança em todos os momentos, criando grandes conflitos.

Juliana atormentou a todos e foi a responsável pelo grande sucesso de "A Sucessora", que é considerada uma das melhores produções da teledramaturgia brasileira. A novela, inspirada num livro homônimo, foi até acusada de plágio do filme Rebeca, A Mulher Inesquecível, feito por Hitchcock, em 1940, também baseado num livro, só que dessa vez, uma obra de Daphné du Maurier, também acusada de plágio à Carolina Nabuco, autora de A Sucessora.

Roberto e Marina

Essas desconfianças não importam, pois o excelente trabalho de interpretação dos autores, aliados ao magnífico texto de Manoel Carlos e a direção impecável de Herval Rossano, fizeram de "A Sucessora" mais uma obra inesquecível, marcada pelo amor de uma governanta, que para conquistar o amor de seu patrão, causou muitos tormentos e intrigas.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

SESSÃO VILÃO: Porto dos Milagres

Adma Guerreiro (Cássia Kiss)

Novela: Porto dos Milagres

Autores: Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares

Baseada nos romances: "Mar Morto" e "A Descoberta da América pelos Turcos", de Jorge Amado.

Núcleo: Marcos Paulo



Assassina em Série

Movida pelo desejo de ter muito dinheiro e todo o poder que pudesse, Adma, personagem de Cássia Kiss em "Porto dos Milagres", é o que se pode chamar de "vilãzona".

Fugindo da polícia espanhola e perseguindo as profecias de uma cigana, ela e o marido Félix Guerreiro (Antônio Fagundes) foram parar em Porto dos Milagres, uma cidade onde vivia o irmão gêmeo dele, Bartolomeu (Antônio Fagundes), o homem mais poderoso do lugar.

Cega pelo desejo de transformar Félix num rei, como dizia a profecia da cigana, Adma não pensou duas vezes antes de matar o cunhado e fazer com que o marido assumisse o seu lugar. Sua cobiça fica maior ainda quando Arlete (Letícia Sabatella) bate à sua porta dizendo ter tido um filho com Bartolomeu. Adma manda Eriberto (José de Abreu), seu principal comparsa, dar fim à mãe e a criança, o que ele acaba não conseguindo finalizar, fazendo com que o bebê vá parar nas mãos de um pescador.

A partir deste momento Adma não teve mais freios. Sem qualquer resquício de caráter, foi matando qualquer pessoa que entrasse em seu caminho, um após o outro, de uma forma muito peculiar: Adma carregava um poderoso veneno em seu inseparável anel, e com ele era mais forte que todos.

Félix e AdmaEla fez o diabo para tentar eliminar o mocinho da história - Guma (Marcos Palmeira), o líder dos pescadores - que na verdade era o filho de Bartolomeu, portanto, o herdeiro legítimo de toda a fortuna da qual ela e o marido se apoderaram.

Depois de aprontar muito, Adma teve seu castigo: foi assassinada por seu cúmplice mais fiel, Eriberto, que havia sido autor de muitos crimes encomendados por ela.

Adma é uma das grandes vilãs de nossa galeria, uma mulher que não popou esforços para eliminar que atravessasse o seu caminho e o de seu marido, na busca pelo poder, para que ele se tornasse o rei, o rei de Porto dos Mialgres.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

SESSÃO VILÃO: O Dono do Mundo

Felipe Barreto (Antônio Fagundes)

Novela: O Dono do Mundo

Autor: Gilberto Braga

Núcleo: Denis Carvalho

Um Vilão Sedutor

"Acreditando ser uma espécie de Deus, o cirurgião Felipe Barreto tem a certeza de que para ele tudo é permitido. Inclusive 'roubar' a honra de uma jovem ingênua, em sua noite de núpcias."


Antônio Fagundes interpretava em "O Dono do Mundo" um dos poucos vilões de sua extensa carreira. Gilberto Braga precisava de um homem que pudesse ser frio e maniqueísta, mas ao mesmo tempo viril, e que exerce grande influência sobre as mulheres. Então, ninguém melhor que Fagundes para o papel de Felipe Barreto, o grande vilão de "O Dono do Mundo".

Infelizmente a novela não foi bem aceita de início pelo público, por ser forte demais, causando um mal-estar na chamada classe C, que não gostou de ser retratada de maneira humilhante. Porém, alguns personagens conseguiram se destacar na trama, como Beija-Flor (Ângelo Antônio) e Taís (Letícia Sabatella), até hoje lembrados, e que conseguiram roubar a cena das mocinhas Márcia (Malu Mader) e Stella (Glória Pires). O mesmo ocorreu com Felipe Barreto, que apesar de toda vilania, se tornou alvo da cobiça das telespectadoras.

As maldades de Felipe começaram logo no início da trama. Cirurgião plástico, famoso e renomado, Felipe Barreto sempre teve em primeiro lugar em sua mente, o dinheiro e o poder. Essas duas coisas estão à frente de tudo para ele.

Inescrupuloso, prepotente, arrogante e sem nenhum resquício de caráter, esses são apenas algumas das referências desse homem, que tinha convicção de que só uma posição de destaque merecia respeito, e ainda acreditava ser um Deus. Aliás, foi por este motivo que ele se tornou cirurgião plástico, para poder brincar de Deus.

Felipe era um canalha da pior espécie, que apesar de todas as atrocidades que cometia, era aceito com toda a pompa e circustância em seu círculo de amizades, como um grande homem, um verdadeiro benfeitor!

Quando a história começa, ainda casado com Stella, Felipe descobre que a noiva de um de seus empregados, que está prestes a se casar, ainda é virgem. O máu-caráter então, faz uma aposta de que será o primeiro homem a levar Márcia, para cama. Convidado para ser o padrinho do casamento de Wálter (Tadeu Aguiar) - seu empregado - e Márcia, ele convida os dois para passarem a lua-de-mel numa viagem ao exterior. Visando se aproveitar da situação, ele vai junto, e claro, não mede esforços, e muito menos economiza dinheiro para alcançar seu objetivo, que se torna na verdade uma obsessão. Por fim, ele acaba conseguindo.

No decorrer da história, Wálter acaba morrendo, e possuída pelo ódio que sente de Felipe, Márcia decide dedicar todos os momentos de sua vida ao inabnalável desejo de se vingar do poderoso cirurgião.

A cada capítulo o inescrupuloso vilão revela uma nova faceta de seu péssimo caráter. Mas apesar de ser um homem amoral, extremamente cruel, ele é também um irresistível sedutor. E fragilizada e confusa com os acontecimentos de sua vida, Márcia, apesar de todo ódio, se torna presa fácil da paixão que une para sempre os dois extremos.

Aliás, a personagem de Malu Mader foi hostilizada pelo público devido a sua passividade aos atos de Felipe, e também por se ver apaixonada pelo vilão. A solução encontrada, foi fazer com que Márcia se tornasse mais implacável na busca pela vingança, sendo marcada por uma cena em que ela traça com uma navalha o rosto do vilão.