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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Veja quais atores participam da segunda temporada de “O Négocio”



Conforme estava previsto, as gravações da segunda temporada de “O Negócio” já começaram. Com isso, alguns atores se dedicaram aos trabalhos do seriado da HBO nas últimas semanas. De acordo com o jornalista Fernando Oliveira, o ator André Bankoff é uma das estrelas da nova leva de episódios.

Raquel Ripani, Eduardo Semerjian, Guilherme Gorski e Einat Falbel também gravaram as suas respectivas participações. No entanto, o elenco deve aumentar de acordo com a evolução do trabalho da equipe.

A segunda temporada de “O Negócio” não tem data de estreia confirmada, mas pode entrar no ar no segundo semestre de 2014. Além disso, a emissora já estaria conversando sobre a possibilidade de mais episódios para 2015.

A série gira em torno de três garotas de programa que usam técnicas de marketing e administração para fazer o próprio negócio gerar lucro.

domingo, 1 de dezembro de 2013

HBO Brasil estreia ‘Destino: Rio de Janeiro’ em dezembro

DestinoRJ1

O canal HBO Brasil agendou para o dia 1º de dezembro a estreia de Destino: Rio de Janeiro, sequência de Destino: São Paulo, exibida em 2012. Criada por Fábio Mendonça e Teodoro Poppovic, a série traz a proposta de mostrar em cada episódio a história de imigrantes vivendo no Brasil.

A primeira temporada de Destino apresentou em seis episódios a vida de bolivianos, argentinos, chilenos, chineses, coreanos e judeus morando em São Paulo. Contando com a participação de atores amadores, a nova temporada mostrará em seis episódios a vida de recém chegados e de estrangeiros que passam pelo Rio de Janeiro ou fazem a escolha de morar na cidade. Entre eles romenos, japoneses e ingleses.
Os episódios são:

- Ileana Quer Casar, com direção de César Charlone e roteiro de Felipe Braga. O episódio mostra uma história situada no mundo do culto ao corpo e do universo dos fisiculturistas.

- Encontro de Takashi, que tem a direção de Fabio Mendonça e roteiro de José Belmonte. Na história, um navegador solitário e seu gato imaginário chegam na cidade do Rio de Janeiro. Este episódio contará com uma animação em 3D que contracena com os atores.

- Our New Best Friends, com roteiro de Pablo Padilha e Cris Gualda, no qual um grupo de ingleses chega no Rio de Janeiro. Em meio a golpes e estelionato, surge uma história de amor entre dois adolescentes.

Il Babbo e Il Capo conta a história de imigrantes italianos, com roteiro de Teo Poppovic e direção de Paulinho Caruso.

- O Grego e o Prático com direção de Fabio Mendonça e roteiro de Felipe Braga narra uma verdadeira tragédia grega no mundo dos marinheiros.

- The Rockstar is Back tem direção de Cesar Charlone e roteiro de Teo Poppovic. A história apresenta um astro da música pop que descobre ter um filho.

A produção é da O2 Filmes em parceria com a HBO.

domingo, 27 de outubro de 2013

Gravações da segunda temporada de “O Negócio” começam em novembro



Um dos destaques da atual temporada de séries nacionais, “O Negócio” mal entrou no ar e a HBO tratou de encomendar a segunda temporada da produção, estrelada pela atriz Rafaela Mandelli.

Os novos episódios começam a ser gravados no dia 2 de novembro e alguns roteiros já chegaram à produção, que segue com o mesmo time de protagonistas, entretanto, algumas novidades surgirão no elenco.

Segundo a coluna “Mundo da TV”, a estreia do novo ano da produção, que ainda está em sua primeira temporada, deve acontecer no segundo semestre do ano que vem.

A série também recebeu sinal verde para uma terceira temporada.

domingo, 29 de setembro de 2013

‘O Negócio’ garante sua segunda temporada


A HBO Latin America anunciou a encomenda da segunda temporada de O Negócio. As filmagens dos novos episódios terão início este ano. A previsão de estreia é para 2014.
Criada por Luca Paiva Mello e Rodrigo Castilho, a série acompanha a vida de três prostitutas de luxo que decidem aplicar estratégias de marketing para aumentar a clientela.
Ao todo, a HBO Latin America já produziu oito séries brasileiras. O Negócio é a quinta que consegue chegar na segunda temporada. As demais foram  MandrakeFilhos do CarnavalAlice Destino: São Paulo (que terá uma segunda temporada com o título deDestino: Rio de Janeiro), sendo que a segunda de Alice é representada por dois episódios. Destas, apenas Mandrake teve dois episódios anunciados como terceira temporada. O canal também prepara Psi, que ainda não tem uma data de estreia anunciada.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

HBO confirma segunda temporada de "O Negócio"

 
A HBO Latin America anuncia que sua produção original brasileira "O Negócio" foi renovada para uma segunda temporada. Produzida pela HBO com a produtora independente Mixer, a primeira temporada foi filmada em 2012 em mais de 130 diferentes locações de São Paulo. A série acompanha a rotina de três jovens que se unem para mudar radicalmente suas vidas profissionais. Karin (Rafaela Mandelli), Luna (Juliana Schalch) e Magali (Michelle Batista) são garotas de programa de luxo que têm como diferencial o uso de técnicas de marketing e um plano de negócios aplicado àquela que é considerada a profissão mais antiga do mundo.

Juliana Schalch e Rafaela Mandelli em "O Negócio"
Divulgação/HBO

Ambientada no universo de alto luxo da cidade de São Paulo, a trama mostra como essas lindas, bem vestidas e inteligentes mulheres mergulham em livros da literatura "marketeira" durante o dia e à noite aplicam as estratégias aprendidas para aumentar a clientela e faturar cada vez mais com cada programa. A primeira temporada conta com 13 episódios de uma hora, cada um baseado em uma diferente estratégia de marketing, como Venda Casada, Reposicionamento de Marca, Fidelização e Focus Group. As filmagens da segunda temporada de "O Negócio" começam ainda esse ano.

"O Negócio" é exibida aos domingos, às 21h pela HBO.

domingo, 1 de setembro de 2013

Primeiras Impressões: O Negócio


por Leandro Schulai 

Simplesmente um luxo!

Essa frase era um jargão utilizado por Ataíde Patrese, um apresentador que visitava diversos países em um programa de televisão e só mostrava a parte rica e fina de onde estava. Luxo para mim é a palavra que define a série “O Negócio” até o momento. Quando escrevo textos com primeiras impressões, gosto de esperar sempre dois episódios, porque já tive situações em que o piloto foi maravilhoso e o restante uma decepção (FlashForward) e vice-versa (Falling Skies).  No caso dessa série posso dizer que estou muito satisfeito com o que pude acompanhar.

Para começar já bato palmos para toda a produção. A trilha sonora é sublime e remete ao luxo, riqueza, beleza, glamour, é sofisticada, simples e muito bem colocada. A abertura faz jus ao que a série se propõe a mostrar e o casamento do glamour com a sensualidade é um tiro certeiro. A ideia de usar da prostituição para aplicar conceitos de marketing foi uma sacada genial e muito realista, afinal, esse universo é comprovadamente carente de marketing devido ao preconceito e facilidade com as quais os “bookers” e cafetões tem para conseguir seus negócios. Utilizar então de conceitos como da venda casada e aplicar isso em situações reais com garotas de programa foi a união perfeita. A prostituição é um tema bem conhecido, discutido e comentado no Brasil, por isso, acho que para uma série nacional a escolha do tema foi acertada, pois mesmo utilizando de um tema corriqueiro, não cai na famosa pornochanchada que estamos acostumados a ver em alguns filmes e, que em minha opinião, denigrem o Brasil. Não aceito que critiquem a série dizendo que só sabem falar disso e que o Brasil só tem putaria. Acho que o foco da série é o marketing e a graça da série é justamente como aplicar conceitos intrincados nesse mundo tão explorado.

A chamada é muito bem bolada: o que seria da profissão mais antiga do mundo se o marketing existisse? O que fazer com a profissão mais antiga e menos atualizada? Só com esse take já se fica curioso para o que a série se propõe a mostrar, mas ela vai além e isso se deve à trama. Diferente de filmes como “Bruna Surfistinha” que focam em como uma garota comum se transforma em garota de programa, O Negócio foca nas garotas já em suas profissões e como são suas vidas no dia a dia. Diferente do que já vimos, essas garotas não atendem qualquer um e são consideradas “putas de luxo”. O interessante disso é que descobrimos um pouco mais desse mundo tão misterioso como a figura dos bookers, das festas privadas, do curso para herdeiros e de como funciona a mente de executivos fora das empresas. As protagonistas até o momento, Karin e Luna dão um banho em seus papéis e carregam bem o piano nas costas. Enquanto Karin é a mulher fria, ambiciosa, solitária e que só demonstra humildade num raro momento de isolamento próximo a Marginal Tietê comendo lanche do Mac, Luna faz o papel da moça que ainda tenta disfarçar a vida que leva e sonha em casar-se com o cara rico que a fará feliz por toda a vida. A narração, feita por Luna, é muito bacana, a atriz Juliana Schalch, além de linda, tem uma voz doce e suave e cai como música para quem está acompanhando o episódio. Por sinal, as protagonistas são lindas e só de ver a Luna sorrindo eu já ficaria vendo e revendo a série toda rsrsrsrs.

Os episódios, apesar de terem cinquenta minutos passam rápido, pois ao mesmo tempo em que a série mostra conceitos de marketing sendo aplicados em negócios reais (como o clássico caso da fralda e da cerveja), ela também mostra dramas familiares, um pouco de humor e muita sensualidade, marca registrada da HBO.

Dos personagens secundários destaco o Ariel e seu restaurante judaico. Muito boa as tiradas irônicas como a da lágrima e todo o conflito dele com a Karin. Está meio óbvio que ele ligará atrás dela se arrependendo, já que a Karin mostrou ao Osvaldo o que nenhuma outra tem e convenhamos, para um cara chorar por uma garota de programa ela tem de ser MUITO boa. A família da Luna me agradou também, como o irmão que eu ainda acho que terá a sua transa com a Karin, e  o falso namorado que também espero ser explorado. A série apresentou muitos elementos bacanas e o cliffhanger do final do segundo episódio foi demais e já estou aqui confabulando que será a voz que descobriu que a Karin é na verdade Joana.

O Negócio é uma série que se fosse falada em inglês eu duvidaria que é nacional, pois tem muita qualidade, boas atuações, boa trama e muito detalhismo que é marca “desregistrada” dos brasileiros.  A HBO vem acertando em produções nacionais e com essa não é diferente. Tenho certeza que será um enorme sucesso. Potencial tem e muito!

Anotações do cliente fiel:
- Quando eu vi a noiva do cara do segundo episódio quebrando aquele porsche eu quase morri!
- Por que nenhuma série consegue autorização para colocar o Google nos computadores das pessoas. All Search fica muito tosco.
- Quem será a voz, hein no telefone, hein? Eu acho que é algum ex da Karin, cheguei até a pensar no Osvaldo, mas ficaria muito óbvio e pobre.
- A região do Brookling / Itaim Bibi em SP é linda demais. Vale a pena visitar quem não conhece.
- “Homem não trai pelo sexo, mas pela galera” o que pensam disso?

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Setembro: Cinemax reexibe "Mandrake"


Uma das séries brasileiras originais mais populares da HBO está de volta desde a primeira temporada no Cinemax. "Mandrake" foi produzida pelo canal HBO Brasil em parceria com a Conspiração Filmes e exibida originalmente entre 2005 e 2007 em duas temporadas. Baseada nos livros "A Grande Arte" e "Mandrake, a Bíblia e a Bengala", ambos de Rubem Fonseca é protagonizada por Marcos Palmeira é escrita por José Henrique Fonseca, Felipe Braga e Tony Belloto.

Mandrake (Marcos Palmeira) é um advogado criminalista no Rio de Janeiro. Inteligente, jovem e sedutor, é especialista em casos de chantagem e extorsão. Seus clientes são quase sempre personagens da alta sociedade carioca, que o procuram quando se vêem reféns do baixo-mundo que secretamente frequentam.

Ele circula com desenvoltura por dois universos: de um lado, o do dinheiro, da alta-sociedade e da sofisticação (mas também o da corrupção e da hipocrisia); e de outro, o universo prostituto e lascivo dos chantagistas, dos oportunistas, dos golpistas de ocasião. Cético, desiludido com as convenções e normas sociais, deixa claro aos próprios clientes – com uma ironia corrosiva – seu desprezo pelos ricos e colunáveis, não raramente simpatizando com os marginais com os quais ele deve negociar. Aos seus olhos, os golpes dados por garotas de programa, pequenos traficantes e detetives de quinta não são piores que aqueles aplicados cotidianamente por banqueiros, políticos e homens de negócio. Isso não significa, no entanto, que Mandrake deixe de cumprir com suas obrigações. Ele cobra caro por isso, resolvendo a situação com discrição, sem envolvimento da polícia ou uso de violência, apenas utilizando sua inteligência e lábia.

Tudo isso, casos de trabalho, casos de amor e outras divagações sobre a natureza humana encontram seu espaço de discussão na mesa do Bar do Zé, onde Mandrake encontra seus colegas advogados nos finais de tarde. No elenco ainda tem nomes como Luís Carlos Miele, Marcelo Serrado, Maria Luiza Mendonça, Virgínia Cavendish, Erika Mader, Marcelo Adnet, Malu Galli entre outros.

"Mandrake" reestreia dia 03 de setembro, às 21h no Cinemax. A série será exibida às terças, com dois episódios seguidos e reprisada às segundas às 19h30.

domingo, 16 de junho de 2013

Fisiculturista será protagonista de série brasileira na HBO

Fisiculturista estrela série da HBO
Fisiculturista estrela série da HBO

Ricardo Barguine, atleta da seleção brasileira de fisiculturismo e musculação, será o protagonista da nova série da HBO, “Destino Rio de Janeiro”, que terá a direção de Cesar Charlone.

A atração será sobre uma romena, vivida por Diana Tyuleneva, que vem para o Rio treinar atletas para uma competição internacional. A estreia da série está prevista para o segundo semestre deste ano e reafirma os investimentos da HBO na dramaturgia nacional.

A produtora independente responsável pela série é a O2 Filmes.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Agosto: HBO estreia série brasileira "O Negócio"


A HBO divulgou a data de estreia da nova série nacional, "O Negócio". Ambientada no universo de alto luxo da cidade de São Paulo, a trama acompanha a rotina de três sofisticadas garotas de programa que têm como diferencial o uso de técnicas de marketing e um plano de negócios.

Criada por Luca Paiva Mello e Rodrigo Castilho, a série conta a história de três jovens mulheres, Karin (Rafaela Mandelli), Luna (Juliana Schalch) e Magali (Michelle Batista), que se juntam para mudar radicalmente suas vidas profissionais. Na cidade brasileira que concentra 60% de todos os milionários do país, elas identificam um potencial mercado para lucrar com a profissão mais antiga do mundo. Lindas, bem vestidas e com formação universitária, as garotas aprimoram seu negócio com a aplicação de teorias de administração e marketing. Nomes como Kotler, Taylor e Levit, principais expoentes da literatura “marketeira”, são as inspirações para que essas profissionais do sexo montem seu business plan.

"O Negócio" contará com 13 episódios de uma hora, cada um baseado em uma diferente estratégia de marketing que determinará como as garotas irão agir para aumentar a clientela ou apenas lucrar mais com cada programa. A série, produzida pela HBO Latin America Originals e realizada pela produtora independente Mixer, foi filmada em 26 semanas, em mais de 100 diferentes locações da cidade de São Paulo. O elenco também inclui os atores Guilherme Weber, Gabriel Godoy e João Gabriel Vasconcelos. A direção geral é de Luca Paiva Mello.

Desde 2004, a HBO Latin America investe no mercado brasileiro de produção e já lançou 6 diferentes séries originais próprias: "Mandrake", "Filhos do Carnaval", "Alice", "(fdp)", "Destino São Paulo" e "Mulher de Fases". Exibidas em toda América Latina, as séries são reconhecidas pelos roteiros atuais e originais, pelos recursos de vanguarda empregados nas filmagens e por lançar novos talentos no mercado.

"O Negócio" será realizada integralmente com investimentos próprios da HBO Latin America Group e estreia no dia 18 de Agosto, às 21h, na HBO.

HBO produzirá “PSI”, nova série brasileira

Texto de Contardo Calligaris (foto) inspirou série
Texto de Contardo Calligaris (foto) inspirou série

A HBO anunciou oficialmente na última terça-feira (04) a produção de mais uma série brasileira. Com o título “PSI”, a obra é baseada nos romances do autor Contardo Calligaris.

Dramática, porém com toques cômicos, a atração, que mesclará suspense e romance, é ambientada em São Paulo e gira em torno do psicanalista Carlo Antonioni, de 54 anos, amante de casos clínicos pouco comuns. São histórias que envolvem paixão e até mesmo investigação policial.

Com 13 episódios, a série é dirigida por Marcus Baldini, diretor do longa-metragem “Bruna Surfistinha”. A produção é de Bianca Villar, da Biônica Filmes. O elenco ainda não foi oficialmente divulgado.

“PSI” deve ir ao ar em toda a América Latina no ano que vem.

sábado, 1 de dezembro de 2012

(fdp) – 1×12/13: Mala Branca e Mala Preta/Afinal, a Final [Season Finale]


Ora crucificado, ora enjaulado. Definitivamente, ser juiz de futebol não é fácil.

Spoilers Abaixo:
A metáfora que abre o décimo segundo episódio de (fdp) traduz bem a grande pressão que sofrem os árbitros de futebol, sempre assombrados pelo temor de serem crucificados – seja pelos espectadores dos jogos, seja pelo chefe, seja pelos times, seja pela família. Por sua vez, a season finale iniciou-se trazendo à tona a importância da ética profissional, que impede o juiz de enjaular-se em interesses terceiros. Pressão e ética, temas recorrentes desde o início da série, voltaram muito bem dosados nestes dois últimos episódios, fechando de maneira deveras competente esta primeira temporada.

Na verdade, os dois episódios podem ser tratados como apenas um, vez que o segundo continua imediatamente de onde parou o primeiro. Se em “Mala Branca e Mala Preta” não vimos a já tradicional “partida da semana”, “Afinal, a Final” concentrou-se exclusivamente nisso. Talvez tudo pudesse ter sido apresentado em apenas um episódio, poupando os espectadores de alguns momentos claramente inseridos para completar “encher linguiça” – mas daqui a pouco falo disso. Antes, os pontos bons.

Finalmente apareceu o russo misterioso dos episódios anteriores – e veio trazendo presentinhos para todo mundo. Camponero, aparentemente, já está acostumado com a situação, aconselhando Juarez a encarar aquilo com muita naturalidade. Aí, é interessante perceber como é elástica a linha entre corrupção e integridade: se inicialmente Juarez via os presentinhos com inquietação, com pouco tempo já aceitava aquilo com certa naturalidade – não vi Juarez reclamando com ninguém quando Manu e Vinny chegaram na Argentina. Era visível a inquietação do protagonista durante a partida, corroído pela dúvida em ser um bom profissional ou em garantir o futuro do filho – ponto para Eucir de Souza, que claramente evoluiu muito desde o primeiro episódio (lembremos que a temporada demorou quatro anos para ser gravada).

Ponto também para o roteiro, que não hesitou em assentar Carvalhosa como o bandeirinha que cedeu às pressões de Zharkov, quando a resposta mais óbvia seria Lúcio (este tardava ao marcar os impedimentos – mas não falhava). O texto também foi muito competente ao colocar uma pulga atrás na orelha do espectador, que naturalmente questionou a integridade de Juarez. Como já levantei, a inquietação do protagonista foi muito bem retratada, tanto que, durante a partida, Juarez teve momentos de fraqueza (ao não punir um “carrinho” com o cartão que merecia para favorecer o Palermo) e de fortaleza (ao não utilizar o apito dourado que ganhara e ao berrar para que Lúcio “não fudesse tudo”, por exemplo).

Importante notar que atuação e texto só funcionaram tão bem por conta do grande esmero que a produção teve com a partida de futebol: ponto de críticas minhas em reviews anteriores, talvez pela primeira vez a peleja em si fora convincente. O estádio realmente parecia lotado para aquele jogo, a reação da torcida não estava plástica e inverossímil, os jogadores realmente pareciam jogar futebol. Até a cena aérea feita em computação gráfica teve dignidade. Criou-se, assim, um clima de tensão bem efetivo em relação ao resultado da partida e à dúvida se Juarez cederia ou não à pressão do dinheiro.

Confesso que, na hora, não consegui me decidir se queria que o Palermo ou se o Asunción ganhasse. Me surpreenderia muito se o time uruguaio tivesse levado a melhor e tal fato abriria inúmeras possibilidades para uma segunda temporada, vez que Juarez teria que recomeçar do zero, sem o apoio de Camponero. Entretanto, os escritores optaram pela decisão aparentemente mais fácil, com o Palermo ganhando a partida. Mas, para a minha felicidade, eles já pensaram alto para a próxima temporada: Juarez já tem indicação para a Copa do Mundo, estando um passo mais próximo de realizar seu sonho. Ainda, a relação com Manu sofreu um novo baque, que também ficou para um próximo ano. É bom ver que a produção não se acovardou em fazer um final fechadinho, apostando na qualidade de seu material e deixando pontas soltas para serem futuramente resolvidas.

Ainda tenho que elogiar o desfecho em si do jogo: quem diria que a final da Libertadores seria decidida por um gol do juiz! Pode isso, Arnaldo? Se lá no começo da temporada, Juarez fez um gol de pênalti em um sonho, dessa vez, para a perplexidade de todo mundo, foi tudo muito real, mesmo que involuntário. O Palermo ganhou com a ajuda de Juarez, sem Juarez ter se entregado completamente ao “lado negro da força”. Foi “sem-querer-querendo”, mas foi (quero ver ele conseguir explicar isso para Manu).

Contudo, como nem tudo são flores, tenho algumas ressalvas. Dona Rosali e Guzman apareceram muito pouco nesses derradeiros episódios e passaram longe de seu potencial. Sem muito destaque, sem muitas piadas e sem muita graça, parece que estavam ali como forma de auto-homenagem à série, que não queria esquecer-se de seus coadjuvantes. Do mesmo modo, Vitória e Serjão também estavam lá apenas para cumprir tabela – até Rui apareceu. E o que dizer do súbito romance entre Gilda e Paiva, os comentaristas mais insossos do mundo; e de Neri Nelson, seus brinquedinhos e a prostituta? Em um último episódio, só um motivo justifica tanto destaque à histórias tão desimportantes: tempo sobrando. No fim das contas, ficou a impressão de que 30 minutos apenas para a partida de futebol era muito – tiveram que colocar cenas de personagens com quem ninguém se importa para completar.

E o grande problema disso é a quebra de ritmo que pôde-se perceber, principalmente na finale. Se o objetivo era alimentar uma tensão sobre aquela partida decisiva, tudo ia por água abaixo quando aparecia Neri Nelson, Gilda e Paiva, que supostamente estariam ali como um alívio cômico – mas o tiro saiu pela culatra. Também na tentativa de alimentar a tensão do espectador, a direção de arte do episódio optou por uma trilha sonora sufocante, que não parava por um momento sequer, chegando a anular o som ambiente da partida de futebol. No final, ficou a impressão de que “tentaram demais” e a trilha sonora ficou meio over – em alguns momentos eu só conseguia prestar atenção na música de ação, de tão alta que estava, ao invés das faltas que os jogadores cometiam. Assim, em minha opinião, teria apreciado melhor os acontecimentos dos dois últimos episódios se condensados em apenas um, sem muita enrolação e com os habituais oito a nove minutos de partida de futebol. Não obstante, entendo que foi uma escolha de roteiro e provavelmente de contrato, que previa os treze episódios.

Obviamente, tais falhas não tiram o mérito dos episódios, que foram muito eficientes em construir uma grande expectativa naquele que os assistiam. E, como já disse, o final apresentado foi bastante satisfatório – e surpreendente em alguns aspectos. Ainda, tudo o que fez (fdp) cair no meu gosto estava lá: as piadas infames (principalmente no penúltimo capítulo), os palavrões, a ironia, o humor inteligente e o texto bem escrito.

No fim das contas, não poderia deixar de parabenizar a iniciativa da HBO Brasil em acreditar no projeto da Prodigo Films, que teve que lidar com mudanças nas leis de incentivo à cultura e com muitas adversidades para produzir a série. Mesmo assim, perseveraram e produziram um conteúdo de alto nível, que não deve nada a nenhuma produção estrangeira. Claro, aqui e ali cometiam alguns tropeços, principalmente nos episódios iniciais, mas tudo foi se acertando. Com esta finale, acredito mais do que nunca em uma segunda temporada, ainda mais considerando a nova lei de quotas de exibição de conteúdo nacional na tevê paga brasileira. É bom notar que a emissora ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas olhando para as outras produções nacionais do canal, acredito que uma segunda temporada deve vir, mesmo que seja apenas daqui a dois anos. De qualquer forma, vale muito a pena esperar por (fdp), a série que começou pequena e despretensiosa em meio à enxurrada de séries americanas, mas que, provando sua qualidade, fincou cadeira cativa na minha watchlist – e, certamente, na de muitos sériemaníacos. Por ora, fim de jogo.

Observações:
- Juarez definitivamente provou sua hombridade ao dispensar a “assessora” do Palermo que foi enviada ao seu quarto. Vou te dizer, não é todo dia que você dispensa um avião daqueles…
- Parece que Vinny não herdou os valores de seus pais: para o garoto, não custava nada dar “um penaltizinho” pro Palermo, afinal, “imagina a festa que vai ter depois”!
- Carvalhosa inventou que o número 5 do Asunción o havia xingado. Mas era justamente o jogador que tinha feito cirurgia na garganta. Como ele não sabia disto? Ô Carvalhosa, vamos fazer o serviço direito, rapaz! Tsc, tsc, tsc…
- Pela primeira vez, quem terminou o episódio com o habitual “filho da puta” foi Juarez, em um desabafo que pode ter vários destinatários: Zarkhov, Camponero, Carvalhosa e até Pembo, o jogador do Palermo que chutou a bola que viria a se chocar contra o juiz, antes do gol.

(fdp) – 1×11: Homem não trai homem


O amor está no ar… Até uma bandeirinha gostosa aparecer.

Spoilers Abaixo:
Com umas duas semanas de atraso, chegou o episódio de (fdp) em que as coisas efetivamente acontecem. Embora sem muitas tiradas de Carvalhosa (que apareceu pouco) e sem muitas piadas de baixo calão, este capítulo trouxe um enredo satisfatório, ao aprofundar as relações entre os personagens e ao explorar o senso de camaradagem e de corporativismo intrínseco a todo marmanjo. Salvar alguém de um aperreio com a patroa é motivo para gratidão eterna. E foi exatamente isso que Juarez fez.

Mas antes, analisemos o outro grande acontecimento do episódio: o casamento de Guzman e dona Rosali, celebrado pela participação especial da semana (como Carvalhosa fez questão de frisar, ao dizer que conhecia o padre “de algum lugar”), o ex-jogador Rivelino. Da ocasião, destaca-se a revelação de que Vitória já tinha trocado novamente seu par, dessa vez para Camponero (a moça evoluiu bem rápido, não? De árbitro falido a jogador de futebol a presidente da confederação – tudo em três episódios!). Claro, vale menção a apalpada que seu Guzman, o exemplo de canastrão, deu na retaguarda de dona Rosali bem em frente ao padre – por que perder a oportunidade?

Ademais, frisaram bastante que o casal Juarez e Manu já estava em uma segunda lua-de-mel (Rui, que Rui?), claramente para forçar a cena final do episódio. Bastou um cineminha para que os dois já estivessem prontos para tirar as roupas – isso se Carvalhosa não os tivesse interrompido.

Interrupção esta para lembrar ao juiz da festa de aniversário de Camponero. Recapitulando: Juarez pediu para que Vitória pedisse “com carinho” para que Camponero lhe desse uma segunda chance, pelos “velhos tempos”. Feito isto, árbitro e presidente da confederação se encontram na casa deste e, claro, nada feito. Só que, muito oportunamente, a esposa de Camponero convidou Juarez para o aniversário do marido, no dia seguinte. Juarez, que sabia que Vitória iria estar lá no mesmo horário da festa, ligou os pontos (acho que todos os espectadores também, pois originalidade passou foi longe) e preparou seu plano para dar a volta por cima: salvar as fuças de Camponero ao não desgrudar de Vitória durante a festa. Embora tal recurso já tenha sido exaustivamente utilizado em inúmeras outras produções, as cenas da festa até que foram boas, com direito a Neri Nelson sendo insuportável como sempre e Juarez se aproveitando da situação para apalpar Vitória a torto e a direito (e tirar inúmeras fotos que estampariam todos os jornais).

No fim das contas, deu certo: Camponero reconheceu o importante serviço que Juarez prestou (como diz a verdade universal do título, “homem não trai homem”) e, por conta disso, ele já virou “bro” – com direito a apitar final da Libertadores e tudo. Era o mínimo que o chefe podia fazer, afinal o casamento era em comunhão de bens e, como ele bem disse, “se ela descobre um negócio desses, eu viro classe média!”. Claro que, no meio do caminho, Juarez teve que aguentar o tapa na cara dado por Manu (após ver as fotos no jornal). Mas isso é o de menos, isso se resolve. O que importa é que Juarez está de volta, e em grande estilo.

Observações:
- Que casamento mais desanimando, hein? Com uma trilha sonora composta por tangos depressivos e músicas de quando minha vó bebia toddyinho, não podia ser diferente. Menção “honrosa” para Serjão cantando “Com que Roupa eu Vou” (/not).
- O japonês chefe de Manu fugiu para seu país com o dinheiro da moça e, como sabemos, Juarez não tem dinheiro. Juntando com o tapa do fim do episódio, quantos segundos para ela voltar com Rui?

(fdp) – 1×10: Aqui se faz, aqui se paga


Enquanto os pombinhos planejam o casamento, Juarez (quase) entra numa fria. Quase.

Spoilers Abaixo:
Assim como Juarez se encontra afastado da arbitragem, esse episódio de (fdp) deu uma pausa nas partidas de futebol. Desta vez, o roteiro nos mostra que, mesmo fora dos campos, o estigma de “ladrão” de um juiz sempre o perseguirá, não importa o quão profissional e boa pinta ele seja. Vida dura essa, hein?
Dados os erros que cometera nos últimos episódios, Juarez está sendo xingado aos sete ventos (de certa forma, concretizando o temor que o delírio do início do capítulo mostra), especialmente no programa de seu desafeto Neri Nelson. E se tem uma coisa que torcedor fanático não esquece, é erro de juiz. Olha, tenho certeza que ser “sequestrado” por um grupo de torcedores fanáticos do Pauliceia por conta daquele pênalti duvidoso lá do primeiro episódio (lembram?) nunca tinha passado pela cabeça do árbitro. Mas vem cá, que sequestro foi aquele?

Recapitulemos: o carro de Juarez deu problema e ele, que precisava pegar o filho na psicóloga, resolveu tomar um táxi. Daí o taxista, torcedor do Pauliceia, reconhece aquela figura pública, lembra-se da final do campeonato que o time perdeu e resolve “pegar um atalho”, sem deixar de comentar para o passageiro que odeia motoboys. Chega numa comunidade obscura e chama os “manos” – todos com cara de gente boa (de prestar) – para mostrar o fdp que estava transportando. Nessa hora, eu, como espectador, já estava muito empolgado, achando que Juarez ia ser sequestrado e ia levar uma senhora duma surra.

Mas, para a minha tristeza, como disse um dos mentecaptos que lá estava, “o único ladrão daqui é o juiz, nós somo trabalhador”. Pois é: levaram Juarez para um barraco, ameaçaram, perguntaram por que deixou o Pauliceia perder para um time “de merda”, ficaram com raiva e asco do protagonista, mas, na hora H, deixaram o homem sair pela porta da frente! OI? Só bastou Juarez fazer um discursinho de que juiz ganha pouco e a vida é dura (além de ameaçar caguetar o taxista que tinha falado mal da profissão do amigão motoboy) que eles murcharam. Mas sério? Sério que o momento para que todo o episódio foi construído não ocorreu? Sério que Juarez saiu tranquilamente andando pela rua e ninguém foi atrás dele? Sério que ele não levou nem um soco na cara? Sério que o episódio terminou com esse mega anticlímax? Fora o realismo, que passou foi longe.

Depois que o episódio terminou, fiquei bem desapontado com essa escolha desastrada do roteiro, mas tenho que reconhecer os méritos dos demais momentos. Guzman e Rosali resolveram dar uma de cupido e chamaram Manu e Juarez para serem padrinhos do casamento. As cenas sobre o assunto, como sempre, foram muito boas, com uma Manu surpreendentemente cooperativa. Aliás, como essa mulher consegue mudar de “suportável” para “mega-azia” em tão poucos segundos! Foi assim, azeda como limão-taiti, que ela dispensou Rui – chegando o momento que eu esperava desde o primeiro episódio. Vá, e não volte mais, seu mala (e da próxima vez, pense um pouco antes de levantar a mão para um garoto cuja mãe está a dois centímetros de distância!). Até por que o ex-quase-futuro-casal já está todo de gracejos um para cima do outro, com piadinhas e flertes a balde. Daí para voltarem é só um passo.

É minha obrigação, ainda, elogiar Carvalhosa, que teve um texto especialmente inspirado nesta semana. Todas as palavras (de baixo calão, claro) que saíram de sua boca foram engraçadas (destaquei algumas ao fim do texto). Além trazer o humor que o episódio precisava, tais expressões foram exaradas com imensa naturalidade pelo ator Paulo Tiefenthaler, convencendo o espectador da índole canastra do personagem sem dificuldade alguma. Tudo é coerente com a figura construída, como atender ligação do celular de Vinny dizendo “fala Vinny boiolinha!”; ou apelidar o companheiro de quarto de “Juju”; ou fazer aquele teatrinho do juiz e do cartão vermelho com a “acompanhante” da semana. É o típico amigo fdp, sem tirar nem por. Palmas lentas.

No sentido contrário, ainda não sei a que veio a história da psicóloga de Vinny, a não ser por umas sessões de poucas palavras; nem o porquê da cara tão fechada do garoto no episódio. Esperemos. Por falar em esperar, este é o terceiro episódio que terminarei a review do mesmo jeito: “para o próximo capítulo, ficou o futuro profissional indefinido de Juarez”, que não foi sequer ventilado esta semana. O juiz anda muito tranquilo com seu desemprego, já está passando da hora de fazer alguma coisa. Aí eu pergunto: um bom episódio – engraçado, ágil, instigante – mas com um final deveras desapontador tem salvação?

Observações:
- De vez em quando, Juarez abandona a cara de certinho e mostra seu lado canastrão. Nesse episódio, foi quando respondeu a pergunta de Rui sobre o que estava fazendo com Manu. “Comendo!”, disse, rindo da cara do advogado.
- Nos intervalos da programação, a HBO vem liberando reportagens sobre os bastidores de (fdp), algumas bem interessantes. O melhor é que os vídeos estão no Youtube (destaco “Desafios da Produção” e “Os Craques”), e podem ser acessados neste link.

(fdp) – 1×08/09: O Videoteipe é Burro e o Ponto é uma Besta/Cartão Amarelo


“I de Imbecil, P de Piranha, C de Cuzão e E de Exibido!”

1×08: O Videoteipe é Burro e o Ponto é uma Besta
O oitavo episódio de (fdp) começa com um retrato de uma sociedade talvez ainda distante, onde todos viraríamos infalíveis ciborgues que, auxiliados pelas tecnologias que virão, não cometeríamos mais erros. Tudo isso pelo fato de nosso árbitro favorito não ter visto uma “bola na mão” em uma partida que apitara. O que abre uma nova discussão: até que ponto cabe a utilização de avanços tecnológicos, como o ponto eletrônico, para auxiliar no trabalho do trio de arbitragem?

Para Juarez, tudo que ajude o juiz é melhor. “Não deu pra ver o lance só com os dois olhos que tenho”, explicou a Neri Nelson. O que não convenceu muito o apresentador, que tratou de providenciar um exame de vista no meio do programa – provocando a ira do protagonista e o fazendo soltar a frase que abre esta review. É interessante notar, nesta cena, o aparente complô contra Juarez: os convidados não hesitaram em discordar do moço. Vale transcrever a profundidade do depoimento de Cidão (“ex-atacante e galã”): “jogador tem que jogar e árbitro tem que apitar”, o que quer que isso signifique.

Em seguida, Juarez (com sua autoconfiança reticente) é escalado para apitar mais um jogo pela Libertadores, na Bolívia – dessa vez ao lado de Carvalhosa e Serjão (que voltou da suspensão). “Coincidentemente”, Vitória também viajou, atuando como comentarista do jogo. Dada a situação, foi triste perceber que o roteiro decidiu seguir pelo caminho mais óbvio e menos verossímil: Juarez usou um ponto eletrônico, aproveitando a visão privilegiada de Vitória, que o guiaria na arbitragem. O plano corria bem, até Vitória ser cantada por Cidão (“coincidentemente” também comentarista), a fazendo esquecer o resto do mundo. Juarez, claro, ouviu tudo e, no meio da partida, resolveu também parar de trabalhar e deixar de marcar um impedimento.

Analisemos as incongruências: como nenhum dos outros comentaristas percebeu (ou questionou) Vitória o tempo todo falando num celular? Como nenhum repórter ao nível do campo viu o ponto eletrônico no ouvido de Juarez? Como ninguém contestou a “visão de raio X” do juiz, que conseguia ver faltas que ocorreram quando estava de costas para o lance? Vitória é assim tão irracional a ponto de se derreter como uma adolescente e cair na conversa mole de um marmanjo antes da partida terminar? Juarez é tão incompetente assim, a ponto de não mais conseguir apitar a partida sozinho (o inverso do que todos os outros episódios mostravam)? Ainda sobre Juarez, é razoável pensar que um árbitro experiente, que já cometeu um erro em um jogo anterior, se deixasse levar pelo ciúme a ponto de desmoronar no meio da partida?

Tudo foi muito inoportuno nesta viagem à Bolívia. Para piorar, ao fim do jogo Vitória já estava devidamente abraçada com Cidão e já tinha esquecido Juarez – como se o tivesse conhecido ontem. Oi? Desde quando os relacionamentos em (fdp) são tão rasos? Realmente espero que a participação de Vitória na série não tenha acabado tão avulsamente. Além disso, a produção economizou ainda mais na ambientação da partida: praticamente só se mostrou perna de jogador correndo e closes de Juarez. Nada de planos abertos, nada de visão aérea – mais genérico impossível. No fim das contas, desta sequência só se salvou a merecida suspensão de Juarez pela próxima rodada, enredo que tem bastante potencial, se bem utilizado.

Ao contrário da partida, foi interessante o aprofundamento da relação entre Guzman e Dona Rosali. No começo da série, eu pensava que o casal iria servir apenas de alívio cômico, sem muito plots dedicados. Contudo, foi divertido e leve o pedido de casamento e as cenas posteriores, sem nenhum drama desnecessário. Afinal, “casamento é divertido, por causa da festa” e, mais importante, “tem que aproveitar enquanto ele está vivo”.

Por fim, Manu vai atrás de emprego e acaba cuidando de aquários de lagostas em restaurantes pela cidade (sério que precisa de um biólogo pra isso?). Até agora, nada demais por aí e nada que mereça destaque. Em geral e apesar das minhas críticas, o episódio divertiu, com suas habituais boas piadas e personagens bocas sujas. Entretanto, a pobreza do enredo se sobressaiu, prejudicando os bons momentos do episódio, principalmente quando comparado com os excelentes capítulos anteriores.


1×09: Cartão Amarelo
Se eu reclamei das incongruências do episódio passado, pelo menos tinha a esperança que, na semana seguinte, Juarez fosse correr atrás da sua careira e lidar com sua suspensão. Mas não: o episódio começou e terminou e o protagonista continua suspenso. Pior, ele parece não estar se importando muito com isso e com o futuro da carreira. Sinto cheiro de filler? Com certeza.

Como sabemos, a vida de Juarez não está lá das melhores: dispensado pela capa da Playboy, suspenso no trabalho, apaixonado (ainda) pela ex e café-com-leite no videogame. Ai você faz o quê? Para usar o clichê, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. Mas não Juarez. Juarez, o juiz da Fifa, que sonhava em apitar a Copa do Mundo, pelo visto agora prefere continuar na lama. Senão vejamos: o árbitro tenta contatar Camponero para tentar convencê-lo a reconsiderar sua suspensão. Liga, vai na casa, vai no escritório. Não acha o chefe. Aí Carvalhosa consegue marcar o almoço que pode salvar sua carreira. Neste cenário, uma pessoa sensata chegaria adiantado no restaurante com as orelhas abaixadas. Mas Juarez prefere ficar de birrinha com Rui e apitar Escola da Luz x Escola Técnica pela copa interescolar. Coerência, cadê?

Tudo bem que ele ia ver o filho jogar, mas não justifica frente ao momento delicado da carreira do juiz. Parece que desistiu de ganhar dinheiro (nem que seja pra pagar advogado!) e de ser o melhor árbitro do planeta, o que não condiz com a personalidade construída para o personagem durante os sete primeiros episódios. Para piorar, o draminha que se seguiu pelo fato de o pai marcar impedimento em um gol do filho foi totalmente dispensável. Primeiro por sua curta duração (o menino já tinha se arrependido dois minutos depois), segundo por sua inutilidade (em nada mudou a relação entre pai e filho). Claro, tudo era para justifica a “inspirada” frase de “efeito” no final: “o certo é sempre fazer a coisa certa”.

Mais uma vez, destaco o casal coadjuvante Guzman e Dona Rosali, que tiveram bastante tempo em tela (percebe-se aí a natureza de “encher linguiça” do episódio). A noiva passou o tempo todo com seu vestido (alguém mais se lembrou de Friends?), sem a menor cerimônia com o fato de o noivo vê-la antes do casamento. Na verdade, os dois não brincaram em serviço e aproveitaram para adiantar a noite de núpcias. Tudo muito leve, tudo muito divertido, assim como no episódio passado.

Fora isso, teve um seguimento sem muita importância do programa do Neri Nelson, apenas repetindo que Juarez está suspenso, e uma entrevista com Vitória em um programa de tevê, com o único intuito de mostrar a moça com pouca roupa (tudo bem, essa parte foi boa). Senti falta das piadas boas, infelizmente. Para o próximo capítulo, ficou o futuro profissional indefinido de Juarez e a esperança de que a suspensão renda algo interessante. Exatamente como no capítulo passado. Só digo uma coisa: reage Juarez, já está perdendo a graça.

Observações:
- Como de costume, os episódios contaram com várias participações especiais. Chris Couto voltou como Gina no oitavo episódio – para não fazer absolutamente nada. O nono episódio, por sua vez, trouxe três figuras relacionadas ao futebol: Neymar, como o garoto que faz a manutenção do filtro da casa de Camponero; Juca Kfouri, como revisteiro (e leitor de Playboys) e Rincón, como Rincón mesmo (participando do programa de Neri Nelson).



- Alguém entendeu qual a história do russo milionário que foi repetida nos últimos dois episódios? Ele era dono do time do Paraguai, é isso? Imagino que possa ter alguma relevância futura, mas ainda estou meio perdido. De qualquer forma, a menção misteriosa rendeu uma pérola de Carvalhosa: “Prejuízo é que nem supositório, até quando é pequenininho dói”.
- Nos dois episódios, o parco condicionamento físico do protagonista foi bastante enfatizado. Desse jeito está difícil chegar à Copa do Mundo, hein? Bora dar uma corridinha no parque, não faz mal a ninguém!

Thogun Teixeira festeja retorno à TV


Thogun Teixeira: está na série ‘Pedro e Bianca’, na TV Cultura, e na reprise de ‘Filhos do carnaval’, na HBO
Foto: Divulgação
Thogun Teixeira: está na série ‘Pedro e Bianca’, na TV Cultura, e na reprise  
de ‘Filhos do carnaval’, na HBO Divulgação
De volta à televisão na série “Pedro e Bianca”, na TV Cultura, Thogun Teixeira está animado. No papel de um eletricista casado e pai de dois filhos (os protagonistas do título), ele conta que, pela primeira vez, vive um papel “normal”, sem pancadaria ou violência. O retorno é duplo: Thogun ainda está no ar na reprise de “Filhos do carnaval”, na HBO, na qual também é pai da personagem de Heslaine Vieira — sua filha em “Pedro e Bianca”.

Como foi ganhar um papel na série?
Vários outros atores fizeram teste. Eu consegui. É uma vitória, porque faço um cara comum, um pai de família, sem a marca do “negão’“ E o que é melhor: com uma mensagem bacana para a juventude. Muitos programas só servem para vender produtos. É uma grande responsabilidade.

Qual é a mensagem?
A de que o mundo e as pessoas podem ser bem melhores . E a escola é essencial.

O que falta agora?
Não ganhei o Emmy ainda, mas estou na fila. Trabalho bastante, assobio e chupo a cana, sem reclamar da vida. Sou assim.

(fdp) – 1×06/07: Efeitos Colaterais/Nu Com a Mão no Bolso

 
O sonho de qualquer juiz.



Spoilers Abaixo:


1×06: Efeitos Colaterais
O sexto episódio de (fdp) continua a mostrar as durezas da vida de um árbitro de futebol. Dessa vez, a necessidade de manter uma boa forma física – o que, com o avanço da idade, vai ficando cada vez mais difícil. E nosso protagonista, como traduziu bem o sonho do início do episódio, estava correndo tão rápido quanto um velhinho de andador. Consequentemente, foi reprovado em um teste físico em que (supreendentemente) Carvalhosa fez o segundo melhor tempo e “até a bandeirinha” Vitória conseguiu passar (palavras do educador físico).

Com o resultado, Juarez é colocado na geladeira, devendo melhorar seu condicionamento físico enquanto aguarda um novo teste. Mas o momento não poderia ser pior: como repete religiosamente desde o primeiro episódio, o juiz está “curto de grana”. E por “três mil reais, sem nota”, até ser bandeirinha de joguinho de várzea da firma ele topa – afinal, dinheiro é dinheiro. Por sua (falta de) importância, o jogo da semana acabou reduzido a alguns poucos minutos, sem o habitual comentarista “engraçadalho”.

Curiosamente, este foi o jogo que me pareceu mais tecnicamente bem feito: estava a cara de um jogo de firma, informal e despreocupado. Como não se precisava encher um estádio, pela primeira vez a torcida foi verossímil – afinal, partida de firma só tem poucos gatos pingados na plateia mesmo. É uma pena concluir que a produção de (fdp), até agora, só se mostrou competente em reproduzir uma partida de futebol amador.

Chega o novo teste físico e, desta vez, o árbitro é aprovado, correndo mais que o Usain Bolt. Tal recuperação milagrosa se deve ao grande segredo que o amigão Carvalhosa revelou: um remédio à base de efedrina (segundo a Wikipédia, um estimulante que aumenta a performance atlética, mas com uma pá de efeitos colaterais), aproveitando-se de não haver antidoping para árbitros. Carvalhosa só esqueceu-se de comentar que o remedinho causa perda temporária da libido (mas é um fdp mesmo!), o que fez Vitória apenas se divertir com as luzes do motel – por que nem “falando com ele” Juarez acordou.

Fora isso, me parece que o episódio da semana foi contratado pelo Ministério da Saúde para evitar a automedicação: além do juiz, Dona Rosali toma uma pilulazinha pra dormir (sem receita médica) e o menino Vinny andou tomando remédio escondido na escola (para ficar doidão na aula de educação física). Este foi pego e terá que frequentar uma psicóloga; aquela teve a caixa do remédio despedaçada e jogada no lixo pelo preocupado filho. Tudo muito avulso, tudo sem muita graça.

Graças a Deus, essa semana Manu deu uma maneirada na chatice – vai ver perder o emprego tem esse efeito. Nada se falou sobre a guarda do filho e a proibição do pai em vê-lo, e, felizmente, nada do advogado insuportável. Também faltou, assim como no episódio passado, palavrão e politicamente incorreto. Todo mundo tem estado muito polido, muito urbano, muito amável. Cadê aquele Carvalhosa, aquele Guzman e aquela Dona Rosali bocões dos primeiros episódios? Espero que voltem a abrir a boca suja. E agora que Juarez irá morar com Carvalhosa (para o alívio de Dona Rosali), há um imenso potencial para que tudo volte ao normal.

1×07: Nu Com a Mão no Bolso
Após um episódio morno como o anterior, (fdp) voltou com tudo em sua sétima semana. E não foi só pelas mulheres de biquíni desfilando pela tela, juro (claro que isso ajudou…). Mas o episódio marca o retorno de tudo que fez a série me prender lá nos primeiros episódios: os diálogos afiados, a camaradagem malandra entre Carvalhosa e Juarez, os merchans de Neri Nelson, os comentaristas com um toque de canalhice, as piadas sem pudor…

O episódio começa com uma discussão entre Vitória e Juarez, pelo fato deste querer apitar a partida beneficente entre Gostosas X Poderosas, promovida pela Playboy. Juarez, claro, já se imaginou em uma cena de filme pornô, com direito a orgia numa cama redonda de motel. Como era de se esperar, Vitória logo fechou a cara, e tentou convencer o namorado a não apitar o suposto jogo de Várzea, pois seria ruim para a reputação do árbitro. Ô Vitória, pra quem apitou jogo de firma no episódio passado e não se preocupou com isso, um jogo de modelos vai pará-lo? Além de faturar um trocado para pagar as dívidas, tenho certeza que é o sonho da carreira de qualquer juiz.

Daí segue uma das melhores cenas do episódio (certamente a com o melhor diálogo, transcrito ao final), quando Manu abre a porta do quarto de Juarez e o surpreende bem no momento que ele “faz um teste” sobre a presença ou não de silicone nos peitos da namorada. É importante notar que Manu voltou com seu azedume habitual, mas dessa vez foi muito bem utilizado na situação – a garota estava possuída, insinuando prostituição da bandeirinha a torto e a direito: “paga a moça e veste uma roupa”, disse. Depois disso, Carvalhosa, afiadíssimo, não se segurou e passou o episódio todo cantando Vitória, sem a menor cerimônia.
Mas vamos à partida: jogada de mestre essa da Prodigo Films em juntar mulheres seminuas e futebol no mesmo episódio. Não tem como um marmanjo que se preze não assistir a esse episódio (e a todas as reprises nos canais HBO que se seguirem) – quesito marketing: nota dez. Foi tudo muito bom, desde o enquadramento estratégico da câmera na retaguarda das garotas, até os “trocadalhos do carilho” dos comentaristas (“agasalhar a jogadora” foi o mais comum). O resultado do jogo? Quem se importa!

Devo elogiar também a atuação dos envolvidos: a felicidade estampada no rosto de Eucir de Souza (Juarez) ao apitar a partida foi bem genuína – talvez o ator estivesse realmente feliz na cena. Do mesmo modo, também convenceu a cara fechada de Fernanda Franceschetto (Vitória). Paulo Tiefenthaler (Carvalhosa), como já comentei, estava muito bom com sua cara de cachorro pidão. Comparando com os primeiros episódios, o elenco principal mostra uma ótima evolução, sem sombra de dúvida.

Além de embelezar o episódio, o enredo do jogo de modelos não me pareceu forçado, encaixando bem com a proposta da série. Ademais, foi interessante notar que a relação entre Vitória e Juarez está se aprofundando – os dois se mostraram bastante mordidos pelo ciúme nas situações advindas da partida. Vitória ficou com medo de que Juarez se “apaixonasse por um zagueiro”. Juarez, por sua vez, se roeu por dentro com o convite que a bandeirinha recebera para posar nua para a revista que promoveu o jogo.

Aparentemente, o namoro dos dois tinha tudo para evoluir, não fosse a insinuação de que o relacionamento entre Manu e o protagonista ainda não acabou. Não sei se gosto dessa reaproximação: se ela for apenas para fazer draminha dispensável (como o beijo/tapa seguido por uma proposta de DR entre o ex-casal), o roteiro poderia se livrar disso. Afinal, há alguns episódios Manu não mostra outro sentimento a não ser rancor pelo ex-marido. Este também já parecia bem confortável na sua vida de solteiro. Prevejo futuras cenas de mimimi de Manu e, se eles tiverem uma recaída, uma discussão também dispensável adicionando Rui e Vitória ao caldo.

Falando de Manu, começaram as repercussões do seu recente desemprego: ela já bateu à porta do ex para pedir dinheiro. Com isso, a série relembrou a história do jogo proibido, esquecida no episódio passado, como comentei acima. Talvez um furo do roteiro, vez que no sexto episódio Juarez viu o filho sem problemas e nesse, para fazer o mesmo, o pai teve que chantagear a progenitora. Mas isso é o de menos.

O que importa é o episódio ótimo que, além do que já denotei, ainda arranjou tempo para mostrar uma maior aproximação entre pai e filho. Em uma cena leve e oportuna, os dois começaram a dialogar sobre seus respectivos relacionamentos, de maneira bem saudável. Juntando tudo isso com a edição e direção mais acertadas (sem exagerar, por exemplo, nos dramas familiares), (fdp) divertiu e embelezou meia hora de minha vida, de forma que estou contando os minutos para ver o desdobramento do que se iniciou neste capítulo. E é assim que se reconhece uma série boa.

Observações:
- Juarez vai morar na casa de Carvalhosa pagando condomínio, água, luz e faxineira. Fez bom negócio, hein seu Carvalhosa? Mas é um fanfarrão mesmo!

- Desirée da Luz, a diretora da Playboy, foi (muito bem) interpretada pela atriz e modelo Isadora Ribeiro, que já foi “Garota do Fantástico” e posou para a revista em 1988 e 1991. Entretanto, não posso dizer o mesmo de outros participantes do elenco de apoio. Alguns dos escalados foram de dar dó. Embora com pouco tempo de tela, eles reforçam a sensação de amadorismo que a produção passa às vezes. Acho que eu – que nunca fiz isso na vida – ficaria mais confortável e natural na frente das câmeras que o ex-chefe de Manu e que a assessora de imprensa da drogaria.

- Neri Nelson sempre é muito bom, mas o pior é se dar conta que a caricatura é bem próxima da realidade de alguns programas esportivos. Dessa vez, fomos interrompidos pelos faróis SóLux, pelos aquecedores Calorex e pelo Conhaque Rocha. O apresentador também revelou que não suporta Juarez – será que essa história se desenrolará futuramente?
- Ótima a cena de Carvalhosa implorando de joelhos para participar do jogo das modelos, mesmo de graça. “Amigo, jogo de vinte e duas gostosas de biquíni, eu apitava até pagando!”

Aprenda a ser sutil com (fdp):
- Juarez, sobre a mãe: “E ela não tá tomando remédio sem receita, né?”
- Guzman: “Claro que non, por que aqui na Finlândia, farmácia só vende remédio com receita.”
—–
- Juarez: “Tchau, mãe!”
- Dona Rosali: “Vê se não fica 25 anos na casa do Carvalhosa!”
—–
- Vitória: “Que que acha de saírem dizendo por aí que tá apitando jogo de várzea?”
- Juarez: “Não é várzea!”
- Vitória: “Óbvio que é várzea, a diferença é que você pode se apaixonar por um zagueiro…”
- Juarez: “Tá bom, me dá o telefone, que vou ligar e dizer que não quero trabalho.”
- Vitória: “Ah, ficou chateado foi? Que eu tô te afastando daquelas vacas de tetas de silicone? Juarez, elas só vão te usar pra subir na carreira.”
- Juarez: “Não é isso que tá fazendo?”
- Vitória: “É, mas pelo menos meu peito é natural.”
—–
- Manu: “Fui despedida.”
- Vitória: “Bem feito!”
- Manu, para Juarez: “Vim pedir pra você pagar a escola até eu me acertar. Isso se sobrar, né… Se bem que ela deve ser baratinha, menos de cem.”
- Vitória: “Baratinha é a puta que te pariu!”
—–
- Carvalhosa: “É cemzinho mesmo que cobra?
- Vitória: “Não é hora de fazer piada, Carvalhosa!”
- Carvalhosa: “Eu pagava quinhentos!”
—–
- Carvalhosa, após dar uma checada no corpo de Vitória: “Vou botar o pôster na minha sala! Não, no quarto! Não, no banheiro!”
- Carvalhosa, para Juarez: “Tá comendo a capa da Playboy, hein? Filho da puta!”

HBO prepara ‘Destino: Rio de Janeiro’


O canal HBO Brasil estreiou Destino: São Paulo, produção em seis episódios originalmente anunciada como minissérie. No entanto, antes mesmo da exibição do primeiro episódio, o canal já colocou em desenvolvimento a segunda temporada, que recebeu o título de Destino: Rio de Janeiro.

Prevista para 2013, Destino Rio de Janeiro seguirá a mesma estrutura de Destino São Paulo, ou seja, cada episódio retratará a história de um grupo de imigrantes vivendo na cidade do Rio de Janeiro nos dias de hoje. Segundo divulgado pela O2 Filmes, produtora da série, os seis novos episódios estão em fase de desenvolvimento de roteiros. As filmagens devem iniciar em janeiro, com locações na cidade, tal como foi feito em São Paulo.

Criada por Fábio Mendonça e Teodoro Poppovic, a série conta com a participação de atores amadores, selecionados entre os grupos de imigrantes que são retratados em cada história.

O episódio de estreia da série antológica (com histórias e atores diferentes a cada episódio) recebeu o título de Dia da Independência, escrito por Felipe Braga. Os imigrantes retratados no episódio são os bolivianos que vivem nos bairros do Bom Retiro e Brás, onde trabalham na indústria de confecção. Na história, Checho, um menino de nove anos, sofre bullying dos coleguinhas de escola. A direção é de Alex Gabassi, com fotografia de César Charlone.

'Preamar' e '(fdp)' não terão novas temporadas na HBO

“Preamar” e “(fdp)”, bem-sucedidas séries da HBO Brasil, não deverão ter segunda temporada. Tudo porque, graças à Deliberação 95 de 8/6/2010, em vigor para a TV brasileira, a HBO só tem os direitos de distribuição por cinco anos dos produtos feitos com dinheiro de incentivo.

(fdp) – 1×05: A Bandeirinha Gostosa

 
¡Belleza, gracia, hermosura! ¡Que pernitas!

Spoilers Abaixo:
Desta forma o locutor do jogo da semana definiu Vitória Müller, a mais nova personagem de (fdp), uma bandeirinha claramente inspirada em Ana Paula Oliveira. Pena que a adição não fez tão bem ao episódio, talvez o mais morno da série até então.

Pela primeira vez, a sequência de abertura não trouxe um sonho do protagonista, mas sim um diálogo de introdução à nova personagem. Fui pego de surpresa com a reação de Carvalhosa à notícia de que Vitória substituiria Serjão (suspenso pelo deslize do episódio passado), demonstrando grande inquietação com aquela figura feminina, o que não condiz com seu comportamento cafajeste habitual (talvez pelo preconceito infundado contra mulheres apitando partidas de futebol). Bom mesmo foi o pequeno devaneio de Juarez, em que Serjão aparece vestido de mulher, esbanjando sensualidade com sua barriga de fora (/not) – devo dizer que foi a cena mais engraçada do episódio.

O novo trio viajou a Caracas, para apitar Villa Roja x Altetico Asunción, pela Copa Libertadores. Embora reconheça uma direção mais ajustada, com movimentos de câmera mais similares aos que ocorrem em uma cobertura esportiva televisiva, lá estava a plasticidade habitual das pelejas em (fdp), em especial a sonoplastia tão realista quanto as laughtracks das sitcoms. Pior, a série teve que cair no lugar comum do erro cometido pela profissional feminina logo na sua primeira aparição – para poder repetir o “tinha que ser mulher”. Assim, lançou mão de recurso pedestre para acentuar o conflito entre a bandeirinha e Carvalhosa, culminando com a decisão deste em não mais apitar em conjunto com a moça.

Infelizmente, o roteiro também abusou de saídas fáceis nas cenas entre Juarez e sua família. Claro que a mãe iria surpreender o filho falando com pai via internet. Claro que Carvalhosa falaria algo inconveniente no meio da declaração de amor de Juarez (por sinal, desencane dessa mulher, seu juiz!). Claro que a bandeirinha gostosa entraria no quarto na mesma hora, para Manu ver e ativar seu “modo azedo”. Claro que isso a faria assinar a petição promovendo a medida cautelar. Claro que Juarez ficaria com raiva da ex e, pensando com seu membro inferior, claro que aceitaria a proposta de sexo de Vitória. Pela obviedade do enredo, o episódio passou sem surpresa alguma: apenas esperei os eventos acontecerem.

Mais que isso, fizeram falta os palavrões e as piadas politicamente incorretas, que sobravam nas semanas anteriores. Para usar a expressão em inglês, foi tudo muito vanilla, com diálogos mornos e sem muita graça, abusando de clichês (por exemplo, as sete perguntas que Vitória faz a todo homem). Destaco também o fato de a partida de futebol ter ocupado mais de 10 minutos do episódio (ocupava, geralmente, por volta de 6) – ficou a impressão de que faltou roteiro para o tempo de exibição.

Para aumentar minha lista de críticas, devo ressaltar que a intérprete de Vitória (a bela Fernanda Franceschetto) não conseguiu convencer, apresentando uma atuação pouco à vontade e, às vezes, forçada. Destaco a cena em que flerta com Juarez no restaurante – as caras e bocas e as risadas falsas beiraram a ofensa pessoal. Juntando o roteiro titubeante às derrapadas da moça e, ocasionalmente, de Eucir de Souza (Juarez), Cynthia Falabella (Manu) e Gustavo Machado (Rui), a sensação de amadorismo da produção – que já tinha levantado na primeira review que fiz – ficou bem mais evidente.

No fim das contas, o episódio não foi péssimo, mas foi comum, descartável. Pecou ao deixar de lado o humor ácido que nos fazia esquecer os defeitos do seriado. Espero que seja apenas um tropeço nesta série que vinha se mostrando tão boa. Afinal, como bem pontuou a bandeirinha, quem nunca errou na vida?


Observação:
Nessa semana não pude separar muitas pérolas dos personagens. Não por falta de vontade, mas por que ao roteiro faltaram palavrões e diálogos inusitados, dignos de destaque. Fora, claro, a ótima (mas pouco aproveitada) Dona Rosali, demonstrando todo o amor ao filho:
- Rosali: “Ué, já vai? Mas nem avisou?”
- Juarez: “Achei que não precisava…”
- Rosali: “É, precisar não precisava… Quer saber de uma coisa, acho que vai ser bom pra você. Chega uma hora que o filho tem que ir embora mesmo. Eu te entendo! Pra mim também vai ser bom! Acho que as pessoas têm que ter seu espaço! Foi até divertido quando você veio pra cá, mas depois de um tempo assim, acaba cansando, fica difícil de conviver! Cada um tem que seguir seu caminho! E pra onde cê vai?”
- Juarez: “Caracas”.
- Rosali: “Mas por que tão longe?”
- Juarez: “Eu não tô indo embora mãe, vou só apitar um jogo na Venezuela”.
- Rosali: “Ah… Leva um casaquinho…”

O retorno de ‘Mandrake’

(E-D) Marcelo Serrado, Claudia Ohana, Marcos Palmeira, Erika Mader e Miéle. (Foto: HBO/Divulgação)

Adaptada por José Henrique Fonseca, da obra de Rubem Fonseca, a série Mandrake estreiou sua terceira temporada, composta de dois episódios especiais. Embora nada tenha sido decidido ainda, existe a possibilidade da temporada se estender para o número de treze episódios, segundo informou Luis F. Peraza, vice-presidente de aquisições e produções originais do canal, em coletiva à imprensa no Rio de Janeiro.


 

Mandrake estreou em 2005, tornando-se a primeira série produzida pela HBO no Brasil. Com oito episódios em sua primeira temporada, a série foi bem recebida pela crítica e pelo público que acompanha a programação do canal. Assim, ela voltou em 2007 com sua segunda temporada, composta de cinco episódios.

A história acompanha a vida de Mandrake (Marcos Palmeira), um advogado criminalista que trabalha no Rio de Janeiro. Ajudando os ricos e famosos a se livrarem de enrascadas, Mandrake e seu sócio Wexler (Luiz Carlos Miéle) costumam recorrer a métodos pouco ortodoxos.

Os novos episódios trazem uma única história dividida em duas partes, com 90 minutos de duração cada uma. O segundo será exibido no dia 17 de novembro.

No primeiro episódio, sozinho e sentindo-se depressivo, Mandrake se entrega aos prazeres da noite até que um novo cliente chega para desafiar as habilidades do advogado.

No elenco de apoio estão Carlos Alberto Riccelli, como João Paulo Birman, um empresário que contrata Mandrake para resolver um problema; Ester Góes, como Magali, esposa de João; Marcelo Serrado (Raul); Erika Mader (Bebel), Virginia Cavendish (Verônica), Claudia Ohana, Letícia Colin, Cinara Leal, Sasha Bali e Fábio Rabin, entre outros.

Com direção de José Henrique Fonseca, os episódios foram filmados em locações do Rio de Janeiro, como a região central, Copacabana e Barra da Tijuca. A produção é da HBO Latin America em parceria com a Goritzia Filmes.