sábado, 1 de dezembro de 2012

'Preamar' e '(fdp)' não terão novas temporadas na HBO

“Preamar” e “(fdp)”, bem-sucedidas séries da HBO Brasil, não deverão ter segunda temporada. Tudo porque, graças à Deliberação 95 de 8/6/2010, em vigor para a TV brasileira, a HBO só tem os direitos de distribuição por cinco anos dos produtos feitos com dinheiro de incentivo.

TELETEMA: Lado a Lado



O Mundo é um moinho faz parte da Trilha Sonora Nacional Oficial da novela das 18 horas, "Lado a Lado" de João Ximenes Braga e Claudia Lage que estreou dia 10 de Setembro de 2012 na Rede Globo.

(fdp) – 1×05: A Bandeirinha Gostosa

 
¡Belleza, gracia, hermosura! ¡Que pernitas!

Spoilers Abaixo:
Desta forma o locutor do jogo da semana definiu Vitória Müller, a mais nova personagem de (fdp), uma bandeirinha claramente inspirada em Ana Paula Oliveira. Pena que a adição não fez tão bem ao episódio, talvez o mais morno da série até então.

Pela primeira vez, a sequência de abertura não trouxe um sonho do protagonista, mas sim um diálogo de introdução à nova personagem. Fui pego de surpresa com a reação de Carvalhosa à notícia de que Vitória substituiria Serjão (suspenso pelo deslize do episódio passado), demonstrando grande inquietação com aquela figura feminina, o que não condiz com seu comportamento cafajeste habitual (talvez pelo preconceito infundado contra mulheres apitando partidas de futebol). Bom mesmo foi o pequeno devaneio de Juarez, em que Serjão aparece vestido de mulher, esbanjando sensualidade com sua barriga de fora (/not) – devo dizer que foi a cena mais engraçada do episódio.

O novo trio viajou a Caracas, para apitar Villa Roja x Altetico Asunción, pela Copa Libertadores. Embora reconheça uma direção mais ajustada, com movimentos de câmera mais similares aos que ocorrem em uma cobertura esportiva televisiva, lá estava a plasticidade habitual das pelejas em (fdp), em especial a sonoplastia tão realista quanto as laughtracks das sitcoms. Pior, a série teve que cair no lugar comum do erro cometido pela profissional feminina logo na sua primeira aparição – para poder repetir o “tinha que ser mulher”. Assim, lançou mão de recurso pedestre para acentuar o conflito entre a bandeirinha e Carvalhosa, culminando com a decisão deste em não mais apitar em conjunto com a moça.

Infelizmente, o roteiro também abusou de saídas fáceis nas cenas entre Juarez e sua família. Claro que a mãe iria surpreender o filho falando com pai via internet. Claro que Carvalhosa falaria algo inconveniente no meio da declaração de amor de Juarez (por sinal, desencane dessa mulher, seu juiz!). Claro que a bandeirinha gostosa entraria no quarto na mesma hora, para Manu ver e ativar seu “modo azedo”. Claro que isso a faria assinar a petição promovendo a medida cautelar. Claro que Juarez ficaria com raiva da ex e, pensando com seu membro inferior, claro que aceitaria a proposta de sexo de Vitória. Pela obviedade do enredo, o episódio passou sem surpresa alguma: apenas esperei os eventos acontecerem.

Mais que isso, fizeram falta os palavrões e as piadas politicamente incorretas, que sobravam nas semanas anteriores. Para usar a expressão em inglês, foi tudo muito vanilla, com diálogos mornos e sem muita graça, abusando de clichês (por exemplo, as sete perguntas que Vitória faz a todo homem). Destaco também o fato de a partida de futebol ter ocupado mais de 10 minutos do episódio (ocupava, geralmente, por volta de 6) – ficou a impressão de que faltou roteiro para o tempo de exibição.

Para aumentar minha lista de críticas, devo ressaltar que a intérprete de Vitória (a bela Fernanda Franceschetto) não conseguiu convencer, apresentando uma atuação pouco à vontade e, às vezes, forçada. Destaco a cena em que flerta com Juarez no restaurante – as caras e bocas e as risadas falsas beiraram a ofensa pessoal. Juntando o roteiro titubeante às derrapadas da moça e, ocasionalmente, de Eucir de Souza (Juarez), Cynthia Falabella (Manu) e Gustavo Machado (Rui), a sensação de amadorismo da produção – que já tinha levantado na primeira review que fiz – ficou bem mais evidente.

No fim das contas, o episódio não foi péssimo, mas foi comum, descartável. Pecou ao deixar de lado o humor ácido que nos fazia esquecer os defeitos do seriado. Espero que seja apenas um tropeço nesta série que vinha se mostrando tão boa. Afinal, como bem pontuou a bandeirinha, quem nunca errou na vida?


Observação:
Nessa semana não pude separar muitas pérolas dos personagens. Não por falta de vontade, mas por que ao roteiro faltaram palavrões e diálogos inusitados, dignos de destaque. Fora, claro, a ótima (mas pouco aproveitada) Dona Rosali, demonstrando todo o amor ao filho:
- Rosali: “Ué, já vai? Mas nem avisou?”
- Juarez: “Achei que não precisava…”
- Rosali: “É, precisar não precisava… Quer saber de uma coisa, acho que vai ser bom pra você. Chega uma hora que o filho tem que ir embora mesmo. Eu te entendo! Pra mim também vai ser bom! Acho que as pessoas têm que ter seu espaço! Foi até divertido quando você veio pra cá, mas depois de um tempo assim, acaba cansando, fica difícil de conviver! Cada um tem que seguir seu caminho! E pra onde cê vai?”
- Juarez: “Caracas”.
- Rosali: “Mas por que tão longe?”
- Juarez: “Eu não tô indo embora mãe, vou só apitar um jogo na Venezuela”.
- Rosali: “Ah… Leva um casaquinho…”

O retorno de ‘Mandrake’

(E-D) Marcelo Serrado, Claudia Ohana, Marcos Palmeira, Erika Mader e Miéle. (Foto: HBO/Divulgação)

Adaptada por José Henrique Fonseca, da obra de Rubem Fonseca, a série Mandrake estreiou sua terceira temporada, composta de dois episódios especiais. Embora nada tenha sido decidido ainda, existe a possibilidade da temporada se estender para o número de treze episódios, segundo informou Luis F. Peraza, vice-presidente de aquisições e produções originais do canal, em coletiva à imprensa no Rio de Janeiro.


 

Mandrake estreou em 2005, tornando-se a primeira série produzida pela HBO no Brasil. Com oito episódios em sua primeira temporada, a série foi bem recebida pela crítica e pelo público que acompanha a programação do canal. Assim, ela voltou em 2007 com sua segunda temporada, composta de cinco episódios.

A história acompanha a vida de Mandrake (Marcos Palmeira), um advogado criminalista que trabalha no Rio de Janeiro. Ajudando os ricos e famosos a se livrarem de enrascadas, Mandrake e seu sócio Wexler (Luiz Carlos Miéle) costumam recorrer a métodos pouco ortodoxos.

Os novos episódios trazem uma única história dividida em duas partes, com 90 minutos de duração cada uma. O segundo será exibido no dia 17 de novembro.

No primeiro episódio, sozinho e sentindo-se depressivo, Mandrake se entrega aos prazeres da noite até que um novo cliente chega para desafiar as habilidades do advogado.

No elenco de apoio estão Carlos Alberto Riccelli, como João Paulo Birman, um empresário que contrata Mandrake para resolver um problema; Ester Góes, como Magali, esposa de João; Marcelo Serrado (Raul); Erika Mader (Bebel), Virginia Cavendish (Verônica), Claudia Ohana, Letícia Colin, Cinara Leal, Sasha Bali e Fábio Rabin, entre outros.

Com direção de José Henrique Fonseca, os episódios foram filmados em locações do Rio de Janeiro, como a região central, Copacabana e Barra da Tijuca. A produção é da HBO Latin America em parceria com a Goritzia Filmes.

Com audiência baixa, “Salve Jorge” deveria focar na trama do tráfico de mulheres


Adriano Garib e Carolina Dieckmann em “Salve Jorge” (Foto: TV Globo)

As críticas pipocam por todos os lados. “Salve Jorge é lenta e confusa” “Já vimos essa novela antes!” “São muitos personagens, não consigo decorar os nomes!” “Lá vem as dancinhas e os bordões estrangeiros!”.

A novela de Glória Perez, depois de um mês no ar, não vem despertando grande audiência: é a pior média para o horário até o capítulo 24 – 30,63 pontos no Ibope da Grande São Paulo, a praça que realmente interessa ao mercado publicitário (cada ponto equivale a 60 mil domicílios). Sabe-se que no resto do Brasil a novela tem números melhores.
Compare com as tramas anteriores no horário – audiência média na Grande São Paulo até o capítulo 24:
Salve Jorge: 30,63
Avenida Brasil (2012): 35,5
Fina Estampa (2011-2012): 38,25
Insensato Coração (2011): 31,75
Passione (2010): 31,21
Viver a Vida (2009-2010): 36,5
Caminho das Índias (2009): 34,54
A Favorita (2008-2009): 35,25
Mesmo com 30,63 pontos, a novela das nove da Globo ainda é a maior audiência da TV aberta brasileira – há mais de 40 anos é assim -, líder isolada quando comparada à audiência da segunda emissora concorrente no horário.

Em um mês no ar, Salve Jorge pegou dois feriadões (2 e 15 de Novembro). E estreou em pleno Horário de Verão, o que seria um fator a ser considerado, já que o Horário de Verão costuma ser o fantasma das novelas das seis e sete horas (é um dos motivos para o baixo desempenho de Lado a Lado e Guerra dos Sexos). Mas, historicamente, o Horário de Verão afeta pouco a novela das nove horas. Há um ano, Fina Estampa – com dois meses no ar – registrava números bem mais expressivos.

Não desmerecendo o trabalho de pesquisa da autora, Salve Jorge nos dá a impressão de que a Turquia não passa de uma mistura de Marrocos com a Índia. Claro que cada autor tem seu estilo. Assim como os atores com quem gosta de trabalhar (as chamadas “panelinhas”) e os personagens e tramas que já usou várias vezes. Mas, uma coisa é estilo, outra é repetição deslavada. Salve Jorge parece um arremedo de O Clone + América + Caminho das Índias.
Nanda Costa chegou a ser citada em algum momento, mas a culpa não é da atriz, que, aliás, está ótima como Morena. Nanda defende com garra e talento a típica heroína de Glória Perez: a moça passional e batalhadora, contestadora, que luta pelos seus objetivos, mesmo abrindo mão de seu amor (vide Clara, Dara, Jade, Sol e Maya). O elenco é ótimo, grandioso em talento e – principalmente – em quantidade – o que, às vezes, confunde o público, perdido entre tantas tramas paralelas e nomes. Bom para os atores: todos empregados.
O diretor de núcleo é Marcos Schechtmann, que já acompanhou Glória em América e Caminho das Índias, entre outros trabalhos. Os dois têm afinidade mas, acostumados a trabalhar sempre com a mesma equipe técnica e artística, acabam deixando as suas novelas com a mesma cara, esteticamente falando. Somados a isso: elenco repetido, com atores que já estiveram com Gloria ou Marcos várias vezes, personagens com perfis psicológicos já vistos antes, exotismo de um país longínquo, diferenças culturais apresentadas didaticamente, figurinos folclóricos, dancinhas a todo o momento por qualquer motivo, palavras estrangeiras ditas com a tradução em português na sequência… Já vimos essa novela antes. E mais de uma vez.



Salve Jorge x Avenida Brasil

 
Na quinta-feira (feriado de 15 de Novembro), durante a exibição do capítulo de Salve Jorge, os tuiteiros subiram a hashtag #EssaHoraEmAvenidaBrasil (*) para bater de frente com a trama de Glória Perez, como uma forma de criticar a autora. Sim, existe o luto pela novela anterior. Mas, muito mais do que isso, existe o estranhamento causado pela novela substituta de Avenida Brasil.
A trama de João Emanuel Carneiro acostumou mal o seu público. Direção inovadora com tomadas e fotografia cinematográficas, atores soltando cacos (texto fora do roteiro), ritmo acelerado, ganchos impactantes, sempre envolvendo o núcleo central, elenco enxuto, linguagem de seriado, etc. A novela se tornou um grande sucesso e repercutiu como nunca nas redes sociais (principalmente no Twitter e Facebook).
Aí entra Salve Jorge, com a narrativa e linha dramatúrgica tradicional de Glória Perez, com o seu universo já conhecido, testado, aprovado e reprovado em trabalhos anteriores, e a direção linear e certinha de Marcos Schechtmann. O realismo e o sabor de novidade de Avenida Brasil foram substituídos pela mais conservadora das novelas, com uma trama central que beira o dramalhão mexicano. Realmente é uma diferença gritante. Como se diz no Twitter: tem que ver isso aí!

 
(*) a palavra-chave #EssaHoraEmAvenidaBrasil ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter.


 
Merchandising social

Toda novela quando estreia leva um tempo para cativar a audiência. Caminho das Índias, o folhetim anterior de Glória Perez, também demorou a engrenar e terminou com ótimo Ibope – até ganhou prêmio no exterior.
Torcemos para que Salve Jorge decole. Glória Perez deveria focar no que sua novela tem de melhor: a trama do tráfico de mulheres, que é o grande diferencial de Salve Jorge em relação às suas outras novelas. O tema é interessante, chama a atenção, é atual, serve como alerta, denuncia, levanta a discussão. Merchandising social é uma marca registrada das novelas de Glória Perez, o diferencial que fez da autora uma das mais talentosas e competentes de nossa televisão.

Fonte: Nilson Xavier / UOL

Sessão de Terapia – 4ª Semana



Ao fim dessa semana, fiquei exatamente como Dora: surpresa e sem palavras.

Spoilers Abaixo:

Foi uma bela semana em Sessão de Terapia, essa é uma série de evolução, envolvimento, revelações e surpresas. Gostei muito dessa 4ª semana apesar de uns equívocos que citarei a seguir, mas eu senti que ficou claro, o desejo de Théo de se identificar com seus pacientes.

Segunda - Júlia

Como apontei na minha review passada, o momento era propício para um envolvimento de Breno e Júlia, já que ele estava separado e ela doida para trair (mais uma vez) André e irritar Théo. A cena inicial do episódio, com Théo imaginando a pegação de Júlia com Breno a partir dos relatos dela, o evidenciou como um simples expectador do envolvimento de seus pacientes. Júlia fez questão de contar nos mínimos detalhes como foi sua experiência sexual com Breno, e pelo que entendemos, foi completamente frustrante e ela se sentiu sozinha. Para Théo, a frustração foi consequência da tentativa de Júlia para atingi-lo. Lutando contra essa ideia, Júlia reforçou mais uma vez, que Théo estava sendo egocêntrico e que Breno não pertencia a ele.
Ao julgar pelo que vimos na primeira sessão de Júlia, Théo estava certo. Ela usou o homem do bar para sentir que estava com Théo e com Breno não é diferente. A necessidade que Júlia tem de ter posse e manipular pessoas é mostrada a nós, desde a primeira sessão e só se confirma com o passar do tempo. Prova disso é o fato dela ter decidido terminar tudo com André (o que foi um alívio para ele), descartando-o de uma hora pra outra, como se já tivesse outra pessoa para ferir Théo.
Essa semana Théo revelou para sua paciente duas coisas, que eu acho que permitem uma identificação entre os dois: o ódio próprio e a infância dolorosa marcada pela perda da mãe. Essa decisão de cair no jogo de emoções de sua paciente, nos apresenta uma dúvida sobre o potencial terapêutico de Théo, por mais que a série seja uma ficção. Como um terapeuta pode se deixar levar pela paciente dessa maneira, não conseguindo se manter neutro diante da transferência erótica dela? Mas analisando por um outro lado, ele usou essas revelações em momentos oportunos para se aproximar de Júlia e dos sentimentos mais profundos dela. Entrar no jogo do paciente, às vezes, pode ser a saída encontrada para conhecê-lo.

A sessão de segunda-feira com Júlia é marcada pela autenticidade e profundidade dos sentimentos, em que ela é a única paciente que parece não ter medo de falar o que sente. Eu não sei vocês, mas muitas vezes, eu sinto o Théo totalmente coagido e ela com o controle da situação. A cena final do episódio nos mostrou uma Júlia manipuladora, tendo Breno como seu objeto para provocar ciúmes e sabendo que seu terapeuta Théo, está do outro lado da janela, se envolvendo (ainda que escondido) com tudo aquilo.

Frase do episódio: “Théo, você tá querendo dizer que eu mirei no Breno pra acertar em você?”- Júlia.

 

Terça - Breno
Théo estava bem debochado nessa sessão e usou a pergunta de Breno sobre quantos pacientes ele tem por dia, para afirmar que na verdade, o paciente quer toda atenção e não suporta dividir a atenção com outros pacientes. Breno usou o mesmo argumento de Júlia e disse que Théo era egocêntrico e que só chegou mais cedo porque foi barrado pela corporação que não o deixou entrar na base. Nesse momento, fica claro que Breno chegou com uma certa fragilidade na sessão e tentou demonstrar poder e controle, jogando o dinheiro para Théo. Foi uma tentativa do paciente de após uma humilhação, humilhar o terapeuta, lembrando-o de qual é o seu lugar.

Assim como na sessão com Júlia, Théo também revelou algo pessoal para Breno: ele se masturba. Nesse caso, a confissão íntima foi para que Breno também contasse uma intimidade, foi a saída encontrada, certa ou não, para fazer o paciente falar. Do ponto de vista de Breno, entendemos um pouco mais do que aconteceu durante a primeira transa com Júlia. Pra ele também foi frustrante, já que foi sua primeira experiência sexual depois do fim do casamento com Milena e porque Júlia fez cara de paisagem com algo que ele falou durante o jantar. Aliás, o fato dele ter se sentido diminuído por Júlia, fez com que ele a humilhasse (falando da ex-mulher!) durante todo aquele encontro. Como Théo disse, Breno teve sensação de desamparo, inadequação, cometeu erros, fez sexo contra a sua vontade e sentiu que sua performance sexual, não foi a melhor. Imagine como foi para Breno não ser o melhor, um total desastre!
O café, essa semana foi usado como um anticlímax, uma fuga de Breno no momento mais tenso. Após a pausa, tivemos uma interessante analogia da terapia com o trabalho de Breno, como ele disse, a sua visão periférica o levou até ali e talvez, seja a hora dele mudar o foco e deixar Théo ajudá-lo. Será que ele vai permitir essa ajuda e opinião do terapeuta? Não acredito que será fácil assim, mas foi um começo. No final, Breno revelou saber que Júlia está gostando de outra pessoa e só usando-o, ele ainda citou que Júlia mudou completamente de comportamento depois do fim da sessão. Fora do carro, ela estava agarrando-o, mas dentro do carro, ela ficou frígida. Agora, mais do que nunca, temos certeza que a atitude de Júlia só foi para incomodar Théo. Não vejo futuro, ainda mais depois desse episódio, na relação entre Breno e Júlia. Acredito que ambos entenderam que não dará certo.

Preciso dizer que acho extremamente estranho para um tipo machão como Breno, dizer que não sabe se sexo é realmente importante. Só serviu pra reforçar minhas suspeitas de que talvez o personagem seja gay. Sim, eu penso isso e tenho argumentos: a tentativa de ser sempre aceito, a dificuldade de lidar com uma humilhação, a insistência em falar do amigo gay, a vontade de chamar a atenção de Théo, a dificuldade em transar com outra mulher, o fato de só admirar Milena e não amá-la. Não sei se essa suspeita é certa, mas espero os desdobramentos dessa trama.

Frase do episódio: O sexo realmente importa ou a gente que dá atenção demais pra isso? – Breno



Quarta - Nina
Nina não está mais com os braços engessados e com o colar cervical, mas a fragilidade permanece a mesma. Como em todas as sessões de Nina, fomos surpreendidos, dessa vez ela chegou bêbada, com direito a deitar no sofá do consultório e reclamar de ressaca. O telefonema de Théo para a mãe da garota, resultou numa saída ao shopping, atitude que para Nina é completamente diferente do habitual.

 
Nina falou da bebedeira, da má relação sexual que teve e de como seus sapatos machucavam. Confesso que achei lindo Théo comparando Nina com Dorothy, tudo porque assim como a garota do musical, Nina só precisa descobrir que o lar é o melhor lugar para estar. O problema é que a garota não quer voltar pra casa e não se vê com uma família.

O que me surpreendeu e impactou, foi Nina falando abertamente sobre o acidente. Evidentemente, que a confissão dela sobre o acidente não pode ser levada em conta nesse momento. Acredito que nem ela tem a exata noção se causou ou não acidente, aquilo foi mais uma tentativa de transcender uma emoção. Nina se sente sozinha, sem o apoio da mãe, com um pai que não está presente, se sente obrigada a transar, até a usar sapatos que não gosta.

Théo revelou para Nina que sabe como é ser um adolescente conturbado. Nem preciso dizer que isso foi para se aproximar dela, assim como ele fez com Júlia e Breno. Incomodou-me um pouco a posição de Théo diante da Nina, senti-o um pouco apático, distante, não entendendo que a garota gritava por uma ajuda, uma atenção.

Essa situação de clamar por uma ajuda, ficou explícita com o fato de Nina ter tomado os comprimidos no banheiro do Théo. Vi muitas pessoas criticando isso na série e até dizendo que foi um furo. Claro é difícil de imaginar, mesmo numa ficção, como um terapeuta deixa remédios no banheiro; Mas vale lembrar que aquele também é o banheiro íntimo dele, já que ele tem dormido no consultório. É necessário que algo aconteça na ficção para que a história ande, mas é difícil de imaginar que isso não teria consequências graves para um profissional na vida real. Foi uma brilhante sessão!

Frase do episódio: “Eu tentei me matar” – Nina



Quinta-feira – Ana e João

 
O episódio se inicia e Ana chega primeiro novamente, o que me fez pensar que João teria desistido de comparecer a terapia. Mas não foi o que aconteceu. Depois, ambos são interrompidos antes de começaram a falar por um telefonema para Théo, sobre Nina. Nem preciso citar que atender ao telefone durante a sessão de outros pacientes, também é um erro e pode demonstrar falta de respeito, né? Mas vamos relevar, porque essa semana foi cheia desses detalhes!

Théo contou que ainda se surpreende com a chegada do casal, o que faz Ana dizer que eles são um casal previsível e estável. Quando João não voltou cedo pra casa, ele sabia que Ana estaria lá com seu filho, nesse caso, é a clara sensação de que o outro nunca vai tomar uma decisão definitiva e sair de casa. Assim como Théo, entendo que essa relação tem necessidade de sobreviver com conflitos. A relação nasceu de um conflito, já que Ana traiu o advogado Felipe (conhecido de João) com o ator João, a diferença nas profissões já nos mostra a liberdade que João trazia para Ana no começo. Concordo que tudo era interessante no começo, Ana era uma princesa e agora virou uma esnobe, já João era muito charmoso e agora é só um desempregado controlador, é como se tudo que eles gostavam um no outro, hoje fosse motivo de repulsa e discussão.

 
Eles estão feridos e cansados de buscarem um ânimo nessa relação, mas dar fim ao conflito, nesse caso, é pior ainda, porque o interesse acabaria de vez. Os velhos conflitos voltaram, com um João agressivo (ameaçando socar Théo) e uma Ana cansada da relação monótona e de ser controlada. Théo bem que tentou fazer com que os dois se acertassem, mostrando o quanto eles começaram a sessão distantes e depois se uniram para criticá-lo, e até tiveram uma conexão com a história do encontro inventada por Ana; Mas depois, eles discutiram e sobraram ofensas e tapas por todos os lados. João tem medo de perder o controle sobre Ana. A conversa gravada e sonho com o caminhão são provas disso, provas da fraqueza de João ao pensar que não poderá mais ter poder sobre a mulher.

No caso do casal, Théo se identifica porque sabe como estar em um casamento que parece estar desabando. Achei a sessão muito tensa, mas não estou mais tão interessada na história do casal. Acredito que o aborto aconteceu muito rápido (na 2ª sessão) e isso me tirou um pouco da vontade de acompanhar essa trama. O grande desafio de Théo nessa sessão é ajudar os dois a se encontrarem individualmente e como casal ao mesmo tempo.

Frase do episódio: Vocês não estão forçando um ao outro, para se enquadrar no mundo de cada um? – Théo

 

Sexta - Dora

A sessão de sexta-feira é importantíssima por nos mostrar os sentimentos do terapeuta e funcionar ao mesmo tempo, como um resumo da semana no ponto de vista de Théo. Théo começa a sessão, elogiando Dora e instalando um clima bem agradável entre os dois. É óbvio que sessão de Terapia, já nos mostrou que nada do que acontecer no começo da sessão, continuará no decorrer da mesma. Depois, ele esclareceu que pensa em usar Dora como um álibi no jantar com uma antiga amiga de faculdade dos dois, Miriam. Com Clarice em Roma com o amante, era óbvio esperar esse tipo de atitude de Théo.

Théo de bom humor, até ousou cortejar Dora, numa tentativa de mostrar como ele se sente em ser paquerado por Júlia. Ao vermos o Théo como pessoa, descobrimos como é difícil pra ele conviver com esse clássico caso de transferência erótica de uma paciente. Em um determinado momento, Théo relembra que Jorge, antigo paciente apaixonado por Dora, perguntava a ele se não podia ir pra cama com a terapeuta; Lógico que isso foi apenas para ferir Dora, lembrando-a que ela passou pela mesma situação.

 
Uma observação que Dora fez e que eu concordo plenamente é que no momento em que Théo der um passo, avançar nessa relação com Júlia, ela vai perder o interesse nele. Júlia idealiza Théo como alguém distante a ser conquistado, seduzido, não acho que ela o ama, ele é apenas a pessoa da vez para que ela possa transferir sua carência. Evidentemente que isso desagradou Théo e ele nos apresentou outra situação que acabou com sua relação de amizade com Dora: ela o prejudicou no passado. Théo era o pupilo de Dora e prestes a ser nomeado, ela decidiu que ele ainda não estava pronto, que ele só queria mostrar ao pai que era capaz de fazer aquilo.

Ali, Théo deixou claro que é superior que Dora porque se identifica com seus pacientes (como percebemos essa semana), enquanto ela é rígida, fria, superior e distante. Toda aquela ofensa nos mostrou que Théo quer provar a ela que atualmente, é um melhor terapeuta, o que revela toda mágoa com o passado e o desejo de provar que superou aquilo. Porém o melhor ficou para o final. Depois do desabafo, ele admitiu estar completamente apaixonado por Júlia. Pela primeira vez, a supervisora ficou sem palavras e ela sabe que seu grande desafio é evitar que com o fim do casamento, Théo resolva fazer uma bobagem. Ela é a pessoa responsável por situá-lo e mostrar o que é o correto.

 
Fiquei muito surpresa com a confissão de Théo e a inversão dele com Júlia, agora, o terapeuta declarou estar apaixonado pela paciente. Não acredito que esse amor seja verdadeiro, talvez ela também só seja um escape para a situação atual dele. Um homem traído, com uma bela paciente se declarando, isso pode ser bem confuso. Acredito que essa confissão só ocorreu pelo grau de intimidade de Théo com Dora, se fosse um outro terapeuta, ele jamais contaria. Vamos ver se essa posição de Théo continuará nas próximas sessões!

“Lado a Lado” precisa de mais ação para concorrer com o Horário de Verão

Camila Pitanga, como Isabel em “Lado a Lado” (Foto: TV Globo)

Lado a Lado, a novela das seis da Globo, é o atual “biscoito fino” da programação da emissora. Trama de época (se passa no Rio de Janeiro no início do século XX) em uma produção impecável em fotografia, figurinos, cenários e direção de arte, que reproduzem os francesismos tupiniquins no período da Belle Époque. Direção de núcleo do experiente Dennis Carvalho, escrita pela dupla de iniciantes João Ximenes Braga e Cláudia Lage, com supervisão de texto de Gilberto Braga.

 
De fato, tem muito de Gilberto no folhetim das seis. Recentemente, a novela teve uma virada, com um salto no tempo e o retorno por cima da sofrida mocinha Isabel (Camila Pitanga) – o que remeteu à trama de Dancin´ Days (1978).

 
A novela ainda mescla o folhetim com fatos reais do Rio das décadas de 1900 e 1910, como o surgimento do samba e do “foot-ball” (sim, com sotaque inglês, como falado na novela), o fim dos cortiços e o processo de favelização do Rio, e as Revoltas da Vacina e da Chibata. Como pano de fundo, a emancipação feminina – o surgimento de uma nova mulher – em contraponto com os preconceitos de uma sociedade tacanha que não evoluiu com os novos tempos da República. É neste contexto que se desenrola a trama das protagonistas vividas por Camila Pitanga e Marjorie Estiano.

Mas, apesar de tantos predicados, Lado a Lado não decola no Ibope. É a novela das seis de menor audiência da história: até o momento amarga uma média de 18 pontos, quando a meta é 25 (cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo). Reflexo dos tempos de concorrência com outras mídias – como a Internet e a TV a cabo, mais acessíveis do nunca. E também da vida moderna, que faz com que as pessoas fiquem mais tempo fora de casa depois do trabalho – ou porque não conseguem estar em casa às 18 horas, ou porque o calor e o sol a pino do Horário do Verão são atraentes e convidativos para se prolongar na rua.

 
No ar há dois meses e meio, a trama começou devagar, mas foi abrindo o seu caminho. O ritmo é bom, de uma novela comum: sem grandes arroubos ou acontecimentos impactantes. O elenco é de primeira e a trama está repleta de personagens interessantes.

 
Percebe-se, entretanto, uma não uniformidade nos capítulos. Alguns têm sequências excelentes – como os embates entre as arqui-inimigas Isabel e Constância (Patrícia Pillar), que aconteceram na semana que passou. Mas outros deixam a desejar: o capítulo do dia segue sem que nada de interessante aconteça.

 
Para fisgar o público moderno e levá-lo para frente da telinha às 18h30, é preciso mais do que uma bela história contada no ritmo do início do século passado. Com o solão que tem feito em pleno fim de tarde, parece realmente um desperdício bocejar diante da TV.

Fonte: Nilson Xavier / UOL

Destino: São Paulo

VALE A PENA LER DENOVO



Presença de Anita é uma minissérie brasileira que foi exibida pela Rede Globo, de 7 de agosto a 31 de agosto de 2001 totalizando 16 capítulos. Escrita por Manoel Carlos, a minissérie foi baseada no livro homônimo de Mário Donato, teve direção geral de Ricardo Waddington e Alexandre Avancini e núcleo com Ricardo Waddington.

A minissérie foi reprisada um ano depois de sua apresentação original, entre 17/09 e 11/10/2002. O capítulo 4 dessa reprise exibiu uma cena inédita não mostrada no ano anterior: um ângulo diferente da nudez frontal de Anita. Talvez não tenha sido mostrado anteriormente por causa do horário da reprise, mais tarde do que na primeira exibição.

Reapresentada também de 10 a 31/03/2005, no Multishow (canal de TV paga pertencente à Rede Globo), em comemoração aos 40 anos da emissora. E, ainda, no canal Viva (outro canal de TV a cabo da Globo), a partir de 22/11/2012, às 23h15.

Em agosto de 2001, foi lançado em livro o roteiro de Presença de Anita, escrito por Manoel Carlos. O livro trazia praticamente o mesmo script que o elenco recebia para as gravações, com exceção de alguns detalhes técnicos.

Em 2002 a minissérie foi lançada em DVD.
 
 
SINOPSE
Nando quer aproveitar o final de ano para dar o pontapé inicial em um antigo sonho: escrever um romance. Lúcia Helena só pensa em retomar a paixão em seu casamento. Zezinho quer viver seu primeiro amor. E Anita só quer seguir seu destino, com a certeza de que nada é por acaso, tudo está escrito.

Para tentar escapar da rotina louca de São Paulo, Lúcia Helena resolve passar as festas de fim de ano com a família, em Florença, cidade do interior de São Paulo. Pensa em aproveitar o clima familiar para reacender a paixão em seu casamento. Nando vê nas férias, a possibilidade de escrever o seu romance. Em busca de inspiração, encontra Anita, a personagem ideal. Ela se mudou para um sobrado onde no passado aconteceu um crime de amor.

Se Anita não pode mudar o destino, vive da forma mais intensa. Seduz Nando e desperta a primeira paixão de Zezinho. Com os dois, forma um triângulo amoroso que muda para sempre a vida de todos.


ELENCO
 
MEL LISBOA - Anita (Cíntia)
JOSÉ MAYER - Nando
HELENA RANALDI - Lúcia Helena
LEONARDO MIGGIORIN - Zezinho
VERA HOLTZ - Marta
LINNEU DIAS - Venâncio
CAROLINA KASTING - Julieta
ALEXANDRE BARROS - Heitor
JÚLIA ALMEIDA - Luiza
WÁLTER BREDA - Antônio
NOEMI GERBELLI - Susana
RENATA BRIANI - Celeste
TONY MASTALER - Roberto
DAYSE BRAGA - Cláudia
ANDRÉ CURSINO - Anselmo
UMBERTO MAGNANI - Dr. Eugênio
TAIGUARA NAZARETH - André
ANTÔNIO DESTRO - Edgar
CELSO FRATESCHI - Ígor
MARCOS CARUSO - Gonzaga
DÉBORA OLIVIERI - mulher de Gonzaga
VANESSA NUNES - Silvia
JOANNA TRISTÃO - Neuza
NELSON SARGENTO - João
PEDRO PAULO ROSSA - Luizinho
MARIA TEREZA CRUZ LIMA - Amélia
FRANCISCO CARVALHO - Joel
CLARISSE ABUJAMRA - Cecília
SIMONE VIANA
WOLNEY DE ASSIS - delegado
EROM CORDEIRO - pipoqueiro
ADRIANA AMARAL
ALAN ALENCAR
ANDRÉ GILSON
DANIEL DE CASTRO
IVAN GRADIM
JORGE BARROS
KÁTIA ERBITES
LARISSA PRADO
MARIANO MAROVATO
PEDRO KOSOVSKI
RICARDO LYRA JR.
TON REIS
YARA MANTIANA
SELMA REIS - Cigana
PAULO CÉSAR PEREIO - Armando

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

TRILHA SONORA: Cheias de Charme

Trilha Sonora 1


01. PAVILHÃO DE ESPELHOS - Roberta Sá (participação especial de Ballaké Sissoko & Vincent Segal) (tema de Elano)
02. CHALALÁ - Léo Magalhães (tema de Rosário e Fabian)
03. PISCAR O OLHO - Tiê (tema de Cida e Conrado)
04. CHORA CORAÇÃO - Alcione (tema de Penha)
05. TUDO NOSSO - Samba Livre (tema de Penha e Gilson)
06. DISRITMIA - Zeca Baleiro (tema de Liara e Rodinei)
07. LÊ LÊ LÊ - João Neto & Frederico (tema geral)
08. BREVE CANÇÃO DE SONHO - Zélia Duncan (tema de Rosário)
09. SE VOCÊ ME DER - Arthur Danni (tema de Fabian)
10. SÓ SEI DANÇAR COM VOCÊ - Tulipa Ruiz (tema de Inácio e Rosário)
11. MALDITO RÁDIO - Adriana Calcanhoto (tema de Inácio)
12. TANGO PRA TEREZA - Ângela Maria e Agnaldo Timóteo (tema de Sidney)
13. SE VIRA - Beth Carvalho (tema de Sandro)
14. CANTA MARIA - Fernanda Takai (tema Cida)
15. EX MAI LOVE - Gaby Amarantos (tema de abertura)
16. DARTE - Ivete Sangalo participação especial de Juanes (tema de Lygia e Alejandro)
17. SÓ MARCANDO MEU NOME - Marcelo D2 e Stephan (tema de Rodinei)

BREVE CANÇÃO DE SONHO - Zélia Duncan ainda
FROM UNITED STATES OF PIAUÍ - Luís Gonzaga (tema de Socorro)
ESTRANHO NATURAL - Maria Gadú (tema de Gilson)
É O AMOR - Zezé di Camargo & Luciano (tema de Arruda e Chayene)
TE VIVO - Luan Santana
XONOU, XONOU - Banda Calypso

músicas cantadas pelos personagens da novela
XOTE DA BRABULETA - Cláudia Abreu (Chayene)
VIDA DE EMPREGUETE - Taís Araujo, Leandra Leal e Isabelle Drummond (Empreguetes)
MARIAS BRASILEIRAS - Taís Araújo, Leandra Leal e Isabelle Drummond (Empreguetes)
NOSSO BRILHO - Taís Araujo, Leandra Leal e Isabelle Drummond (Empreguetes)
FORRÓ DAS CURICAS - Taís Araújo, Leandra Leal e Isabelle Drummond (Empreguetes)
CHORA ME LIGA - Cláudia Abreu (Chayene)
VIDA DE PATROETE - Cláudia Abreu (Chayene)
SE VOCÊ ME DER - Cláudia Abreu e Juliano Cortuah (Chayene e Fabian)
CHALALÁ - Leandra Leal (Rosário)
AMOR SEM FIM - Leandra Leal (Rosário)
SÓ ME VEJO CONTIGO (QUANDO A GENTE BRIGA) - Leandra Leal e Juliano Cortuah (Rosário e Fabian)
VOU MATAR ESSE AMOR DENTRO DE MIM - Leandra Leal e Juliano Cortuah (Rosário e Fabian)
IMPOSSÍVEL ACREDITAR QUE PERDI VOCÊ - Juliano Cortuah (Fabian) (tema de Fabian)
CHEIA DE CHARME - Juliano Cortuah (Fabian)

Emílio Boechat colaborará com Carlos Lombardi na Record

 

Emílio Boechat
 
O autor Emílio Boechat já foi escalado para um novo trabalho na Record. Ele será colaborador na primeira novela de Carlos Lombardi na emissora.
 
Antes disso, Emílio era autor de “Rebelde”; ele assumiu a trama teen após Margareth Boury deixar o projeto.
 
A novela de Lombardi tem estreia prevista para o fim do primeiro semestre de 2013, entrando no lugar de “Balacobaco”. Betty Lago, Iran Malfitano, Carla Regina, Andrea Avancini, Jorge Pontual, Claudio Heinrich estarão no elenco.

“Da Cor do Pecado” deve ser exibida até fevereiro

 

Paco (Reynaldo Gianecchini) e Preta (Taís Araújo)
 
A ideia de reprisar a novela “Da Cor do Pecado” no “Vale a Pena Ver de Novo” não deu certo. A trama chega a marcar 9 pontos em São Paulo, registrando, até agora, a menor audiência da história da sessão. Nem o aumento de chamadas geraram resultados.
 
Com isso, foi definido que o folhetim será encurtado. Os capítulos serão reeditados e algumas tramas secundárias serão deixadas de lado. A aceleração já pode ser observada, em alguns dias, por exemplo, cerca de quatro capítulos são exibidos em um.
 
Com essa reedição, a previsão é que novela seja exibida até fevereiro, totalizando cerca de 5 meses de exibição. Ainda não se sabe qual será a substituta de “Da Cor do Pecado”, mas é certo que dessa vez a Globo deve optar por uma obra mais antiga.
 

Em baixa na audiência, “Lado a Lado” terá grande reviravolta

 

Chega de sofrer! Isabel voltará ao Brasil cheia de dinheiro
 
A Globo está acompanhando de perto os trabalhos da equipe de figurino e cenografia de “Lado a Lado”, que já é a novela de menor audiência da faixa das seis de todos os tempos. A trama terá uma grande reviravolta, e a Globo vai aproveitar para fazer alguns ajustes.
 
Isabel, papel de Camila Pitanga, vai “sofrer” em Paris por alguns dias. A mocinha vai viajar com Madame Dorleac (Maria Fernanda Cândido) para ser sua coreógrafa de dança brasileira, após a “morte” do filho.
 
A grande reviravolta será quando Isabel, que já estará conhecida na França pela carreira de dançarina, voltar ao Brasil. Para o delírio de Berenice (Sheron Menezes), a protagonista voltará cheia da grana, mas sem o marido Zé Maria (Lázara Ramos), que sumirá misteriosamente.
 
O romance de Edgar (Thiago Fragoso) e Laura (Marjorie Estiano) também sofrerá uma reviravolta. O rapaz vai viajar para Portugal e não dará notícias, deixando a esposa desesperada. A jovem chegará a ficar grávida de Edgar, mas acabará perdendo o bebê.
 

Record manda Cristianne Fridman mudar temática de novela

Cristianne Fridman prepara sua nova novela na Record
 
A autora Cristianne Fridman foi orientada pela Record para mudar o tema de sua próxima novela na emissora, que ganhou o título provisório de “Maré Alta”, prevista para estrear após “Dona Xepa”, em 2013, na faixa das 20h30.
 
De acordo com o jornal O Globo, o folhetim, aprovado pela direção da emissora, não será mais uma comédia romântica, como estava prevista. O tema ficaria batido, já que “Dona Xepa” também mistura comédia e drama.
 
Christianne Fridman não esconde seu desejo de deixar a Record assim que seu contrato acabar, em 2014. A autora, que escreveu recentemente “Vidas em Jogo”, afirma que vai cumprir o prazo até o final.

Globo ainda não sabe qual novela exibirá após “Da Cor do Pecado”

Novelas da Globo
 
A Globo vive uma má fase à tarde. A emissora vem registrando médias entre 9 e 11 pontos das 12h às 18h. Um dos grandes problemas da faixa é a re-reprise da novela “Da Cor do Pecado”, no “Vale a Pena Ver de Novo”. A trama acumula média, até o capítulo 20, de 10.65 pontos. A meta para o horário é de 18 pontos.
 
“Da Cor do Pecado” terminará antes do previsto, mas a emissora ainda não sabe qual trama entrará no horário. O canal vem optando por novelas exibidas nos anos 2000, deixando as mais antigas para o canal Viva.
 
As últimas reprises de grande audiência no horário foram “Senhora do Destino”, com 21 de média geral e 29 em seu último capítulo, e “Alma Gêmea”, com 20 de média geral e 34 em seu último capítulo. Desde que a meta passou a ser 18 pontos apenas quatro novelas, das doze exibidas, atingiram o índice estipulado.
 

Sessão de Terapia – 3ª Semana


Coisas simples como um atraso, uma cafeteira, um vaso, uma mancha ou uma ida ao banheiro,
em Sessão de Terapia tomam proporções inimagináveis!

Spoilers Abaixo:

A 3ª semana de Sessão de Terapia não decepcionou e desenvolveu novas situações. Uma coisa importante que deixei de comentar em minha última review, foi que eu não vi a série original israelense Be Tipul e a versão brasileira, está sendo o meu primeiro contato com essa trama e seus personagens.
Por isso, te convido a assim como eu, entrar no mundo e no inconsciente desses personagens tão complexos e humanos. Vamos ver o que rolou nessa 3ª semana?
 
Segunda- Júlia
O atraso de 10 minutos de Júlia adiantou mais um embate na relação terapeuta e paciente com Théo. O atraso foi justificado por ela querer ajudar um cachorro na rua, fato que intrigou Théo, e o fez refletir se já não era a hora de encerrar a terapia com Júlia. Para Théo, o fato de Júlia se atrasar pela primeira vez em um ano de terapia, é uma resposta de que seu trabalho não está mais dando certo, é como se ela estivesse desistindo de ser tratada. Para Júlia, Théo só estava esperando um deslize como esse para usar como desculpa para não ser mais seu terapeuta, afinal, é ele que está numa situação cômoda fingindo que aquela situação não existe e ela já está errada antes de abrir a boca, porque ele é o terapeuta.
 
Ao julgar pela cena inicial do episódio, em que Théo é observado pelo filho acordando no sofá do consultório, o casamento com sua esposa Clarice não vai bem. E Júlia após aceitar o pedido de casamento com André, declarou que ele parece a noiva no relacionamento, porque ela está indiferente em meio a tudo aquilo, ela nem sequer contou ao pai doente a notícia de que vai se casar. Júlia começou a pensar se valia a pena rodear a casa e a vida de Théo, como ela mesma disse, André a adorava, então por que ela continuava a desejar quem não a queria? Achei curioso Théo dizendo que ela se identificava com o cachorro, porque assim como cachorro estava perdido no trânsito, ela estava perdida na vida.
 
Théo ainda instigado com o atraso de Júlia, disse que o atraso era o reflexo da raiva da moça, raiva que ela sentia de não ser correspondida, raiva de não poder ter o que queria naquele momento. Ele estava certo de que para ela, ele não era mais seu terapeuta, era um homem que a humilhava e rejeitava a cada sessão. Júlia o lembrou de que provavelmente ela não era a primeira paciente a se apaixonar por ele, então por que ele não fazia o que era necessário? Ele não tinha obrigação de amá-la. Ou será que Théo também estava tentando fugir, porque o sentimento e atração era recíproco?
 
Nesse momento a câmera focou na reação de ambos, mas uma resposta de Théo não veio, apenas a constatação de que o horário de Júlia havia terminado. Sem os minutos a mais que pediu, ela saiu e encontrou com Breno (que estava com uma caixa na mão) na saída. Ela lembrou a ele de que ainda não era terça-feira, os dois reclamaram do terapeuta e o episódio terminou com Breno dando uma carona para Júlia. Como será que vão abordar essa interação de Júlia e Breno nos próximos episódios?
 
Frase do episódio- Júlia provocando mais uma vez Théo: “Por que você não pode me tratar? Por que você também está apaixonado por mim?” .
 
Terça – Breno
Breno chegou à sessão (no dia certo dessa vez) com a mesma caixa na mão, surpreendendo Théo. Arrancou-me risos o fato dele ter dito que comprou a cafeteira porque o café de Théo era horrível, e pelo que ficamos sabendo, para Júlia, nem chá de saquinho o terapeuta sabe fazer. Aliás, o encontro de Júlia e Breno também foi explorado nesse episódio, mas vamos falar disso mais pra frente. Para Théo, a cafeteira foi a prova de que Breno estava tentando se familiarizar naquele ambiente, estava disposto a ser de fato, o seu paciente e fazer terapia. Mesmo com Breno tentando desconversar depois e dizendo que só estava emprestando a cafeteira, já deu pra perceber que agora era definitivo, já que ele contou mais um pouco de sua relação familiar.
A opinião de Breno sobre o seu filho foi no mínimo curiosa, porque ele disse que o garoto era especial, mas totalmente o seu oposto, já que seu filho pensava no próximo. Nesse caso, Breno julgou que seu filho era bom demais para ser comparado a ele, uma exceção numa família de homens problemáticos e que o garoto muito provavelmente, puxou à mãe, que é inteligente e moderna. Mais uma vez, Breno retornou à sua figura paterna, conta que seu pai traiu sua mãe por diversas vezes e Théo constatou que o fato de Breno sair de casa é uma maneira de agir ao contrário de seu pai.
Sim, Breno decidiu sair de casa e segundo ele, a esposa nem surpresa se mostrou com a atitude, apenas disse “Eu já esperava por isso”. Agora sem compromisso, Breno já tem alguém em mente: Júlia. Breno logo contou a Théo sobre seu envolvimento com Júlia e ela, mesmo sem aparecer no episódio, soube como provocar mais uma vez o terapeuta, já que ligou durante a sessão para falar com Breno, sabendo é claro que ele estaria lá naquele horário. Por fim, Breno buscou uma mais vez a opinião de Théo, questionando-o se em seu lugar se envolveria com Júlia, só que aí já era hora da sessão acabar.
 
Gostei dos detalhes desse episódio, como quando tudo ficou em silêncio só porque Breno estava colocando um pouco de café na xícara, ou o close nos olhos inquietantes de Théo e destaco a atuação de Zécarlos Machado que soube demonstrar para mim todo o desconforto e a irritação de Théo com aquela situação.
 
Frase do episódio- Breno questionando Théo sobre Júlia: “Se você estivesse no meu lugar, você se envolveria com ela?”.
 
Quarta- Nina
Quando Théo largou seu livro, abriu a porta e viu Nina com o pescoço enfaixado, eu tive a certeza que o episódio seria bem dramático. Depois que a moça explicou que o pescoço enfaixado era porque tinha dormido de mau jeito no sofá, ela entregou, bem alegre, um barco de presente para coleção de Théo. Théo entendeu que aquele presente demonstrava que a moça estava com medo que aquela fosse a última sessão e sugeriu que ela virasse de vez sua paciente. A troca de lugares (Nina na cadeira e Théo no sofá) e a moça imitando o terapeuta reforçou a ideia de que ela deseja que ele se coloque em seu lugar, tentando uma cumplicidade.
 
Nina começou desabafando sobre a separação de seus pais e como isso a afetou, levando-a a buscar refúgio na casa de Leon e Helena, que eram seus vizinhos. A complexidade de sua relação com Leon (que descobriu sua habilidade como ginasta) foi provada em suas palavras, como quando ela disse que ele a amava, mas ao mesmo tempo se distanciou dela com a volta de Helena ou gritou com ela nos treinos. Como Théo disse, devia ser muito difícil aguentar tudo isso, sem poder fazer nada e ainda contar com indiferença tudo aquilo.
Além de se sentir sozinha, como demonstrou na sessão passada, nessa sessão ela deixou claro que se sente culpada por tudo. Seja por estragar tudo com Leon e Helena, pelo acidente ou pela separação de seu pai e da madrasta que não a aceitava. O olhar deslocado e distante de Nina nos mostraram em como era difícil aquela situação e sem auto piedade, a moça revelou que acha melhor estar em casa, porque assim não pode estragar nada, mesmo que só se sinta verdadeiramente “em casa” nos treinos. Ficamos sabendo também que o acidente ocorreu na noite em que Nina saiu da festa de Tati, filha de Leon e Helena, onde se sentiu totalmente deslocada e saiu envergonhada com o presente que Helena deu a ela. Diante desse fato, fica difícil de imaginar que o acidente não foi uma tentativa de suicídio, mas com o passar dos episódios, vamos descobrir.
 
A trilha sonora esteve perfeita, passando o momento exato da mudança de comportamento e da tensão que foi instalada quando Nina questionou se Théo colocaria que ela foi culpada ou não do acidente, e mesmo com Théo dizendo que não acreditava nisso, a moça ficou bastante exaltada. Quando o tempo de Nina acabou, Théo ligou para Isabel, mãe da garota, já perguntando sobre a perícia e é óbvio que semana que vem, ela estará de volta. Destaco a imagem do vaso que Nina quebrou no banheiro, estilhaçado no chão, e a certeza que ficou em nós de que Nina também estava como aquele vaso, diante de tudo que estava passando na vida. O vaso não tem mais conserto, mas a garota, nós esperamos que tenha.
 
Frase do episódio- Nina sobre sua carência após a separação de seus pais: “Eu precisava de alguém pra cuidar de mim”.
 
Quinta- Ana e João
Nessa semana, todas as vezes que Théo abriu a porta do consultório, tivemos uma surpresa. Na quinta-feira não foi diferente. Dessa vez, só Ana estava presente. Depois de sofrer um aborto natural durante a sessão de terapia, ela retornou ao consultório querendo expor seus sentimentos sobre o ocorrido, sem a companhia de João. Entendi que a escolha de ir sozinha foi até porque os sentimentos de Ana no momento, não são os esperados de uma mulher que acabou de sofrer um aborto; ela disse que estava se sentindo feliz, radiante e até com vontade de dançar.
 
O mal estar de Ana não é por ter perdido o bebê e sim, por não se sentir culpada diante daquela situação, o que fez com que ela perguntasse a Théo se ele o achava fria. Achei incisiva a resposta do terapeuta, dizendo que ela só ela queria brigar com ele, até porque desde a primeira sessão, percebemos que Ana e João expressam seus sentimentos através das brigas. O comportamento de Ana durante a sessão me surpreendeu, tudo porque como Júlia, ela começou a provocar e paquerar Théo. O terapeuta logo percebeu e disse que aquele comportamento era uma tentativa de envolvê-lo numa briga com João, assim como ela envolvia seu chefe Veloso (com quem João acreditava que ela o traía). Vale lembrar que a relação do casal surgiu de uma traição (Ana era casada), é como se Ana tivesse a necessidade de formar um triângulo, como se ela não soubesse sustentar uma relação a dois e tivesse que envolver uma terceira pessoa.
Ao passar a mão sobre o sofá, Ana perguntou da mancha que ficou do aborto e se Théo demorou muito para tirá-la. Tudo porque no fundo, Ana não queria que a mancha e aquela situação fosse esquecida facilmente, queria que todos se lembrassem de sua agressividade em relação ao bebê, para que ficasse marcado que o que ela queria (o aborto) aconteceu. Após ligações ignoradas, João chegou ao consultório. Apesar de controlador, João se mostrou totalmente inseguro, com medo de ser traído, tudo porque é sustentado pela esposa e está sempre com uma opinião contrária à de Ana e Théo. Depois de Ana ir embora, Théo fala com João sobre ele ir ali não só pela esposa, mas por si próprio.
No fim do episódio, ainda ficamos sabendo mais sobre o que ocorreu depois que Clarice revelou estar traindo Théo. Ela desabafou dizendo que começou o caso por ela, está saindo todas as noites e ainda vai com o amante para Roma (o que ficou claro que era um lugar importante na sua história com Théo). A relação está insustentável, os filhos já estão percebendo e Théo permanece irritado.
 
Frase do episódio- Théo sobre a fixação de Ana em envolver mais uma pessoa na relação com João: “Você sente atração por triângulos?”.
 
Sexta- Dora
Imagine um terapeuta com problemas no casamento, que passa a semana toda ouvindo histórias de seus pacientes (sendo que uma está apaixonada por ele), que está irritado e resolver fazer terapia. É assim a sessão de sexta- feira. Ficamos sabendo logo no início, que o atraso de Júlia foi a desculpa perfeita encontrada por Théo, para seguir o conselho de Dora e encaminhá-la para outro terapeuta; embora depois ele tenha declarado estar arrependido.
Apesar de ter sido culpada por Théo pela conversa má sucedida com Júlia, Dora permaneceu intacta, irônica e incisiva em vários momentos. Como quando questionou o porquê de Théo se aproveitar de um deslize de Júlia para querer encaminhá-la a um terapeuta, ou usou o fato de Théo ter mudado de opinião e ter resolvido seguir o seu conselho de uma hora pra outra, como se quisesse fugir de fato da atração pela paciente. Achei bizarra (e engraçada) toda analogia que Théo fez de sua relação como terapeuta com Júlia, com quem vai ao ginecologista, ou no caso dele, quem vai tratar de uma dor nos testículos. O fato é que para ele, Júlia pode até não imaginar que ele a deseja, como ele confessou que fantasia após cada sessão, mas ela quer isso. Segundo Dora, Júlia já percebeu a atração de Théo e está usando isso a seu favor.
 
É claro que o assunto Breno não poderia ficar de fora. Algo curioso e que foi lembrado por Théo, é o fato de Breno, que sempre é tão certinho, errou o dia da sessão e isso fez com que ele conhecesse Júlia. É claro que Théo pensou que toda aproximação dos dois, era uma tentativa de Júlia para desafiá-lo, é como se a rejeição dele tivesse a empurrado para Breno. Nesse momento, em uma das melhores falas do episódio, Dora disse que isso estava direcionado ao homem com quem Júlia vai se casar, então porque Théo se sentia traído? Uma ida ao banheiro, pela segunda vez, foi o jeito que Théo encontrou de aliviar a tensão e fugir da pergunta tão direta.
 
A sessão de sexta-feira é maravilhosa, porque conhecemos mais do ser-humano Théo. Vemos que ele, como qualquer um de seus pacientes, também é afetado por problemas pessoais. Como o fato de seus filhos sentirem tudo o que está acontecendo em casa, ou de ter cuidado da mãe doente, ou ainda da sua raiva da mulher que vai pra Roma com o amante. Uma das coisas pessoais mais importantes é sua identificação com o pai que também era terapeuta, e seu pai ter fugido com uma paciente reforça sobre ele a necessidade de não cometer o mesmo erro. Dora, na sequência final, nos entregou a sua tese sobre o porquê Théo voltou ali e resumiu para ela cada um de seus pacientes; ele pensa em encaminhá-los a ela, por isso para ele é conveniente o fato de sua esposa ir viajar nesse momento, porque que ele quer abandonar tudo e ficar com Júlia. Até onde isso é verdade? É o que eu quero descobrir nas próximas sessões!
 
Uma coisa que sempre percebo nas sessões de sexta-feira é que algumas vezes, talvez pela tensão e ironia, falta naturalidade e os diálogos entre Théo e Dora, soam artificiais ou forçados. Semana passada, elogiei o episódio, mas nesse senti novamente um pouco disso. Espero que melhorem, porque sempre é bom ver esse duelo de titãs!
 
Frase do episódio - Théo sobre Dora pensar que ele estaria indo ao banheiro pra fugir de suas perguntas: “Dora, às vezes um mijo, é apenas um mijo”.
 
Resumo das impressões da 3ª semana:
A trilha sonora me agradou bastante essa semana, mas achei os cortes na edição muito bruscos em alguns momentos. É claro que eu não posso deixar de citar a novidade dessa semana: fato das histórias de Júlia e Breno se encontrarem. Isso me surpreendeu e contribuiu para uma agitação na história.
 
Cada personagem nessa semana teve uma evolução:
Júlia sem dar “show” e com um jeito mais desencanado e indiferente pareceu bem mais decidida e segura. Breno teve uma pitada de humor, o que aliviou a grosseria, que é uma de suas principais características. O fato de ele admitir que o filho seja bom por se parecer mais com a mãe é uma evolução para um personagem que sempre se julgou tão bom em tudo. Nina se permitiu interagir bem mais com Théo e até chegou a imitá-lo. Sem contar, que ela admitiu se sentir culpada. Ana começou a sessão sozinha, o que nos ajudou a conhecê-la mais, sem a pressão do marido. Descobrimos que ela ficou satisfeita com o aborto e de seu desejo de sempre querer incluir uma terceira pessoa na relação. João mostrou a sua insegurança por trás de seu lado agressivo. O medo de ser traído e a vergonha de ser sustentado pela esposa. Dora me pareceu uma mulher muito menos rígida do que a da primeira sessão. Seu sorriso com a pergunta de Théo sobre em que lado ficava o banheiro, nos permitiu acreditar que a volta de Théo para sessão também é significativa para ela. Théo teve um momento ótimo de confissão sobre o fato de sentir desejo por Júlia e fantasiar com ela, após cada sessão. Isso nos levou a ver além do grande profissional e descobrimos que a atração é recíproca.

(fdp) – 1×04: O Time do Juiz


É gol do juiz! Pode isso, Arnaldo?

Spoilers Abaixo:

O “sonho” que abre o episódio dessa semana, em que Juarez faz um gol de pênalti, denota o time de futebol do coração do árbitro: o Juventus (não o de Turim, mas o de São Paulo mesmo). E daí surge o dilema ético do capítulo: é possível apitar idoneamente uma partida para o time de seu coração?
 
Por motivos desconhecidos, talvez para testar a hombridade do árbitro, Camponero escalou Juarez para o “jogo da morte” entre Juventus x Recreativo, pela série A2 do Campeonato Paulista – algo estranho para um juiz que quer arbitrar a Copa do Mundo e, para isso, tem que “fazer sua fama” em jogos de times grandes. Para evitar a publicidade negativa, Juarez logo aponta que torcia pelo Juventus quando criança, mas que “não torce mais para time nenhum”. Claro que essa afirmação é política, desmentida logo na cena em que, em um barzinho (provavelmente da Mooca), Juarez é traído por sua expressão facial, que se ilumina ao ouvir o hino do time – apitar esse jogo seria mais difícil do que a encomenda. Além da pressão que sofria de si mesmo, Juarez ainda teve que lidar com “fatores externos”, como a camisa que o presidente do time, Gino Viale, lhe presenteara; ou o pedido do próprio filho para “dar uma mãozinha” ao Juventus.
 
Como bem asseverou Carvalhosa, qualquer que fosse o resultado, a culpa seria do juiz. Pra piorar, Juarez ainda se deixa posar para uma foto ao lado de Gino e do filho (com a camisa do “Moleque Travesso”) – olha a mancada, seu juiz! Para resolver o problema, e mostrando que amigo é pra essas coisas, Carvalhosa tratou de tascar um soco na cara de Juarez, arrebentando seu nariz. E digo uma coisa: esses “acidentes de última hora” só não são mais estranhos que gol de juiz. Achei digna a manobra do roteiro em afastar Juarez (todos sabemos que ele iria manter o decoro e não iria “roubar” para ninguém), ficando para Serjão a tarefa de apitar a peleja.
 
Daí brota uma situação impensável, pelo menos pra mim: o favorecimento de um time por motivos mais “íntimos” – mais especificamente, “o Brad Pitt do Recreativo”. É certo que os roteiristas pesaram um pouco a mão na arbitragem de Serjão: não aconteceria tanta roubalheira a um mesmo time, em um mesmo jogo. Mas o fato serviu para ilustrar como o ser humano é influenciável e como é importante manter o profissionalismo (ainda mais por um motivo fútil como esse). Espero que o fato não seja esquecido, e que Serjão seja punido pelos pênaltis e faltas marcados em equívoco, não bastando, para tal, os xingamentos que recebera da arquibancada. Talvez seu futuro no trio esteja ameaçado e conheçamos mais um bandeirinha nos episódios seguintes.
 
Com a derrota do Juventus (mais um jogo em (fdp) se decide por pênalti aos 45 do segundo tempo), o time cai à série A3 do campeonato – para a tristeza do protagonista, do filho e de Gino (o autor do xingamento do fim deste episódio). Ocorre que Juarez nem o merecia – muito mais filhos da puta foram Serjão e, mesmo com boas intenções, Carvalhosa.
 
Mudando de assunto, foi ótima a aparição do casal Rosali e Guzman (cuja falta foi sentida no episódio passado). Coitado do Juarez, que não pode nem assistir o programa do Neri Nelson em paz sem a mãe mudar o canal e lembrar, no maior cinismo do mundo, que ele não tem TV. Guzman, por sua vez, já encarnou o papel de pai (mas é muito folgado mesmo!), e deu uma aula de que pai “não é quem entra com espermatozoide, é quem te cria” – fazendo o protagonista pensar no seu rebento e tomar coragem para levá-lo à partida do Juventus, sem avisar à mãe do garoto – o que eu até entendo: ela não ia deixar mesmo…
 
Por falar em mãe, cada vez minha antipatia pela criatura aumenta mais, principalmente pela repetição, episódio após episódio, das falas “você nunca mais vai ver meu filho” e “você transou com uma prostituta e me deu sífilis”. Ok, Manu, já deu pra entender. Depois, fica fazendo “bola-gato” no namorado em plena luz do dia, no estacionamento da casa, com o portão aberto e diz não querer ser vista. Sei. Pior que, como já denotei acima, Juarez ainda dá combustível para o “mimimi”, levando o filho ao jogo sem avisar – agora aguente a chatice dos próximos episódios.
 
Fora isso, (fdp) continua com todos os elementos que fazem da série uma ótima comédia. De fato, nesta semana a quantidade de palavrões e de frases politicamente incorretas esteve ainda maior, o que deixa tudo mais realista (destaco o técnico do Juventus, reclamando de Serjão: “esse viado aí, que dá a bunda pro moleque!”). Se jogarem a Manu de um penhasco, aí fica perfeito.
 
Observações:
- Foi desnecessária a substituição do bebum Afrânio Carlos por Gilda Marques (interpretada por Chris Couto). Os bordões avulsos relacionados ao universo feminino (como o inspirado “futebol é que nem bolsa de mulher, ninguém sabe o que vai sair de lá”), além de desprovidos de graça, não surpreenderam – todo mundo sabia que ela ia falar esse tipo de coisa. Mirou na inovação, acertou no choque velho.
- Suspeito que a dupla que escreve os episódios, José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, já teve um trauma muito grande com advogado. Se no segundo episódio insinuaram que causídicos cobram caro demais, dessa vez, Juarez abomina a possibilidade de seu filho ser criado por outro homem – “homem não, advogado!”. Pera aí, quer dizer que advogado não é homem? Estou pessoalmente ofendido.
 
- Por falar em advogado, mais um erro jurídico: Rui disse que convenceu Manu a não “prestar queixa” do crime de sequestro. Ocorre que tal crime é de ação penal pública, não cabendo o instituto da queixa. Ademais, entendo não ter ocorrido tal crime (não houve cerceamento da liberdade de locomoção, nem dolo de sequestrar). Reitero: assessoria jurídica para ontem, Prodigo Films!
 
- No episódio, o Juventus joga pela série A2 do campeonato paulista e é rebaixado para a série A3. Na realidade, é o contrário: desde 2010, o “Moleque Travesso” disputava a terceira divisão do paulistão e somente este ano conseguiu garantir vaga para a segunda divisão do campeonato de 2013.
 
Aprenda a ser sutil com Carvalhosa
- “Ela pode dar pra quem ela quiser, inclusive pra mim.” (sobre Manu)
—–
- “Está escrito na Bíblia, não sei se tiraram, deve tá lá: não comerás a ex-mulher do seu amigo”.
—–
- “Juarez, como é que você consegue se cagar tanto em cinco minutos?”
—–
Juarez: “Fudeu, cara, fudeu!”
Carvalhosa: “Quem fudeu quem?”
Juarez: “Eu me fudi!”
Carvalhosa: “Normal, né? Eu quando fico sozinho também topo uma fudidinha!”

Próxima novela das seis passa a se chamar “Flor do Caribe”

 

Grazi Massafera e Henri Castelli vão formar par romântico
 
A Globo começa a cuidar dos últimos preparativos da próxima novela das seis, assinada por Walther Negrão. Chamada provisoriamente de “O Caribe é Aqui”, a trama ganhou um novo título: “Flor do Caribe”.
 
De acordo com a coluna “Na TV”, do IG, o título ainda não é definitivo. A Globo vai confirmar os detalhes em uma reunião marcada com a equipe da trama, comandada por Jayme Monjardim, em dezembro.
 
O folhetim será protagonizada por Grazi Massafera, no papel de Ester, uma motorista de buggy, que despertará o desejo dos personagens de Henri Castelli (Floriano) e Bruno Gissoni.
 
A trama se passará numa cidade fictícia, chamada Vila dos Ventos, e já conta com Bete Mendes, Ângela Vieira, Igor Cotrim, Raphael Vianna, César Trancoso, Dudu Azevedo, Patrícia Naves, Thiago Martins, Aílton Graça, Daniela Escobar, Débora Nascimento, José Loreto e Sérgio Mamberti.
 

O começo do fim

 
Talvez os Maias não imaginassem que o calendário inventando por eles há dois mil anos serviria como pano de fundo para uma linda história de amor. Provavelmente porque já sabiam que no dia 21 de dezembro de 2012 tudo teria um fim. Paixões deveriam ser para sempre. Ao menos para a maioria. Mas não para Kátia (Alinne Moraes) e Ernani (Danton Mello), duas pessoas solitárias, extremamente diferentes e que só se envolveram justamente por conta das profecias apocalípticas.
O cenário para o grande encontro é o mais improvável, assim como a história dos dois. Funcionária do departamento pessoal de uma empresa, a exuberante e romântica Kátia não se conforma ao saber que Ernani solicitou suas férias justamente para o dia 22 de dezembro. Determinada a fazê-lo mudar de ideia, ela vai atrás desta figura cética. Poucos minutos separam o momento em que se apresenta dos desaforos que despeja sobre o técnico de contabilidade. Ela sai acusando ele de viver em um mundinho materialista. E ele fica pensando que maluca é essa que apareceu em sua vida.
As coincidências, ou não, começam aí. Assim como relação de Kátia e Ernani. Quarenta e nove dias, 10 horas e 16 minutos para o fim do mundo. Estourar o cartão de crédito em um restaurante chique será o primeiro item da lista dela, seguido de acertar as contas com um antigo professor da escola. Praticar um esporte radical é o escolhido por ele. E interpretado por ela como descer uma ladeira de skate. Completamente diferentes, os dois passam a se entender de um jeito único. Entre provocações e um sentimento de compaixão, têm um longo caminho e muitos desejos e pendências a realizar.
Com texto de Alexandre Machado e Fernanda Young e direção de núcleo e geral de José Alvarenga Jr., ‘Como Aproveitar o Fim do Mundo’ estreia quinta-feira, dia 1º de novembro. O seriado vai ao ar logo após ‘A Grande Família’.

Novo seriado de Luiz Fernando Carvalho estreia em novembro

Uma história de amor e drama social, cuja ação principal se passa no seio de uma família da Zona Norte do Rio de Janeiro, em meados dos anos 1990.
Suburbia, seriado idealizado pelo diretor Luiz Fernando Carvalho e desenvolvido por ele e pelo escritor Paulo Lins, estreia em 1 de novembro na TV Globo, sendo exibido em oito episódios, um a cada semana.
A trama conta a trajetória de Conceição (Débora Nascimento/Erika Januza), menina pobre que deixa o interior de Minas Gerais em busca de uma vida nova, longe dos fornos de carvão, e vai parar no Rio de Janeiro, onde, tempos depois, é acolhida por uma amorosa família do subúrbio carioca. Ali ela se apaixona por Cleiton (Fabrício Boliveira) e vira estrela dos bailes funk, mas não perde a pureza, reafirmando sua integridade diante dos obstáculos que a vida lhe apresenta.
O elenco de Suburbia é formado, em sua quase totalidade, por artistas negros e mulatos, escalados em testes de seleção realizados em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Conceição é interpretada pela mineira Erika Januza, que nunca havia trabalhado como atriz. Outros não atores também atuam na trama, como Ana Pérola, ex-gari e passista da escola de samba carioca Império Serrano, que interpreta Jessica, a rival da protagonista. Atores de companhias teatrais do Rio de Janeiro e artistas de grupos culturais como Nós do Morro e AfroReggae também integram o elenco, que traz, ainda, os veteranos Haroldo Costa e Rosa Marya Colin.
Com Suburbia, o diretor Luiz Fernando Carvalho busca retratar a realidade a partir de um olhar documental, mais próximo do real. Seu foco está na rede de afetos que move a vida e também no retrato da Zona Norte com as diversas facetas que a compõem, sugerindo reflexões sobre a representação dos negros na produção cultural e na dramaturgia, e apontando seu olhar para a importância do espaço das periferias na sociedade brasileira. Minas Gerais e vários bairros do subúrbio do Rio de Janeiro serviram de cenário para a história, cujas cenas foram todas realizadas em locações externas, evitando radicalmente os estúdios e as representações cenográficas da realidade.

Fernanda Nobre deixa a Record e tenta voltar à Globo

Fernanda Nobre tenta voltar à Globo
 
A banco de atores da Record sofreu mais um desfalque. De acordo com o jornal O Globo, Fernanda Nobre, que passou os últimos oito anos na emissora, não renovou seu contrato e já pensa em voltar à Globo.
 
A atriz, que trabalhou em novelas como “Poder Paralelo” (2009) e “Os Mutantes” (2008), quer estudar, fazer teatro e cinema, enquanto não consegue um papel na TV. Ela gravou um vídeo para o cadastro de atores da Globo e tenta uma vaguinha. O sonho de Fernanda é trabalhar em uma novela do Walcyr Carrasco.
 
Nobre começou a carreira na Globo em 1992, em “Despedida de Solteiro”. Seu último trabalho na emissora foi em “Malhação”, em 2000.