sábado, 1 de dezembro de 2012

Sessão de Terapia – 8ª semana


Quando tudo está desmoronando.

Spoilers Abaixo:
Com o choque da semana passada, todos estávamos curiosos sobre o que podia acontecer essa semana.  Como seria para Théo encarar a morte inesperada de um paciente e se essa fatalidade atingiria as outras sessões. Conforme o esperado, a semana não decepcionou e abordou a morte de Breno de maneira completa. Não conseguiram dizer adeus ao personagem que tanto fez e que indiretamente, ajudou a desmoronar certezas nessa semana.

Segunda- Júlia
Quando Théo ouviu aquela mensagem que o avisou sobre a morte de Breno, pensei imediatamente no fato dele não ter impedido a volta de Breno ao trabalho, não ter dado uma opinião. Opinião. Desde a primeira sessão de Breno, vimos que ele nunca se importou com a opinião de Théo, quando ele finalmente a pediu, Théo resolveu racionalmente ignorar uma sugestão baseada em um pressentimento.

O velho triângulo Théo-Júlia-Breno é relembrado nesse episódio, em que Júlia nos mostrou mais uma vez que é especialista em não se apaixonar por caras que ela considera como “legais”, como Breno. Mas a função dela foi além, Júlia ajudou a desmistificar Théo, a lembrá-lo que ele era só o terapeuta e nada podia fazer além daquele consultório. Essa imagem de Théo como alguém perfeito, vem sendo quebrada há um bom tempo na série. Acredito que não foi em vão que escolheram na versão brasileira, o nome Théo para o terapeuta. Théo significa deus, mas como Breno bem falou, esse deus está em ruínas.

A faceta egocêntrica de Júlia apareceu mais uma vez, com ela dizendo que se sentiu, de certa maneira, aliviada em saber que Breno tinha morrido e não que Théo estava rompendo tudo com ela. A ligação dos dois ainda parece forte, ele temeu a reação dela sobre a morte do Breno, mostrou fotos da família, ela fez questão de contar que André está namorando (parecendo querer restabelecer a terapia) e os dois dividiram a certeza de que estão sozinhos.

Júlia também foi a porta-voz de como Théo afetou a vida de Breno. Como passou a vida inteira sem ninguém que o ouvisse e entendesse, Breno encontrou em Théo, uma fonte de inspiração. Ele sonhava em velejar e conquistar os mares a partir da coleção de barcos que via no consultório de Théo, queria submergir nas águas do sentimento, mas acabou por ganhar, muito cedo, os céus. A história da outra terapeuta mostrou que mesmo que Théo esteja consciente de que não tem culpa direta no que houve, ele pensou em como a sua profissão não tem poder sobre o mundo. Ali dentro, ele cuida de uma pessoa, mas fora, há um mundo de imprevisibilidades. Théo enxergou a sua impotência e não gostou.

Agora a atitude que eu mais esperava do Théo, veio no final do episódio, quando ele afirmou para Júlia que não quer cometer o mesmo erro que seu pai, que deixou a casa para ficar com uma paciente. A recusa de uma carona para o cemitério, só provou isso. Espero que ela agora entenda que não vai conseguir nada com Théo porque a questão é acima dos dois, é muito mais uma tentativa de Théo de não se assemelhar ao homem que tanto o machucou. Mas óbvio que isso não é uma certeza, já que parece que ele só avisou Júlia sobre o ocorrido.
P.S: Óbvio que a tremida na câmera foi algo intencional e feita só para nos deixar intrigados. Não pareceu uma demonstração de que aquilo tudo era uma “ilusão”, foi apenas uma tremida de câmera, um detalhe, nada mais.

Terça- Pai de Breno
Fiquei me perguntando o que fariam na terça-feira, já que Breno morreu. A saída encontrada foi muito satisfatória e gerou o episódio mais tenso da semana. Não tínhamos mais o Breno, mas o entendemos mais, conhecendo seu pai.
O homem de aço citado em 
todas as sessões com Breno, finalmente apareceu. Gostei da atuação de Norival Rizzo, que teve uma ótima química com Zécarlos Machado, mesmo aparecendo pela primeira vez. Seu Antônio é um homem rígido, que matou o pai quando jovem (sufocou o pai para que ele não tossisse e os entregasse para ditadura), aprendeu que tinha que ser o melhor e ensinou as mesmas coisas ao filho. Só que o filho não era como ele. Dói só de pensar em como foi difícil para Breno construir uma pose de machão e ter que deixar de fazer as coisas que realmente gostava, como música, literatura e cinema.
 Seu Antônio foi ali para tentar descobrir se o que ouviu durante o enterro de Breno era verdade, queria saber que Théo confirmava se Breno era gay. Percebi o quanto a atuação de Norival estava boa, quando me peguei o achando detestável logo de cara, ainda mais em saber que ele só estava preocupado com a sexualidade do filho e não em saber se ele era feliz. Quantas pessoas tem a mesma opinião sobre a psicologia que Antônio tem, pensam que é só uma questão de bagunçar a vida dos pacientes e ganhar dinheiro. O episódio também se concentrou em questionar até que ponto a terapia é benéfica, como seu Antônio questionou, será que está certo recordar de coisas passadas, ir à origem do trauma e desvendar o subconsciente?

Breno estava no meio de uma ação e de repente, começou a atirar, causando o espanto de todos, que afirmaram que ele era o único responsável por sua morte. O pai de Breno culpa a terapia por isso, dizendo que Breno não aguentou todas as coisas que descobriu e preferiu morrer a assumir sua sexualidade. A incerteza sobre o que passou na mente de Breno naquele momento, é o que nos assusta e mexe com Théo, o terapeuta que sempre buscou respostas, se vê diante de uma morte sem explicação. Não sabe se foi um erro, ou um desejo de morrer de Breno, não sabe até que ponto a terapia influenciou na mente de um atirador que não pode pensar durante uma ação. Nunca ter sentido nada em vida, já evidencia que Breno estava morto em vida.

Quero destacar duas situações marcantes desse episódio: a alucinação de Théo e o tapinha que Théo deu no joelho de Antônio. A alucinação, mostrou como Théo enxergou a culpa do pai de Breno, chorando e se dizendo arrependido pelo que fez com Breno. Acredito que é dessa forma que seu Antônio se sente, mesmo que não transpareça isso. Ainda na alucinação, depois seu Antônio começou a passar mal e Théo o chamou de “pai”, entendi que Théo associou o seu Antônio com o pai dele, vale lembrar que Théo também tem uma relação caótica com o pai, ali enxergou em como seria perder o pai e pediu perdão, o que mostra a vontade de Théo em fazer as pazes com o pai. Depois, a maravilhosa cena do tapinha no joelho, no momento em que Antônio mais precisava de consolo, ele recebeu o mesmo gesto de indiferença que dava ao filho, a reação do tapa a seguir, mostrou o que faltou ao Breno, colocar pra fora que aquele gesto o incomodava. Théo foi preciso ao colocar o pai na pele do filho, só precisou de um simples gesto para mostrar o que Breno passava. Todos nos sentimentos vingados naquele momento.
P.S: Tem de tudo nessa gaveta do Théo né? Álbum de fotografias, cobertor, etc.
Frase do episódio: “Pra mim, você é igual puta.” Antônio dizendo que Théo só queria ganhar dinheiro e não se importava com seu filho.

Quarta- Nina
Nina quer livrar-se de suas culpas, medos, segredos. Seus cabelos, pela primeira vez mostrados soltos, simbolizam esse desejo de liberdade. O problema é como começar a mudar, tomar a iniciativa quando se vê tudo que você acredita, desmoronando ao seu redor. Nina não sabe o que fazer e para onde ir, e incrivelmente, acredito que agora será o momento dela se encontrar.

Nina estava diferente nesse episódio, sem agressividade com a mãe e Théo, tirando o momento em que ela levantou sua blusa para que ele visse as manchas em seu corpo, mas depois, ela própria reconheceu que exagerou. Ter alguém com quem dividir um segredo, fez bem para Nina. Desde o começo, ela “falava” por sinais com Théo, avisava pelo olhar que algo estava errado e o terapeuta, soube no momento certo, invadir o espaço dela.

A sensação de estar sempre errada e culpada, a levou causar um acidente, dói para Nina ver algo desabar. Lembram quando Théo comparou Nina com a Dorothy? Hoje quero compará-la com o Peter Pan com seu medo de crescer e ver que nada será como antes. Ela sabe que seu pai não vai voltar e não querer atende-lo só prova isso. Como podem ter machucado tanto essa garota? O pai destroçou os sonhos da menina de 7 anos que o considerava um herói e a mãe que não a protegeu de ver essa cena e nem leu seu diário.

Nem na ginástica, ela se sente mais sob controle, seu medo da trave e a alergia em seu corpo, mostram uma Nina assustada com tudo e que ainda vai ter que focar nas eliminatórias para as Olimpíadas. Théo tentou durante toda sessão, retirar essa culpa de cima da paciente, ajudá-la a entender que as coisas não são uma consequência só dos atos dela e nisso, o terapeuta tem sido perfeito.
Nós acabamos por entender os motivos da Nina, queremos secar suas lágri
mas, na tentativa de impedi-la de continuar carregando esse fardo. Eu espero que ela também queira deixar a criança assustada para trás.

P.S: Texto de Nina para a Nina menina:
“Nina menina, eu preciso da sua ajuda, tô muito triste. Eu sei que você deve tá brava comigo, eu no esqueci de você. Eu tava escondendo as coisas porque tinha medo da minha mãe achar e ler tudo. Eu ainda te amo e sei que você tem saudades de mim e eu também tenho. Agora é só a gente, só eu e você, e a gente vai ficar junto pra sempre.”
P.S. 2: Esse foi o único episódio da semana, em que Breno não foi citado.

Quinta- João
Finalmente, um episódio focado no João. Quem acompanhou minhas reviews anteriores, sabe o quanto eu queria conhecê-lo individualmente, sem a sombra do casamento com Ana. João voltou sem ser na terapia, com a desculpa de pedir remédios, quando sabemos muito bem, que ele só queria uma ajuda, desabafar com alguém.

Todos os pacientes de Théo se perderam de suas convicções, todos estão com aquela sensação “Pra onde eu vou depois de tudo isso?”.  João também tem uma relação conturbada com os pais, assim como os demais pacientes de Théo. Théo aproveitou isso para estabelecer uma comparação entre os pais e a relação com Ana, já que João disse que enxergava a  mãe em Ana, uma mulher engraçada que se interessava por intelectuais, um homem poderoso, que ele não é.

Não acho repetitivo essa questão de todos os problemas dos personagens serem causados pelo que eles passaram na infância, a terapia busca ir ao subconsciente e encontrar a origem do trauma. Todos nós somos afetados por algo que aconteceu em nossas casas, seja algo bom ou ruim. O que vem de casa, afeta nossas vidas. O menino depressivo que queria ser cowboy quando criança e ter uma família unida e feliz, cresceu como um ator fracassado, com o casamento arruinado e vendo que o filho terá que lidar com a separação. Théo incentivou João a viver novamente o sonho de infância, buscar o sucesso profissional e tentar resgatar o casamento com Ana. Lembrando-o de que há muito mais pela frente e dizendo indiretamente que ele tem que deixar essa depressão para trás.

O que dizer das cenas de queda de energia? Na minha primeira vez, João imaginou Théo dizendo que ele não tem mais jeito, nessa alucinação, Théo falou como o inconsciente de João, mostrando a nós, como ele está desejando a morte nesse momento tão complicado. Na segunda vez (dessa vez foi real), João perguntou o porquê de Théo querer tanto salvar o casamento dele, pensei que Théo ia falar de Clarice, mas ele preferiu apenas dizer que um paciente havia morrido, compartilhando dor com João. Breno não foi esquecido nesse episódio, seja na confissão final ou na alucinação em que Théo o enxergou em João no início do episódio, dá pra sentir que Théo não está conseguindo superar essa perda.
P.S: Só uma criança mesmo, pra sonhar em ser cowboy :) 

Sexta- Dora
Diante dos acontecimentos da semana, esperei muito pela sessão com Dora, mas lembrei de Clarice e temi que Théo não transferisse muita coisa. Portanto, fiquei satisfeita ao ver que Clarice decidiu não ir, tudo porque segundo Théo, eles estão sem se falar.

Théo disse que tem inveja dos escritores que podem controlar histórias e vidas, ele não se conforma em não poder ajudar os pacientes na vida, sente que seu papel é limitado a uma conversa num sala. Ele revelou o que todos já sabíamos, que ele não consegue dormir, tem pesadelos, vê Breno em todos pacientes, enfim, Théo se sentiu sem controle diante da vida. Não são apenas os pacientes que estão numa situação delicada, Théo também. Ele passou a questionar a profissão, se realmente vale a pena questionar e trazer a tona coisas guardadas no fundo de cada ser humano, seu direito de demonstrar ou não sentimento para o paciente e até onde ele tem responsabilidade pelas vidas que ficam de frente pra ele no consultório.

Abalado, ele colocou palavras na boca de Dora e fez questão de dizer que ela foi covarde quando não fugiu com o paciente que a amava para ficar com o marido que a traía. Desde o começo, Dora passou a impressão de ser uma profissional dura, que não se envolve, sempre contra Théo, funcionando como uma antagonista do nosso querido personagem principal. Nessa sessão, vimos que ela não é assim. Dora disse, emocionada, que Théo faz uma projeção errada dela, que ela é uma mulher emotiva, mas que a cada sessão tem que se impor diante das críticas de Théo. Finalmente, vimos Dora responder e desvendar a história do paciente que a amava, ela não fugiu com ele por medo, mas porque não o amava. Mesmo que improvável, ela ficou com o marido por amor e percebeu isso até a morte dele.

É como se Théo tomasse essa história de Dora como exemplo e desculpa para fazer o que ela não teria feito. Ele comparou seu caso com o dela e nos fez achar que ela fosse uma covarde e se ele fugisse com Júlia, seria uma atitude certa. Ao descobrirmos a verdadeira história, entendemos quando Dora disse que se Théo quisesse, podia fugir com Júlia, porque não ela não iria mais impedir. Dora está cansada, ela também desmoronou ao dizer que está farta dessas brigas com Théo, desse “se me bater, eu devolvo”. Ela realmente quer que eles tenham um relacionamento amigável, que haja vida e amor naquela sala. Sem palavras, Théo pareceu surpreso em perceber que nem a imagem que faz da Dora, é de fato, real. Naquele momento, ele percebeu que não estava certo. A agressividade foi deixada de lado, para a clareza e a sinceridade, finalmente aparecerem.

Sinopse do Lombardi é aprovada na Record

O autor Carlos Lombardi
O autor Carlos Lombardi

Todas as esferas da Record, entenda-se Rio e São Paulo, aprovaram a sinopse do Carlos Lombardi, que entrará na sequência de “Balacobaco”, faixa das 22 horas.

O nome de trabalho é “Volzens”, mas não se assustem com ele. É provisório mesmo, mais como uma homenagem ao saudoso Cassiano Gabus Mendes, que batizava assim as suas novelas. Na verdade era um truque ou uma gozação.

Como no fim sempre prevalecia a escolha do Boni, o Cassiano dava essa denominação a qualquer trabalho e, a partir daí, ninguém se atrevia a perguntar mais nada. Um craque que jogava em todas.

Mas ainda a propósito desta novela de estreia do Lombardi na Record, além de Betty Lago, Bianca Rinaldi e Carla Regina, já existe uma solicitação para Jussara Freire viver uma das principais personagens. Ela que agora virou o nome da vez.

Curiosamente, a Jussara também aparece em todas as especulações sobre a protagonista da nova versão de “Dona Xepa”.

Chamada de elenco - Lado a Lado

"Chiquititas" já começa a promover mudanças no SBT

Elenco da novela "Carrossel", do SBT
Elenco da novela "Carrossel", do SBT

Os cinco últimos capítulos de “Carrossel” irão receber modificações da equipe de roteiristas do SBT, liderada por Iris Abravanel.

Responsável pela adaptação, ela fez essa comunicação sobre as mudanças na última semana, porque existe a pretensão de fechar este trabalho em grande estilo. A novela, sempre é importante considerar, teve uma parcela no reerguimento da audiência da emissora como um todo.

Na mesma oportunidade, também se revelou a pretensão de rejuvenescer os protagonistas de “Chiquititas”, que vai substituir “Carrossel”. Serão alterações bem significativas em relação ao original, tanto no que se refere aos personagens quanto ao próprio texto.

A maior novidade, no entanto, diz respeito a uma modificação na estrutura operacional do SBT. Para que os trabalhos de “Chiquititas” possam ser acelerados, antes mesmo de “Carrossel” encerrar as suas gravações, o Estúdio 6 da Anhanguera, será colocado à disposição da teledramaturgia.

Isto implicará também em mudanças para o Ratinho e Christina Rocha, que atualmente apresentam os seus programas de lá.

Dona Xepa no maior Balacobaco

Cibele Rossi/Record/Divulgação
A atriz Angela Leal faz participação em “Balacobaco”

Cotada para a nova versão de “Dona Xepa”, Ângela Leal faz, antes, um pit stop em “Balacobaco”, como a personagem Heloísa, esposa de um professor de Eduardo (Victor Pecoraro) da época de faculdade.

Ela vai ajudar o protagonista em um momento difícil, quando ele busca soluções judiciais para o caso de pedofilia. Cenas que serão exibidas a partir de quinta-feira, dia 6.

Senhorinha

 
Fernanda Montenegro protagoniza "Doce Mãe", da Globo

A Globo programou para 27 de dezembro, a exibição do especial “Doce de Mãe”, com Fernanda Montenegro.

Gênero comédia, vai contar a história de Picucha, viúva de 85 anos, que precisará de uma decisão familiar para saber onde e com quem passará o resto da vida, isso porque, a sua fiel empregada, Zaida, Mirna Spritzer, resolve abandoná-la. Foi inteiramente gravado no Rio Grande do Sul

(fdp) – 1×10: Aqui se faz, aqui se paga


Enquanto os pombinhos planejam o casamento, Juarez (quase) entra numa fria. Quase.

Spoilers Abaixo:
Assim como Juarez se encontra afastado da arbitragem, esse episódio de (fdp) deu uma pausa nas partidas de futebol. Desta vez, o roteiro nos mostra que, mesmo fora dos campos, o estigma de “ladrão” de um juiz sempre o perseguirá, não importa o quão profissional e boa pinta ele seja. Vida dura essa, hein?
Dados os erros que cometera nos últimos episódios, Juarez está sendo xingado aos sete ventos (de certa forma, concretizando o temor que o delírio do início do capítulo mostra), especialmente no programa de seu desafeto Neri Nelson. E se tem uma coisa que torcedor fanático não esquece, é erro de juiz. Olha, tenho certeza que ser “sequestrado” por um grupo de torcedores fanáticos do Pauliceia por conta daquele pênalti duvidoso lá do primeiro episódio (lembram?) nunca tinha passado pela cabeça do árbitro. Mas vem cá, que sequestro foi aquele?

Recapitulemos: o carro de Juarez deu problema e ele, que precisava pegar o filho na psicóloga, resolveu tomar um táxi. Daí o taxista, torcedor do Pauliceia, reconhece aquela figura pública, lembra-se da final do campeonato que o time perdeu e resolve “pegar um atalho”, sem deixar de comentar para o passageiro que odeia motoboys. Chega numa comunidade obscura e chama os “manos” – todos com cara de gente boa (de prestar) – para mostrar o fdp que estava transportando. Nessa hora, eu, como espectador, já estava muito empolgado, achando que Juarez ia ser sequestrado e ia levar uma senhora duma surra.

Mas, para a minha tristeza, como disse um dos mentecaptos que lá estava, “o único ladrão daqui é o juiz, nós somo trabalhador”. Pois é: levaram Juarez para um barraco, ameaçaram, perguntaram por que deixou o Pauliceia perder para um time “de merda”, ficaram com raiva e asco do protagonista, mas, na hora H, deixaram o homem sair pela porta da frente! OI? Só bastou Juarez fazer um discursinho de que juiz ganha pouco e a vida é dura (além de ameaçar caguetar o taxista que tinha falado mal da profissão do amigão motoboy) que eles murcharam. Mas sério? Sério que o momento para que todo o episódio foi construído não ocorreu? Sério que Juarez saiu tranquilamente andando pela rua e ninguém foi atrás dele? Sério que ele não levou nem um soco na cara? Sério que o episódio terminou com esse mega anticlímax? Fora o realismo, que passou foi longe.

Depois que o episódio terminou, fiquei bem desapontado com essa escolha desastrada do roteiro, mas tenho que reconhecer os méritos dos demais momentos. Guzman e Rosali resolveram dar uma de cupido e chamaram Manu e Juarez para serem padrinhos do casamento. As cenas sobre o assunto, como sempre, foram muito boas, com uma Manu surpreendentemente cooperativa. Aliás, como essa mulher consegue mudar de “suportável” para “mega-azia” em tão poucos segundos! Foi assim, azeda como limão-taiti, que ela dispensou Rui – chegando o momento que eu esperava desde o primeiro episódio. Vá, e não volte mais, seu mala (e da próxima vez, pense um pouco antes de levantar a mão para um garoto cuja mãe está a dois centímetros de distância!). Até por que o ex-quase-futuro-casal já está todo de gracejos um para cima do outro, com piadinhas e flertes a balde. Daí para voltarem é só um passo.

É minha obrigação, ainda, elogiar Carvalhosa, que teve um texto especialmente inspirado nesta semana. Todas as palavras (de baixo calão, claro) que saíram de sua boca foram engraçadas (destaquei algumas ao fim do texto). Além trazer o humor que o episódio precisava, tais expressões foram exaradas com imensa naturalidade pelo ator Paulo Tiefenthaler, convencendo o espectador da índole canastra do personagem sem dificuldade alguma. Tudo é coerente com a figura construída, como atender ligação do celular de Vinny dizendo “fala Vinny boiolinha!”; ou apelidar o companheiro de quarto de “Juju”; ou fazer aquele teatrinho do juiz e do cartão vermelho com a “acompanhante” da semana. É o típico amigo fdp, sem tirar nem por. Palmas lentas.

No sentido contrário, ainda não sei a que veio a história da psicóloga de Vinny, a não ser por umas sessões de poucas palavras; nem o porquê da cara tão fechada do garoto no episódio. Esperemos. Por falar em esperar, este é o terceiro episódio que terminarei a review do mesmo jeito: “para o próximo capítulo, ficou o futuro profissional indefinido de Juarez”, que não foi sequer ventilado esta semana. O juiz anda muito tranquilo com seu desemprego, já está passando da hora de fazer alguma coisa. Aí eu pergunto: um bom episódio – engraçado, ágil, instigante – mas com um final deveras desapontador tem salvação?

Observações:
- De vez em quando, Juarez abandona a cara de certinho e mostra seu lado canastrão. Nesse episódio, foi quando respondeu a pergunta de Rui sobre o que estava fazendo com Manu. “Comendo!”, disse, rindo da cara do advogado.
- Nos intervalos da programação, a HBO vem liberando reportagens sobre os bastidores de (fdp), algumas bem interessantes. O melhor é que os vídeos estão no Youtube (destaco “Desafios da Produção” e “Os Craques”), e podem ser acessados neste link.

Sessão de Terapia – 7ª semana


Da leveza ao choque.

Spoilers Abaixo:
A semana começou leve, cheia de risos e chegou ao ápice com uma revelação bombástica no final. Finalmente, Théo é reconhecido e bem tratado pelos pacientes. A 7ª semana me agradou muito e me lembrou de que é o começo do fim.

Segunda- Júlia
Um episódio cheio de risadas. Como eu suspeitava, Júlia voltou ao consultório, mas não se colocando paciente e sim, para ver mais uma vez Théo. Foi um episódio leve, com a sensação de “como tudo começou”, a transição do presente para o flashback foi bem feita. Com Júlia se considerando uma amiga e não uma paciente, essa relação com Théo entra em um processo complicado. Se antes o impedimento para Théo era não se envolver com uma paciente, agora isso não existe mais.

O flashback mostrou como Júlia chegou frustrado ao consultório de Théo, após 5 anos de terapia sem êxito. Inclusive, ficamos sabendo que foi André que indicou Théo para ela. Théo estava diferente, parecia bem mais sério, até desinteressado pela paciente (até chegou a dormir!), o que rendeu a ótima e engraçadíssima confissão de Júlia, que pensou que ia encontrar o Richard Gere, mas viu que estava diante do Soneca.
Como vimos, Júlia no começo da terapia chegou com todos os problemas que já conhecemos dela: a insatisfação com uma vida perfeita, a vontade de fugir e a idealização de uma paixão proibida com o terapeuta (até antes mesmo de conhecê-lo). Depois de perceber que o terapeuta havia dormido, ela fez questão de esbravejar e dizer que Théo era apático, sem vida, cansado e que não queria ser tratada por ele. Talvez esse desabafo dela tenha influenciado na mudança de comportamento de Théo, que passou a se envolver com os pacientes.

Com a desculpa de arrumar um cuidador para o pai, Júlia vai poder falar novamente com Théo e como sabemos, assim como ela voltou para a terapia mesmo depois da horrorosa primeira sessão, ela vai voltar semana que vem. Ainda temos mais duas sessões pela frente e por mais que essa 7ª sessão de Júlia tenha sido leve e sem tensão, nós sabemos que tudo pode mudar na semana que vem, ainda mais agora que Júlia quer ser uma amiga de Théo. Eu só espero que ele não ceda à ela, como cedeu para comer o bolo.

Sobre a figura de Théo sentado no sofá, no final do episódio, há duas teorias: a cor da roupa era cinza igual a do Théo do passado, o que pode mostrar apenas que o encontro foi real e o Théo do passado ficou ali; ou que o encontro foi fruto da imaginação de Théo, uma saída encontrada para se imaginar com Júlia e que ela não teria voltado depois que o pai foi internado.  Por enquanto, acredito mais na primeira. Mas é claro que foi uma técnica usada para confundir o espectador.
P.S: Théo anda tão abalado, que até voltou a fumar.

Terça- Breno
Depois da última sessão, tão reveladora, esperava ver Breno falando mais sobre seu pai, seu trabalho, a possibilidade de ser gay, enfim, se aprofundando mais em si mesmo. Mas ao invés disso, vimos cinco minutos do paciente. Ele apenas disse que ia voltar para o emprego e agradeceu Théo por toda ajuda, reconhecendo que se não mudasse, ao menos recebeu a ajuda do melhor terapeuta. Foi tocante ver Breno deixando a máquina de café e dizendo que a opinião de Théo era importante. Théo pediu para que ele ligasse, então espero que essa não seja a despedida definitiva de Breno e que ele volte para falar como foi voltar à ativa. Quero ressaltar a imagem de tranquilidade que Breno passou, seu rosto estava sem conflitos, parecia em paz, tranquilo.

O resto do episódio focou na relação entre Théo e sua filha, Malu. A menina lembra muito a Nina, talvez pela idade, pelos conflitos. Malu mostrou o pai protetor e, ao mesmo tempo, desligado que Théo é; ela o descreveu como ingênuo, mostrando que o pai não sabe muita coisa sobre a sua vida. Théo se focou tanto nos pacientes, que esqueceu da família. Como Malu disse, ele praticamente parece não se afetar com a relação extraconjugal de Clarice e pra ela, saber que a mãe estava com o outro, é muito difícil.

Malu realmente gosta das pessoas do centro de recuperação e sua relação com Le, parece ser mais do que uma maneira encontrada para irritar o pai. O perfume que Malu quebrou só para que os pais pudessem viajar juntos, mostra a vontade da menina de ver uma mudança no casamento dos pais. No abraço, Théo “falou” que entende a filha e a cena final com ele aderindo ao método de desabafo da filha e gritando enquanto a olha pela janela, foi linda.

Esse foi um episódio leve, gostei bastante da atuação da atriz Mayara Constantino, que é uma talentosa atriz e conhecida de muita gente por diversos trabalhos (como a série “Tudo o que é sólido pode derreter”, na TV cultura). Sua participação só veio para abrilhantar o elenco.
P.S: Q tdb a Malu ensinando o Théo a mandar msg pelo cel, né? (aprendi a abreviar com ela)

Quarta- Nina
Fiquei bem satisfeita em ver que tivemos a continuação da trama da Nina com o pai. Quando Nina falou sobre o sonho do assalto, tinha certeza que Théo ia saber usá-lo a favor da terapia; nele Nina está tentando proteger o pai do assassino (que ela diz ser Théo), mas acaba falando demais. Vimos que é exatamente assim na terapia, ela sempre procura proteger o pai, mas parece querer revelar um segredo. E nessa semana, descobrimos finalmente qual é esse segredo.

Nina cresceu vendo o pai rodeado de mulheres e um dia, após chegar mais cedo da escola, ela viu o pai fazendo sexo com uma modelo. O segredo, nesse caso, ao invés de provocar um afastamento entre pai e filha, os uniu. Era um laço invisível divido entre os dois, que excluía a mãe da garota e com o passar do tempo, Nina continuou a excluir a mãe de tudo e deixou o pai inatingível. Quando Théo se colocou ao lado de Nina, ele assumiu uma posição de companheirismo e essa confissão dela, provou isso.

Ao se afastar da mãe, Nina tem que controlar a raiva que sente do pai, porque teme ficar sem ninguém. Imagino como deve ter sido difícil pra ela, viver sem querer assumir que o pai não era um exemplo e ver que sua mãe sempre o esperou. Aliás, a sua irritação pela mãe é justamente por ela nunca ter descoberto nada. É interessante notar que os reais sentimentos dela são contrários ao que ela demonstra: na verdade, ela sente raiva do pai e quer ter uma relação com a mãe. Nina cresceu desprotegida, a mãe não a colocou longe do pai que fazia sexo com as modelos e quando ela pediu para que Théo a ajudasse trocar de roupa, ela queria saber se ele tinha limites, se ela podia confiar nele.

Nina se assemelha muito com Júlia nesse sentido, mesmo sendo bem mais jovem, ela tem uma grande complexidade e por ter problemas com o pai, talvez ela tenha buscado essa figura paterna em Leon, que acabou se aproveitando dela. Ela novamente tocou no fato de Théo ter insinuado que ela tenha sido abusada e Théo disse que ela suspeita que algo tenha acontecido, ela ficou com medo. Será que teremos novas revelações sobre isso? Se Nina foi abusada, isso explicaria muita coisa sobre a atitude arredia dela.

Agora Nina quer se focar nas eliminatórias, apesar de ter dito que a ginástica era para manter o controle (e uma fuga de casa) sobre a vida. Sessão profunda, que nos fez entender mais de Nina e que veio pra quebrar a leveza dos dois episódios anteriores.
P.S: Nina reconhecendo que sua mãe paga tudo, é um grande passo e diz muito sobre o que podemos esperar daqui pra frente!

Quinta- Ana e João
Infelizmente não tivemos uma sessão só para João, mas essa sessão foi tão boa, que compensou. Nessa sessão descobrimos que Ana é muito mais complexa do que João e talvez por isso, ela tenha ganhado uma sessão sozinha. Desde o começo, João sempre foi mais transparente e mostrou seus sentimentos, mesmo que estivesse só com raiva; já Ana, sempre me pareceu fria, distante, com um jeito arrogante.

João passa em sua feição toda serenidade, a mudança comportamental dele fica explícita com a conversa calma com Théo, nem de longe lembrando o João agressivo do começo. Já Ana chegou nervosa, humilhando João por não conseguir o papel depois do teste, aparentando muito cansaço. Como João bem apontou, ela estava normal antes de chegar ao consultório, então o que causou a mudança de atitude? A resposta é simples: culpa.

Não demorou muito e Ana falou toda verdade para João, ela concretizou o pesadelo dele, traindo-o com Veloso. O imprevisível aconteceu quando João não levantou a voz, não foi agressivo, apenas disse que sentia pena de Ana e estava triste pela relação dos dois. Trair João com Veloso, fez Ana ter o mesmo sentimento de humilhação e culpa que ela teve quando era uma garotinha gorda que foi buscar mais um sorvete e quando voltou, viu que o pai estava morto. A culpa que a mãe destinou a ela e a falta de afeto, fez com que Ana se sentisse indigna do amor de João e precisasse trair ele, para se sentir humilhada e desvalorizada novamente. Como ela disse, ela se sentiu um lixo depois do sexo com um homem que a tratou como um animal.

É incrível a evolução do casal, quando poderíamos pensar que na verdade é Ana que altera o comportamento de João, e não o contrário?  João percebeu que nunca vai corresponder as expectativas de Ana, que nada que ele fizer vai livrá-la da culpa que ela quer sentir. Agora ele entendeu que não vale a pena voltar a ter ciúmes doentio, ser agressivo, ele quer uma identidade individual. Ainda que no final ele tenha dado um tapa em Ana, ele sabe que nada mais pode fazer a esposa querer estar realmente com ele. Assim, nesse clima de despedidas sem aviso e pela decepção nos olhos de João, temo não ver mais ele e acho cada vez mais difícil, um futuro para o casal. Afinal, além de paixão, é necessário haver amor para resistir a tudo em um casamento.
P.S: Théo está esperando o que pra comprar um apartamento? Esse homem precisa de férias!

Sexta- Dora
Como na sessão anterior, Clarice e Théo começaram falando de Malu. Ficou provado que Théo não conhece muito a filha (afinal ele não sabia que ela já tinha usado drogas e não era mais virgem), e que Clarice segurou as pontas por muito tempo em casa. Por mais que Théo estivesse se sentindo excluído, nós sabemos que ele tem muita culpa nessa situação. Concordo com Dora quando ela disse que Théo e Clarice falavam dos filhos, para se aprofundarem na relação dos dois.

O método que Théo tanto criticou, colocou-o e Clarice frente a frente, com os olhos grudados um no outro e as verdades sendo entregues pela boca. O método simples consistia em falar e ouvir, tarefa complicada para um casal que não se entende mais. Clarice se sente sozinha, cansou de ser apenas a mãe protetora, a esposa subordinada, a pessoa que se dedica a todos, mas não sabe quem quer ser; ela se sente perdida e quer buscar uma liberdade individual. Théo acha que desenvolveu um interesse por Júlia, depois da traição de Clarice e tem medo que ela saia de casa, afinal, ele já teve vários pacientes que tomaram essa atitude. Pela primeira vez, vemos Théo desabar de verdade e senti que Zécarlos absorveu a dor de seu personagem.
Dora nesse momento foi importantíssima para esclarecer ao casal, que as imagens que um tinha do outro, foram derrubadas. Eles levaram para o casamento, marcas da vida de solteiro: Théo, o problema com o pai que fez com que ele se interessasse pela paciente e Clarice foi criada para ser um modelo maternal. Agora, o destino dessa relação é incerto, já que eles terão que reconstruir muita coisa juntos.

Quando eu pensei que o episódio tinha chegado ao fim, Théo recebe uma ligação que o avisa que Breno morreu durante uma ação policial. Não sei explicar o meu choque no momento. Fiquei um pouco frustrada em ver que tudo terminou ali, sem aviso, sem uma despedida decente para o personagem, foi um susto. Isso demonstra o quanto eu me envolvi com o Breno, eu fui da indiferença ao amor pelo personagem. Breno se entregou muito, a cada sessão ele foi melhorando, Sérgio Guizé absorveu a essência do personagem frio que terminou como um confuso que nunca teve amor. Quero ver agora como essa morte de um paciente vai afetar Théo, será que ele vai se sentir culpado de não ter dito para Breno não voltar ao trabalho? Que sessão marcante!

 A morte em Sessão de Terapia representou bem o que é na vida real, a alegria de se encontrar com alguém e depois brutalmente, ter essa pessoa tirada da sua vida (nesse caso, da TV). Mas ao menos, fica aquela sensação de que valeu a pena, pois muito pior seria não ter conhecido o Breno e não ter visto que por trás da pose de machão, ele era uma pessoa que estava se descobrindo e desmoronando, ao mesmo tempo.
P.S: Nina está com uma alergia no corpo todo, será que ela vai continuar na competição? Acho bem difícil.

TELETEMA: Salve Jorge

Selton Mello é incerteza na direção da segunda temporada de 'Sessão de Terapia'

Na última sexta-feira (30), antes de sua consulta semanal com a orientadora Dora (Selma Egrei), o doutor Théo (Zécarlos Machado) vai acertar os ponteiros de sua vida. 

O terapeuta, protagonista da série "Sessão de Terapia", do GNT, deu uma sequência de maus passos, na ânsia de ajudar seus pacientes. Bagunçou suas relações familiares, mas agradou o público. 

A versão brasileira do programa, baseado no seriado israelense "Be Tipul", termina hoje e já tem a segunda temporada garantida, com estreia prevista para 30 de setembro de 2013. 

Segundo dados do Ibope, mais de 3,3 milhões de pessoas passaram pelo GNT nas exibições inéditas de "Sessão de Terapia", durante seu primeiro mês, que teve 25 episódios, exibidos diariamente entre segunda e sexta-feira. A safra completa termina com 45 capítulos. 

No período, a atração levou o canal à liderança na audiência da TV paga, entre mulheres das classes A e B com mais de 18 anos. 


Adalberto de Melo Pygmeu/Divulgação/GNT
O ator Zécarlos Machado e o diretor Selton Mello, no set de "Sessão de Terapia", do GNT
O ator Zécarlos Machado e o diretor Selton Mello, no set de "Sessão de Terapia", do GNT

"Superou as nossas expectativas o grau de repercussão que o material acabou tendo. Conseguimos, sem pretensão, tocar no dedo de Deus, tocar no sagrado", afirma Zécarlos Machado. 

"Recebi um retorno bastante apaixonado pelo nosso trabalho e isso foi muito gratificante. Foi algo intenso e trabalhoso, e ver que conseguimos tocar o público só confirma a qualidade de nosso programa", completa Selton Mello, que assinou a direção da série. 

Entusiasta do projeto, coprodução entre o GNT e a Moonshot Pictures, Mello, no entanto, tem presença incerta no segundo ano de "Sessão de Terapia". 

"Tudo depende do Oscar 2012. Selton está viajando para promover o filme 'O Palhaço' [que disputa uma vaga na indicação de melhor filme estrangeiro na cerimônia]. Se o longa for selecionado em janeiro, ele terá mais um mês, até a entrega do prêmio, de dedicação à disputa. E, se vencer o Oscar, terá um longo caminho no mercado internacional", conta Daniela Mignani, diretora do GNT. 

"Como brasileira, torço pelo filme. Como diretora de TV, gostaria de contar com Selton." 

À Folha o ator e diretor afirma não saber nada sobre a segunda temporada. "Ainda estamos namorando a ideia de eu continuar na direção. Por conta de compromissos como ator, estamos vendo se é possível eu participar da segunda temporada." 

NOVO PROJETO
Se não puder dirigir a nova temporada de "Sessão de Terapia", a parceria entre Selton Mello e o GNT seguirá adiante. "Já temos um acordo para ele criar e dirigir uma série original para a emissora", diz Daniela Mignani. O projeto deverá ser semanal e tem previsão de estreia para 2014. 

Em 2013, o GNT seguirá apostando em ficção. Uma das novidades é a série "Canalhas", da Migdal Filmes. Baseada no livro "Canalha, Substantivo Feminino", de Martha Mendonça, a produção mostra que nem só os homens sabem ser cafajestes.

(fdp) – 1×08/09: O Videoteipe é Burro e o Ponto é uma Besta/Cartão Amarelo


“I de Imbecil, P de Piranha, C de Cuzão e E de Exibido!”

1×08: O Videoteipe é Burro e o Ponto é uma Besta
O oitavo episódio de (fdp) começa com um retrato de uma sociedade talvez ainda distante, onde todos viraríamos infalíveis ciborgues que, auxiliados pelas tecnologias que virão, não cometeríamos mais erros. Tudo isso pelo fato de nosso árbitro favorito não ter visto uma “bola na mão” em uma partida que apitara. O que abre uma nova discussão: até que ponto cabe a utilização de avanços tecnológicos, como o ponto eletrônico, para auxiliar no trabalho do trio de arbitragem?

Para Juarez, tudo que ajude o juiz é melhor. “Não deu pra ver o lance só com os dois olhos que tenho”, explicou a Neri Nelson. O que não convenceu muito o apresentador, que tratou de providenciar um exame de vista no meio do programa – provocando a ira do protagonista e o fazendo soltar a frase que abre esta review. É interessante notar, nesta cena, o aparente complô contra Juarez: os convidados não hesitaram em discordar do moço. Vale transcrever a profundidade do depoimento de Cidão (“ex-atacante e galã”): “jogador tem que jogar e árbitro tem que apitar”, o que quer que isso signifique.

Em seguida, Juarez (com sua autoconfiança reticente) é escalado para apitar mais um jogo pela Libertadores, na Bolívia – dessa vez ao lado de Carvalhosa e Serjão (que voltou da suspensão). “Coincidentemente”, Vitória também viajou, atuando como comentarista do jogo. Dada a situação, foi triste perceber que o roteiro decidiu seguir pelo caminho mais óbvio e menos verossímil: Juarez usou um ponto eletrônico, aproveitando a visão privilegiada de Vitória, que o guiaria na arbitragem. O plano corria bem, até Vitória ser cantada por Cidão (“coincidentemente” também comentarista), a fazendo esquecer o resto do mundo. Juarez, claro, ouviu tudo e, no meio da partida, resolveu também parar de trabalhar e deixar de marcar um impedimento.

Analisemos as incongruências: como nenhum dos outros comentaristas percebeu (ou questionou) Vitória o tempo todo falando num celular? Como nenhum repórter ao nível do campo viu o ponto eletrônico no ouvido de Juarez? Como ninguém contestou a “visão de raio X” do juiz, que conseguia ver faltas que ocorreram quando estava de costas para o lance? Vitória é assim tão irracional a ponto de se derreter como uma adolescente e cair na conversa mole de um marmanjo antes da partida terminar? Juarez é tão incompetente assim, a ponto de não mais conseguir apitar a partida sozinho (o inverso do que todos os outros episódios mostravam)? Ainda sobre Juarez, é razoável pensar que um árbitro experiente, que já cometeu um erro em um jogo anterior, se deixasse levar pelo ciúme a ponto de desmoronar no meio da partida?

Tudo foi muito inoportuno nesta viagem à Bolívia. Para piorar, ao fim do jogo Vitória já estava devidamente abraçada com Cidão e já tinha esquecido Juarez – como se o tivesse conhecido ontem. Oi? Desde quando os relacionamentos em (fdp) são tão rasos? Realmente espero que a participação de Vitória na série não tenha acabado tão avulsamente. Além disso, a produção economizou ainda mais na ambientação da partida: praticamente só se mostrou perna de jogador correndo e closes de Juarez. Nada de planos abertos, nada de visão aérea – mais genérico impossível. No fim das contas, desta sequência só se salvou a merecida suspensão de Juarez pela próxima rodada, enredo que tem bastante potencial, se bem utilizado.

Ao contrário da partida, foi interessante o aprofundamento da relação entre Guzman e Dona Rosali. No começo da série, eu pensava que o casal iria servir apenas de alívio cômico, sem muito plots dedicados. Contudo, foi divertido e leve o pedido de casamento e as cenas posteriores, sem nenhum drama desnecessário. Afinal, “casamento é divertido, por causa da festa” e, mais importante, “tem que aproveitar enquanto ele está vivo”.

Por fim, Manu vai atrás de emprego e acaba cuidando de aquários de lagostas em restaurantes pela cidade (sério que precisa de um biólogo pra isso?). Até agora, nada demais por aí e nada que mereça destaque. Em geral e apesar das minhas críticas, o episódio divertiu, com suas habituais boas piadas e personagens bocas sujas. Entretanto, a pobreza do enredo se sobressaiu, prejudicando os bons momentos do episódio, principalmente quando comparado com os excelentes capítulos anteriores.


1×09: Cartão Amarelo
Se eu reclamei das incongruências do episódio passado, pelo menos tinha a esperança que, na semana seguinte, Juarez fosse correr atrás da sua careira e lidar com sua suspensão. Mas não: o episódio começou e terminou e o protagonista continua suspenso. Pior, ele parece não estar se importando muito com isso e com o futuro da carreira. Sinto cheiro de filler? Com certeza.

Como sabemos, a vida de Juarez não está lá das melhores: dispensado pela capa da Playboy, suspenso no trabalho, apaixonado (ainda) pela ex e café-com-leite no videogame. Ai você faz o quê? Para usar o clichê, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. Mas não Juarez. Juarez, o juiz da Fifa, que sonhava em apitar a Copa do Mundo, pelo visto agora prefere continuar na lama. Senão vejamos: o árbitro tenta contatar Camponero para tentar convencê-lo a reconsiderar sua suspensão. Liga, vai na casa, vai no escritório. Não acha o chefe. Aí Carvalhosa consegue marcar o almoço que pode salvar sua carreira. Neste cenário, uma pessoa sensata chegaria adiantado no restaurante com as orelhas abaixadas. Mas Juarez prefere ficar de birrinha com Rui e apitar Escola da Luz x Escola Técnica pela copa interescolar. Coerência, cadê?

Tudo bem que ele ia ver o filho jogar, mas não justifica frente ao momento delicado da carreira do juiz. Parece que desistiu de ganhar dinheiro (nem que seja pra pagar advogado!) e de ser o melhor árbitro do planeta, o que não condiz com a personalidade construída para o personagem durante os sete primeiros episódios. Para piorar, o draminha que se seguiu pelo fato de o pai marcar impedimento em um gol do filho foi totalmente dispensável. Primeiro por sua curta duração (o menino já tinha se arrependido dois minutos depois), segundo por sua inutilidade (em nada mudou a relação entre pai e filho). Claro, tudo era para justifica a “inspirada” frase de “efeito” no final: “o certo é sempre fazer a coisa certa”.

Mais uma vez, destaco o casal coadjuvante Guzman e Dona Rosali, que tiveram bastante tempo em tela (percebe-se aí a natureza de “encher linguiça” do episódio). A noiva passou o tempo todo com seu vestido (alguém mais se lembrou de Friends?), sem a menor cerimônia com o fato de o noivo vê-la antes do casamento. Na verdade, os dois não brincaram em serviço e aproveitaram para adiantar a noite de núpcias. Tudo muito leve, tudo muito divertido, assim como no episódio passado.

Fora isso, teve um seguimento sem muita importância do programa do Neri Nelson, apenas repetindo que Juarez está suspenso, e uma entrevista com Vitória em um programa de tevê, com o único intuito de mostrar a moça com pouca roupa (tudo bem, essa parte foi boa). Senti falta das piadas boas, infelizmente. Para o próximo capítulo, ficou o futuro profissional indefinido de Juarez e a esperança de que a suspensão renda algo interessante. Exatamente como no capítulo passado. Só digo uma coisa: reage Juarez, já está perdendo a graça.

Observações:
- Como de costume, os episódios contaram com várias participações especiais. Chris Couto voltou como Gina no oitavo episódio – para não fazer absolutamente nada. O nono episódio, por sua vez, trouxe três figuras relacionadas ao futebol: Neymar, como o garoto que faz a manutenção do filtro da casa de Camponero; Juca Kfouri, como revisteiro (e leitor de Playboys) e Rincón, como Rincón mesmo (participando do programa de Neri Nelson).



- Alguém entendeu qual a história do russo milionário que foi repetida nos últimos dois episódios? Ele era dono do time do Paraguai, é isso? Imagino que possa ter alguma relevância futura, mas ainda estou meio perdido. De qualquer forma, a menção misteriosa rendeu uma pérola de Carvalhosa: “Prejuízo é que nem supositório, até quando é pequenininho dói”.
- Nos dois episódios, o parco condicionamento físico do protagonista foi bastante enfatizado. Desse jeito está difícil chegar à Copa do Mundo, hein? Bora dar uma corridinha no parque, não faz mal a ninguém!

Thogun Teixeira festeja retorno à TV


Thogun Teixeira: está na série ‘Pedro e Bianca’, na TV Cultura, e na reprise de ‘Filhos do carnaval’, na HBO
Foto: Divulgação
Thogun Teixeira: está na série ‘Pedro e Bianca’, na TV Cultura, e na reprise  
de ‘Filhos do carnaval’, na HBO Divulgação
De volta à televisão na série “Pedro e Bianca”, na TV Cultura, Thogun Teixeira está animado. No papel de um eletricista casado e pai de dois filhos (os protagonistas do título), ele conta que, pela primeira vez, vive um papel “normal”, sem pancadaria ou violência. O retorno é duplo: Thogun ainda está no ar na reprise de “Filhos do carnaval”, na HBO, na qual também é pai da personagem de Heslaine Vieira — sua filha em “Pedro e Bianca”.

Como foi ganhar um papel na série?
Vários outros atores fizeram teste. Eu consegui. É uma vitória, porque faço um cara comum, um pai de família, sem a marca do “negão’“ E o que é melhor: com uma mensagem bacana para a juventude. Muitos programas só servem para vender produtos. É uma grande responsabilidade.

Qual é a mensagem?
A de que o mundo e as pessoas podem ser bem melhores . E a escola é essencial.

O que falta agora?
Não ganhei o Emmy ainda, mas estou na fila. Trabalho bastante, assobio e chupo a cana, sem reclamar da vida. Sou assim.

Envolvida com adoção de Aisha, Wanda chantageará Berna

Totia Meirelles em cena como Wanda em "Salve Jorge" (Foto: Reprodução) 
Totia Meirelles em cena como Wanda em "Salve Jorge" (Foto: Reprodução)
 
Depois de mentir para Helô (Giovanna Antonelli) sobre a adoção de Aisha (Dani Moreno), Berna (Zezé Polessa) ficará ainda mais desesperada ao encontrar Wanda (Totia Meirelles) em Istambul. É que a turca contou com a ajuda da pilantra para adotar sua filha ainda bebê.

Agora, tensa com as investigações policiais, a mulher de Mustafá (Antonio Calloni) insistirá para conversar com a traficante, que ela acredita ser uma assistente social chamada Adalgisa. Por conta dessa aproximação, acabará sofrendo chantagem.

Tudo começará quando a turca chamar a criminosa para conversar sobre o passado. Sem paciência, Wanda tentará fugir, mas Berna insistirá. Durante o papo, a mãe de Aisha mostrará sua preocupação em relação à busca da jovem pelos pais verdadeiros e acabará entregando uma informação preciosa: a de que a investigação foi parar na Polícia Federal.

Berna ainda pedirá à falsa assistente social que minta para o marido e para a filha sobre a família biológica. Wanda conhecerá os dois e será simpática no encontro. Porém, em seguida, ao perceber que o casal é rico, exigirá à turca dinheiro para sumir do mapa e não contar toda a verdade.

Sessão de Terapia – 6ª semana


“Eu estou cruzando seus limites, entrando em seu mundo interior, desvendando seus segredos”.

Spoilers  Abaixo:
A frase que abre essa review, dita pelo terapeuta Théo, demonstra a evolução dessa semana em que o terapeuta conseguiu finalmente se impor e derrubar as fortalezas de seus terapeutas. O resultado foi que estamos cada vez mais nos importando com os personagens e nos conectando com eles.

Segunda- Júlia
Não tínhamos dúvidas de que Júlia voltaria, só não sabíamos que esse retorno seria tão bom. Após o infarto de seu pai, ela viu em Théo, a única pessoa com quem pudesse conversar (já que nem André quis ouvir). Júlia se sentiu culpada por seu pai estar na UTI, tudo porque ela seguiu o conselho de Théo e resolveu contar que se envolveu com Beto. Diante da revelação, o pai dela só disse “eu não imaginava”, demostrando toda a apatia que Júlia disse que ele tinha.

 Não esperava que Théo falasse tão abertamente para Júlia sobre seus sentimentos, dizendo que sentia falta e queria ficar com ela. O nosso impulso era pensar que Júlia se aproveitaria dessa situação, não foi isso que vimos, naquele instante Júlia duvidou e se afastou. Esse episódio nos mostrou um quadro diferente das demais sessões com Júlia, vimos um Théo incisivo, provocador, assumindo o controle da terapia e uma Júlia surpresa, tentando recuar. Depois que Théo confessou, Júlia teve dificuldade de olhar nos olhos dele, até quando ele disse que não sabia o que fazer, ela respondeu que essa era uma fantasia dele e não dela. Como assim, uma fantasia dele? Naquele momento, eu entendi que ela não estava preparada para aquilo, ela não queria aquilo.

Quando Júlia afastou as coisas no sofá e chamou Théo para sentar ao seu lado, ela pediu por uma igualdade, quis que ele saísse do profissional e se colocasse ao seu lado naquela situação.  E ele se colocou. Théo se colocou no lugar da paciente quando ele contou que fantasiava com uma professora e quando ela quis beijá-lo, ele fugiu. Ao contar sua experiência, ele fez com que Júlia se sentisse a vontade para contar a dela, como eu disse, essa é uma sessão de sentimentos e essa troca de confissões é a estratégia usada por Théo para desvendar o subconsciente de Júlia.

Desmentindo o que disse na sessão passada, Júlia afirmou que Beto foi nojento e essa experiência traumática fez com que Júlia mudasse, destruiu sua capacidade de se relacionar com os homens por amizade e não sexualmente. Ao menos, sabemos que Théo está ciente de que esse é um teste imposto por Júlia e se ele cair estará se igualando a Beto. Porque Júlia não quer apenas sexo, ela quer que alguém a conserte, cuide dela e se Théo corresponder a essa fantasia, ele não será o mesmo pra ela, ele sairá do pedestal, não será mais admirado.

Nessa sessão, consegui me conectar emocionalmente com Júlia, como nunca tinha conseguido antes. Por mais clichê que possa parecer essa transferência erótica de paciente para terapeuta, sinto que estão abordando bem esse tema com Théo jogando com sinceridade e assumindo um interesse. Lembrando, que na ficção isso é muito bom, porque surpreende.  Quando Júlia sentiu uma estranheza sobre voltar ao consultório, eu fiquei preocupada e penso que ela pode voltar e não se sentir mais uma paciente. Se isso acontecer, espero que ele não caia no jogo da paciente e não volte a ser manipulado por ela.
P.S: Aquela encarada final de Júlia e Clarice, fechou o episódio com chave de ouro, né?

Terça- Breno
A vulnerabilidade de um homem em guerra. É assim que defino essa sessão de Breno. Por mais que ele tenha tentado se impor no começo do episódio, exigindo desculpas de Théo, ficou claro que ele não estava como nos outros dias. Breno parecia confuso, pela primeira vez aparentou estar assustado com o fato das pessoas o verem como um assassino. Seu sonho sobre um atirador que não matava um cara armado revela seu medo de ser impotente e a sensação de que ele tem que matar uma parte sua que ele não gosta.

Foi muito bom ver Théo tomando conta da situação, assumindo que sentiu que seu subconsciente pediu para que ele atacasse Breno. Como eu já disse, essa reação furiosa de Théo, serviu para aproximá-lo de Breno e mostrar que ele não é fraco. Há algumas semanas atrás, eu expus minha teoria de que Breno poderia ser gay e me surpreendi em ver o próprio Breno falar sobre isso nessa sessão. O episódio foi cheio de frases que nunca esperei ouvir de Breno, como por exemplo, quando ele confessou ter ficado excitado com um filme pornô gay. Ele tem consciência de que seus atos entram em contradição com sua fama de machão, mas talvez, isso ocorra não porque Breno seja gay, mas sim, porque ele tem dificuldades de assimilar suas emoções e sentimentos.

O pai de Breno foi o grande responsável por esse bloqueio de emoções do filho, que o fez impedir de demonstrar sentimentos depois de apanhar de alguns garotos ou mesmo depois de matar uma criança inocente. Foi esse pai que o fez acreditar que ele estaria sendo gay se fosse sensível de alguma forma e talvez, agora que ele está sentindo esse turbilhão de sentimentos, ele possa estar confundindo isso com ser gay. Por isso, estou curiosa quanto ao futuro dessa trama.

Emocionei-me quando Théo disse que Breno estava acostumado a abafar o que sentia e agora, ele estava sentindo tudo transbordar e isso o apavora. Naquele momento, foi como se uma barreira fosse ao chão e uma alma fosse revelada, o que fez com que nós tivéssemos a oportunidade de ver um Breno vulnerável, que foi desabar em prantos no banheiro.

Breno disse que precisava de um tempo e isso me deixou com receio. Não é de hoje que elogio as sessões de Breno. No começo, o detestava e achava desinteressante toda trama do atirador de elite durão, mas o que vimos no decorrer das semanas, foi uma evolução tanto do personagem, quanto do ator Sérgio Guizé. São sessões como essa que nos emocionam e nos brindam com excelentes atuações!
P.S: Breno todo inspirado, perguntando se Théo colecionava barcos porque queria navegar pelo mundo e não podia. 

Quarta- Nina
Desde a primeira vez que conhecemos Nina, percebemos seus conflitos e deleites. Ao longo das semanas, Théo tocou em vários assuntos da vida dela, mas um parecia intocável: seu pai. Quando Isabel (mãe de Nina) revelou na última sessão que o pai da garota estava nos EUA, nós tivemos uma noção de como essa relação também é complicada para Nina. O pai que não faz parte do cotidiano da filha acaba ficando isento de críticas, mas é tão responsável quanto Isabel.

Toda a história envolvendo a pizza que Nina pediu, serviu como pano de fundo para mostrar o  problema que ela tem com vontades. Quando Leon mandou que ela emagrecesse, ela sentiu fome; quando Isabel quer que ela coma, ela diz que está gorda; quando Théo diz que gosta de vê-la comendo, ela decide parar de comer. É como se tudo que Nina faz, fosse apenas uma contradição. A vontade de ser contra tudo e todos faz com que a sua vontade desapareça.

Achei tão bonito, quando Théo perguntou o porquê de Nina estar escondendo o pai dela, quando ele pediu que ela ficasse, que ela não tentasse fugir. Théo realmente quis “tocar na ferida” ao mostrar o livro de fotografias (com mulheres nuas) do pai dela, assim, ele acabou gerando uma reação furiosa de Nina, que quebrou um de seus barcos. Nunca ninguém havia demonstrado um afeto, uma invasão no interior de Nina, uma vontade de saber sobre a raiva que ela sente do pai. Agora que Théo enxergou essa raiva, ele se colocou ao lado dela. Nina não está mais sozinha nesse lugar de sofrimento, de impotência, de morte emocional.

Agora Théo está com ela, ele invadiu um espaço e espero que ele consiga ficar. Pelo sorriso de Nina no final, eu acho que ele pode ter uma chance de ajudá-la a se libertar. Nina agora terá muito trabalho pela frente, as eliminatórias se aproximam e espero que voltem a tocar no relacionamento dela com Leon. Aliás, quando Théo questionou Nina sobre as fotos das mulheres nuas e como isso a fazia sofrer, ela disse que ele estava querendo insinuar que ela tivesse sido abusada. O que levou Nina a achar isso? E por que ela tocou nesse assunto? Vale lembrar que ela disse que quando transou com Leon, estava meio sonolenta. Será que ela foi abusada sexualmente? Vamos ver se essas perguntas serão respondidas.
P.S: O entregador de pizza, todo folgado, contando história pra ganhar uma gorjeta do Théo. 

Quinta- Ana
Na busca do conhecimento individual sobre o casal Ana e João, esse episódio de Sessão de Terapia nos apresentou uma sessão só com Ana, e eu não poderia ficar mais satisfeita. Eu venho falando sobre a vontade de saber o que se passa na mente de cada um desse casal, há muito tempo. Quando estão juntos, parece que Ana e João se anulam e só brigam, nos impedindo de ter uma opinião sobre cada um e achando os dois (às vezes) chatos.

Parece que João está decidido a ser um novo homem, depois da última sessão, ele mudou de comportamento. Prova disso é o fato de ir fazer um teste para um comercial e deixar Ana ir para a terapia, sozinha. Só que Ana achou patética e ficou até com nojo da declaração do marido e disse não estar gostando desse “novo” companheiro.

Théo essa semana estava bem astuto e dessa vez não foi diferente, ele conseguiu descobrir a razão da repulsa que Ana tem por afeto. Como tudo em sessão de terapia, isso é causado por um problema familiar, um sofrimento na infância. Era a cinderela que tinha que conviver com a mãe (que mais parecia uma madrasta), com a irmã que queria diminuí-la e com a perda de seu príncipe (seu pai).

Como foi dito na sessão passada, Ana era uma criança gordinha e isso a tornou uma adulta insegura, quando ela questionou Théo sobre trair, ou não, João com Veloso, ela demonstrou isso. Ana é como tantas pessoas que se escondem atrás de uma figura poderosa, arrogante e sexy, mas que vivem com a sombra do passado. Ela se atraiu por João, por ele ser frio, estúpido, ignorante. Agora que ele está tentando passar uma linguagem de afeto, ela não quer compreender, porque ela sente que não pode se envolver, porque pessoas gentis a abandonam. Ela cresceu sem afeto e pensar em conviver com isso, é muito difícil. Por isso, ela resolve tudo na cama, com o sexo. Seja pra se vingar da irmã, ou do marido que não está agradando ela.

No final, Ana praticamente admitiu que não é primeira vez que ela vai trair João. Antes de sair com Veloso, ela liga para o marido e parece tomar coragem para fazer, o que segundo ela, é inadiável. Grande interpretação de Mariana Lima, que me parece muito melhor no flerte com Théo do que Maria Fernanda Cândido. Quero ver uma sessão individual de João, semana que vem!
P.S: Como será que a mãe da Ana completou a frase “Ela ia parecer uma…”?

Sexta- Dora
As sessões de sexta-feira não estão sendo as mesmas depois da inclusão de Clarice na trama. Se por um lado, não vemos o Théo não mais tão agressivo como antes, por outro, podemos conhecê-lo pessoalmente. Essa semana, o foco foi sobre os filhos do casal.

Dora soube perceber que os filhos tentam a todo custo, unir novamente os pais. Seja tentando causar uma preocupação, ou fazendo uma visita inesperada. Os filhos já percebem o desgaste do casamento e fazem de tudo para vê-los agindo de fato, como um casal. Nessa sessão, a filha Malu foi a mais citada, com Théo falando que ela tinha uma aptidão terapêutica. Pelo menos, a sessão serviu para explicar que ela estava se envolvendo com rapazes no centro de recuperação de jovens, porque queria chamar a atenção dos pais.

O encontro de Clarice e Júlia na segunda-feira, foi citada nessa sessão, quando Clarice disse que se sentiu “traída” ao perceber que Júlia não era uma menina sensível e histérica como Théo e Dora descreviam. Clarice não se sente mais desejada e se subestima em relação à Júlia, dizendo que ela é o tipo de Théo. A relação era cômoda para os dois, Théo se sentindo admirado enquanto cuidava de Clarice e ela se sentia cuidada, amada. Em um determinado momento, essa imagem de prazer em se sentir cuidada, se desfez na mente de Clarice. Talvez por isso, Júlia provoque tanto interesse em Théo, porque ela precisa de alguém que cuide dela.

 Achei desnecessário Théo ficar repetindo e interpretando tudo o que Clarice dizia, isso me incomodou um pouco.  Dora, mais uma vez não foi imparcial (ela nunca é) e acabou discutindo com Théo, deixando Clarice mais desconfortável e fazendo com que ela fosse embora. Não achei que foi uma sessão tão boa quanto as anteriores e não fechou tão bem a semana.
P.S: Vocês viram a nova teoria de que a Dora é apaixonada pelo Théo? Não acredito nisso, seria muito desastroso!

SESSÃO ABERTURA: Presença de Anita

(fdp) – 1×06/07: Efeitos Colaterais/Nu Com a Mão no Bolso

 
O sonho de qualquer juiz.



Spoilers Abaixo:


1×06: Efeitos Colaterais
O sexto episódio de (fdp) continua a mostrar as durezas da vida de um árbitro de futebol. Dessa vez, a necessidade de manter uma boa forma física – o que, com o avanço da idade, vai ficando cada vez mais difícil. E nosso protagonista, como traduziu bem o sonho do início do episódio, estava correndo tão rápido quanto um velhinho de andador. Consequentemente, foi reprovado em um teste físico em que (supreendentemente) Carvalhosa fez o segundo melhor tempo e “até a bandeirinha” Vitória conseguiu passar (palavras do educador físico).

Com o resultado, Juarez é colocado na geladeira, devendo melhorar seu condicionamento físico enquanto aguarda um novo teste. Mas o momento não poderia ser pior: como repete religiosamente desde o primeiro episódio, o juiz está “curto de grana”. E por “três mil reais, sem nota”, até ser bandeirinha de joguinho de várzea da firma ele topa – afinal, dinheiro é dinheiro. Por sua (falta de) importância, o jogo da semana acabou reduzido a alguns poucos minutos, sem o habitual comentarista “engraçadalho”.

Curiosamente, este foi o jogo que me pareceu mais tecnicamente bem feito: estava a cara de um jogo de firma, informal e despreocupado. Como não se precisava encher um estádio, pela primeira vez a torcida foi verossímil – afinal, partida de firma só tem poucos gatos pingados na plateia mesmo. É uma pena concluir que a produção de (fdp), até agora, só se mostrou competente em reproduzir uma partida de futebol amador.

Chega o novo teste físico e, desta vez, o árbitro é aprovado, correndo mais que o Usain Bolt. Tal recuperação milagrosa se deve ao grande segredo que o amigão Carvalhosa revelou: um remédio à base de efedrina (segundo a Wikipédia, um estimulante que aumenta a performance atlética, mas com uma pá de efeitos colaterais), aproveitando-se de não haver antidoping para árbitros. Carvalhosa só esqueceu-se de comentar que o remedinho causa perda temporária da libido (mas é um fdp mesmo!), o que fez Vitória apenas se divertir com as luzes do motel – por que nem “falando com ele” Juarez acordou.

Fora isso, me parece que o episódio da semana foi contratado pelo Ministério da Saúde para evitar a automedicação: além do juiz, Dona Rosali toma uma pilulazinha pra dormir (sem receita médica) e o menino Vinny andou tomando remédio escondido na escola (para ficar doidão na aula de educação física). Este foi pego e terá que frequentar uma psicóloga; aquela teve a caixa do remédio despedaçada e jogada no lixo pelo preocupado filho. Tudo muito avulso, tudo sem muita graça.

Graças a Deus, essa semana Manu deu uma maneirada na chatice – vai ver perder o emprego tem esse efeito. Nada se falou sobre a guarda do filho e a proibição do pai em vê-lo, e, felizmente, nada do advogado insuportável. Também faltou, assim como no episódio passado, palavrão e politicamente incorreto. Todo mundo tem estado muito polido, muito urbano, muito amável. Cadê aquele Carvalhosa, aquele Guzman e aquela Dona Rosali bocões dos primeiros episódios? Espero que voltem a abrir a boca suja. E agora que Juarez irá morar com Carvalhosa (para o alívio de Dona Rosali), há um imenso potencial para que tudo volte ao normal.

1×07: Nu Com a Mão no Bolso
Após um episódio morno como o anterior, (fdp) voltou com tudo em sua sétima semana. E não foi só pelas mulheres de biquíni desfilando pela tela, juro (claro que isso ajudou…). Mas o episódio marca o retorno de tudo que fez a série me prender lá nos primeiros episódios: os diálogos afiados, a camaradagem malandra entre Carvalhosa e Juarez, os merchans de Neri Nelson, os comentaristas com um toque de canalhice, as piadas sem pudor…

O episódio começa com uma discussão entre Vitória e Juarez, pelo fato deste querer apitar a partida beneficente entre Gostosas X Poderosas, promovida pela Playboy. Juarez, claro, já se imaginou em uma cena de filme pornô, com direito a orgia numa cama redonda de motel. Como era de se esperar, Vitória logo fechou a cara, e tentou convencer o namorado a não apitar o suposto jogo de Várzea, pois seria ruim para a reputação do árbitro. Ô Vitória, pra quem apitou jogo de firma no episódio passado e não se preocupou com isso, um jogo de modelos vai pará-lo? Além de faturar um trocado para pagar as dívidas, tenho certeza que é o sonho da carreira de qualquer juiz.

Daí segue uma das melhores cenas do episódio (certamente a com o melhor diálogo, transcrito ao final), quando Manu abre a porta do quarto de Juarez e o surpreende bem no momento que ele “faz um teste” sobre a presença ou não de silicone nos peitos da namorada. É importante notar que Manu voltou com seu azedume habitual, mas dessa vez foi muito bem utilizado na situação – a garota estava possuída, insinuando prostituição da bandeirinha a torto e a direito: “paga a moça e veste uma roupa”, disse. Depois disso, Carvalhosa, afiadíssimo, não se segurou e passou o episódio todo cantando Vitória, sem a menor cerimônia.
Mas vamos à partida: jogada de mestre essa da Prodigo Films em juntar mulheres seminuas e futebol no mesmo episódio. Não tem como um marmanjo que se preze não assistir a esse episódio (e a todas as reprises nos canais HBO que se seguirem) – quesito marketing: nota dez. Foi tudo muito bom, desde o enquadramento estratégico da câmera na retaguarda das garotas, até os “trocadalhos do carilho” dos comentaristas (“agasalhar a jogadora” foi o mais comum). O resultado do jogo? Quem se importa!

Devo elogiar também a atuação dos envolvidos: a felicidade estampada no rosto de Eucir de Souza (Juarez) ao apitar a partida foi bem genuína – talvez o ator estivesse realmente feliz na cena. Do mesmo modo, também convenceu a cara fechada de Fernanda Franceschetto (Vitória). Paulo Tiefenthaler (Carvalhosa), como já comentei, estava muito bom com sua cara de cachorro pidão. Comparando com os primeiros episódios, o elenco principal mostra uma ótima evolução, sem sombra de dúvida.

Além de embelezar o episódio, o enredo do jogo de modelos não me pareceu forçado, encaixando bem com a proposta da série. Ademais, foi interessante notar que a relação entre Vitória e Juarez está se aprofundando – os dois se mostraram bastante mordidos pelo ciúme nas situações advindas da partida. Vitória ficou com medo de que Juarez se “apaixonasse por um zagueiro”. Juarez, por sua vez, se roeu por dentro com o convite que a bandeirinha recebera para posar nua para a revista que promoveu o jogo.

Aparentemente, o namoro dos dois tinha tudo para evoluir, não fosse a insinuação de que o relacionamento entre Manu e o protagonista ainda não acabou. Não sei se gosto dessa reaproximação: se ela for apenas para fazer draminha dispensável (como o beijo/tapa seguido por uma proposta de DR entre o ex-casal), o roteiro poderia se livrar disso. Afinal, há alguns episódios Manu não mostra outro sentimento a não ser rancor pelo ex-marido. Este também já parecia bem confortável na sua vida de solteiro. Prevejo futuras cenas de mimimi de Manu e, se eles tiverem uma recaída, uma discussão também dispensável adicionando Rui e Vitória ao caldo.

Falando de Manu, começaram as repercussões do seu recente desemprego: ela já bateu à porta do ex para pedir dinheiro. Com isso, a série relembrou a história do jogo proibido, esquecida no episódio passado, como comentei acima. Talvez um furo do roteiro, vez que no sexto episódio Juarez viu o filho sem problemas e nesse, para fazer o mesmo, o pai teve que chantagear a progenitora. Mas isso é o de menos.

O que importa é o episódio ótimo que, além do que já denotei, ainda arranjou tempo para mostrar uma maior aproximação entre pai e filho. Em uma cena leve e oportuna, os dois começaram a dialogar sobre seus respectivos relacionamentos, de maneira bem saudável. Juntando tudo isso com a edição e direção mais acertadas (sem exagerar, por exemplo, nos dramas familiares), (fdp) divertiu e embelezou meia hora de minha vida, de forma que estou contando os minutos para ver o desdobramento do que se iniciou neste capítulo. E é assim que se reconhece uma série boa.

Observações:
- Juarez vai morar na casa de Carvalhosa pagando condomínio, água, luz e faxineira. Fez bom negócio, hein seu Carvalhosa? Mas é um fanfarrão mesmo!

- Desirée da Luz, a diretora da Playboy, foi (muito bem) interpretada pela atriz e modelo Isadora Ribeiro, que já foi “Garota do Fantástico” e posou para a revista em 1988 e 1991. Entretanto, não posso dizer o mesmo de outros participantes do elenco de apoio. Alguns dos escalados foram de dar dó. Embora com pouco tempo de tela, eles reforçam a sensação de amadorismo que a produção passa às vezes. Acho que eu – que nunca fiz isso na vida – ficaria mais confortável e natural na frente das câmeras que o ex-chefe de Manu e que a assessora de imprensa da drogaria.

- Neri Nelson sempre é muito bom, mas o pior é se dar conta que a caricatura é bem próxima da realidade de alguns programas esportivos. Dessa vez, fomos interrompidos pelos faróis SóLux, pelos aquecedores Calorex e pelo Conhaque Rocha. O apresentador também revelou que não suporta Juarez – será que essa história se desenrolará futuramente?
- Ótima a cena de Carvalhosa implorando de joelhos para participar do jogo das modelos, mesmo de graça. “Amigo, jogo de vinte e duas gostosas de biquíni, eu apitava até pagando!”

Aprenda a ser sutil com (fdp):
- Juarez, sobre a mãe: “E ela não tá tomando remédio sem receita, né?”
- Guzman: “Claro que non, por que aqui na Finlândia, farmácia só vende remédio com receita.”
—–
- Juarez: “Tchau, mãe!”
- Dona Rosali: “Vê se não fica 25 anos na casa do Carvalhosa!”
—–
- Vitória: “Que que cê acha de saírem dizendo por aí que cê tá apitando jogo de várzea?”
- Juarez: “Não é várzea!”
- Vitória: “Óbvio que é várzea, a diferença é que você pode se apaixonar por um zagueiro…”
- Juarez: “Tá bom, me dá o telefone, que vou ligar e dizer que não quero trabalho.”
- Vitória: “Ah, ficou chateado foi? Que eu tô te afastando daquelas vacas de tetas de silicone? Juarez, elas só vão te usar pra subir na carreira.”
- Juarez: “Não é isso que cê tá fazendo?”
- Vitória: “É, mas pelo menos meu peito é natural.”
—–
- Manu: “Fui despedida.”
- Vitória: “Bem feito!”
- Manu, para Juarez: “Vim pedir pra você pagar a escola até eu me acertar. Isso se sobrar, né… Se bem que ela deve ser baratinha, menos de cem.”
- Vitória: “Baratinha é a puta que te pariu!”
—–
- Carvalhosa: “É cemzinho mesmo que cê cobra?
- Vitória: “Não é hora de fazer piada, Carvalhosa!”
- Carvalhosa: “Eu pagava quinhentos!”
—–
- Carvalhosa, após dar uma checada no corpo de Vitória: “Vou botar o pôster na minha sala! Não, no quarto! Não, no banheiro!”
- Carvalhosa, para Juarez: “Tá comendo a capa da Playboy, hein? Filho da puta!”

HBO prepara ‘Destino: Rio de Janeiro’


O canal HBO Brasil estreiou Destino: São Paulo, produção em seis episódios originalmente anunciada como minissérie. No entanto, antes mesmo da exibição do primeiro episódio, o canal já colocou em desenvolvimento a segunda temporada, que recebeu o título de Destino: Rio de Janeiro.

Prevista para 2013, Destino Rio de Janeiro seguirá a mesma estrutura de Destino São Paulo, ou seja, cada episódio retratará a história de um grupo de imigrantes vivendo na cidade do Rio de Janeiro nos dias de hoje. Segundo divulgado pela O2 Filmes, produtora da série, os seis novos episódios estão em fase de desenvolvimento de roteiros. As filmagens devem iniciar em janeiro, com locações na cidade, tal como foi feito em São Paulo.

Criada por Fábio Mendonça e Teodoro Poppovic, a série conta com a participação de atores amadores, selecionados entre os grupos de imigrantes que são retratados em cada história.

O episódio de estreia da série antológica (com histórias e atores diferentes a cada episódio) recebeu o título de Dia da Independência, escrito por Felipe Braga. Os imigrantes retratados no episódio são os bolivianos que vivem nos bairros do Bom Retiro e Brás, onde trabalham na indústria de confecção. Na história, Checho, um menino de nove anos, sofre bullying dos coleguinhas de escola. A direção é de Alex Gabassi, com fotografia de César Charlone.

Diretores da Record abandonam grupo de discussão de "Balacobaco"

Cena de "Balacobaco", novela da Record
Cena de "Balacobaco", novela da Record

 O grupo de discussão solicitado pela Record junto ao Ibope, e realizado em São Paulo para “tomar a temperatura” da novela “Balacobaco”, deixou os executivos da emissora, que dela participaram, profundamente desanimados.

As críticas foram muito fortes. A partir de um determinado momento ninguém quis ouvir mais nada.

Sessão de Terapia – 5ª Semana


Reações inesperadas.

Spoilers Abaixo:

Sessão de Terapia apresentou mais uma ótima semana, se firmando como uma fiel adaptação e surpreendendo o espectador mais vez. A série é imprevisível e se supera a cada semana!
Vamos ao que aconteceu essa semana:

Segunda- Júlia
Será o fim da terapia de Júlia? Não acredito nisso, seria surpreendente se ela não voltasse, mas não acredito. Apesar de o episódio ter começado com Júlia certa de que aquela era sua última sessão, surpreendendo Théo, o que vimos no decorrer do episódio nos impede de acreditar nisso.  O relato inicial da anestesista sobre uma paciente que quase morreu e toda a sua culpa me deram a exata sensação de que Júlia tinha algo a ver com o que aconteceu, e ela realmente tinha. Ela acabou revelando que ligou por um descuido, a menina no tubo errado, de tanto pensar em Théo, ela quase matou alguém. Pra Júlia, aquela foi a prova de que a influência de Théo, fazia mal pra ela e o certo era encerrar a terapia.

Foi uma sessão de revelações. Achei de uma sinceridade incrível o que Júlia contou sobre como se sentia sozinha e queria até que o pai sumisse e levasse com ele o silêncio, depois da morte de sua mãe. Quem já perdeu alguém, sabe o quão doloroso é todo esse processo de voltar a se acostumar com a vida, sem alguém que você amou. A perda da mãe fez com que Júlia encontrasse no casal um refúgio para aquela situação e é isso que ela busca em Théo.

Perceber que Beto se aproveitou de Júlia e ela não teve ninguém para ampará-la, nos ajuda a entender mais da paciente e do por que ela tem essa transferência erótica com Théo. O conselho que Théo deu a ela, para conversar com o pai me parece o caminho certo, já que descobrimos que ele é o grande abusador da história dela. Júlia era só uma menina de 15 anos, que tinha acabado de perder a mãe e que quis atrair Beto de uma maneira errada, pra fugir daquela solidão. O triste é perceber que até hoje Júlia continua desamparada, perdida, se odiando e tendo que usar a sedução como arma pra conquistar alguém, pra logo depois perder o interesse, como aconteceu com Breno.

Ao julgar pela passada de perfume no início do episódio e o abraço final, Théo já estava completamente envolvido. Como Júlia muda de opinião muito facilmente e não desiste fácil do que quer, tenho certeza que a veremos em breve. Espero que ela conte como realmente se sente em relação ao pai e que Théo continue a dizer não, porque assim ele se coloca como alguém importante, alguém não seduzido por Júlia, o que o aproxima dela. Eu queria mais emoção na interpretação de Maria Fernanda Cândido, a achei tão distante, era como se a preocupação fosse colocar a paciente indiferente a tudo.
Frase do episódio: “Agora é a gente que precisa terminar Théo”. – Júlia
PS: Júlia ganhou meu respeito ao dizer que gosta de Legião Urbana e que conseguiu decorar a música Faroeste Caboclo. 

Terça- Breno
Toda a disposição de Breno em ser de fato um paciente na última sessão, veio abaixo nessa. Se na sessão passada ele já desconfiava de que Júlia estava interessada em outra pessoa, nessa ele teve a certeza de que essa pessoa é Théo. A obsessão da paciente por Théo ficou claro nas palavras de Breno, quando ele disse que ela passava o todo tempo falando do terapeuta. Algumas coisas já repetitivas apareceram mais uma vez no episódio, como o fato de Breno falar de dinheiro pra mudar o foco do assunto emocional, ou o desejo de ter se envolvido com Júlia para desafiar o terapeuta.

Breno, assim como os outros pacientes, questionou a posição de estar revelando tudo da sua vida e não saber nada sobre a vida pessoal do terapeuta. Só que Breno foi longe demais e levantou informações sobre a vida pessoal de Théo. Toda a cena de Breno falando que descobriu que Théo é um deus em ruínas e colocando pra fora tudo o que soube da vida do terapeuta, até conseguir uma reação furiosa com Théo agarrando o seu pescoço, foi incrível! Nunca pensei que Théo chegaria a esse ponto, isso só reforçou a ideia de que a série é sobre um terapeuta que está passando pelo pior momento da vida pessoal e tendo que lidar com os pacientes mais difíceis.

Essa atitude de Théo foi tudo o que Breno almejava, ao mesmo tempo em que tirou o terapeuta do pedestal, ele conseguiu uma reação, mais do que um tapinha na coxa. Reação de verdade que ele nunca teve de seu pai e posso dizer, que essa reação vai ser um fator importante para aproximar Breno de Théo e permitir que o paciente se abra. Imagino como deve ter sido difícil e frustrante para Breno conviver com a “perfeição” de seu pai e que o fato dele querer ser o melhor sempre, é reflexo disso. Essa distância de Breno com o pai é o que faz com que ele o idolatre, e queira ser tão frio quanto o pai, que nas palavras dele, é um homem de aço.

Outra coisa que vale a pena destacar é que quando Théo parte pra cima de Breno, ele grita para que ele não fale de seus pacientes. Percebam que Breno tinha falado de toda a sua família, mas Théo só se alterou e se ofendeu quando Breno falou de Júlia. Isso prova o que Clarice disse sobre Théo se importar mais com os pacientes, do que com a família e como ele está envolvido com Júlia. Falando de Clarice, ela ainda apareceu nesse episódio, mas nada que me prendesse, o estrago já estava feito, a emoção já havia me atingido e a cara de assustado de Breno já tinha refletido a minha reação com aquela sessão excepcional.

Foi uma sessão tensa e que eu considero, até o momento, como a melhor sessão da série. As atuações de Zécarlos Machado e Sérgio Guizé foram precisas, maravilhosas. Aliás, a atuação de Guizé cresceu muito durante a série e nos fez se aproximar de Breno, é incrível a identidade que ele deu ao personagem. Hoje, considero Breno como o paciente com mais potencial a ser tratado e espero a cada semana ansiosamente pela sessão dele.
Frase do episódio: “Não fala assim dos meus pacientes, quem você pensa que é? Seu muleque!” -Théo
PS: Breno contando que tomou comprimido e vodca pra encarar Júlia, foi hilário!

Quarta- Nina
Desde o começo da terapia com Nina, percebemos como é caótica a relação dela com os pais. A sessão dessa semana é especial justamente por nos mostrar além da visão da paciente adolescente como é, de fato, a sua mãe. Quem já foi adolescente, sabe como é discordar e se irritar com a maioria das coisas que os pais fazem e com a Nina não é diferente. Ela é uma personagem de fácil identificação.

Após a tentativa de suicídio semana passada, Nina foi a terapia acompanhada de sua mãe a pedido de Théo, o que nos permitiu ver vários confrontos. Nina quer voltar aos treinos e sua mãe não aceita isso, isso prova o que Nina disse de sua mãe ser controladora e por isso, ela se sente melhor e mais livre nos treinos. Por outro lado, nós como espectadores vimos uma mulher tentando recuperar a relação com a filha, como Théo disse, ela errou no passado e se preocupa com a situação da filha, mas está sendo desprezada com palavras duras.

Théo finalmente compreendeu que Nina tentou com uma atitude, já que ela não consegue com as palavras, pedir uma ajuda e queria ser salva por ele, por isso tentou se matar no consultório. Achei bem tocante quando ele pergunta a ela, o porquê de querer morrer e ela diz que só queria dormir pra sempre, não sentir nada e se livrar desse lado fraco. A morte pra Nina é a saída da situação caótica em que se encontra a vida dela, ela não quer morrer de fato, ela só quer que tudo isso passe. A relação de cumplicidade entre os dois que tanto falo nas reviews, foi destacada essa semana por Théo, que praticamente disse amar a paciente, se importar com ela e pra Nina, que sempre se sentiu tão sozinha, isso é importante.

A maravilhosa cena da briga com a mãe no consultório, revelou que um problema naquela relação também é o cotidiano. Nina jogou sobre a mãe palavras duras, realçou o fato de se sentir trancada pela mãe e mentiu sobre transado no hospital com Leon só para machucá-la. Já Isabel não entendeu o porquê de Théo achar certa essa decisão de voltar aos treinos e disse que a garota só idolatra o pai porque ele está distante e que se ela também estivesse, seria valorizada.

O acordo proposto por Théo para que Nina não tentasse se matar durante a terapia também foi importante e eu espero que ele explore como ela de fato se sente em relação ao pai distante, confronte essa idealização. A tentativa de se matar foi o que Nina encontrou para chamar a atenção e agora que sua mãe finalmente a vê, ela rejeita essa relação. Isso é bem contraditório, mas como Théo disse, Isabel não quer perder a filha e Nina, apesar de tudo, não quer desistir da mãe.
Frase do episódio: “Eu só queria acabar com esse lado fraco que não serve pra nada”– Nina
P.S: É irritante e engraçado quando a Nina fala “Saaaaaco”

Quinta- Ana e João
Sempre que Ana e João chegam ao consultório, é possível decifrar como está a relação dos dois só pela distância no sofá. Essa semana, eles estavam bem separados.

Já pararam pra pensar em como deve ser o filho desse casal em crise? Segundo João, o menino é gordinho por má influência da mãe e Ana disse que o pai influenciou negativamente o menino, o ensinando a agredir os colegas da escola. Ana e João se separaram semana passada, depois de João ameaçar matar Ana durante uma relação sexual. O que me impressionou não foi a ameaça e sim, como Théo lidou com isso na terapia. Ao invés de colocar João como um vilão, ele entendeu a profundidade dos sentimentos contidos naquela ameaça. Diante da indiferença de Ana ao contar sobre a ameaça e a descoberta que ela foi uma criança gordinha, fez Théo desvendar o nojo que ela sentiu.

João não queria perder Ana e sua ameaça foi a maneira encontrada por não conseguir dizer o quanto a ama, por não conseguir admitir que se ela o deixar, é ele que vai morrer. João apesar da desconfiança é totalmente refém dessa relação, ele é absurdamente dependente da vontade de ter essa mulher ao seu lado. Diante de uma reação passional, uma demonstração de fraqueza e emoção forte de João, Ana recuou. Convém a ela que o marido seja um estúpido, porque assim, ela que já sofreu de baixa autoestima, não precisa demonstrar e ver as suas fraquezas. Ainda que Ana ainda tenha uma postura de arrogância e indiferença durante as sessões, eu acredito que isso só seja uma máscara, uma maneira de esconder as dores que ela tem pelo casamento, as desconfianças, a rotina.

No final, João desaba e a distância no sofá acaba. O homem estúpido confessou todo o seu amor, o medo do casamento acabar e se transformou em um menino que deixou as lágrimas brotarem, repousando a cabeça sobre o colo da esposa. Lindas interpretações, comovente sessão, espero que eles decidam começar a entender os erros que estão cometendo nessa relação. O casal precisa de uma identidade individualmente.
Frase do episódio: “Eu não consigo mais viver sem você, eu não vou aguentar ficar sem você”- João
P.S: O filho da Ana e do João, deve ser igual esse menino aqui.

Sexta- Dora
As sessões de sexta-feira, agora já tem uma nova paciente: Clarice. Finalmente, depois da cena em que ela confessou trair o marido, podemos ouvir e conhecer mais de Clarice. Dora sugeriu três sessões para a decisão de continuar ou não com a terapia de casal e ao julgar por essa primeira, teremos sessões tensas. Apesar de gostar muito da sessão de sexta por ver o Théo contar tudo, acredito que essa é uma boa oportunidade de conhecê-lo como pai e marido.

Os dois aparentavam estar bem incomodas no começo das sessões, mas depois cada um revelou uma mágoa. Théo não consegue perdoar a esposa pela traição e disse muito magoado, mas como Dora bem pontuou, ele não demonstra isso. Clarice apesar de dizer que não era boa de explicar seus sentimentos, revelou que Théo matou um lado impulsivo, irresponsável, espontâneo dela e que no caso extraconjugal passageiro, ela encontrou isso. Com certeza, não deve ser fácil ser casada com um terapeuta que a todo instante deve querer interpretá-la.

Dora não foi imparcial durante a sessão, a todo instante ela tentava colocar Théo contra a parede, provavelmente por querer dele a revelação que veio no final do episódio. Théo confessou ter uma paciente interessada nele e Clarice contou como o marido está frio há exatamente um ano, tempo em que Júlia faz sessão com Théo. É claro que Júlia não é um assunto bobo na vida de Théo, por isso ele decidiu contar sobre ela na sessão, ele foi ali só para isso.

Senti a dor de Clarice ao perceber que a confissão de sua traição pode ter sido um alívio ao invés de uma dor para Théo. Théo se defendeu alegando que não cometeu uma traição, tentando tirar de si a culpa e jogando sobre a esposa. Imagino como foi difícil pra ela ter o marido distante, frio e ainda por cima, ter a vida conjugal exposta pra Dora.

Foi mais uma ótima sessão! Acho que o Théo não deveria ter citado o nome da Júlia, com certeza, isso terá um desdobramento futuramente. Espero que Dora seja mais imparcial e descubra o que tornou essa relação vazia.

Frase do episódio: “Como eu saio daqui? O que eu levo dessa sessão? O que eu vou fazer?” – Clarice