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domingo, 4 de maio de 2014

Silvio de Abreu e Boninho podem participar de fóruns que vão discutir o futuro da Globo

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Globo quer Silvio de Abreu em fórum sobre novelas

Como amplamente divulgado, o diretor-geral da Globo, Carlos Henrique Schroder, vai promover fóruns para ouvir sugestões e críticas dos contratados para traçar o futuro da emissora e elaborar melhorias também para os profissionais da Casa.

O início dos debates está previsto para os próximos dias com o fórum de novelas, após o retorno de Manoel Martins, diretor de Entretenimento, que estava afastado em razão de uma cirurgia.

Segundo a jornalista Cristina Padiglione, a emissora quer Silvio de Abreu liderando os debates sobre novelas, enquanto Cláudio Paiva responderá pelo fórum de humor e Boninho o de formatos de programas.

domingo, 23 de março de 2014

Globo promove diretora, que agora tem seu próprio núcleo

Amora Mautner passa a ter o mesmo status de seu ex-chefe
Amora Mautner passa a ter o mesmo status de seu ex-chefe

A dupla Ricardo Waddington e Amora Mautner foi responsável por alguns dos maiores sucessos da teledramaturgia na Globo nos últimos anos, como, por exemplo, “Avenida Brasil” e “Cordel Encantado”. Mas, agora, esta bem-sucedida parceria será desfeita. Antes que os mais afoitos possam tirar conclusões precipitadas, convém reiterar que não houve desentendimentos.

A explicação, neste caso, é outra: a diretora foi promovida e passa a ter o mesmo status de Waddington, que, até então, era seu chefe. Em outras palavras, ela passa a responder por um núcleo de produção de novelas e outros programas de entretenimento. Isto significa também que ela ganha mais autonomia para apresentar projetos à direção artística da emissora, além da liberdade para tomar decisões. Amora é a segunda mulher a ocupar este posto, ao lado de Denise Saraceni.

Resta agora saber com quem irão trabalhar os autores parceiros de Amora e Ricardo. Desta forma, cria-se a expectativa para saber quem será o diretor — ou diretora — de núcleo da novela que João Emanuel Carneiro escreve para às 21h. Como ressalta o colunista Flavio Ricco, em seu atual trabalho, a novela “Joia Rara”, o nome de Amora continuará sendo creditado como diretora geral.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Atores reclamam por não receberem direitos por reprises; canal Viva se explica

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Canal Viva diz que paga à Globo pelas reprises


No ano passado, foi noticiado que Antonio Fagundes estava liderando um grupo de atores que batalhavam por melhores condições na Globo. Dentre as reclamações, o fato de não receberem cachê para participar de atrações da Casa e valores mais satisfatórios por conta das reprises do Viva.

Ocorre que, segundo a coluna de Flávio Ricco, o canal não paga diretamente aos envolvidos nas produções: “O contrato do Viva é de licenciamento do conteúdo da TV Globo e de outros fornecedores internacionais ou de produtoras independentes. Pagamos pelo conteúdo. Os fornecedores, como a TV Globo, BBC, CBSG etc, são responsáveis pelo pagamento dos direitos a seus contratados”.

Ao mesmo tempo, questionada, a Globo informa que todos os envolvidos nas produções são pagos. Alguns atores, no entanto, reclamam que não recebem absolutamente nada por esses trabalhos.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Record volta a investir na dramaturgia e recontrata antigos autores

Camilo Pellegrini, co-autor de "Bicho do Mato", volta a trabalhar na Record
Camilo Pellegrini, co-autor de “Bicho do Mato”, volta a trabalhar na Record

A Record voltou a investir forte em sua dramaturgia. De acordo com o jornal “O Globo”, a emissora contratou três novos autores para os roteiros da minissérie “Milagres de Jesus”. Os profissionais já trabalharam na emissora anos atrás e foram surpreendidos com o novo convite.

Maria Cláudia Oliveira, que colaborou com produções como “Promessas de Amor” (2009) e “A História de Ester” (2010), Camilo Pellegrini, co-autor de “Bicho do Mato” (2006) e “Vidas em Jogo” (2011), e Paula Richard, uma das colaboradoras “Vidas Opostas” (2006) e “Ribeirão do Tempo” (2010), assinaram com a emissora.

Além de escrever capítulos da minissérie bíblica, os três entregaram à emissora sinopses de novas novelas, que já estão sendo analisadas. Vale lembrar que Leandro de Assis Furtado de Oliveira ocupou recentemente a direção-geral de dramaturgia da emissora.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Globo quer projetos sobre o Brasil para comemorar seus 50 anos

O autor Geraldo Carneiro
O autor Geraldo Carneiro


A programação de 2014 ainda nem começou na Globo, mas a emissora já está pensando nas atrações que serão exibidas em 2015, para celebrar seus 50 anos de existência. De acordo com o jornal “O Globo”, a ordem é produzir projetos que falem sobre o Brasil.

Geraldo Carneiro, co-autor de “O Astro”, premiada no Emmy Internacional como melhor novela de 2011, prepara uma minissérie sobre a Inconfidência Mineira, que tem grandes chances de ganhar o sinal verde da emissora, que já está avaliando os custos da super produção.

A série “Dama da Noite”, que vai retratar a vida da cafetina Eny Cezarino, dona de um dos mais famosos bordéis do Brasil, a Casa de Eny, também será produzida no ano que vem. Walther Negrão entregou a sinopse da história, que promete dar o que falar.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Autores e diretores da Globo reclamam da falta de galãs



Uma reclamação por parte dos autores e diretores da Globo se torna cada vez mais frequente: está difícil escalar o elenco de novelas devido a falta de galãs disponíveis na faixa dos 40 anos de idade.

Segundo a coluna da jornalista Patrícia Kogut, o fato se agrava com parte dos atores dando preferência ao teatro e cinema em detrimento de participações em telenovelas da Casa.

A falta de veteranos, aliás, é uma das reclamações feitas com relação à “Além do Horizonte”, novela que apostou em muitos novatos e, a baixa audiência, dentre outros motivos, é apontada como resultado da falta de rostos mais conhecidos.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

“Altas Horas” comemora aniversário de treze anos com tributo às novelas


A próxima edição do “Altas Horas” será especial. Comemorando 13 anos no ar, a atração de Serginho Groisman celebrará a data com um tributo às novelas e aos personagens que marcaram época. As trilhas sonoras inesquecíveis ganharão nova interpretação em virtude da ocasião.

Gravado na semana passada, o programa irá ao ar neste fim de semana. Participam do especial os atores Lima Duarte, Regina Duarte, Lucélia Santos, Malu Mader, Isabela Garcia, Flávia Alessandra, Priscila Fantin, Tatá Werneck, Isabelle Drummond e Nanda Costa, que relembrarão momentos marcantes de suas carreiras.

O som da noite ficará por conta de Fábio Jr., Marina Lima, Thiaguinho, César Menotti & Fabiano, Sandy, Gabriel Valim, Fernanda Abreu e Gaby Amarantos.

O “Altas Horas – 13 Anos” irá ao ar neste sábado, 14, logo após o “Zorra Total”.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Record pode alterar horário de exibição de suas novelas




Há alguns dias, foi noticiado que a próxima novela da autora Margareth Boury, que será de época, deve ser exibida na faixa das 20h30. Margareth disse não ter sido informada, ainda, a esse respeito.

Entretanto, segundo a coluna de Flávio Ricco, a emissora realmente pretende alterar o horário de suas produções de dramaturgia, que está em baixa desde “Máscaras”. “Pecado Mortal”, atual aposta da faixa das 22h, apesar de ser bem avaliada junto à crítica, não tem a mesma força com o telespectador.

A mudança pode não ocorrer ainda durante a exibição da trama do autor Carlos Lombardi, mas pode entrar em vigor a partir de “Vitória”, da autora Cristianne Fridman.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Estúdios da Record são mal aproveitados no Rio de Janeiro; entenda




Depois de gravar vários especiais de fim de ano nos estúdios do Rio de Janeiro, a Record volta a deixar grande parte de sua estrutura fechada, de acordo com a coluna do jornalista Flávio Ricco, publicada neste domingo (8).

A emissora possui 10 estúdios no RecNov (Record Novelas), mas só tem usado o complexo para gravar “Pecado Mortal” e “Os Milagres de Jesus”.

Enquanto isso, a equipe aguarda a autorização para iniciar novas produções. Internamente, ”Tá Tudo em Casa”, que será exibido neste domingo (8), é um dos favoritos para virar seriado no ano que vem. O texto é de Letícia Dornelles.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Após 33 anos de Casa, Pedro Paulo Rangel é dispensado pela Globo

 

 
O ator Pedro Paulo Rangel é mais um dos veteranos atores a ser dispensado pela Globo e não teve seu contrato renovado pela emissora.
 
Pedro Paulo estava na Globo há mais de 30 anos, mais precisamente desde 1981. Na Casa, participou de mais de 20 novelas. Seu último trabalho foi em “Amor Eterno Amor”, onde interpretou o personagem Zé da Carmem.
 
Na semana passada, outra veterana, Joana Fomm, compartilhou seu desligamento da Globo e expôs o drama em que sua vida se transformou após a demissão. A assessoria da Globo justificou as dispensas:
 
“O banco de autores, diretores e atores da Globo gira em torno de 1.500 talentos e é um ativo permanente, que será mantido com cuidado e o investimento de sempre. O que temos, e que também não é novo, é uma dinâmica entre contratos de prazo longo e de obra certa”, disse a emissora.
 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Relembre as mocinhas mais rejeitadas das novelas

Um casal de novela pra fazer sucesso precisa ter química, mas nem sempre a protagonista ajuda. Na história da dramaturgia brasileira, muitas mocinhas foram rejeitadas pelo público, seja pela atuação fraca das atrizes ou situações que não agradaram os telespectadores. Relembre:

Substituída às pressas, Paolla Oliveira não agradou com sua Marina
Substituída às pressas, Paolla Oliveira não agradou com sua Marina

Marina de “Insensato Coração” (2011)
Paolla Oliveira vem roubando a cena como a protagonista Paloma de “Amor à Vida”, mas há dois anos, no mesmo horário, a atriz viveu uma das mocinhas mais rejeitadas da telinha. A Marina de “Insensato Coração” (papel antes destinado à Ana Paula Arósio, que desistiu das gravações) não agradou os telespectadores. A personagem era bobinha demais, caia fácil na conversa dos vilões, chegando a casar, inclusive, com o bandido Leo (Gabriel Braga Nunes).

Helena mais jovem de Manoel Carlos também não agradou
Helena mais jovem de Manoel Carlos também não agradou

Helena de “Viver a Vida” (2009)
Manoel Carlos é famoso por suas protagonistas guerreiras. Em “Viver a Vida”, no entanto, a Helena do autor não fez sucesso. Taís Araújo, primeira protagonista negra de uma novela das oito, não foi entendida pelo público da trama. A personagem criou certa antipatia nos telespectadores e foi acusada por provocar o acidente que deixou Luciana (Alinne Moraes) paralítica. O par romântico formado por ela e Marcos (José Mayer) também não agradou. Para amenizar a antipatia, Maneco diminuiu o tom de sua protagonista e aumentou as cenas de drama.

Assim como a novela, mocinha de “Duas Caras” foi desenvolvida às pressas
Assim como a novela, mocinha de “Duas Caras” foi desenvolvida às pressas

Maria Paula de “Duas Caras” (2007)
Segundo o autor Aguinaldo Silva, a novela “Duas Caras” foi feita às pressas. Talvez por isso a trama não conseguiu desenvolver muito bem sua protagonista. Maria Clara, interpretada até então pela novata Marjorie Estiano, foi enganada pelo robótico Ferraço (Dalton Vigh) e não agradou com sua personagem. A trama teve uma reviravolta, a protagonista ganhou um ar mais solar e lutou pela simpatia do público.

Glória Perez pode dizer que é conspiração, mas sua mocinha de “América” não agradou
Glória Perez pode dizer que é conspiração, mas sua mocinha de “América” não agradou

Sol de “América” (2005)
Substituta de “Senhora do Destino” no horário nobre, “América” sofreu com vários problemas em seu início, que acabou afastando, inclusive, o diretor Jayme Monjardim da equipe. A protagonista Sol (Deborah Secco) não agradou o público com seu drama. A personagem aparecia marrom demais no vídeo e chorava em quase todos os capítulos. Se não bastasse isso, a moça não teve química com Tião (Murilo Benício) e autora arrumou um novo par pra ela, o Ed (Caco Ciocler).

“Bang Bang” foi um fracasso em todos os sentidos
“Bang Bang” foi um fracasso em todos os sentidos

Diana de “Bang Bang” (2005)
A novela “Bang Bang” marcou negativamente a dramaturgia brasileira. Sua protagonista, Diana (Fernanda Lima), foi considerada a maior responsável pela rejeição da novela. A interpretação da atriz foi considerada péssima, forçada demais. A trama escrita por Mário Prata e Carlos Lombardi também não agradou com o tema faroeste.

Adaptação de “Marisol” errou no papel principal
Adaptação de “Marisol” errou no papel principal

Marisol de “Marisol” (2002)
Depois de vencer o reality “Casa dos Artistas”, do SBT, Bárbara Paz protagonizou a novela da casa “Marisol”, mas a interpretação da atriz não ajudou. Considerada inexperiente, Bárbara foi criticada pelo tom excessivo que deu a uma personagem simples. A atriz só voltou a ser elogiada pela crítica quando viveu a alcoólatra Renata de “Viver a Vida”. Atualmente, Paz vive a Edith de “Amor à Vida”.

Novata até então, Priscila Fantin teve que lutar pra ganhar antipatia do público de "Esperança"
Novata até então, Priscila Fantin teve que lutar pra ganhar antipatia do público de “Esperança”

Maria de “Esperança” (2002)
Revelada em “Malhação”, Priscila Fantin foi escalada em 2002 para protagonizar a novela “Esperança”, mas a atriz não era considerada pronta para um papel tão importante no horário nobre da Globo. Para completar, Fantin fazia par com Tony, papel de Reynaldo Gianecchini, que também foi criticado pela crítica. Os dois permaneceram juntos até o final e se esforçaram para agradar os telespectadores.

Sandy podia fazer sucesso nos palcos, mas na TV...
Sandy podia fazer sucesso nos palcos, mas na TV…

Cristal de “Estrela Guia” (2001)
Nos anos 2000, Sandy fazia sucesso em todo o Brasil com a dupla formada com Junior, seu irmão. A boa fama da cantora, no entanto, não ajudou em sua interpretação em “Estrela Guia”, no horário das 18h. A personagem era descrita na sinopse como descolada, mas a meiguice de Sandy não ajudou na interpretação. A novela não agradou e teve apenas 83 capítulos.

Antes de arrasar como Carminha, Adriana Esteves sentiu o gostinho da rejeição do público
Antes de arrasar como Carminha, Adriana Esteves sentiu o gostinho da rejeição do público

Mariana de “Renascer” (1992)
Adriana Esteves foi eleita a melhor atriz do ano passado, após interpretar a carismática Carminha de “Avenida Brasil”. Muito antes disso, no entanto, Esteves foi massacrada pela crítica quando protagonizou “Renascer”. O caráter dúbio e o sotaque falso irritaram o público na época. A mocinha também não convenceu fazendo par romântico com Antonio Fagundes. A atriz chegou a ficar um bom tempo fora da TV e enfrentou uma depressão por causa da personagem.

Público aceita traição da mocinha? Em “O Dono do Mundo”, não
Público aceita traição da mocinha? Em “O Dono do Mundo”, não

Márcia de “O Dono do Mundo” (1991)
A novela “O Dono do Mundo” ousou em trazer à telinha uma mocinha que também erra. Márcia, interpretada por Malu Mader, traiu o esposo Walter (Tadeu Aguiar) em plena lua-de-mel. Para piorar a situação, o marido traído sofreu um acidente e morreu após descobrir que era enganado. O público não perdoou o deslize da mocinha, principalmente porque o amante era um dos bandidos da trama.

domingo, 20 de janeiro de 2013

As 10 novelas que foram os maiores fracassos da TV

O time de atores pode ser de primeira linha, mas se o público não simpatizar com a história e não se identificar com os personagens nada pode salvar uma novela do fracasso. Relembre quais foram as piores investidas da TV nos últimos tempos:


 
10. Tempos Modernos
Primeiro, a culpa foi do horário de verão. Depois, recaiu sobre as intensas chuvas de fim de tarde que atingiram grande parte do país desde o fim de dezembro. Por fim, o Carnaval. As desculpas para justificar o fracasso de Tempos Modernos (Globo, 2010) estão sempre na ponta da língua, mas nenhuma convenceu. O fato é que a história do empresário Leal (Antônio Fagundes), seu computador Frank e suas três filhas não agradou como se esperava. É verdade que a novela está apenas no começo – estreou em 11 de janeiro -, mas já registrou a pior audiência de todas as novelas das 19h da Globo e ligou o sinal de alerta da emissora.
9. Viver a Vida
A nova Helena (Taís Araújo) de Manoel Carlos, dessa vez, não encantou. A química entre ela e Marcos (José Mayer) também não convenceu. A trama não esquentou, e o resultado disso só poderia ser baixa audiência. Começa-se a ter certeza de que uma novela vai mal quando personagens secundários começam a ofuscar os protagonistas, neste caso, como os gêmeos Miguel e Jorge (Mateus Solano), a língua afiada de Isabel (Adriana Birolli) e a esperta Rafaela (Klara Castanho). Viver a Vida (Globo, 2009) tem o pior ibope de toda a história das novelas das 20h e 21h da emissora. O autor promete uma reviravolta para dar fôlego à história que tem fim marcado para maio.

8. O Beijo do Vampiro
Não é porque uma novela fez um imenso sucesso que ela pode ser copiada com o mesmo resultado. Esse foi o pecado cometido por O Beijo do Vampiro (Globo, 2002), que foi vista como uma réplica de Vamp (1991), com mais efeitos especiais. A mais notável semelhança entre as duas, além do autor Ântônio Calmon, são os personagens de Ney Latorraca, que foi Conde Nosferatu e Conde Vlad, respectivamente. Mas quem guia a história na nova versão são os vampiros Bóris (Tarcísio Meira) e Mina (Claúdia Raia) e os mortais Lívia (Flávia Alessandra) e Beto (Alexandre Borges), que se encontram entre uma reencarnação e outra.


 
7. Vira-Lata
Carlos Lombardi já assumiu, em um evento de TV, que Vira-Lata (Globo, 1996) é uma mancha em seu currículo de novelista. “Às vezes, você descobre que foi problema seu, ou um erro de escalação, ou em geral uma mistura de tudo isso. Foi o que aconteceu com Vira-Lata“, disse o autor de fenômenos como Bebê a Bordo (1988) e Quatro por Quatro (1994). No fracasso, Andréa Beltrão é Helena, uma mulher com duas filhas pequenas e um pai criminoso, que ela tenta esconder do marido, o promotor Viana (Murilo Benício). A empatia dos protagonistas com o público foi tão fraca, que o autor decidiu virar a história e transformar o então casal coadjuvante –  Fidel (Marcello Novaes) e Renata (Carolina Dieckmann) – em principal. Deu menos errado.


6. Bela, a Feia
Bela, a Feia (Record, 2009) foi anunciada com toda a pompa e prometendo 20 pontos no ibope. Começou com 10 e foi caindo cada vez mais, chegando a marcar até 5, muito diferente de novelas bem-sucedidas da emissora, como Promessas de Amor e Os Mutantes. A culpa pode não ser da Record, e sim da história da heroína feia e bobinha que se apaixona pelo lindo chefe garanhão e um dia aparece linda e fatal. A fórmula pode, simplesmente, ter cansado o público, que já foi apresentado à original colombiana (Betty, la Fea), exibida no Brasil pelo SBT e pela Rede TV, que também deu origem a um seriado americano (Ugly Betty). Para tentar mostrar alguma novidade e chamar a audiência de volta, a Record promete um final diferente, no qual a feia não suma.



5. Vende-se um Véu de Noiva
Silvio Santos nunca se fez de rogado ao mudar de horário, encurtar a duração ou simplesmente limar da telinha algum programa que não estivesse dando a audiência necessária. Não é porque Íris Abravanel é sua mulher que seria diferente. Vende-se um Véu de Noiva (SBT, 2009), do qual ela é a autora, fez a emissora – que deve sentir saudades dos bons índices que conquistava com as novelas mexicanas – amargar o quarto lugar no ibope durante todo o período de exibição. Por isso, terminou quase dois meses antes do previsto. Baseada na obra homônima de Janete Clair, a história gira em torno do casal Maria Célia (Thaís Pacholek) e Rubens Baronese (Nando Rodrigues). Nem as insistentes chamadas feitas pelo patrão impulsionaram o ibope.


4. Negócio da China
Miguel Falabella já tinha enfrentado alguns fracassos como autor de novelas, com Salsa & Merengue e A Lua Me Disse, ambas escritas em parceria com Maria Carmem Barbosa. Mas foi em Negócio da China (Globo, 2008), a primeira escrita sozinho, que sua carreira de novelista foi colocada em xeque. O que era para ser uma história de ação para atrair o público jovem, tornou-se na prática uma história sem pé nem cabeça, que misturava máfia chinesa, um pendrive que guardava uma grande fortuna e atiçou a ambição de metade do elenco, lutas marciais, romances e implicância de sogras. Uma das piores audiências das novelas da Globo e a saída precoce de Fábio Assunção, protagonista ao lado de Grazi Massafera, acabaram mudando o rumo da história e ajudaram a antecipar o (desejado) fim da história. Ao fim, o autor disse que só volta a escrever novela “se estiver morrendo de fome”.


3. Bang Bang
A Globo inovou abordando o tema faroeste em uma novela. Mas não foi à toa que isso não virou moda. Bang Bang (Globo, 2005) foi um fiasco. A trama confusa e as piadas do velho oeste não colaram. Os baixíssimos índices de audiência chegaram a afetar, inclusive, o imaculado ibope do Jornal Nacional, que vinha logo em seguida. Nem o autor aguentou a história de Ben Silver (Bruno Garcia), que aos 8 anos teve a família morta pelos capangas de Paul Bullock (Mauro Mendonça) e volta para a cidade pronto a enfrentar o inimigo, quando se apaixona pela filha dele, Diana (Fernanda Lima). Alegando problemas de saúde, o novelista Mário Prata abandonou o folhetim nas primeiras semanas de exibição, deixando o abacaxi nas mãos de Carlos Lombardi, que não conseguiu fazer milagre.


2. Zazá
Nem o peso do nome da única atriz brasileira indicada ao Oscar foi o suficiente para fazer Zazá (Globo, 1997) decolar. Fernanda Montenegro era a protagonista Zazá Dumont, uma mulher apaixonada por aviação e que jurava ser filha de ninguém menos que Santos Dumont. A história fraca se refletiu em audiência pífia. O autor, Lauro César Muniz, não lembrava nem de perto o grande sucesso de O Salvador da Pátria (1989). Ele assumiu em entrevista, pouco depois do fim da novela, que chegou a perder o controle da história e a vontade de fazer novela depois de Zazá, “porque aquilo me traumatizou um pouco”.




1. Metamorphoses
Talvez muita inovação pode afastar o público. A principal explicação para este fiasco estava no próprio texto. A trama rocambolesca era contada de forma linear, como se fosse um filme. Os folhetins, desde sempre, têm a característica de a cada capítulo recontar toda a trama para quem está vendo, ouvindo ou vendo pela primeira vez. Tanto que é possível acompanhar qualquer novela normal assistindo a um capítulo por semana, por exemplo. O que Metamorphoses fez é desprezar a técnica desenvolvida desde os primeiros folhetins. E conseguiu com isso afastar quem não é telespectador assíduo. A telenovela começou em um dia atípico, um domingo; A emissora apostou na mistura ousada de ficção com realidade e alguns artistas passaram por cirurgias plásticas, que foram gravadas e usadas dentro da trama. A novela já teve problemas antes mesmo da estreia. Inicialmente, o autor seria Mário Prata. Depois, foi convidado Marcílio Moraes. Ambos chegaram a começar a trabalhar no texto e na história, mas abandonaram o projeto devido aos desmandos e interferências da produtora Arlette Siaretta. Muitos atores deixaram a novela em sua segunda fase, quando foi contratada nova autora, Letícia Dornelles, para tentar salvar a telenovela. O elenco foi quase todo renovado, mas a audiência não melhorou. Ainda, antes mesmo do fim da primeira fase, quem deixou o projeto, pelo mesmo motivo de Prata e Moraes, foi a diretora Tizuka Yamasaki. A novela terminou com vinte capítulos a menos que o previsto e a maioria dos personagens não teve desfecho apropriado.
 


domingo, 13 de janeiro de 2013

RESULTADO - OS MELHORES DE 2012


2012 chegou o fim, e nossa famosa premiação, demorou um pouco esse ano, devido ao grande número de e-mails!

Confira os ganhadores (em vermelho):

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DRAMA

FORA DE CONTROLE - RECORD
SUBÚRBIA - GLOBO
SESSÃO DE TERAPIA - GNT


MELHOR SÉRIE BRASILEIRA COMÉDIA/HUMOR
FDP - HBO
TAPAS & BEIJOS - GLOBO
MORANDO SOZINHO - MULTISHOW



MELHOR ATRIZ SÉRIE 

BIANCA MULLER (SESSÃO DE TERAPIA)
GLÓRIA MENEZES (LOUCO POR ELAS)
MARIA FERNANDA CÂNDIDO (SESSÃO DE TERAPIA/
O BRADO RETUMBANTE)



MELHOR ATOR SÉRIE
LEONARDO FRANCO (PREAMAR)

ZÉCARLOS MACHADO (SESSÃO DE TERAPIA)
SERGIO GUIZÉ
(SESSÃO DE TERAPIA)


MELHOR MINISSÉRIE
O REI DAVI - RECORD
O BRADO RETUMBANTE - GLOBO
DERCY DE VERDADE - GLOBO



MELHOR NOVELA
CHEIAS DE CHARME - GLOBO
AVENIDA BRASIL - GLOBO
LADO A LADO - GLOBO



MELHOR ATRIZ MINISSÉRIE/NOVELA
PATRÍCIA PILLAR (LADO A LADO)
ADRIANA ESTEVES (AVENIDA BRASIL)

CLAUDIA ABREU (CHEIAS DE CHARME)




MELHOR ATOR MINISSÉRIE/NOVELA
MURILO BENÍCIO (AVENIDA BRASIL)
DOMINGOS MONTAGNER (O BRADO RETUMBANTE)
LEONARDO BRÍCIO (REI DAVI)


MELHOR REPRISE DE TELEDRAMATURGIA
QUE REI SOU EU? - VIVA
MULHERES DE AREIA - GLOBO
FELICIDADE - VIVA



sábado, 12 de janeiro de 2013

Ricardo Mantoanelli vai para o núcleo de teledramaturgia do SBT

O diretor, que também comanda o "Cante Se Puder" na emissora

Com o término do “Astros” no SBT, mudanças aconteceram entre as funções dos diretores do canal. Ricardo Mantoanelli que comandava a atração de calouros, agora, é o mais novo integrantes da parte de teledramaturgia da emissora.

De acordo com o jornalista Flávio Ricco, Mantoanelli não esconde a empolgação e faz questão de afirmar que “está lá para aprender”. Ele fará parte da produção de “Chiquititas”, remake que substitui “Carrossel” na emissora.

Com essa mudança, Arnaldo Saccomani, Cyz, Thomaz Roth e Carlos Miranda, ex-jurados do “Astros” passam a ser dirigidos Denis Salles. Sobre um novo projeto, porém, nada se fala. Entretanto, pode ser que seja a mesma atração, só que reformulada.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Canal Viva exibirá clássicos da dramaturgia

Andrea Guerra é Marlene, A Desinibida do Grajaú

No dia 01 de janeiro, é a vez da “A Farsa da Boa Preguiça”, com texto de Ariano Suassuna adaptado por Bráulio Tavares e direção de Luiz Fernando Carvalho. Em seguida, no dia 02, o canal apresenta “O Poder da Arte da Palavra”, baseado no conto de João Ubaldo Ribeiro, texto de Geraldo Carneiro e dirigido por Tizuka Yamasaki.

“O Alienista”, inspirado no conto homônimo de Machado de Assis e dirigido por Guel Arraes, fecha a lista de episódios no dia 03. Os especiais serão apresentados às 23h15.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Record estuda substitutas de “Rebelde” e “Máscaras”


A Record resolveu apagar o fogo em torno da extinção do seu primeiro horário de novelas, hoje ocupado por “Rebelde”. A emissora confirma uma nova produção para a faixa assim que a segunda temporada da trama jovem chegar ao fim, em outubro. Esse folhetim será escrito por Gustavo Reiz, com um diretor ainda a ser escalado. Será uma nova adaptação mexicana.

Para a vaga de “Máscaras”, que estreou nesta terça-feira, o nome mais provável é o de Gisele Joras, responsável por “Amor e Intrigas” (2007) e “Bela, a Feia” (2009). Edson Spinello, que encerrou recentemente os trabalhos da minissérie “Rei Davi”, será o responsável pela direção. A estreia desta trama está prevista para fevereiro.

domingo, 8 de abril de 2012

Filme “A Novela das 8” homenageia a telenovela brasileira


A proposta inicial do filme A Novela das 8 – de Odilon Rocha, que estreou sexta, 30/03, nos cinemas – é interessante: mesclar realidade e fantasia através de uma trama fictícia que homenageia a teledramaturgia brasileira. A história se passa entre São Paulo e Rio de Janeiro em 1978, ano marcado pelo sucesso da novela Dancin´ Days, no horário nobre da Globo. A trama da novela abordava – de uma forma ampla – a liberdade, o que, nas entrelinhas, fazia um contraponto com a ditadura do Regime Militar no período. Na época, a telenovela em geral era acusada pelos intelectualóides de alienante, “ópio do povo”. Ou uma “válvula de escape” contra a dura realidade política e sócio-econômica do país.

De um lado está a figura sofrida de Dora (Cláudia Ohana), uma mulher que esconde seu passado de guerrilheira, que teve que se afastar da família e foi morar em São Paulo, onde trabalha como doméstica. Do outro, está a esfuziante Amanda (Vanessa Giácomo), a patroa de Dora, uma prostituta que vive num alienado mundo de fantasia, apaixonada pela novela Dancin´ Days e que sonha em conhecer a discoteca real que existe no Rio de Janeiro.

Gosto, particularmente, de um diálogo entre Dora e Amanda que mostra bem a diferença entre as duas personagens:

Dora: – Esses caras, o que eles fazem, não aparece na novela das oito!


Amanda: – Sei disso! Só que a gente precisa sonhar. Senão a gente morre!

Um incidente fatal faz com que Dora e Amanda fujam para o Rio com uma mala cheia de dinheiro, dispostas a mudar de vida. Enquanto uma vai realizar o sonho de conhecer a discoteca carioca, a outra vai acertar contas com o passado e tentar uma aproximação com o filho que teve que abandonar quando ele era criança. Ohana e Vanessa se destacam no filme com seus papeis.



O diretor Odilon Rocha, a princípio, até dosa bem a trama pretensamente política com a história melodramática. Mas, ao retratar os “anos de chumbo”, sucumbe a todos os clichês possíveis, com cenas de tortura, diálogos ufanistas e vilões maniqueístas – como o personagem de Alexandre Nero, o agente repressor que vai ao encalço de Dora e seus amigos “comunistas”. Esse deslize é perdoado quando fica claro que a proposta maior do filme é justamente transformar a realidade num folhetim de televisão.

É na trama de Amanda que está a homenagem à telenovela e o barato do filme. Amanda não funciona apenas como um mero “refresco cômico” à dura realidade de Dora. Amanda é um convite para Dora cair na fantasia, como na letra da música-tema da novela: “abra suas asas, solte suas feras, caia na gandaia, entre nessa festa”. O universo de Amanda é uma válvula de escape para Dora.

Dancin´ Days é citada o tempo todo, mas o filme não tem nada a ver com a trama da novela, que funciona apenas como pano de fundo. Entretanto, os mais atentos reconhecerão em A Novela das 8 alguma inspiração na história de Gilberto Braga. Dora é uma mulher sofrida que abandonou o filho pelas “circunstâncias da vida” e que tenta uma reaproximação com o garoto já adolescente, que não a conhece – tal qual Júlia, a heroína de Dancin´ Days, vivida na novela por Sônia Braga. Outra referência está no personagem de Mateus Solano, um diplomata desencantado com a carreira – como era Cacá, interpretado por Antônio Fagundes na novela da Globo.

Muitas são as referências à época retratada, como na trilha sonora – com hits da disco music -, figurinos, caracterizações e elementos de cena – Vanessa Giácomo aparece vestida igualzinha à Júlia da novela, quando ela dança triunfalmente na Dancin´ Days. Um detalhe que salta aos olhos: Lidia Brondi, jovenzinha e sorridente, estampando a capa de uma revista Contigo da época.

Uma novidade é que a trama folhetinesca de A Novela das 8 vem atualizada: o filho de Dora, Caio (Paulo Lontra), é um adolescente gay que se envolve com o personagem de Mateus Solano – trama impensável para uma novela de televisão nos repressores anos de chumbo.

A Novela das 8 é um filme bacana e extremamente folhetinesco, como um bom roteiro de novela. Vale pela homenagem à nossa teledramaturgia.