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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Coleção de livros recorda tramas de novelas marcantes da Rede Globo

Coleção novelas (Foto: Divulgação) 
 As capas dos livros da Coleção Novelas, publicada pela editora Globo: para relembrar tramas clássicas
 
Que tal recordar, em livros, as tramas de cinco novelas marcantes da história da Rede Globo? O pesquisador Mauro Alencar, especialista e teledramaturgia, adaptou para as prateleiras cinco tramas da emissora, todas publicadas pela Editora Globo: Vale Tudo, Selva de Pedra, Pecado Capital, Roque Santeiro e O Bem-Amado. Cada livro possui 224 páginas e preço sugerido de R$14,90.

O autor Mauro Alencar explica que a motivação inicial foi a novela Selva de Pedra, a primeira a ser adaptada para as prateleiras.

- Foi uma escolha minha. A novela, além de sua estrondosa audiência, marca o processo de modernização e industrialização promovido pela Rede Globo de Televisão no início da década de 1970. Trata-se, portanto, de um clássico absoluto de Janete Clair. Selva de Pedra, produzida em 1972, é matéria-prima para qualquer estudante e profissional que queira adentrar o universo da comunicação, em todos os aspectos: texto, direção, elenco, trilha sonora, abertura - conta Mauro, que é doutor em teledramaturgia brasileira e latino-americana pela USP.

Nos livros, o público encontra, de maneira romanceada, momentos marcantes das tramas que fizeram sucesso na TV.

-  Tive o cuidado de extrair o diálogo original de cada novela em momentos-chave, pois, afinal, estamos falando de um produto audiovisual transformado em livro; é a literatura dramática adaptada para romance. E era fundamental manter a característica comportamental de cada personagem, pois foram eles e suas tramas que motivaram a produção dos livros como bem demonstram as diversas fotografias de cena que ilustram cada novela em romance - conta o pesquisador, que ressalta ter em cada livro uma introdução sobre a trama e o autor da novela.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Em livro, Lauro César Muniz conta porque deixou a Globo

Principal nome do time de autores de novelas da Record, Lauro César Muniz lança hoje sua biografia, "Lauro César Muniz Solta o Verbo".

O evento será na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a partir das 19h. Muniz estará no local autografando a obra.

O livro integra a coleção "Aplauso", da Imprensa Oficial, dedicada à preservação da memória do cinema, teatro e televisão brasileiros. A partir de amanhã, estará disponível para download gratuito no site da Imprensa Oficial (clique aqui).

O livro foi escrito em 2005, mas só agora chega às livrarias. "É uma biografia da minha vida profissional com alguns toques de questões mais pessoais", define Muniz, autor de Cidadão Brasileiro (2006) e Poder Paralelo (2009), na Record, além de Escalada (1975), O Casarão (1976), Os Gigantes (1979), Roda de Fogo (1986) e O Salvador da Pátria (1989), entre outras novelas e minisséries que escreveu para a Globo.

No livro, Muniz conta em detalhes episódios como a crise que teve com o diretor Jaime Monjardim, durante a produção da mininissérie Aquarela do Brasil, em 2000, e sobre sua saída da Globo, em 2005, após cinco anos na "geladeira" (sem conseguir produzir nenhuma de suas ideias). Muniz então retornou à Record, onde trabalhara entre 1970 e 1972.

A seguir, trecho do livro de Lauro César Muniz em que ele narra sua saída da Globo (lembre-se que a obra foi escrita em 2005):

'O monopólio é sempre nocivo e perigoso. Uma das razões que me anima a trabalhar na TV Record foi contribuir para abrir o mercado de trabalho, gerando uma concorrência.'

(Lauro César Muniz)

"Nos últimos anos houve uma grande transformação no quadro administrativo da Rede Globo, com mudanças não apenas nos nomes, mas de filosofia de trabalho, de opções por novelas mais populares, mais esquemáticas, de fácil comunicação. Nesses últimos anos apresentei cinco projetos excelentes, de telenovelas e minisséries. Alguns chegaram a entrar em produção; depois, por razões nem sempre muito claras, foram abandonados.

Alguns trabalhos que apresentei à Globo e que ficaram nas gavetas: Mãe Terra, em parceria com Rosane Lima, baseada no maravilhoso romance "A Mãe da Mãe de Sua Mãe e Suas Filhas", de Maria José Silveira; Tutti Frutti, novela em parceria com Renato Modesto, baseada em três obras de Molière; Vendetta, baseada no romance de Sílvio Lancellotti; e Espumas Flutuantes, a vida de Castro Alves.

A gota d'água de meu desânimo aconteceu em 2004 numa reunião em que o Mário Lúcio Vaz, diretor artístico, mencionou que meu projeto sobre Castro Alves poderia ser produzido em 2009. Havia ironia e deboche em sua frase. Eu já estava congelado há quatro anos!

Decidi, a partir dessa reunião, que buscaria outro caminho fora da TV Globo. Tinha convites de uma emissora de Santiago do Chile para assumir a supervisão de um departamento de novelas e fazer trabalhos de minha autoria. E percebia também o movimento da TV Record, que abandonara a terceirização desastrosa para produzir suas própria telenovelas. Almocei com o Hiran Silveira, diretor responsável pelas novelas da Record, e senti que estava diante de um projeto bem planejado e sério. Comecei então a analisar as possibilidades de sair da Globo e voltar a escrever para a televisão.

Já estava decidido a ir para a Record, no início de janeiro 2005, quando a TV Globo me propôs fazer uma telenovela, retomar um tema que eu já havia apresentado. Imperatriz do Café foi inicialmente cogitado para ser uma minissérie, depois eu mesmo sugeri que virasse novela. A história, baseada no livro O Lírio e a Quimera, do Romaric Büel, é um folhetim maravilhoso, uma mistura inteligente do universo de Vítor Hugo e Alexandre Dumas. Nesse momento, informei à TV Globo que não renovaria contrato. O Carlos Manga [diretor da emissora] ainda insistiu, afirmando que agora era pra valer, mas... mas eu já tinha em mãos uma proposta irrecusável da TV Record, não pelo valor da proposta, mas por me abrir as portas com um novo horário, com perspectivas muito animadoras.

Trabalhei muito durante os 33 anos em que permaneci na Rede Globo. Sou um dos autores que mais produziu teledramaturgia: escrevi e participei de 19 novelas e minisséries, vários teleteatros, cenas cômicas para o Fantástico, substitui dois colegas que não tinham condições de terminar seus trabalhos, supervisionei vários outros. Não creio que a Marluce (Dias da Silva) e o Octávio Florisbal, que hoje comandam a emissora [nota do blogueiro: Marluce não dirige mais a TV Globo], ou mesmo os Marinho, tivessem consciência plena do processo de congelamento de meu nome. Senti na Marluce um espanto quando comuniquei minha saída. Tivemos um longo e emocionado papo pelo telefone. Com o Florisbal, tive um contato pessoal excelente, harmonioso e ele entendeu as razões da minha decisão.

O monopólio é sempre nocivo e perigoso. Uma das razões que me anima a trabalhar na TV Record foi contribuir para abrir o mercado de trabalho, gerando uma concorrência. É claro que a Record de hoje nada tem a ver com a Record que eu deixei [em 1972]. É outra administração, que vem construindo uma rede com empenho e planejamento.

Fui o último autor a deixar a TV Record para ir para a TV Globo e o primeiro a voltar."

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Atores se reúnem para lançamento de livro sobre “Passione”


Na noite do último sábado (11), atores da novela “Passione”, da Globo, se reuniram em um restaurante de SP para o lançamento do livro “Passione: Um Roteiro pela Toscana”, que traz as impressões de parte do elenco sobre a cidade italiana, que é retratada no folhetim.

Estiveram presentes os atores Mariana Ximenes, Reynaldo Gianecchini, Marcelo Médici e Miguel Roncato. O autor da trama, Silvio de Abreu, também prestigiou o evento.

O livro já está sendo vendido nas lojas especializadas.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Gilberto Braga lança livro, fala sobre censura nos bastidores e critica atuação de José Wilker em seriado


O novelista Gilberto Braga aproveitou o período de férias das telenovelas para escrever o livro “Anos Rebeldes – Os Bastidores da Criação de uma Minissérie”, em que conta os bastidores da série “Anos Rebeldes”, exibida pela Globo em 1992.

Na obra, o novelista publicou o script dos 20 capítulos da série na íntegra, junto com uma análise da trama. No livro, ele conta que temia uma possível censura da Globo, assim como aconteceu em 1988, durante a exibição de “O Pagador de Promessas”, que teve quatro capítulos cortados. “Tinha medo de escrever e, depois, que as cenas fossem cortadas por alguém”, revela.

Na época, a pedido de Roberto Marinho, Cláudio Melo Souza foi escalado para ler o roteiro escrito pelo novelista e dar sua opinião à cúpula global. “Seu parecer dizia que, do décimo ao décimo quarto capítulo, estávamos carregando demais nas tintas políticas”, diz Gilberto, que acabou cortando da trama uma cena em que um policial abordava Maria Lúcia (Malu Mader) num muro e separava as pernas dela com o cassetete, levantando sua saia até a calcinha.

Gilberto Braga também criticou a atuação de alguns atores na série. É o caso de José Wilker, que, para ele, é um ator maniqueísta. Devido a isso, Gilberto desaprovou sua atuação durante boa parte da trama. Nem Cláudia Abreu, uma de suas atrizes preferidas, escapou das críticas. Para ele, Cláudia estava interpretando sua personagem de forma exagerada no início da trama.

domingo, 6 de junho de 2010

Minissérie 'Anos rebeldes' ganha livro que relata seus bastidores


Dezoito anos depois de "Anos rebeldes" ir ao ar na TV Globo, uma cena, em especial, ainda mexe com a emoção de seu autor, Gilberto Braga: o exato momento em que os protagonistas da história, a individualista Maria Lúcia (Malu Mader) e o engajado João Alfredo (Cássio Gabus Mendes), constatam que, mesmo tão apaixonados um pelo outro, são pessoas incompatíveis. No diálogo, ele diz: "Eu tive pensando... esses anos todos... Numa coisa eu acho que você tinha razão. Sobre o festival...'Sabiá' era mais bonita sim, mereceu ganhar". Em vão. Ela retribui com um abraço e vai embora.

- É a minha preferida, o rompimento do casal. Eles se amam e não dá certo. Me dá vontade de chorar - admite ele, que lança, na terça-feira, pela Rocco, o livro "Anos rebeldes, os bastidores da criação de uma minissérie" (R$ 59).

Além de proporcionar um déjà vu valioso para quem ficou de olhos grudados na telinha durante os 20 capítulos da série, a publicação mostra também os detalhes que cercam uma cena antes de ela ir ao ar.

- A ideia veio do fato de muitos jovens terem interesse em ver um trabalho escrito para a tevê exatamente como os diretores, atores e equipe recebem. Além disso, meus comentários paralelos devem provocar algum interesse - diz Braga.

No livro, está o esqueleto da história da minissérie, passada no Rio da década de 1960 e protagonizada por um grupo de colegas do tradicional Colégio Pedro II. A trama acompanha o desenrolar da paixão de Maria Lúcia e João Alfredo, que têm ideologias diferentes no Brasil da ditadura militar e acabam se distanciando quando ele resolve entrar para a luta armada.

Mas a obra vai além de um simples roteiro. Pelas suas 640 páginas, relembram-se diálogos, cenários e trilha sonora. Outro barato da leitura está justamente nas explicações do autor, que traça os paralelos entre a vida pessoal e a ficção presente nos personagens da série. E também na provinha que Braga oferece de uma autobiografia.

- Acho que sou autocentrado, gosto de falar de mim - conta. - Todos os personagens têm um pouco de mim, ou eu não consigo escrever. Acho que até o grande vilão, o banqueiro, tem pontos em comum comigo, na sua vida particular, nos mecanismos de controle - continua o autor: - Na minissérie, aqueles em que eu apareço mais devem ser o Galeno (Pedro Cardoso), por causa da crônica de costumes, a Maria Lúcia, porque sou individualista como ela (simplificando, claro) e a Natália (Betty Lago), por causa do meu apego a dinheiro, conforto. João Alfredo é a pessoa que eu admiro, gostaria de ser como ele, não sou.

Consagrado na TV com folhetins como "Dancin' days", "Vale tudo" e "Celebridade", Braga conta como ele, que passou a juventude no escurinho do cinema, se aventurou a escrever uma história que retrata os anos tensos de ditadura militar no Brasil.

- Nessa fase, eu era muito alienado. Escrever essa história foi uma espécie de ajuste de contas comigo mesmo. Estudei a época, Sérgio Marques (que também assinou a trama) ajudou, e a minissérie ficou boa - avalia.

Ao longo do relato, nota-se que suas vivências de garoto no Rio também contribuíram para a trama não ficar de difícil digestão.

- A cena das peruas que se encontram na praia para falarem abobrinhas deve ter contribuído muito para isso. É uma espécie de coro grego comentando a ação. E, de certa forma, são os anos rebeldes que eu vivi, porque vivi aqueles anos cercado de pessoas assim, totalmente alienadas - diz.

Desde cenas de amor mal-resolvido entre João e Lúcia a momentos dramáticos vividos por Heloísa (Cláudia Abreu), que culminam com sua morte, um detalhe não passou despercebido pelo autor enquanto escrevia a minissérie: a trilha sonora. Isso fica claro em seus comentários. No capítulo 10, por exemplo, Braga indica "Roda viva", pedindo atenção pois "a letra da canção é importante na cena". E, cuidadoso, ao fim do bloco, escreve para toda a equipe a letra de Chico Buarque:

- "Anos rebeldes" é quase um musical. Há cenas escritas em função das canções. Fui diretor musical do programa, fiz a sonorização. Queria ir de "Las secretarias", por Harold Nicholas, até o "Sabiá", "Senza fine", "Can't take my eyes off you", aquilo tudo.

E foi justamente "Sabiá", de Chico Buarque e Tom Jobim, vencedora do terceiro Festival Internacional da Canção, em 1968, a fonte de inspiração para concluir a série.

- "Anos rebeldes", sem dúvida, foi escrita em função da última cena. "Sabiá" era mais bonita, sim - afirma Braga.

EM TEMPO >>> A minissérie já teve um livro lançado, sendo que ao invés dos bastidores, era a história completa. Nos melhores sebos, com certeza você irá encontrar.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Livro conta curiosidades sobre autores de novelas brasileiros


Aguinaldo Silva diz que "Porto dos Milagres", de 2001, foi tão traumática que quase o fez desistir de escrever novelas. Gilberto Braga conta que fez "O dono do mundo", em 1991, em meio a uma depressão. Já Carlos Lombardi admite que várias de suas tramas falam sobre a busca por uma segunda chance na vida pelo fato de o próprio autor ter sido viciado em cocaína, aos 28 anos. Essas são apenas algumas das revelações de "A seguir, cenas do próximo capítulo - As histórias que ninguém contou dos 10 maiores autores de telenovela do Brasil", livro recém-lançado pela Panda Books e assinado pelos jornalistas André Bernardo e Cintia Lopes.

Além de Aguinaldo, Braga e Lombardi, Benedito Ruy Barbosa, Glória Perez, Lauro César Muniz, Manoel Carlos, Silvio de Abreu, Walcyr Carrasco e Walther Negrão contam, nas 284 páginas do livro, detalhes sobre o começo de suas carreiras, seus métodos de trabalho, alegrias e frustrações - para Benedito Ruy Barbosa, por exemplo, a reexibição de "Pantanal" pelo SBT, em 2008, foi "uma coisa maluca". No livro, ele diz que Silvio Santos "matou a novela". A difícil relação entre novelistas e diretores também é tema recorrente.

- Como não tínhamos vínculo com as emissoras, acho que todos se sentiram mais à vontade para falar. Eles falaram numa boa, inclusive sobre fases ruins, profissionais e pessoais - explica Cintia, que idealizou o projeto com André há quatro anos.

Além das longas entrevistas, "A seguir, cenas dos próximos capítulos" ainda traz uma ficha técnica com tópicos curiosos sobre cada autor. Um deles, "bordões famosos", inclui até frases recentes, como "é a treva", de Bianca (Isabelle Drummond), em "Caras & bocas". Além das fichas, uma lista de 10 curiosidades acompanha cada perfil. Mas o que mais chama a atenção são os roteiros originais de cenas marcantes que vão da briga entre Maria de Fátima (Gloria Pires) e Raquel (Regina Duarte) em "Vale tudo" à comédia pastelão de "Guerra dos sexos", com a clássica cena em que Charlô (Fernanda Montenegro) e Otávio (Paulo Autran) fazem uma briga de tortas na cara.

- As pessoas não imaginam como os capítulos saem da mão dos autores, como eles identificam os diálogos e como os atores recebem o texto - avalia Cintia.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

9mm: São Paulo chega em livro


A série brasileira 9mm: São Paulo, da Fox, expande suas histórias e chega em livro. Ele já pode ser encontrado nas livrarias com o preço médio de R$ 25,90.

Sinopse
A vida se resume a sexo e violência, define um dos policiais. Ao fim e ao cabo, quem matou pode ser não mais que um pretexto para se compreender a angústia da vida. Em 'O Sorriso da Morte' um lance de humor pode aparecer durante a mais repugnante violência. Um diálogo irônico pode nos fazer rir diante de corpos retalhados. E quando tudo parece caminhar com leveza é apenas o sinal de que mais uma queda está para acontecer.